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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pela ‘extinção’ dos índios no Brasil (?)


Dia 19 de abril comemora-se o dia do Índio. Nessa data, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indígena da América Latina, no México, com objetivo de divulgar a cultura indígena em toda a América e também para que os governos criassem normas em relação à qualidade de vida dos povos indígenas, que ainda sofriam com a discriminação do homem branco.


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Texto por Jader Christo

 
Na qualidade de neto de índio, fico chocado quando vejo um turista sendo recebido por um bando de coitados, ornados ridiculamente com penas de plástico, falando com sotaque de “caboclo” incorporado de Umbanda e dançando uma dança estranha como se tivessem um espinho em um dos pés e circulando, mancando e grunhindo por uma “aldeia” mais deprimente ainda.
Lógico que eu não ficaria tão indignado, se após essa apresentação, cada índio vestisse uma roupa decente, entrasse no seu carro e fosse para uma casa decente. Mas continuam lá, vestindo trapos e morando indignamente.
 
É a discriminação cruel a qual são submetidos todos da etnia. E justamente esta sociedade que vive bradando insistentemente por direitos “desses” e ”daqueles”, é que acha normal manter pessoas como se fossem animais exóticos.
Quem achar que índio deve viver lá no mato, fazendo cocô na moita, morando numa oca fedida, sem calça, e se limpando com folha, deveria levar a própria família pra lá e sentir se é bom. Voltará cheio de picadas de mosquito, vermes, malária. Não é justo, não é direito.
 
 
Índio quer progresso
 
O índio só é considerado um problema porque a sociedade insiste em considerá-lo sub-raça exótica, um bichinho primitivo, numa atitude discriminativa, preconceituosa.
Se existe um problema, este seria resolvido com uma atitude: considerá-los seres humanos participantes da sociedade e…Trabalho. Colocar todo mundo pra trabalhar.
A proposta é a seguinte: reunir todas as etnias, xavantes, tupis, ianomâmis. Recolher as carteiras da FUNAI e distribuir carteira de trabalho. E mandar todo o mundo procurar serviço. Participar da sociedade.
O mundo girou, a sociedade moderna é mais confortável, e o índio (na condição de etnia), tem o direito de participar disso, embora muitos deles não saibam. E embora ainda exista uma legião de preconceituosos, cravejados de “boas intenções” (que o diabo os carregue) que os querem assim, primitivos. Claro que, se alguém ficar enchendo a cabeça deles com essa historia de tradição, eles vão sempre acreditar que aquilo é bom.
É um preconceito cruel achar que índio não pode evoluir. É chamar a todos de sub raça e iludir dizendo que eles têm que morar na selva. Se fosse pensar desta forma, os descendentes de portugueses teriam que passar a vida plantando uva e pescando bacalhau e os descendentes de japoneses só poderiam plantar arroz. Claro que não é assim.
 
Todas as raças e povos que chegaram aqui no Brasil usam a tecnologia e o conforto disponíveis no mundo moderno. Todos têm esse direito.
É lógico que tem uma meia dúzia lá na selva que não querem mais nada com o batente, pois já perderam o trem da história, mas então vamos educar e preparar os filhos para viverem no mundo moderno.
Até porque, de qualquer forma, os jovens indígenas acabam vindo para a cidade mesmo, e sem nenhum preparo, porque algum idiota decretou que eles deveriam receber cultura regional , própria para indígenas, ou seja…nada.
Proponho dar ao índio o direito que todos têm. Isso sim será a verdadeira cidadania para essa etnia que insistem em chamar de sub raça e decretam sua exclusão social eterna.
 
Ao fim dos índios.
 
 
opiniaoenoticia

[Qual a sua opinião sobre este assunto? A minha opinião é de que todos tem o direito de  serem tratados iguais, com respeito e dignidade seja em qual cultura for. O fato de existirem índios no Brasil, não quer dizer que eles devam andar com tangas e usando tacape no meio da rua, ou que devam viver como os demais 'homens brancos' com ternos e engravatados, até pq eles viviam em uma cultura diferente da nossa mas  que hoje está se extinguindo, (graças aos homens brancos, é claro) mas que faz parte das suas origens ( e das nossas tb, claro!!). A cultura indígena é rica e diversa, mas os tempos são outros. Não há como eles não se contaminarem com a nossa doença, seja psiquica, física ou social. Precisamos levar em conta que eles gostariam, talvez, de viver a maneira deles, ma não há espaços. Mas ver índios na mendicância, isto é inconstitucional.  Manter uma política de defesa à todos os cidadãos sem querer mexer na sua cultura requer respeito e diretrizes. Os índios de faroestes americanos  não existem mais, não há mais espaço para culturas que não estimulam o "ter" antes do "ser".] M.M

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NOVO DISPOSITIVO MELHORA REABILITAÇÃO MOTORA DE PACIENTES APÓS AVC












Cientistas da Nanyang Technological University (NTU) desenvolveram um novo dispositivo que melhora a reabilitação de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC).

A invenção permitiu que pacientes de derrame que haviam passado por reabilitação convencional por um ano ou mais e tinham atingido estagnação em sua recuperação, conseguissem fazer progressos significativos na sua capacidade de realizar as tarefas diárias, de acordo com os pesquisadores.

O estudo revela que alguns destes doentes recuperaram até 70% da pontuação clínica em função motora em apenas um mês de tratamento.

