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sábado, 14 de dezembro de 2013

Um "Concerti fatti per la notte di Natale"





youtu.be

Para começar bem o Natal. Escutei esta música e achei de uma pureza angelical. Espero que gostem.

A composição dos "Concerti fatti per la notte di Natale" (Concertos feitos para a noite de Natal) viveu o seu apogeu na Itália nos séculos XVII e XVIII. O concerto grosso de cordas, op. 6, nº 8 de Arcangelo Corelli, é naturalmente o mais conhecido. Outras obras destacam o oboé ou o trompete, na tradição natalícia considerados sucessores dos instrumentos "primitivos", utilizados pelos pastores na adoração do Menino.
 
Um dos concertos para oboé mais interpretados  de Natal foi composto por Alessandro Marcello, músico e poeta que nasceu em Veneza em 1669. Do seu repertório que Marcello publicava sob o pseudónimo Eterio Stinfalico, sobreviveram apenas algumas sonatas para violino, cantatas e concertos para oboé, entre eles, o concerto em ré menor para oboé, cordas e baixo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tratamento oncológico sem quimioterapia

Tratamento oncológico sem quimioterapia


A terapia alvo para leucemia mieloide crônica transformou uma doença que só se curava com transplante de medula óssea em uma situação crônica, com necessidade de apenas um comprimido ao dia, determinando o que foi cunhado por um médico chamado Dr. Kantarjian do hospital MD Anderson como "cura funcional". Isto é, enquanto a medicação for regularmente ministrada, o paciente está "curado".
 
Já o Mabthera ou Rituximab, um anticorpo contra um tipo específico de célula do linfoma B, aumentou de forma significante as chances de cura dos linfomas agressivos associadas à quimioterapia, podendo, inclusive, controlar com monoterapia os linfomas indolentes. Estas drogas deram inicio a uma verdadeira revolução em outras áreas, como as dos cânceres hematológicos, de mama, de próstata, pulmonar e de intestino. Com isso, fica a pergunta: estamos saindo da era dos quimioterápicos?
 
Realmente, no momento ainda não, mas seguramente estes novos tratamentos trouxeram e vão trazer um avanço cada vez maior à área. Resta apenas cuidarmos dos custos que estão impeditivos nesta área.

Autor: Nelson Hamerschlak, hematologista do Einstein


einstein

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A frouxidão ligamentar e seus efeitos no corpo



Quem já não se surpreendeu com as imagens de ginastas olímpicas se dobrando ao meio em suas piruetas acrobáticas, com os contorcionistas circenses que parecem não ter coluna cervical ao colocar os pés lado a lado das bochechas, ou mesmo com aquele tio engraçadinho que se dizia mágico por contorcer pernas, braços e dedos como se fossem feitos de borracha? Todos nós já suspiramos de aflição ao vê-los em ação, mas saiba que, na verdade, não há truque algum envolvido, nem dor. Isso porque, além do sorriso no rosto enquanto executam suas manobras, na maioria das vezes, o que eles têm em comum é uma condição clínica chamada de frouxidão ligamentar.
 
Na literatura médica, a frouxidão está relacionada à chamada de Síndrome de Ehlers-Danlos e descrita como uma doença genética relacionada à síntese de colágeno, que causa hipermobilidade das articulações e algumas outras alterações corporais. Pelo menos 13 tipos desta síndrome foram identificados e os tipos são relacionados a distúrbios hereditários mais comuns do tecido conjuntivo, podendo acometer diferentes articulações e se manifestar em diferentes graus de severidade.
 
Entre os indicativos mais claros da síndrome estão:
  • Hipermobilidade articular, como dobrar o punho e o polegar até ao antebraço;
  • Sinal de Gorlin, que é o ato de conseguir tocar no nariz com a língua;
  • Resistência à dor, o que explica os sorrisos diante das supostamente dolorosas manobras;
  • Hiperelasticidade da pele.
Diferentemente do que se pode pensar, essa grande amplitude de movimentos não é um alongamento natural, ou algo positivo. Alterações oculares, que comprometem a visão podem acometer quem sofre da síndrome e a chance de gestantes terem partos prematuros também são aumentadas. Os portadores da síndrome são mais propensos a sofrer lesões, como entorses e rompimentos ligamentares, bem como desenvolver tendinites e bursites.
 
