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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mães da Sé


 

Fundada em 31 de março de 1996, a Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD) nasceu da iniciativa de duas mães de crianças desaparecidas, Ivanise Esperidião da Silva e Vera Lúcia Gonçalves.

Elas quiseram criar em São Paulo uma entidade que atuasse em busca de soluções para um problema que atinge milhares de famílias no país, mas que nem sempre chega ao conhecimento da maioria da população: o desaparecimento de crianças.
Ivanise e Vera, que hoje ocupam cargos de presidente e vice-presidente da ABCD, respectivamente, conheceram-se em janeiro de 1996 quando estavam num grupo de mães de crianças desaparecidas de São Paulo, que foi convidado a participar das gravações da novela Explode Coração.
Para quem não se lembra, a novela, de autoria de Glória Perez, levou para o horário nobre da TV Globo o drama de familiares de pessoas desaparecidas, dando origem a uma campanha nacional que resultou na localização de 113 pessoas desaparecidas, entre crianças, adolescentes e adultos.
Durante as gravações de Explode Coração, no Rio de Janeiro, Ivanise e Vera tiveram a oportunidade de conhecer dois grupos que atuavam na elucidação de casos de desaparecimento de pessoas em outras regiões do país, as Mães da Cinelândia (RJ) e o Movimento Nacional em Defesa das Crianças Desaparecidas (PR).
Estimuladas pelo trabalho desenvolvido por esses grupos, decidiram, então, criar em São Paulo uma organização semelhante.
Pouco meses depois de criada, a ABCD começou a ganhar visibilidade na mídia e o apoio de algumas empresas que, impulsionadas pela novela, passaram a apoiar a causa da associação.
Paralelamente, a ABCD iniciou um movimento de mães que se tornou permanente. Sempre aos segundos domingos de cada mês, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, um grupo delas leva em próprio punho cartazes com fotos de seus filhos desaparecidos na esperança de que alguém que esteja de passagem pela região possa ajudá-las com notícias sobre o paradeiro de seus entes queridos.
Foi por conta desses encontros, que não deixam de ser um protesto silencioso diante da ineficiência do Estado em solucionar o problema do desaparecimento de pessoas, que a entidade passou a ser conhecida pelo nome de Mães da Sé (numa alusão às Mães da Praça de Maio, na Argentina).
Com a articulação de Ivanise e Vera, a associação aos poucos começou a contar com o apoio de voluntários. No início do ano 2000, por exemplo, conseguiu estruturar dois núcleos importantes: coordenadoria jurídica e a divisão de apoio psicológico, passando a oferecer serviços nestas áreas para seus associados.
 
Quem somos
 
Nós somos a Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), uma entidade sem fins lucrativos, que congrega familiares e amigos de pessoas desaparecidas.

Popularmente conhecida como Mães da Sé, a ABCD tem como principal objetivo atuar em cooperação com as autoridades do país, auxiliando na busca de pessoas desaparecidas.
 
Reencontros
 
Nosso trabalho está focado no apoio às famílias, na sua luta na procura de seus entes desaparecidos.

Nossa força vem da esperança em que essas pessoas possam ser reencontradas, dando a essas histórias o fim que todos desejam.
 
Fotos dos Desaparecidos
 

Conheça mais o que fazemos, e ajude-nos nessa causa.
 
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Podoposturologia











Saiba mais sobre a técnica que através do uso de palmilhas trata e previne dores e doenças
 
 

Nossos pés funcionam como base de sustentação corporal, isso quer dizer que nosso equilíbrio se inicia por eles. Assim, quando pisamos de forma errada nosso corpo fica desequilibrado, provocando diversos males à nossa saúde e dores físicas. São problemas de coluna, nos quadris, joelhos, e pasmem, até mesmo de oclusão dentária, visão e enxaqueca, entre outros. Agora, imagine se livrar de todo esse incômodo com o simples uso de uma deliciosa e confortável palmilha. Sim, isso já é possível graças à Podoposturologia, uma ciência que vem conquistando cada vez mais adeptos.