"Enquanto os sistemas de reabilitação atuais beneficiam muitos pacientes, há também outros pacientes que ainda têm dificuldades exercer atividades diárias como segurar um garfo ou beber de um copo, apesar das sessões de reabilitação. O novo sistema trabalha dando feedback em tempo real para os pacientes sobre o que está acontecendo em sua mente e em seus músculos. Os pacientes que usam SynPhNe sabem onde os seus problemas estão e podem trabalhar lentamente para superar cada problema, em vez de se sentir frustrado e passar por um longo e doloroso processo de tentativa e erro quando suas melhorias não são visíveis", afirma o criador do dispositivo John Heng.

Como funciona
SynPhNe ou Plataforma Physio Neuro-Sinérgica, consiste de um software conectado a um fone de ouvido especialmente concebido com sensores neurais e uma luva sensorial. O dispositivo foi projetado para ser usado facilmente por pacientes com AVC, que normalmente têm o controle de apenas um braço.

Estes sensores fornecem feedback sobre o estresse, a atenção e os níveis de relaxamento da mente e de quais músculos estão sendo ativados ou inibidos pelo paciente. O software contém vídeos instrutivos para os movimentos dos membros que o paciente pode imitar e melhorar seu desempenho em várias tarefas.

Informações do sensor são exibidas em tempo real através da tela do computador para que o paciente esteja consciente do que está acontecendo em sua mente e corpo ao se submeter a exercícios de reabilitação.

Segundo Heng, enquanto o multi-modelo de aprendizagem associativa é conhecido por ser útil no desenvolvimento de bebês e na educação, é a primeira vez que sua equipe de pesquisa está adaptando-o para terapia de acidente vascular cerebral. Testado em 10 pacientes até à data, ele tem se mostrado muito eficaz na aceleração da recuperação de doentes com AVC.

Na aprendizagem associativa, um paciente vai descobrir a ligação entre causa e efeito, ou a intenção e o resultado físico. O paciente aprende o que ele quer fazer e o que está realmente acontecendo com seus membros. Isso ajuda o paciente a autocorrigir movimentos para combinar ações pretendidas.

"Por exemplo, se um paciente quer mover seu pulso, mas seu pulso não está se movendo, SynPhNe será capaz de mostrar-lhe que a sua mente tinha enviado um sinal, os músculos receberam, mas como os músculos de apoio e oposição estão apertados , ele vai precisar relaxar o músculo oposto, a fim de mover o pulso", explica o pesquisador Banerji Subhasis.

Ensaios com pacientes ainda estão em andamento e 10 pacientes foram submetidos a testes por 12 sessões, com duração de 90 minutos. Durante um período de quatro semanas, todos eles mostraram alguma melhora nas escalas clínicas. Verificou-se que pacientes com dificuldade de controle manual e problemas de fraqueza na mão foram os que mais melhoraram, em vários casos, até 70%.

Além da realização de ensaios adicionais envolvendo mais 50 pacientes, o próximo passo para os cientistas é formar uma empresa start-up para transformar o protótipo em um kit de terapia portátil para uso doméstico. Este kit deverá ser mais barato do que os sistemas de reabilitação robóticos no mercado, que podem custar muito alto.

 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pesquisa da USP investiga aprendizagem motora em pacientes com AVC









As pessoas que já sofreram um Acidente Vascular Encefálico ou Cerebral (mais conhecido por AVC) enfrentam inúmeras dificuldades na hora de realizar tarefas do cotidiano, uma vez que a lesão limita os movimentos. Entretanto, aos poucos elas podem reaprender essas habilidades por meio de um processo de reabilitação. Uma pesquisa desenvolvida durante quatro anos na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP buscou dar subsídios para compreender e, consequentemente, facilitar esta recuperação. 
  
Vinculada ao Laboratório de Comportamento Motor (Lacom) da EEFE, a pesquisa da professora Camila Torriani-Pasin procurou analisar como acontece o processo de aprendizagem motorade uma habilidade manual realizada com os membros superiores em pacientes que tiveram um AVC. Com essa finalidade, 22 pacientes foram submetidos constantemente a testes que envolviam pequenas tarefas do dia-a-dia, como pegar e encaixar objetos.
“A ideia é tentar investigar como eles [os pacientes] lidam com isso conforme vão repetindo o mesmo movimento; como fazem para realizá-lo de forma mais eficiente, mais rápida e com menor gasto de energia”, conta a docente.
Segundo ela, todos os pacientes eram crônicos, ou seja, já conviviam com a lesão há mais de seis meses; havia alguns, inclusive, que já a tinham há dois anos. E ao contrário do que se poderia supor, todos demonstraram que ainda conseguem aprender novas habilidades. “É muito interessante saber que mesmo depois de seis meses ou mais de lesão, o cérebro ainda continua ativo e essa pessoa ainda tem a possibilidade de aprender novas tarefas”, afirma.
Outro resultado interessante da pesquisa se refere à importância do lado do cérebro em que a lesão ocorre. De acordo com a professora, os pacientes que tiveram o hemisfério esquerdo afetado apresentaram mais dificuldades em executar as tarefas e reter o que havia sido aprendido. Isso acontece porque, apesar de o cérebro funcionar de forma integrada, o planejamento motor é de maior responsabilidade do lado esquerdo. Logo, qualquer lesão nesse lado vai afetar a capacidade de o paciente planejar suas ações de forma mais significativa do que aquelas do lado direito.