Com raras exceções, o tempo de vida das pessoas com síndrome de Ehlers-Danlos é normal. Ela não tem cura, mas ter o diagnóstico da doença é importante para prevenir e tratar precocemente suas complicações. Estabelecer um plano de atividades físicas, com foco no fortalecimento das musculaturas que envolvem as articulações afetadas, bem como evitar exercícios de alto impacto, pode ajudar a reduzir o risco de lesões.
 
Assim, uma vez desenvolvida a propriocepção e o senso de limites do corpo, quem tem frouxidão ligamentar pode ter uma vida normal. Se seu objetivo não for se unir à trupe do Cirque du Soleil, ou algo parecido, o portador da frouxidão vai acabar como todos nós, na corda bamba da vida, encarando os desafios contemporâneos com as mesmas manobras e acrobacias que precisamos fazer cotidianamente.
 
Autor: Mario Lenza, ortopedista do Einstein
 
 
Einstein



Fisioterapia com Você: é importante que o movimento aconteça dentro de uma amplitude considerada normal. Essa variação da amplitude normal pode ser  verificada pelos fisioterapeutas. Nem todas as pessoas que tem uma mobilidade aumentada em uma das articulações causada por algum tipo de lesão, serão portadoras da síndrome de Ehlers-Danlos. A identificação da hipermobilidade é feita pela observação clínica. Normalmente estas pessoas conseguem encostar os polegares no antebraço, estendem seus cotovelos e joelhos numa amplitude maior do que 180◦ e apoiam as palmas das mãos no chão durante a flexão de tronco com os joelhos estendidos.
O tratamento consiste em fortalecimento da musculatura em torno das articulações instáveis. O alongamento, quando necessário, deverá ser feito sempre com bastante cuidado para não exceder as amplitudes de movimento normais e deve-se orientar quanto à realização das atividades de vida diária.
 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Reabilitação: superando limitações

Reabilitação: superando limitações

Com abordagem holística, a reabilitação busca proporcionar autonomia e qualidade de vida à pessoa com deficiência
 
 
Nos vários âmbitos da sociedade há um positivo avanço da conscientização, das políticas e das práticas em favor da acessibilidade – um conceito que não envolve apenas a eliminação de obstáculos (físicos ou não), mas abrange todos os aspectos que possam favorecer o pleno desenvolvimento humano e a inclusão das pessoas com deficiência. Os serviços de reabilitação passaram a adotar um olhar mais abrangente, combinando avanços tecnológicos, equipes multidisciplinares especializadas e abordagem do perfil funcional de cada paciente para que pessoas com algum tipo de limitação física imposta por uma doença ou acidente reconquistem a autonomia, a qualidade de vida e todos os acessos a que têm direito, com plena segurança.
 
É abrangente a diversidade de recursos de reabilitação que promovem a reintegração das pessoas que apresentam limitações que interferem no desempenho funcional das atividades rotineiras. “Tivemos nos últimos anos uma evolução importante tanto no aperfeiçoamento dos profissionais que atuam em reabilitação como no avanço da tecnologia”, afirma a terapeuta ocupacional Maria Tereza Augusto Ioshimoto, coordenadora de Terapia Ocupacional do Einstein. Um exemplo simples, segundo ela, são as cadeiras de roda. “Antes, o paciente que alugava um equipamento desses não tinha escolha: uma mesma cadeira servia para pessoas de diferentes estaturas e pesos. Hoje, a cadeira é mais personalizada, com encosto, assentos, apoios de cabeça, braços e pés adaptados e uma variedade enorme de almofadas que minimizam os riscos de aparecimento de escaras e proporcionam mais segurança, conforto e bem-estar”, explica. “Isso sem falar da leveza dos materiais hoje utilizados na fabricação das cadeiras de rodas, que facilitam o manuseio e o deslocamento dessas pessoas. Os indivíduos que usam cadeiras de roda, mas não têm condições de se deslocar com ela de forma independente podem fazer uso dos modelos motorizados, que não exigem nenhum esforço físico. Tudo isso, além de melhorar a qualidade de vida do indivíduo com deficiência, integra mais a pessoa que tem algum tipo de limitação”, completa a fisioterapeuta Fátima Cristina Martorano Gobbi, gerente de Serviço Multiprofissional do Einstein.
 