Diferentemente do que muita gente pensa, a chamada palmilha postural não é indicada apenas para atletas. Posicionadas entre o pé e o calçado, as palmilhas têm o intuito de reduzir os picos de pressão em certas regiões dos pés, decorrentes da má postura, e distribuir a força de reação do solo por toda a região plantar bilateral. Dessa forma, aumenta a eficiência do controle postural ao promover uma posição ereta, seja na caminhada, na corrida e na realização de uma atividade física ou ocupacional.

“Macias, confortáveis e confeccionadas sob medida, ao mesmo tempo em que corrigem a postura, essas palmilhas evitam a agressão e/ou stress ao corpo, eliminando doenças, cansaço e dores motivadas pela má postura”, garante o fisioterapeuta Victor Marcassa Neto, especialista em fisioterapia ortopédica, traumatológica e desportiva, com formação em Podoposturologia.

“Abordando o indivíduo como um todo, a técnica permite tratar a causa da doença, gerando resultados mais satisfatórios e em menor tempo, evitando o seu reaparecimento e até mesmo uma cirurgia”. O fisioterapeuta ressalta que as palmilhas podem ser usadas em qualquer tipo de calçado (inclusive sandálias e sapatos de salto), por crianças, jovens, adultos e idosos. O tratamento tem custo acessível e apresenta resultados surpreendentes, de forma rápida e segura.



 Indicações

As recomendações para o uso das palmilhas são muitas: elas podem ser prescritas de acordo com a marcha (rotação interna ou externa da perna), perna curta, pé cavo, pé plano (chato), esporão de calcâneo, calcâneo valgo (para dentro), calcâneo varo (para fora), joelho valgo, joelho varo, joanete e tendinites nos membros inferiores.

São indicadas também para o tratamento dos desníveis da bacia (obliquidade), diversas patologias nos pés, dores na região cervical, lombar e dorsal, dores irradiadas, pubalgias, hérnia de disco, síndromes musculares e fasciais, síndromes fêmuro-patelares, artrose, artrite, alterações morfológicas da coluna vertebral, entre outras.
Fonte: fisioterapia.com


Fisioterapia com Você: Lembrando sempre que a palmilha é uma grande ajuda aos exercícios corretivos. O uso dela sem a devida orientação e  sem  tratamento associado, pode gerar dor ou aumenta-la, devido ao uso da mesma forçar um grupo muscular e estruturas que estão à tempos adaptados de outra forma. Procure sempre um profissional qualificado para esclarecer duvidas e para a realização de um bom tratamento.



Veja também:

Fisioterapia com Você: PROBLEMAS NOS PÉS PODEM CAUSAR DESALINHAMENTO DA COLUNA

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Hábitos saudáveis devem ser incentivados nos primeiros 10 anos de vida

Crianças devem ser incentivadas à praticar exercícios físicos antes dos 10 anos


Crianças sem hábitos alimentares saudáveis ou que não praticam atividades físicas têm mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares na idade adulta.
 
Por isso, a saúde infantil é o foco do Dia Mundial do Coração 2013, celebrado neste domingo, 29 de setembro, com o tema, "Take the road to a realth heart" (Pegue o caminho para um coração saudável). A campanha é da Federação Mundial do Coração, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Segundo a federação, as doenças cardiovasculares, como derrames, infartos, diabetes e hipertensão, causam 17,3 milhões de mortes por ano no mundo, um número que vai atingir a casa dos 23 milhões em 2030.
 
De acordo com o médico da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado, a prevenção deve começar nos primeiros 10 anos de vida. "Porque a doença que leva depósito de gordura na parede da artéria aumentando as possibilidades do indivíduo ter um evento cardiovascular, um infarto, um derrame, começa na primeira década de vida. Quanto mais precoce nós fizermos o diagnóstico, mais adequado será o tratamento e os resultados. Por isto destacamos a grande importância do início precoce de um melhor controle da alimentação e do incentivo à pratica de atividade física regular."
 