Impacto no tratamento - Essas novas descobertas representam uma importante ferramenta de auxílio na reabilitação dos pacientes com AVC, pois a partir do conhecimento do lado em que ocorreu a lesão, pode se determinar qual a melhor estratégia para o tratamento. “Para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais da educação física, isso significa poder escolher atividades que possam estimular mais áreas encefálicas em que aconteçam as maiores dificuldades, que apresentem mais problemas para aquele paciente no dia-a-dia”, constata Camila.
Além disso, a professora conta que a observação do modo como a aprendizagem do paciente evolui pode ajudar a inferir sobre como o cérebro está se recuperando. Uma vez que uma das áreas do órgão é lesionada, as outras ao redor tentam assumir sua função; assim, “se o paciente tem a habilidade de aprender, quer dizer que uma adaptação cerebral também está acontecendo”, diz a professora.
Tendo em vista os resultados positivos, a pesquisadora afirma que há planos de dar continuidade ao estudo, dessa vez com novas abordagens: “vamos fazer a mesma comparação e investigar o mesmo fenômeno, talvez com tarefas relacionadas aos membros inferiores, ao caminhar, ou a outras propostas de membros superior”, conta.


O laboratório - O Lacom já existe há 22 anos e investiga o comportamento motor em diferentes populações e situações. Atualmente com nove projetos, suas duas linhas de pesquisa estudam a aprendizagem de habilidades motoras e o desenvolvimento destas.
Na primeira, denominada Organização da resposta motora e aquisição de habilidades motoras, pesquisa-se como fatores como quantidade de prática e fornecimento de instruções e feedbacks podem influenciar na forma em que a pessoa aprende certas habilidades, como as esportivas e as do dia-a-dia.
Já a segunda, Análise e diagnóstico do desenvolvimento motor, abrange a questão do desenvolvimento motor humano, com pesquisas que acompanham tanto o processo de desenvolvimento infantil como o de envelhecimento em idosos.
Para Camila, a diversidade dos projetos é o ponto forte do Lacom, que conta com sete professores envolvidos e cerca de 30 membros: “esse é o bacana do laboratório , ele é diversificado e a gente acaba se complementando
”.

Texto: Beatriz Amendola
Fonte: USP Online

Publicado em: 22/11/2010

saudeemmovimento

Veja também:
Fisioterapia com Você: O AVC causa milhões de mortes a cada ano
 
 

Nelson Mandela atuando com graça na busca da justiça

[Achei muito gratificante esta matéria e queria compartilhar com vocês. Um momento para refletir sobre estes dias e os dias que virão...]


Mãos


A cruz de Jesus Cristo tem dois paus, um horizontal e um vertical. Podemos dizer que um representa a justiça e o outro a misericórdia. Precisamos dos dois em nossa vida, na sociedade, nas relações de família, se não ninguém aguenta! Se for só justiça, fica pesado demais, seco, sem recheio, sem colorido, legalista. Se for só misericórdia, tudo acaba em pizza e os valores, a ética, o bom senso, os limites, e a própria justiça, vão para o brejo.
Jesus não anulou a necessidade de guardar a Lei Moral, os Dez Mandamentos, porque Ele era misericordioso. Ele acrescentou à Lei a misericórdia. Sem lei vira anarquia. Só com a lei, vira legalismo. O que permeia deve ser a graça. A graça é a doçura que alivia situações amargas da vida. É a força para lidar com as perdas, as decepções, as traições, as injustiças. Graça é algo feito para com pessoas que não merecem talvez nada.
Na cruz, morrendo pela humanidade, Jesus, após ser açoitado, cuspido no rosto, condenado por um tribunal corrupto, gemendo de dor espiritual (maior que a dor física) pela ideia de ser cortado da presença do Pai ao assumir nossos pecados, olhando as pessoas ao redor que num momento O haviam louvado, e em seguida condenado, pedindo a libertação de Barrabás, um ladrão vagabundo e fútil, Ele, movido pela graça e pela misericórdia, disse: “Pai, perdoa essas pessoas! Elas não sabem o que fazem!” Você consegue dizer isso, primeiro em seu coração, e depois para uma pessoa que o maltratou muito, o traiu, matou um parente seu, enganou você maldosa e persistentemente?
 