Em instituições de saúde estruturadas, o trabalho de reabilitação pode começar já na fase aguda, quando o paciente ainda se encontra na unidade de terapia intensiva, por exemplo. A intervenção precoce ajuda a prevenir deformidades, otimizar o resultado funcional e evitar ou minimizar complicações relacionadas à imobilidade e permanência prolongada no leito.
Atualmente, os centros de reabilitação estão mais bem equipados, com uma gama de atividades desenvolvidas para a realização de treinamentos diários objetivando capacitar essas pessoas ao novo perfil funcional adquirido. São espaços que se parecem cada vez mais com modernas academias, com equipamentos diversos, recursos robóticos e games para exercícios motores e cognitivos, dependendo do perfil do paciente atendido. A equipe ideal congrega um time multiprofissional: fisiatras, cardiologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos e nutricionistas.
 
Os cuidados, porém, devem acompanhar o paciente para além das fronteiras do centro de reabilitação. Hoje, há instituições que oferecem consultoria especializada, com avaliações de adequação ambiental para garantir à pessoa com algum tipo de limitação o máximo de conforto, acessibilidade e segurança na residência, local de trabalho ou de estudo. “Na casa de um paciente que se tornou usuário de cadeira de rodas, andador, bengala, muletas ou mesmo que apresente apenas uma alteração de equilíbrio, se faz necessário realizar uma avaliação ambiental, na qual são analisados aspectos como largura das portas, corredores, presença de escadas, desnível e irregularidade de piso, entre outros. No caso de um paciente idoso, com locomoção ou visão limitada, devem ser observados riscos que indiquem a importância de instalação de barras de segurança ou de sensores de presença com iluminação, por exemplo”, afirma Maria Tereza.
“O profissional vai à casa do paciente, fotografa tudo e analisa as barreiras existentes no ambiente que impedirão a funcionalidade do paciente ou a participação nas atividades familiares. O domicílio é inteiramente mapeado e são propostas facilidades que a pessoa com deficiência precisa para ter independência”, explica Fátima Cristina. Segundo as profissionais do Einstein, há soluções bastante simples. Por exemplo, um piso escorregadio no banheiro pode receber a aplicação de um líquido especial que, em duas horas, o torna antiderrapante, sem necessidade de ações mais drásticas, como a remoção do piso. Um banco retrátil pode facilitar o banho do paciente com problema nos membros inferiores e, depois de utilizado, como é escamoteável, o espaço é liberado para o uso tradicional das demais pessoas da casa. “Além dos pacientes, é importante pensar também no conforto e ergonomia das demais pessoas da família e cuidadores, evitando ambientes ou áreas segregadas dentro da casa”, ressaltam.
 
Em resumo, sob um olhar técnico, os profissionais que atuam nesse tipo de consultoria identificam restrições e riscos potenciais, sugerem melhorias, com orientação para ajustes arquitetônicos e incorporação de equipamentos e instrumentos mais adequados. A ideia é ter um ambiente acessível, confortável, seguro e acolhedor para a pessoa com deficiência e também para aqueles que com ela convivem.
Além disso, novas frentes se abrem, como os recursos de telemedicina que, de certa forma, “levam” o centro de reabilitação para a casa do paciente: por meio de programas informatizados e mediante uma orientação inicial preliminar, exercícios de reabilitação podem ser executados pela pessoa na própria residência, sendo monitorados à distância pelas equipes médicas.
 
Se o trabalho da reabilitação, assim como todo processo assistencial, tem de ser centrado no paciente, este também deve ser envolvido nas decisões. O paciente ajuda a detectar as barreiras que dificultam ou limitam as atividades e compartilha as decisões sobre o próprio processo de reabilitação. Segundo Fátima Cristina, essa é uma abordagem alinhada com a International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF), referencial da Organização Mundial da Saúde para mensurar a incapacidade de um indivíduo, levando em conta restrição de habilidades ou capacidades para executar atividades e tarefas na forma considerada normal. “Com o ICF, houve uma mudança de conceito e a reabilitação passou a enxergar não mais a deficiência, mas o que a pessoa tem de potencial”, diz a fisioterapeuta. “A reabilitação tem de usar todos os recursos profissionais e tecnológicos disponíveis, adotando um olhar abrangente. A pessoa com deficiência ou limitação tem de ser incluída num sentido amplo – incluída na família, no trabalho, na vida social... Só então acaba o trabalho da reabilitação”, finaliza Maria Tereza.
 

Veja nossa divertida animação sobre como podemos lidar com a deficiência dos outros:

 
 
 
 
 

Estamos ficando mais carnívoros?