Machado lembra que a atitude dos pais é fundamental para que crianças e adolescentes não passem tanto tempo na frente do computador ou da TV e comam mais frutas e verduras.
 
Para mudar esses hábitos, a Sociedade Brasileira de Cardiologia está realizando campanhas educativas em escolas, promovendo a merenda saudável e conscientizando alunos e professores.
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

USP recruta pacientes para testar terapias com videogames em casos de AVC



A pesquisa atual selecionou jogos que, além de movimentar o corpo, têm potencial de estimulação cognitiva


O Departamento de Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Fofito) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) está recrutando pacientes vítimas de Acidente Vascular Encefálico (AVE - nova sigla para AVC) para pesquisas sobre o potencial terapêutico de videogames.

Resultados de levantamentos anteriores apontam que para os idosos saudáveis, o uso dos jogos propicia excelentes resultados no controle da marcha (velocidades e habilidades para andar) e é potencialmente benéfico para prevenir os dois grandes problemas de saúde pública dessa população: o declínio cognitivo, associado à idade, e os problemas de equilíbrio, que aumentam a frequência de quedas, ligadas diretamente à morbidade nessa faixa etária.

Na pesquisa atual, foram selecionados, dentre os games que utilizavam o corpo todo, aqueles que também tivessem potencial de estimulação cognitiva, envolvendo aspectos como memória, atenção e tomada de decisão. Afinal, para atravessar uma rua não basta a habilidade motora (dar os passos), mas também é preciso decidir que velocidade terá a marcha; se é o momento certo de fazer a travessia; como lidar com imprevistos - um cachorro que surge, um carro que avança etc. É, portanto, um casamento entre habilidades motoras e cognitivas.

Os estudos realizados com idosos saudáveis envolviam dois grupos: o controle fazia os exercícios convencionais, enquanto o grupo experimental, além desses, passava também pelo treinamento com o Nintendo Wii. Os testes mostraram que os idosos que fizeram o treinamento com o game melhoraram seu equilíbrio, cognição e funcionalidade em relação aos que fizeram apenas a fisioterapia convencional.

Uma das explicações para esse resultado, de acordo com a professora Maria Elisa Pimentel Piemonte, orientadora dos trabalhos, é que essas pessoas já tinham um bom nível para as habilidades requeridas - mas, quando a complexidade do treino foi aumentada, os integrantes do grupo experimental manifestaram um potencial que estava latente.

Para idosos saudáveis, portanto, do ponto de vista de política de saúde, o impacto potencialmente benéfico é muito maior, considera a pesquisadora, porque eles podem comprar o jogo e operá-lo em casa, sem a necessidade de assistência de um fisioterapeuta.

Para pacientes com doença de Parkinson, também há vantagens em associar os games à fisioterapia convencional, mas é preciso tomar vários cuidados: nem todos os jogos servem a todos os propósitos, e também é necessário contar com a presença de um profissional para dar assistência. "Não é mágica, não se aplica a todo mundo. Há recomendações de uso e é preciso selecionar bem os jogos", diz a professora.
 

Quem pode participar

Para as pesquisas em andamento com pacientes de AVE no Laboratório de Aprendizagem Sensório-Motora do Fofito, foram selecionados jogos que forçam a simetria. A razão é que essas pessoas vivem uma assimetria: um dos seus lados se movimenta mais que o outro, numa relação chamada contralateral em relação ao hemisfério cerebral atingido se foi o hemisfério direito, o lado do corpo afetado será o esquerdo, e vice-versa.