“Nelson Mandela ensinou ao mundo uma lição sobre a graça quando, depois de 27 anos de prisão e depois de ser eleito presidente da África do Sul, ele pediu que seu carcereiro se juntasse a ele na cerimônia de posse e recrutou policiais africâneres como seus guarda-costas. Em seguida ele nomeou o arcebispo Desmond Tutu para chefiar a Comissão de Verdade e Reconciliação, uma forma criativa de mostrar a repulsiva verdade da opressão sem exigir vingança. De acordo com as regras da Comissão, se um opressor enfrentasse seus acusadores e confessasse plenamente seu crime, ele não poderia ser processado por esse crime. Alguns sul-africanos protestaram contra a injustiça de deixar criminosos em liberdade, mas Mandela insistiu em que o país precisava mais de cura do que de justiça.” (Philip Yancey, “Para que serve Deus”, pág. 273, Editora Mundo Cristão, São Paulo, 2010).
Yancey conta uma história fantástica da atuação da graça relatada naquela Comissão: “Um policial chamado Van de Broek relatou um acontecimento em que ele e outros oficiais atiraram contra um rapaz de dezoito anos e queimaram seu corpo, virando-o no fogo como um pedaço de churrasco, para destruir as provas. Oito anos mais tarde, Van de Broek voltou à mesma casa e pegou o pai do rapaz. A esposa foi obrigada a olhar os policiais amarrarem o marido a um monte de lenha, derramar gasolina sobre seu corpo e atear-lhe fogo. O tribunal ficou em silêncio quando a senhora idosa que perdera primeiro o filho e depois o marido teve a oportunidade de responder. ‘O que a senhora quer do sr. Van de Broek?’, perguntou-lhe o juiz. Ela disse que queria que Van de Broek fosse ao local onde queimaram o corpo de seu marido e recolhesse as cinzas para que ela pudesse lhe dar uma sepultura decente. Cabisbaixo, o policial fez um gesto concordando. Depois ela acrescentou mais um pedido: ‘O sr. Van de Broek me tirou toda a família, e eu ainda tenho muito amor para dar. Duas vezes por mês, eu gostaria que ele viesse ao gueto e passasse um dia comigo para que eu possa ser uma mãe para ele. E eu gostaria que o sr. Van de Broek soubesse que ele foi perdoado por Deus, e eu também o perdoo. Eu gostaria de abraçá-lo para que ele saiba que meu perdão é real’”. (idem pág. 273,274).
Yancey diz que no tribunal alguns se puseram a cantar espontaneamente o hino “Maravilhosa Graça” no momento quando a senhora foi andando em direção ao banco das testemunhas, mas o policial Van de Broek não ouviu o canto, e sabe por que? Ele havia desmaiado, esmagado fisicamente pela graça!
“Não se fez justiça naquele dia na África do Sul, nem se fez no país inteiro à medida em que a Comissão de Verdade e Reconciliação foi expondo atrocidades aos olhos de todos. Algo além da justiça aconteceu: o primeiro passo para a reconciliação.” (pág. 274).
 
Gandhi disse que se procurarmos viver olho por olho, dente por dente, em breve o mundo estará com pessoas cegas e desdentadas! Jesus mostrou um caminho fantástico de convivência, de justiça, de reconciliação, que é vencer o mal com o bem. “O mal é vencido com o bem se a parte injuriada absorver o mal, recusando-se a permitir que ele prossiga.” (pág. 274). Creio que só pela graça de Deus é possível andar num caminho assim.
 
 
E nisto creio!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pilates e fisioterapia em domicílio: saúde e beleza no conforto de casa




Quando se fala em Pilates, a primeira imagem que nos vem à cabeça é de grandes aparelhos de ginástica, molas e barras de ferros. Mas há outras possibilidades. Essa técnica de baixo impacto é conhecida desde a década de 1920 e está ganhando cada vez mais adeptos. Para a fisioterapeuta e profissional certificada no Método Pilates, Vanessa Cristina Innocente, o destaque de hoje são as aulas em domicílio.
Segundo ela, algumas pessoas preferem fazer a aula em casa, principalmente aquelas que não gostam de academia. “O método Pilates é bem diferente de academia. Muitas pessoas se apaixonam e não querem mais deixar de praticar”, afirma.
O sucesso do método está na personalização dos exercícios de acordo com os objetivos do aluno. São mais de 500 movimentos diferentes controlados e de baixo impacto, que estimulam o corpo e a mente. “Dependendo do objetivo de cada aluno, o foco da aula será diferente, pois existem pessoas que querem ganhar força e controle muscular, outras que buscam melhorar as dores nas costas e ganhar flexibilidade, além daquelas que recebem indicações médicas para fazer o tratamento”, explica Vanessa.

As aulas têm duração de uma hora e podem ser praticadas por qualquer pessoa em qualquer faixa etária, mas é fundamental fazer uma avaliação física antes. No Pilates em domicílio, são utilizados acessórios como faixas elásticas e bolas suíças que auxiliam nos exercícios. “Os alunos não enjoam das aulas, pois sempre temos novidades e os níveis de dificuldade aumentam conforme eles evoluem”, destaca a fisioterapeuta.
O Pilates é um ótimo exercício que ajuda a controlar a respiração e o equilíbrio, alonga o corpo, ajuda a combater o stress, possibilita manter uma ótima postura, músculos fortes e firmes, barriga definida e uma ótima saúde.
“O método tem ajudado muitas pessoas que sofrem com hérnia de disco. Também há grandes resultados de melhora da dor em pacientes com fibromialgia – uma condição dolorosa generalizada e crônica”, comenta
 
Vanessa Cristina Innocente
Fisioterapeuta e Profissional Certificada no Método Pilates

Fonte: Revista Pilates

sábado, 13 de abril de 2013

Santorini






Santorini é composta por um grupo de ilhas: Thera, Thirasia, Aspronisi, Palea e Nea Kameni  e está localizada na parte mais ao sul das Cíclades, no Mar Egeu, 63 milhas náuticas ao norte da ilha de Creta. A área de superfície de Thera é de 73 km ² e sua população, distribuídas entre 13 aldeias, é de 15,250 pessoas, de acordo com o censo de 2011.
 
Santorini

História

A presença humana na ilha parece ter existido desde meados de 3 mil  a.C.  A escavação em Akrotiri confirmou que a atividade do homem na ilha continuou até a erupção do vulcão em cerca de 1500 a.C. Todos os vestígios da atividade humana desapareceram da ilha até o final do século XIII a.C.