 

Editora Globo

Países como China e Índia, com grandes populações, estão consumindo cada vez mais carne - e isso pode gerar um problema ambiental

por Ana Freitas

 
 
Você certamente conhece muito mais vegetarianos hoje do que conhecia há 10 anos, o que te pode fazer pensar que talvez estejamos comendo menos carne no mundo.
 
A impressão não é de todo errada; em alguns lugares as pessoas realmente estão reduzindo o consumo de carne. Mas economias como a China e a Índia, que crescem rapidamente, estão puxando os níveis mundiais de consumo de carne pra cima e equilibrando a queda de consumo em outros lugares do planeta, de acordo com um trabalho publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
 
O consumo de gordura e de carne aumentou na média de 3% nos últimos 50 anos, de acordo com o estudo. E isso parece pouco, mas significa bastante na conta final. Em países emergentes, em que milhões de pessoas saíram de uma situação de pobreza, essa diferença foi maior.
 
O estudo também calcula o nível trófico da humanidade, isso é, a posição real de várias espécies na cadeia alimentar. É a primeira vez que isso é calculado cientificamente.
 
Na cadeia calculada pelos cientistas envolvidos no estudo, algas e plantas estão no nível mais baixo - porque produzem a própria comida. No nível seguinte, entre outros bichos, está o coelho, herbívoro. Raposas, que comem herbívoros, estão no próximo nível. Daí, vem o bacalhau, por exemplo, que come outros peixes, no nível 4. Ursos polares e orcas, que têm poucos ou nenhum predador, vêm em seguida.
 
Para Sylvain Bonhommeau, cientista chefe do estudo, o ser humano está no nível 2.21 da cadeia, mais perto dos herbívoros do que dos carnívoros - na verdade, próximo a onívoros como porcos e anchovas. Ou seja: não, não estamos no topo da cadeia alimentar.
 
Calcular o nível trófico do ser humano ajuda os cientistas a nos localizar no ecossistema e entender o impacto do consumo de energia da humanidade na cadeia alimentar.
 
 

Personagens famosos em Lego

Uma semana divertida à todos!


Penélope Cruz vira bonequinho de Lego - Fotomontagem
Angélica - Piratas do Caribe



Eclipse

Os caça-fantasmas




A Família Adams



Star Wars



O Patriota



De Volta para o Futuro




Clint Eastwood



O Senhor dos Anéis




Jack Sparrow - Piratas do Caribe


sábado, 30 de novembro de 2013

EXAME DA MARCHA BENEFICIA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA MOTORA













O exame da marcha oferecido pelo Centro Hospitalar de Reabilitação, do Governo do Estado, em Curitiba, traz benefícios para crianças que apresentam deficiência motora em decorrência de paralisia cerebral. Rafaely Vitória Valoto dos Santos, 13 anos, agora pode brincar normalmente e Gustavo Wendler Grillanda, 11 anos, foi submetido à avaliação e será possível estudar a melhor forma de ajudá-lo a caminhar com mais qualidade.

O exame, considerado de alta complexidade e de alto custo, é realizado no Laboratório de Marcha, o primeiro do sul do Brasil e o único a prestar serviços exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento é de aproximadamente R$ 1 milhão, e os encaminhamentos são feitos pelas regionais de saúde e hospitais credenciados ao sistema.

“Em três anos, foram investidos R$ 39 milhões na aquisição de equipamentos para os hospitais do Governo do Paraná, incluindo um tomógrafo para o Centro Hospitalar de Reabilitação”, explica o superintendente de Unidades Hospitalares Próprias, da Secretaria da Saúde, Charles London.

EQUIPE – O Laboratório de Marcha do CHR é operado com equipe multidisciplinar composta por médicos ortopedistas, fisioterapeutas e engenheiro mecatrônico. O ortopedista pediátrico Alessandro Melanda afirma que o exame dura em média quatro horas e são necessárias 12 horas para ser finalizado.

Depois do exame propriamente dito, é necessária a compilação dos dados e a elaboração do laudo tridimensional (3D) capaz de nortear o tratamento ortopédico do paciente. “O exame avalia todos os movimentos do corpo e proporciona mais assertividade para o tratamento, seja ele com fisioterapia, medicamento ou cirurgia”, explica o médico.

A médica ortopedista pediátrica Ana Carolina Pauleto informa que, além das crianças com paralisia cerebral, podem ser beneficiados amputados, pacientes com problemas neurológicos (com sequelas de AVC) e motores. “Este é um exame complexo, que deve ser indicado a partir de rigorosa avaliação clínica”, diz a médica. Mais de 80 exames como este já foram realizados no Paraná.