Depois da adaptação e da avaliação inicial, os pacientes vão passar por um treinamento de catorze sessões com os jogos ao longo de sete semanas. Ao final, o estudo espera determinar quando ocorre a aprendizagem e se as habilidades de equilíbrio desenvolvidas terão repercussão nas atividades do dia a dia. Três pesquisas de mestrado e uma de doutorado vão se basear nesses testes clínicos.

Os pacientes interessados precisam ter tido o AVE há pelo menos seis meses e têm que ser capazes de ficar em pé para conseguir jogar. Informações na secretaria do Fofito, pelo fone (11) 3091-7451, com Rose.
 
 

Colesterol alto em crianças

Colesterol alto em crianças


Problema afeta um número crescente de jovens, aumentando o risco de doenças cardiovasculares no futuro
 
Alimentação rica em gorduras saturadas e falta de atividade física são os principais fatores que têm feito crescer o número de crianças e jovens com colesterol alto (hipercolesterolemia). Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o problema afeta, pelo menos, 20% da população entre 2 e 19 anos – com estudos chegando a apontar 30%. Uma pequena parte tem a alteração em função de herança genética (hipercolesterolemia familiar), mas na imensa maioria dos casos é um problema adquirido em razão do estilo de vida. Trata-se de uma legião de futuros adultos que estarão precocemente expostos a doenças cardiovasculares, como infarto, derrame e insuficiência cardíaca.
Uma vez ignorado ou negligenciado, o colesterol alto pode funcionar como uma bomba relógio que produzirá efeitos desastrosos. “Sem tratamento, nos casos de origem genética (hipercolesterolemia familiar ou HF), 25% dos homens aos 40 anos já terão sofrido enfarte ou morrido em decorrência de alguma dessas doenças cardiovasculares. Aos 50, o índice sobe para 50%”, informa o Dr. Raul Dias dos Santos, cardiologista do Centro de Medicina Preventiva do Einstein e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “As mulheres, que são mais protegidas pelos hormônios femininos, ficam mais vulneráveis após a menopausa. Estima-se que aos 50 anos 12% terão tido algum problema decorrente do colesterol alto não tratado”, acrescenta o médico.
Em crianças e adolescentes, já é considerado alto um nível de colesterol LDL (o chamado colesterol “ruim”) acima de 130 mg/dl. Isto, porém, causa preocupação maior quando atinge patamares acima de 190 mg/dl ou de 160 mg/dl quando associado a outros fatores de risco como tabagismo, pressão alta, diabetes e obesidade.
A hipercolesterolemia adquirida, isto é, relacionada a um estilo de vida inadequado, pode ser revertida, na maioria das vezes, com a mudança de hábitos alimentares e prática de atividade física. Os quadros mais graves, porém, costumam ser os de origem genética, a hipercolesterolemia familiar, que afeta 1 em cada 500 crianças e é mais comum em grupos nos quais os casamentos consanguíneos são frequentes. Ela expõe os indivíduos a níveis de colesterol bem mais altos e desde o nascimento. Mesmo regrado por hábitos saudáveis, o organismo dessa pessoa está propenso a produzir e acumular mais colesterol.
 

Dosando o colesterol

Na Diretriz de Prevenção da Ateroesclerose na Infância e Adolescência, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda-se dosar o colesterol a partir dos 10 anos. O documento, porém, ainda é pouco conhecido entre os pediatras. Em pesquisa realizada pelo Instituto do Coração (InCor) com um grupo de 370 pediatras da cidade de São Paulo, 65,7% afirmaram não ter tido conhecimento prévio da diretriz.
 