 
 
Conhecida inicialmente como Strongýlē  "a circular", mas por causa de sua beleza, a ilha foi chamada de Kalliste (a mais bela). Vieram os fenícios e lá se estabeleceram e após eles vieram  os lacedemônio, e deram à ilha o nome de seu líder, Theras. No século IX a.C. Thera, tornou-se um ponto importante na rota de comunicação entre o Oriente e o Ocidente da época e adotou o alfabeto fenício para escrever a língua grega. Em cerca de 630 a.C. os Theranenses atingiram a costa norte do continente Africano onde fundaram Cirene. Durante o período clássico da Grécia (século V e IV) a.C. Thera não desempenhou um papel importante nos eventos helênicos. Durante a Guerra do Peloponeso Thera ficou ao lado de Esparta, como esperado. Em tempos helênicos a posição estratégica da ilha fez Thera uma base preciosa de que as campanhas de guerra dos sucessores de Alexandre, o Grande, foram lançadas no Mar Egeu.
Dentro do Império Romano, Thera era nada mais do que uma ilha insignificantemente  pequena. No entanto, o cristianismo chegou cedo na ilha e uma igreja organizada já existia pelo quarto século d.C.. A ilha não foi de importância nem política nem militar na época bizantina, embora Aleixo I Comneno (1081-1118) tenha fundado a igreja de Panagia Episkopi em Gonia.
 
 
Ficheiro:Santorini 3D version 1.gif
Santorini em 3D
 
Após a queda de Constantinopla para os cruzados da Quarta Cruzada (1204) o ducado de Naxos foi fundado e Thera se tornou a sede de um dos quatro bispos católicos do Ducado. O nome Santorini foi dado pelo tempo em que os cruzados depois que a igreja de Agia Irini (Santa Irene), que alguns dizem que foi em Perissa e outros dizem que foi em Riva em Thirasia. Nos anos de domínio franco (1207-1579), embora Santorini  tenha experimentado o desenvolvimento da cultura do algodão e viticultura, a ilha sofreu tanto de ataques de pirataria a partir das rivalidades entre os governantes latinos locais ou entre o duque e o sultão.
O domínio turco (1579-1821) resultou na abolição da pirataria e do desenvolvimento do comércio internacional. O Santorinians criaram contatos estreitos com os grandes portos do Mediterrâneo Oriental (Alexandria, Constantinopla, Odessa), onde fundaram comunidades importantes. Em 1821, Santorini, com sua força de transporte, participou da luta pela independência dos turcos, e em 1830 tornou-se parte do estado independente grego.
Até o início do século 20 o transporte, têxtil, produção de tomate e viticultura estavam florescendo. A mudança de barcos à vela para barcos movidos a vapor e também o transporte de fábricas da ilha para a Grécia continental teve um grande efeito sobre a economia da ilha. Após o terremoto de 1956 houve uma queda enorme na população e uma catástrofe econômica. Para o final da década de 70 o turismo começou a se desenvolver, trazendo alívio econômico à Santorini.
 
 
O Vulcão



A forma de lua crescente atual da ilha é uma consequência da atividade do vulcão, em tempos pré-históricos. A própria ilha deve a sua existência ao vulcão.
A última erupção do enorme vulcão remonta de 3.600 anos atrás. Trinta milhões de metros cúbicos de magma na forma de pedra-pomes e cinzas foram sopradas a uma altura de até 36 quilômetros acima da ilha. Depósitos de pedra-pomes, dezenas de metros de espessura, enterrado um dos mais prósperos assentamentos pré-históricos daquele período, alimentando o mito da Atlântida perdida.
A atividade do vulcão depois dessa grande erupção continua até o presente (a erupção mais recente ocorreu em 1950) construindo duas pequenas ilhas dentro da caldeira, Palea e Nea Kameni. Estas ilhas representam a mais recente atividade do vulcão.
 
O maravilhoso clima seco e sol o ano todo,  criaram condições que são perfeitas para observação, fotografias e vídeos sob uma extraordinária variedade de luzes e cores naturais que dão ao visitante a vantagem excepcional de atingir o interior do vulcão de barco.
 





Vista panorâmica da principal cidade de Santorini


www.santorini.net

www.emb-grecia.org.br


Santorini é um daqueles lugares para se ir De Mala e Cuia!!



Veja também:

Fisioterapia com Você: A Bella Toscana
Fisioterapia com Você: Veneza: uma cidade que parou no tempo
Fisioterapia com Você: As Eternas Fontes da Cidade Eterna

sexta-feira, 12 de abril de 2013

'O Pequeno Príncipe' faz 70 anos


 