SOLUÇÃO – Quem observa Rafaely, em sala de aula, brincando com os colegas, não imagina que antes de 2011, esta atividade era quase impossível para a menina. As pernas tortas faziam com que Rafaely se locomovesse com dificuldade e sem equilíbrio.

Em 2011, ela foi submetida ao exame da marcha no Centro Hospitalar de Reabilitação. “A Rafaely foi uma das primeiras crianças a se beneficiar com este exame”, afirma a mãe, Telma Valoto Gonçalves. Do exame veio a indicação para a cirurgia reabilitativa que permitiu que a menina andasse normalmente.

“Hoje ela tem uma vida normal. Cursa o terceiro ano do ensino fundamental em uma escola municipal de Araucária. Brinca com as crianças da escola sem nenhuma dificuldade”, disse. Também é aluna aplicada, gosta de matemática e de ler livros na biblioteca do colégio.

ESPERANÇA – Gustavo nasceu prematuro e teve paralisia cerebral por intercorrências durante o parto. Os pais do menino, Gilmar Grillanda, 46 anos, e Maria Izabel Wendler Grillanda, 40 anos, contam que o menino começou o tratamento quando tinha 6 anos e que já evoluiu muito, porém ainda não caminha com segurança. “Este é o primeiro exame deste tipo a que temos acesso. O Gustavo é muito esforçado e com certeza vai reagir bem aos novos tratamentos, que forem indicados com o resultado deste exame”, afirma o pai.

O maior desejo da família é que Gustavo fique mais independente e possa brincar com os irmãos e amigos, inclusive com o irmão gêmeo Guilherme, que não tem paralisia cerebral. A família de Gustavo mora em São Pedro do Ivaí e o menino faz tratamento em Londrina, no Norte do Estado.
 

 
Fonte: Paraná Hoje
 

Fratura por Estresse


Foto: Thinkstock.












A fratura por estresse é uma das lesões mais frequentes em corredores. Ao contrário de traumas intensos, provocados por episódios específicos, como uma queda ou uma torção, esse tipo de fratura vai se instaurando aos poucos nos ossos, pela repetição de movimentos errados, sobrecarga contínua de treino, uso de equipamentos inadequados ou falta de suporte muscular. O que começa com um leve incômodo, durante a atividade, pode evoluir para uma dor que impeça o corredor de continuar praticando. O ideal é procurar um especialista e diagnosticar o problema o quanto antes, evitando que uma lesão de tratamento razoavelmente simples evolua para uma ruptura completa do osso.

Quer saber mais sobre as fraturas por estresse em corredores? O Dr. Marcelo Acherboim, médico do Hospital Samaritano de São Paulo, especialista em Ortopedia e Traumatologia, Medicina Esportiva e Cirurgia do Joelho, Ombro e Cotovelo, tira todas as dúvidas sobre esse tipo de lesão:


O que é a fratura por estresse?

Marcelo Acherboim: É um tipo de fratura incompleta que ocorre, normalmente, em ossos de carga, ou seja, aqueles submetidos à sobrecarga contínua ou estresse. É como se fosse uma rachadura no osso. 

Qual a sua causa?

MA: Está relacionada à fadiga do osso, provocada por sobrecarga de impacto ou torcional sobre o mesmo (overtraining) e déficit de suporte da musculatura. 


É uma lesão comum entre os corredores?

MA:
 Sim. Os locais de ocorrência mais comuns são: tíbia, metatarsos, colo do fêmur, maléolos medial e lateral (tornozelo). As principais causas em corredores são: overtraining, déficit muscular, calçados inadequados, erros de pisada e de postura.


Como tratar uma fratura por estresse?

MA: Primeiramente, é preciso identificar a causa, para depois corrigi-la. Por exemplo, adequar o treino (tanto frequência, como intensidade), acertar a pisada ou mudar o tênis, orientando sobre os cuidados e revezamento destes, prevenindo fadiga do material (se for o caso). Normalmente, recomendo um bom trabalho postural e de equilíbrio da musculatura, que ajuda muito na reabilitação. E, por fim, gosto de utilizar uma máquina chamada PST (Pulsed Signal Therapy), que é muito útil no tratamento da fratura de estresse, com excelentes resultados. O afastamento das atividades costuma ser necessário pelo menos no início do tratamento.


Como prevenir esse tipo de lesão?