O procedimento diagnóstico é bastante simples: basta um furo no dedo para fazer a coleta de sangue para o exame do colesterol total. “Se houver alguma alteração, será feito o teste completo do colesterol; se estiver normal, será preciso repetir o exame apenas depois de cinco anos”, diz o Dr. Antonio Gabriele Laurinavicius, cardiologista do Einstein. “No entanto, se houver no histórico familiar pessoas com problemas de colesterol alto ou com doenças cardiovasculares em idade jovem, a dosagem deve ser iniciada antes, aos dois anos de idade”, completa ele. Também merecem especial atenção as crianças obesas. Apesar de obesidade não ser sinônimo de colesterol alto, muitas vezes esses dois fatores estão associados.
Uma vez detectado o problema, o tratamento dependerá do nível do nível de alteração do colesterol, da presença de outros fatores de risco e da história familiar. Nos casos mais graves, os médicos podem recorrer a medicamentos como as estatinas, que podem ser ministradas a partir dos 10 anos de idade. Mas seja qual for o caso, diagnóstico e tratamento precoces do colesterol alto são fundamentais para evitar doenças mais graves na vida adulta. Por isso, é imprescindível que as famílias se conscientizem: é desde a infância que o colesterol precisa ser controlado.
 
Alimente-se bem e viva longe do colesterol!
 

Assista esse vídeo bem informativo sobre o colesterol:

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dorsalgia

 




Dorsalgia é a dor sentida nas costas, na região dorsal ou torácica, que pode ser proveniente dos músculos, ossos, nervos, articulações ou outras estruturas da coluna vertebral. Esta dor pode ser tanto constante como intermitente, bem como permanecer num lugar ou deslocar-se ou espalhar-se para/por outras regiões.

Estima-se que entre 65% e 80% da população mundial desenvolvam a dorsalgia em alguma fase das suas vidas. Porém, a dorsalgia não costuma ser incapacitante.


Um pouco de Anatomia

coluna vertebral, ou espinha dorsal, é formada quase sempre por 33 e eventualmente 32 ou 34 vértebras que são ligadas por articulações.
 
Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdômen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.
 
 
É correto afirmar que a coluna vertebral não é totalmente flexível, mas sim, somente 75% desta, (sendo a coluna dorsal a menos móvel), as vértebras cervicais (7), vértebras torácicas (12) e vértebras lombares (5). As demais regiões, Sacro (5 vértebras fundidas) e o Cóccix (4 vértebras fundidas), são imóveis.
 
As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
 
 
A Dorsalgia pode ser do tipo:
 
Traumático: músculo-esquelético  


A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria incluímos os quadros de distensões músculo ligamentares, contusões e fraturas.

A história de trauma, esforço físico exagerado e atividade laborativa em posições anormais são freqüentes e auxiliam no momento da avaliação. Ficar muito tempo usando o computador, ler deitado, ficar muito tempo com braços elevados, como limpar armários  são bons exemplos da causa da dorsalgia.
 
A evolução do quadro se estende por um período curto, de 5 a 7 dias, e há alívio significativo com o repouso, medicação sintomática e antiinflamatórios. As fraturas costais costumam promover dor por um período de 3 a 4 semanas.

Na ausência de melhora clínica ou dor muito intensa torna-se necessária investigação complementar com estudos por imagem: tomografia ou ressonância magnética. As dores músculo-esqueléticas dorsais acarretam perda de atividades laborativas e ônus econômico à sociedade.

No momento da avaliação inicial é importante termos em mente que o sintoma dor não é específico do aparelho músculo-esquelético-articular e que apenas expressa irritação localizada. A mesma topografia de dor pode ser enganosa ao identificar o ponto de origem do problema patológico, devido a presença de uma dor referida.
 

Degenerativo

A espondilose é um processo que afeta todos os níveis da coluna vertebral. Caracteriza-se por alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Os leigos conhecem esta situação como “desgaste da coluna e/ou bicos de papagaio”.


Metabólico

A principal causa metabólica de comprometimento da coluna vertebral é a osteoporose, nesta patologia há uma diminuição da massa óssea e um aumento da suscetibilidade à fratura.

A osteoporose pode ser responsável por fraturas típicas da coluna vertebral dorsal ou micro fraturas determinando dorsalgia e cifose torácica progressiva com risco adicional para novas fraturas e dor.