"O Pequeno Príncipe", livro mais vendido e traduzido no mundo, atrás apenas da Bíblia, completa 70 anos, e a Sucessão que administra o legado de seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, preparava-se para comemorar em grande estilo ao longo de 2013 e 2014.
"O Pequeno Príncipe" foi publicado em abril de 1943, quase simultaneamente, em inglês e francês, em Nova York, onde Saint Exupéry se radicou em 1941, junto com sua esposa, a salvadorenha Consuelo Suncín.
A história deste livro, cujo misterioso e cativante protagonista de cachos loiros tornou-se um ícone mundial, é o resultado de uma "aventura improvável", indicou Olivier d'Agay, diretor da Sucessão Antoine de Saint-Exupéry, que reúne os herdeiros da família do escritor.
"Saint-Exupéry partiu para os Estados Unidos não para escrever, mas para ajudar a convencer esse país a se juntar à luta contra a barbárie", ressaltou em uma coletiva de imprensa D'Agay, neto de uma irmã do autor.
O escritor e piloto Saint-Exupery, que foi um dos franceses mais conhecidos nos Estados Unidos, se mudou para Nova York com a missão pessoal de convencer os americanos a entrar na guerra contra o nazismo, explicou.
Foi então que a sua editora americana o convenceu a escrever uma história de Natal, um conto infantil.
"Saint-Exupéry estava sempre desenhando em todos as partes a figura de um menino loiro, inspirado em sua infância feliz, e que se tornou o personagem dessa história."
O resultado dessa aventura, nascida em um contexto de exílio e de um mundo em guerra, foi este conto mágico e filosófico de uma centena de páginas, que se tornou um fenômeno editorial, "algo que Saint-Exupéry nunca poderia ter imaginado", segundo D'Agay.
Em seus 70 anos de existência, desde que foi publicado, "O Pequeno Príncipe" vendeu 143 milhões de cópias em todo o mundo.
Gráfico com dados sobre o livro
O manuscrito original do conto, que foi traduzido para mais de 230 línguas e dialetos, é preservado na Pierpont Morgan Library, em Nova York, que será um dos palcos principais das celebrações comemorativas do 70º aniversário de "O Pequeno Príncipe".
O Museu de Cartas e Manuscritos de Paris, editoras em dezenas de países, teatros, como o Teatro Nacional Manuel Bonilla de Honduras, que é apoiado pela Fundação Saint-Exupéry para a juventude, e organizações não governamentais vão festejar este aniversário.
Na França, a programação para 2013 inclui a publicação de uma nova edição do livro e do desenho animado, bem como um e-book e um novo episódio da série de animação "O Pequeno Príncipe", que foi vendido para uma centena de países.
Também está sendo preparada uma nova biografia do autor.
Em Nova York, as comemorações vão se concentrar em 2014, com a exposição na Morgan Library, além da realização de um simpósio internacional sobre a história e um concerto de Michael Levinas, que prepara a ópera "O Pequeno Príncipe", a ser lançada em Lausanne, na Suíça, no final do próximo ano.
Haverá também uma exposição em homenagem ao Pequeno Príncipe em Bryant Park, o parque adjacente à Biblioteca de Nova York, no centro de Manhattan.
A Fundação Antoine de Saint-Exupéry para os jovens, que incentiva ações de solidariedade para crianças carentes em vinte países no mundo, publicará neste aniversário uma edição do livro para cegos, para "compartilhar a magia e o sonho dessa história" em desenhos tridimensionais.
E uma exposição, que será realizada na sede da UNESCO em Paris, a partir de 27 de abril, durante a Universidade da Terra, enfatizará os valores do "Pequeno Príncipe", "um personagem protetor do planeta, da paz, da infância".
Tudo isso, a espera de mais um grande evento, que também será comemorado em todo o mundo: em janeiro de 2015, as obras de Saint-Exupéry vão passar a ser de domínio público - exceto na França e nos Estados Unidos -, o que levará a centenas de novas edições do livro que conquistou os corações de milhões de pessoas no planeta.
[Foi um dos primeiros livros que li e eu acreditava que era um livro para crianças, mais tarde já adolescente, pensava que ele fora escrito para adolescentes. E finalmente como adulta, entendi que este livro não tem idade...Ele é simplesmente perfeito!]M.M

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os dois lados da talidomida




Meio século após o escândalo da talidomida, que resultou em milhares de casos de malformação em recém-nascidos, o medicamento ainda é usado no tratamento da lepra, da aids e de diversos tipos de câncer.
Foi um dos maiores escândalos envolvendo medicamentos da história da Alemanha: no final da década de 1950, tornaram-se frequentes os casos de malformação dos membros e órgãos internos em recém-nascidos. Primeiramente suspeitou-se que a origem estaria nos testes nucleares, depois ficou claro que a causa era o remédio Contergan, nome comercial da talidomida, ingerido durante a gravidez. No final de 1961, a empresa farmacêutica Grünenthal finalmente retirou o sedativo do mercado.
Em 2007, talidomida foi novamente liberada para uso em toda a União Europeia – no entanto, somente para o tratamento do mieloma múltiplo, uma forma de câncer de medula óssea. A eficácia da droga nesse caso foi comprovada pela primeira vez nos EUA, onde o medicamento foi liberado já no final da década de 1990 – ainda assim, apenas em alguns casos. Como sedativo, o uso da talidomida nunca foi aprovado nos EUA, e por isso houve poucos afetados no país.
 
 
Muitos pensaram ser um remédio abortivo
 
A situação na América Latina é muito diferente: a talidomida é usada continuamente desde que surgiu, principalmente contra as lesões inflamatórias da hanseníase, ou lepra, doença infecciosa crônica ainda muito presente nos países mais pobres do mundo.
 