MA: Não exagerar nos treinos, manter sempre a musculatura bem condicionada e equilibrada, pois os músculos é que dão o suporte necessário ao corpo, sendo, além do motor dos movimentos, um fator de defesa das articulações e ossos, protegendo-os de sobrecargas. Fazer alongamento e desaquecimento após os treinos, prevenindo lesões musculares. Por último e mais importante: saber respeitar os limites do seu corpo e ter sempre períodos de repouso entre os treinos – a recuperação é tão importante quanto o treinamento.


suacorrida


Fisioterapia com Você: Apesar de ser bastante incomum, já foi observado que fraturas por estresse podem ocorrer pelo simples fato de caminhar com os pês descalços em pedrinhas seja na beira da praia ou areião. Fique atento!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ESTENOSE ESPINHAL

















A estenose espinhal é um estreitamento da coluna vertebral que causa uma pressão sobre a medula espinhal ou um estreitamento das aberturas (chamadas de forame neural) onde os nervos espinais deixam a coluna espinhal. Este estreitamento pode acontecer na coluna cervical (pescoço), na coluna lombar (lombalgia) e muito raramente na coluna torácica (região torácica).

“A idade média de início dos sintomas da estenose degenerativa é de 60 anos. Os homens são atingidos duas vezes mais que as mulheres. A estenose primária ou congênita pode se apresentar até os 30 anos de idade. O risco dos sintomas aparecerem aumenta com a idade por causa da sobreposição de alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Indivíduos com osteoartrose, artrose, escoliose, nanismo, espondilolistese e doença de Paget apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de estenose espinhal”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira (CRM-SP 123.161), especialista em coluna.

A seguir, o médico esclarece as principais dúvidas sobre a doença:

01) Quais são as causas mais comuns para o aparecimento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira - A estenose espinhal geralmente ocorre em decorrência do envelhecimento, quando os discos ficam mais secos e começam a crescer demais. Ao mesmo tempo, os ossos e ligamentos da espinha engrossam ou ficam maiores devido à artrose ou a um outro inchaço/inflamação de longo tempo. Além da idade, a estenose espinhal também pode ser provocada por:


- Artrose da espinha, geralmente em idosos;

- Doenças nos ossos, como a Doença de Paget ou a acondroplasia (forma mais comum de nanismo rizomélico);

- Defeito ou crescimento na espinha que estava presente desde o nascimento (defeito congênito);

 - Hérnia de disco, que muitas vezes aconteceu no passado;

 - Lesão que provoca pressão sobre as raízes do nervo ou da medula espinhal;

 - Tumores na espinha.


 02) Como a doença é diagnosticada?

Dr. Cezar Oliveira - Durante o exame físico, o médico tenta encontrar o local da dor e descobrir como ela está afetando os movimentos do idoso. Para isso, ele vai pedir que o paciente:

 Sente, fique de pé e caminhe nas pontas dos pés e depois nos calcanhares;

 Se curve para frente, para trás e para o lado;

 Levante as pernas retas enquanto estiver deitado. Se a dor for pior quando o idoso fizer esse exercício, ele pode ter dor no nervo ciático, especialmente se sentir dormência ou formigamento em uma das pernas.

Durante este exame, o médico também vai movimentar as pernas do idoso em posições diferentes, inclusive dobrando e esticando os joelhos. Ao mesmo tempo, irá verificar sua força e capacidade de se movimentar. Para testar a função nervosa, o médico usará um martelo de borracha para verificar os reflexos do idoso. Para testar a sensibilidade, tocará suas pernas em muitos lugares usando um alfinete, um cotonete ou uma pena. Um exame neurológico pode confirmar a fraqueza das pernas e a diminuição da sensibilidade dos membros. Neste sentido, alguns exames podem ser feitos, como uma ressonância magnética da espinha, uma tomografia computadorizada da espinha e/ou ainda um raio X da coluna.
 

 03) Quais são os principais sintomas da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira - Os sintomas da doença pioram lentamente com o tempo. Mais frequentemente, os sintomas são de um lado do corpo ou do outro, mas podem envolver ambas as pernas. Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se dormência, cãibras, dor nas costas, nas nádegas, nas coxas ou panturrilhas, no pescoço, nos ombros ou braços, além de fraqueza em parte da perna ou do braço. A ocorrência dos sintomas e seu agravamento são mais prováveis de acontecer quando o idoso fica de pé ou anda. Muitas vezes, os sintomas diminuem ou desaparecem quando o paciente senta ou curva-se para frente. A maioria das pessoas com estenose espinhal não consegue andar por muito tempo. Sintomas mais sérios da doença podem incluir dificuldades ou falta de equilíbrio para andar e problemas para controlar a urina ou os movimentos intestinais.