O tratamento das fraturas é feito com coletes e, o da doença osteoporótica, com a eliminação dos fatores de risco, cálcio, vitamina D, calcitonina e bifosfonados.


Tumores

Os tumores benignos e malignos podem ser causa de dorsalgia. Os tumores ósseos primários, em nível da coluna vertebral, são raros em contraste com os metastáticos que são muito comuns.

A dor neoplásica é frequentemente referida na topografia da coluna vertebral, piora a noite, despertando o paciente. A dor não tem características mecânicas. Não há correlação com atividades e não alivia com o repouso.


Boa parte dos problemas de dor nas costas pode ser resolvida por atitudes simples, como dormir em colchão mais firme e com um travesseiro adequado ou sentar-se, preferencialmente em cadeiras de encosto reto. Pesos só devem ser erguidos a partir de uma postura agachada, mantendo-se as costas retas. Caminhar com as costas retas e mantendo o peito ligeiramente elevado, contribui para uma melhoria da postura física e da própria aparência pessoal.

Existem uma grande variedade de tratamentos para dores nas costas, que incluem aplicações de bolsas térmicas geladas ou de água quente nas regiões doloridas, medicações, injeções, exercícios físicos, etc. Somente uma minoria (estimados entre 1% e 10% dos casos) necessita de cirurgia.

A Reeducação Postural Global (R.P.G.) é uma técnica da Fisioterapia bem empregada para os casos de dorsalgia, com melhoras visíveis já nas primeiras sessões. O método Pilates também tem sido bem utilizado como recurso para alivio da dor.

O médico ou o fisioterapeuta pode recomendar exercícios mais específicos para  ajudar a fortalecer os músculos das costas e abdominais.


Tenha sempre em mente: A Prevenção é o melhor remédio!
 

 
Fonte principal: doresnacoluna

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pilates te Relaxa!

 
Uma boa semana à todos!
 
 

Pilates faz Crescer?

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Essa é uma das perguntas mais populares entre os nossos leitores. A instrutora Fernanda Santos Plata, da Pilates Studiofit, explicou pra gente o que acontece de verdade. É que o Pilates é uma atividade diretamente ligada à postura e trabalha o corpo de forma global, fortalecendo todos os músculos responsáveis pela sustentação da coluna, o chamado “core”. Isso equilibra e alonga a postura, por isso quem pratica tem a sensação de que cresceu alguns centímetros.
Com o tempo e a ação da gravidade, além de alguns maus hábitos que levamos no dia a dia, sofremos o enfraquecimento dessa musculatura de sustentação, o que pode levar a uma postura incorreta e curvada. Outros fatores genéticos também podem influenciar na “perda” de estatura, segundo Fernanda. São eles: má formação, fatores neuromusculares (paralisia), inflamações, traumas por fratura ou osteoporose, além de desequilíbrios musculares pela má postura.
A instrutora diz que existem vários meios de promover o realinhamento da postura, dependendo da origem da deformidade. “Isso pode ser feito com exercícios de fisioterapia, Reeducação Postural Global (RPG) e Pilates, claro. Em alguns casos, o uso de palmilhas posturais, coletes ortopédicos e até um colchão mais firme pode ajudar”, afirma.
No caso do Pilates, o realinhamento postural acontece através do fortalecimento dos músculos abdominais profundos, dos eretores da coluna e do assoalho pélvico, que promove a estabilidade e mobilidade do tronco. “A consciência corporal e o reequilíbrio muscular que o Pilates proporciona são fundamentais. Além disso, o trabalho de respiração melhora a oxigenação dos órgãos, isso alivia as tensões musculares”, completa Fernanda.
 
Quer saber quais exercícios podem te ajudar? Olha só:
 
Cisne (Cadillac) – trabalha concentricamente os eretores da coluna;
Alongamento Longo (Reformer) – trabalha os músculos do tronco isometricamente;
Sereia Ajoelhada (Chair) – excelente exercício para desafiar o posicionamento neutro da coluna. Também trabalha isometricamente a musculatura do tronco.