 
Cláudia Maximino se empenhou por uma legislação mais rígida

Mesmo após o escândalo da talidomida na Alemanha, casos de malformação em recém-nascidos foram registrados no Brasil em meados dos anos 60. Calcula-se que, em todo o país, por volta de mil crianças nasceram com as malformações típicas do uso do medicamento ao longo dos últimos 50 anos.
"Muitas pessoas interpretaram erroneamente o símbolo de advertência, que mostra uma tarja sobre uma mulher grávida", afirma Cláudia Marques Maximino, presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida (ABPST). "Elas pensaram que era um remédio abortivo."
Segundo a pesquisadora Lavínia Schüler-Faccini, da Ufrgs, "o aspecto trágico desse erro fatal é que as mulheres tomaram o medicamento justamente nos primeiros estágios da gravidez, a única fase em que há uma ameaça real para o feto". Um único comprimido contendo 50 miligramas do princípio ativo pode causar graves defeitos congênitos.
 
 
Medicamento eficaz
 
Schüler-Faccini coordena o Sistema Nacional de Informação – Gravidez Segura e pesquisa os efeitos da talidomida nos embriões. Entre suas atividades está a documentação do nascimento de crianças afetadas, diferenciando-as de portadoras de outros defeitos genéticos semelhantes.
"Queremos compreender exatamente como a substância afeta o feto, a fim de desenvolver medidas preventivas ainda melhores", comenta. "E um dia", diz a pesquisadora, "com base em nossos resultados, poderemos até mesmo desenvolver uma substância sem contra-indicações e que apresente os mesmos efeitos positivos."
Pois existem boas razões para se utilizar a talidomida. "Trata-se de um medicamento excelente, muito eficiente para combater os sintomas de diversas doenças crônicas", assinala Schüler-Faccini. Além da lepra e do câncer de medula óssea, a talidomida também é usada no tratamento de doenças do sistema imunológico, como aids e lúpus.
 
 
 
 
O Contergan já havia sido avaliado positivamente porque, ao contrário de outros sedativos, ele é tóxico somente em quantidades muito grandes. Em homens e mulheres não grávidas, a talidomida em doses adequadas quase não tem efeitos colaterais, afirma a pesquisadora. Só que o efeito colateral que ocorre em mulheres grávidas e afeta diretamente o feto é tão grave que a distribuição do medicamento deve ser rigorosamente controlada.
 
 
Legislação mais rígida
 
Essa também é a opinião de Maximino. Ela, que tem 50 anos, está entre as primeiras vítimas da talidomida no Brasil. Mesmo assim, sabe que, para muitos pacientes crônicos, o medicamento é a única maneira de aliviar o sofrimento. "No Brasil a talidomida é um medicamento de baixo custo de fabricação e temos um grande número de hansenianos. Essa é uma doença ligada à pobreza, e acredito que esse é o motivo para a utilização do remédio."
Por tudo isso, Maximino se empenhou por uma regulamentação mais rígida da distribuição de compostos de talidomida, incluindo amplos esclarecimentos sobre os perigos do medicamento, nenhuma distribuição a mulheres em idade fértil, o registro de pacientes e de médicos autorizados a receitá-o e a criminalização do mau uso do medicamento.
Esse último ponto é muito importante, registra Maximino, com pesar. "Infelizmente temos que levar em consideração que existem todos os tipos de pessoas, e algumas podem abusar da talidomida com o propósito de obter a indenização."
 
 
Como na Índia
 
Os legisladores brasileiros atenderam a todas essas exigências em 2011. "Cláudia Maximino e sua associação colaboraram decisivamente para que uma legislação mais restritiva fosse aprovada", garante a pesquisadora Schüler-Faccini. "No entanto, o risco ainda é alto, já que cerca de quatro milhões de comprimidos são receitados anualmente."
E Maximino ainda discute com as autoridades. "Na verdade, as regras de prescrição deveriam considerar as realidades regionais no Brasil", diz. Em 2010, nasceu no Brasil uma criança com a síndrome da talidomida. A Índia, cuja população é seis vezes maior que a brasileira, não registra nenhum caso há anos, compara a ativista. "O melhor seria proibir a talidomida fora dos hospitais, como acontece na Índia."
 
 

Investigadores encontram causa genética do 'tremor essencial'



Investigadores da Universidade de Montreal (Canadá) conseguiram descobrir qual o problema genético específico que provoca  a desordem neurológica conhecida como Tremor Essencial (TE). Este é o mais comum dos problemas relacionados com o movimento, sendo que os sintomas se tornam mais fortes com a idade.
Quem sofre desta desordem tem tremores involuntários que ocorrem principalmente quando se tenta fazer movimentos precisos. Os resultados da investigação levada a cabo estão publicados no «American Journal of Human Genetics».
 
Apesar de existirem fortes evidências de que a doença teria uma base genética, nenhuma ligação tinha ainda sido identificada. Os cientistas sabiam já que são mutações no gene FUS que provocam esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença das células nervosas do cérebro e da espinal medula que controla o movimento voluntário dos músculos.
A equipa de cientistas conseguiu, com sucesso, identificar as mutações que provocam o Tremor Essencial neste mesmo gene e que os mecanismos de mutação desta doença e da ELA são diferentes.
Nancy Merner, líder do projeto de investigação, explica que quando começou o estudo teve acesso a informação genética de um grande número de famílias. Além disso, pode utilizar novas e eficazes tecnologias de sequenciamento.
A descoberta fornece ao mundo uma primeira visão sobre o mecanismo da doença, visão essa crucial para o desenvolvimento futuro de medicamentos. Além disso, não existe consenso sobre os critérios de diagnóstico da TE, assim, um diagnóstico de base genética poderá ser benéfico. Entre 37 a 50 por cento dos casos de TE são atualmente mal diagnosticados.
Para os indivíduos afetados, os tremores são geralmente irritantes e constrangedores, interferindo com tarefas diárias como escrever, comer ou beber, já que afetam principalmente as mãos. Este estudo poderá ajudar a melhorar a qualidade de vida dos afetados.

cienciahoje


O Tremor Essencial

Tremor é um movimento involuntário que apresenta ritmicidade e oscilação em grupos musculares antagonistas provocando consequente deslocamento de determinada parte do corpo.
Tremor de repouso é quando acontece em uma parte do corpo totalmente sustentada pela gravidade; já o tremor que ocorre em uma contração muscular voluntária, é o tremor de ação.