 04) Como é feito o tratamento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira - O principal objetivo do tratamento da estenose espinhal é controlar a dor do idoso e mantê-lo ativo. Assim, de acordo com cada caso, é possível indicar fisioterapia, massagem, acupuntura, bolsas de gelo, terapia térmica, alguns medicamentos para dores crônicas e até mesmo terapia, que pode ser útil se a dor estiver causando sérios impactos na qualidade de vida do idoso. Se a dor não responder a esses tratamentos ou se o paciente apresentar perda de movimento ou de sensibilidade, uma cirurgia pode ser indicada. A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos nervos ou na medula espinal. O médico pode optar pela cirurgia quando os sintomas da estenose espinhal se agravam muito. Dentre as técnicas disponíveis destacam-se a foraminotomia, a laminectomia e a fusão espinhal.
 

 05) Qual o prognóstico da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira - Muitas pessoas com estenose espinhal conseguem ser ativas por muitos anos, embora possam precisar fazer algumas alterações em suas atividades diárias ou de trabalho. A cirurgia de coluna muitas vezes alivia os sintomas parcialmente ou totalmente. Contudo, pacientes que já vinham sofrendo de dor na coluna há muito tempo, antes da cirurgia, ainda têm probabilidade de ter alguma dor depois do ato cirúrgico. A fusão espinhal nem sempre elimina toda a dor e os outros sintomas. Novos problemas de coluna são possíveis após a cirurgia. A área da coluna vertebral acima e abaixo da fusão espinhal tem maior probabilidade de ser forçada quando a espinha se movimenta. Se o paciente precisar de mais de um tipo de cirurgia na coluna (como laminectomia e fusão espinhal), ele terá mais probabilidades de apresentar problemas futuros.
 
 
fisioterapia.com




Fisioterapia com Você: Medicamentos, atividade física, orientação da postura, manutenção do peso ideal são algumas formas de tratar a estenose e seus sintomas. O tratamento conservador consiste principalmente em aliviar a dor e melhorar a postura. A analgesia pode ser feita através de analgésicos ou anti-inflamatórios. A fisioterapia utiliza diversos  aparelhos como recurso para diminuir a dor.  A reeducação postural visa a aumentar a flexibilidade postural do paciente, ampliando suas possibilidades de movimentação. A Reeducação Postural Global (R.P.G) tem sido bem empregado para casos de estenose espinhal. Procure um profissional qualificado antes de qualquer procedimento.
 
 

sábado, 23 de novembro de 2013

10 melhores países para se conhecer em 2014





A revista Veja publicou uma lista de países interessantes para se conhecer no próximo ano. De acordo com a Lonely Planet, que é  a maior editora de guias de viagem do mundo, os viajantes que (como eu) curtem lugares com poucos turistas, devem se apressar antes que estes se tornem a meca do turismo.
 

 Malásia



A Malásia tem desenvolvido inúmeras ferramentas para atrair turistas para além de suas praias paradisíacas. Atrações vão desde o parque dos pássaros de Kuala Lumpur até os parques temáticos da Hello Kitty e do Lego, que recebem milhares de turistas asiáticos. O país também transformou o aeroporto de Kuala Lumpur num importante hub do sudeste asiático, sobretudo devido às tarifas extremamente competitivas oferecidas pelas companhias Malaysia Airlins, AirAsia, Firefly e Malindo Air. 


Macedônia



O país é o novo destino turístico de veraneio da juventude europeia, depois que Ibiza e Croácia se tornaram locais relativamente 'saturados'. A capital Skopje está repleta de hostels e hotéis 'descolados', restaurantes e uma ativa vida noturna, sobretudo para os amantes da música eletrônica. Apesar da pequena extensão, o país conta com destinos de esqui, aventura e jornadas culturais por vilarejos que ainda possuem resquícios do império otomano. Cidades como Lago Ohrid, Mavrovo, Berovo e Kratovo emergem como destinos imperdíveis.
 