Claro que existem muitos outros, mas é o seu instrutor que vai encontrar os que mais se encaixam com a sua necessidade. E lembre-se de tentar manter uma boa postura no dia a dia. A instrutora Fernanda dá a dica: “Pratique atividades que visem ao equilíbrio entre o fortalecimento e o alongamento dos músculos”. O Pilates pode ser um dos melhores métodos com esse objetivo. Vamos tentar?
 
 
 
 
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Tempo e o Vento

 

Estreia hoje nos cinemas brasileiros o filme dirigido por Jayme Monjardim, O Tempo e o Vento, baseado na maior obra do gaúcho Erico Veríssimo. Hoje é comemorado o dia da Revolução Farroupilha, onde parte do épico foi inspirado.

O Tempo e o Vento é uma série literária do escritor brasileiro Érico Veríssimo. Dividido em O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), o romance conta uma parte da história do Brasil vista a partir do Sul - da ocupação do "Continente de São Pedro" (1745) até 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada por muitos a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil.
 
Os sete capítulos de O continente (A Fonte, Ana Terra, Um Certo Capitão Rodrigo, A Teiniaguá, A Guerra, Ismália Caré e O Sobrado) podem ser lidos de diversas formas. Uma delas é a história da formação da elite rio-grandense, que culminará na Revolução Federalista de 1893/95. As lutas pela terra, as guerras internas (Farroupilha, Federalista) e externas (Guerra do Paraguai, Guerra contra Rosas) marcam definitivamente a vida e a personalidade daqueles gaúchos e ecoam de forma muito forte ainda hoje na identidade do Rio Grande do Sul. (Wikipédia)
 
Seis anos depois da publicação do último tomo de O Arquipélago, O Tempo e o Vento ganhou sua primeira adaptação em 1967. A novela foi produzida pela TV Excelsior.
 
Em 1985, Doc Comparato adaptou O Continente para uma minissérie da TV Globo.
Sob a direção do gaúcho Paulo José, O Tempo e o Vento foi dividida em quatro partes: Ana Terra, Em Um Certo Capitão Rodrigo, A Teiniaguá  e O Sobrado.
 
Agora em 2013, o filme tem como enredo principal, a história da família Terra Cambará e de sua principal opositora, a família Amaral, durante 150 anos, começando nas Missões até o final do século XIX. Sob o ponto de vista da luta entre essas duas famílias, são retratadas a formação do Rio Grande do Sul, a povoação do território brasileiro e a demarcação de suas fronteiras, forjada a ferro e espada pelas lutas entre as coroas portuguesa e espanhola.
 
  
Veja detalhes do filme em:

O Hino Rio-Grandense




A pedido dos rebeldes da Revolução, o maestro Joaquim José de Mendanha compôs a música e Francisco Pinto da Fontoura a letra do Hino da República Rio-grandense.

Hino Rio-Grandense 
 
Como a aurora precursora
Do Farol da divindade,
Foi o Vinte de Setembro
O precursor da liberdade. 
Mostremos valor constância,
Nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo à toda a terra,
De modelo à toda a terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo à toda a terra.  
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo  
Mostremos valor constância,
Nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo à toda a terra,
De modelo à toda a terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo à toda a terra.  
 
Independente dos resultados da guerra, ou dos motivos que a causaram, o hino demonstra claramente o desejo de um povo cansado da luta injusta, cansado da escravidão econômica. O desejo pela liberdade não superava o da virtude, uma das mais belas qualidades, o desejo de servir como exemplo, era o mais importante para uma época na qual, o "fio de um bigode", era sinal de respeito e honra.
 
Que sirva de modelo para nós nos dias de hoje...

O Hino Rio-Grandense
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