    É importante destacar que o tremor de ação pode ainda ser subdividido em:
     Tremor postural: ocorre na parte do corpo sustentada opostamente à gravidade;
     Tremor isométrico: ocorre quando há contração muscular contra um objeto inerte rígido;
     Tremor cinético: ocorre em movimentos voluntários.
 
Cabe também salientar que indivíduos com tremor essencial considerado leve possuem certo comprometimento social e não físico. Quando considerado de grande amplitude, pode gerar certa incapacidade. Isso pode ser observado visto que esses pacientes costumam apresentar dificuldades em segurar um copo sem derramar, comer, conversar (quando há também tremores de voz) e escrita ilegível. Com isso, muitas vezes acabam sendo obrigados a afastar-se de seu trabalho devido a ausência de movimentos mais finos.
 
Considerado um distúrbio de movimento bastante comum, o tremor essencial clássico apresenta-se de forma bilateral, geralmente simétrico e nítido, envolvendo tremor postural que atingem as mãos e os antebraços, sem necessariamente ocasionar tremor em outra parte, porém, o tremor isolado de determinada região do corpo não constitui tremor essencial, mas podem ser considerados variantes dele.

O tremor essencial também é considerado uma doença monossintomática, de disfunção cerebelar. É uma disfunção neurológica que interfere na coordenação motora.
 
 
Para mais informações sobre o assunto acesse:
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Albert Einstein libera bichos de estimação para visitar pacientes em SP


Em tratamento de câncer, Ennio Araújo abraça a cadela Clara no hospital Albert Einstein, que permite visita de animais.

Entre olhares de admiração, espanto, surpresa e curiosidade, a cadela Clara, da raça fila, com três anos e 73 kg, entrou ontem tranquilamente pela recepção e passou por corredores de um dos mais importantes hospitais do país, o Albert Einstein, em São Paulo. Ela foi visitar o dono, que está em tratamento contra um câncer na bexiga.
 
Após três anos de testes e preparo de equipes, o hospital liberou, sob rígido protocolo, que bichos de estimação, às vezes considerados membros da família, visitem pessoas internadas --mesmo em unidades semi-intensivas.
"Meus filhos moram fora de São Paulo, são muito ocupados. A Clara acaba me fazendo companhia em horas difíceis. Ela é parte da família. Poder tê-la comigo no hospital faz a diferença no meu ânimo, na minha disposição", diz o advogado Ennio de Paula Araújo, 71.
A entrada de bichos no Einstein --gatos e passarinhos também são aceitos-- faz parte também do cumprimento de regras de uma certificação internacional de humanização que o hospital conseguiu no ano passado.
O Einstein é o 35º hospital do mundo e o primeiro da América Latina a conseguir o selo concedido pela organização americana Planetree.
"Poder receber seus bichos aqui era um desejo frequente dos pacientes. Eles fazem bem e, sem dúvida, interferem na cura", afirma Rita Grotto, gerente de atendimento do hospital.
Clara teve de passar por uma avaliação de seu veterinário, que deu um laudo atestando sua boa saúde, e tomar um banho caprichado antes da visita. Os donos apresentaram os documentos de vacinação e se comprometeram a mantê-la tranquila.
"Mas, antes de tudo, é preciso a autorização do médico, que tem de colocar no prontuário do paciente que está de acordo com a visita. Uma equipe multiprofissional checa se todo o protocolo foi cumprido. Na menor dúvida, a entrada não será autorizada", declara Grotto.
O hospital diz que recebeu só uma queixa até hoje. A mãe de uma criança com leucemia reclamou da presença de um cão, mas recuou depois de receber explicações.
O aposentado Menachem Mukasiey, 67, está há uma semana internado com um problema no joelho e aguardava ontem ansioso a visita da poodle Bolinha.
"Já passei por vários hospitais e jamais me permitiram ver a Bolinha, que fica sem comer e depressiva enquanto estou fora. Aqui é o único lugar que me deixaram recebê-la, o que é uma alegria."
Paulo de Tarso Lima, coordenador da área que implanta as medidas de humanização no Einstein, afirma que "não está se falando de uma vontade de todos os pacientes" e que "também não se autoriza a presença dos bichos em qualquer lugar, de qualquer maneira".
Para o médico, o contato com os bichos pode levar "felicidade, paz e bem-estar" e auxiliar a recuperação de algumas pessoas. "O encontro com um cão ajuda a relaxar, a retomar a preocupação com o corpo, o que pode ficar perdido em pacientes crônicos."
O Conselho Regional de Medicina de SP e a Sociedade Brasileira de Infectologia não se manifestaram.