 Bélgica



A Bélgica tem cidades históricas cheias de atrações culturais, como Bruges, Antuérpia e Ghent. A capital Bruxelas não deixa nenhuma grande cidade europeia para trás quando o assunto é programas turísticos. Restaurantes cinco estrelas, hotéis de luxo, uma elegante costa e inúmeros vilarejos de arquitetura intacta tornam o pequeno país um dos mais bem preparados para receber turistas. Mas isso não acontece. Europeus, asiáticos e americanos costumam visitar a Bélgica 'de passagem'. Segundo a Lonely Planet, isso vai mudar em 2014. Com o centenário da Primeira Guerra Mundial, o país deverá receber um grande fluxo de turistas interessados em conhecer os principais centros de confronto. A Bélgica, apesar de ser um país neutro, foi um dos mais importantes centros no início do confronto. Logo após a Alemanha declarar guerra à França, em 3 de agosto de 1914,  o país liderado pelo Kaiser Wilhem invadiu a Bélgica para conseguir atacar os franceses. 


Ilhas Seychelles



O arquipélago composto por 115 pequenas ilhas nunca atraiu um grande número de turistas devido ao estilo luxuoso (e caro) de suas acomodações. Contudo, segundo a Lonely Planet, o surgimento de hospedagens mais baratas, como hostels e casas de família, colocaram Seychelles na rota do turismo internacional para muitos tipos de orçamento. A publicação alega que as atrações da ilha estão muito mais adaptadas para os turistas que gostam de aventura do que para magnatas que passam o dia tomando drinques locais em frente à piscina dos resorts exclusivos. As tarifas aéreas, segundo a publicação, também deixaram de ser impeditivas. 


 México



O México se tornou o principal destino de turismo dos norte-americanos nas últimas décadas, sobretudo quando se trata de excursões pré-formatadas que incluem compras em Cancun e resorts all-inclusive.  E isso, de certa forma, afastou o país das listas da Lonely Planet, mais focada em locais fora do mainstream para um público mais aventureiro. Contudo, segundo a publicação, o país volta ao top 10 porque tem conseguido reinventar seu próprio acervo cultural. Os museus maias recém-inaugurado em Mérida e Cancun já valem uma nova visita. Os 'cânions' mexicanos chamados Barrancas del Cobre também são uma atração a parte, fora do circuito comercial de turismo. Mas a Lonely Planet recomenda que os viajantes se apressem em conhecer os novos pontos, antes que as multidões de aposentados descubram o México novamente.


Malawi



O país africano possui os resorts idílicos no meio da selva, assim como no Quênia ou na África do Sul. A diferença, segundo a Lonely Planet, é o impressionante trabalho de recuperação da vegetação e da fauna que o país executou nos últimos dez anos. Nos anos 1990, a savana do Malawi estava completamente destruída e os animais dizimados. Um projeto de realocação transformou as reservas do país num dos principais destinos da África.


Suécia



O país emergiu nos últimos anos como um dos principais expoentes da cultura de vanguarda europeia. Não por acaso, a cidade de Umea, no norte do país, foi escolhida a capital cultural da Europa em 2014.  A gastronomia é outro ponto forte, fazendo com que Estocolmo seja destino de 'gourmets' de todo o mundo interessados em provar as iguarias regionais, sobretudo frutos do mar.


Escócia



Em 2014, a cidade de Glasgow vai sediar os XX Jogos do Commonwealth. O evento fez com que a administração pública investisse em transporte e infraestrutura e atraísse investidores para a reforma de hotéis e pontos turísticos. O ano que vem também será o ano 'da volta para casa' dos escoceses. Isso porque o governo criou uma série de incentivos, sobretudo no mercado de trabalho, para que a população que vive em outros países regresse à Escócia.
 
 
Antártica
 
 
O ano de 2014 marca o centenário do início da cruzada do explorador britânico Ernest Shackleton na Antártica. Visitar as geleiras, os majestosos icebergs e as montanhas inexploradas do continente gelado pode ter um sabor a mais no ano que vem, já que, segundo a Lonely Planet, parte da trilha de Shackleton poderá ser feita por turistas em busca de aventura — e frio. 
 
 
Brasil
 
 
As belezas naturais já amplamente alardeadas do país são exacerbadas pela ocasião da Copa de 2014 que, segundo a Lonely Planet, será um chamariz para que o mundo descubra não só as cidades-sede, mas também cidades históricas, como Ouro Preto, os Lençóis Maranhenses e Bonito, no Mato Grosso do Sul. A publicação cita ainda o fato de o Brasil não ter entrado em recessão como outro atrativo que explica seu lugar no topo da lista dos países a serem visitados no ano que vem. 
 
 
 
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