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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Um passo para curar lesões da medula



O rapaz da foto ao lado não é apenas mais um cadeirante. É o cientista Paul Lu, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), que assina um recente trabalho cientifico, talvez o de maior impacto na área de regeneração de lesões da medula espinhal, publicado neste ano pela revista “Cell”.
Encontrei-me com Paul a primeira vez quando fazia uma entrevista para uma vaga na UCSD em 2001. Paul já trabalhava com o grupo de Mark Tuszynski, um dos mais feras na área de regeneração de lesões medular usando células-tronco. Paul entrara para o grupo de Mark após ter sido atropelado por um carro em uma visita a San Diego. A mudança de estilo de vida fez com que a motivação de Paul se direcionasse para a grande promessa da medicina regenerativa: o uso de células-tronco como fonte de reposição dos neurônios degenerados durante acidentes desse tipo.
O trauma da medula espinhal é basicamente uma lesão na medula espinhal, diretamente na medula ou indiretamente através de lesões em ossos, tecidos ou vasos sanguíneos adjacentes. Quanto mais perto do pescoço, maior o impacto da lesão, atingindo membros superiores e inferiores. Pelo que sabemos através de modelos animais, assim que a lesão atinge a medula espinhal, temos o rompimento dos nervos que atravessam a região, levando à desconexão dos membros com o cérebro, resultando em paralisia. Esse processo é rápido, acontece em dias. Além disso, o sangramento, o acúmulo de líquidos e o inchaço podem ocorrer dentro ou fora da medula espinhal – mas dentro do canal espinhal. O acúmulo de sangue ou líquidos pode comprimir a medula espinhal e lesioná-la, piorando ainda mais o quadro. Como se não bastasse, a morte dos neurônios estimula um processo inflamatório que impede o crescimento de novos neurônios na região. Esse ambiente hostil tem sido o grande impedimento do uso de células-tronco como alternativa terapêutica, pois as células transplantadas para a região da lesão não conseguem se especializar em neurônios funcionais.
Estudos anteriores haviam se utilizado de células-tronco neurais adultas, ou seja, isoladas diretamente do sistema nervoso, como fonte de células para transplante. Essas células podem ser encontradas em biópsia de tecidos olfativos ou de cérebro de fetos abortados e doados para pesquisa. A grande sacada de Paul foi utilizar células embrionárias, com um poder de diferenciação maior. Paul utilizou células extraídas do cérebro embrionário de animais e as transplantou em ratos que tiveram a medula espinhal totalmente lesada. Ele observou que, ao contrário das células-tronco adultas, as embrionárias conseguiam se diferenciar de forma muito eficiente, gerando neurônios que conseguiram atravessar a lesão e estender processos neuronais, conectando-se de forma funcional com o outro lado da lesão, recuperando a transmissão do impulso nervoso pela medula. Os animais transplantados recuperaram a sensibilidade e passaram a se movimentar depois de um tempo.
Para provar que o sistema funcionaria em humanos, Paul decidiu usar células-tronco embrionárias humanas. Os resultados foram ainda mais impressionantes. A plasticidade das células humanas não deixou a desejar e também fez os animais recuperarem a atividade motora. As imagens do trabalho mostram que o numero de neurônios formados após o transplante é muito superior ao que era conseguido com células-tronco adultas. Isso sugere que a capacidade de se especializar em neurônios, mesmo num ambiente não muito receptivo, é superior quando a célula-tronco é mais imatura. Provavelmente, essas células seriam as melhores para tratamento de lesões da medula em humanos. Obviamente, um cuidado a ser tomado é a ocorrência de teratomas, ou tumores de origem embrionária, que podem se originar a partir de células-tronco não especializadas que, por ventura, sobrevivam após o transplante. De qualquer forma, esse tipo de efeito colateral pode ser controlado com drogas que atingem apenas as células-tronco imaturas, em divisão.
O trabalho de Paul dá um passo importante para a medicina regenerativa. Identifica a melhor fonte de células-tronco e as condições ideais para esse tipo de transplante. Os ensaios clínicos em humanos deverão começar em breve. Vale a pena contrastar esse tipo de estratégia com a que foi proposta pela empresa californiana Geron um tempo atrás. A Geron apostava em transplante de células neurais precursoras capazes de produzir mielina – a barreira de gordura que protege os neurônios. O objetivo era o de evitar a degeneração dos neurônios sobreviventes, e não a regeneração da lesão. Com resultados pré-clínicos muito menos claros que os descritos por Paul, a Geron conseguiu a aprovação do FDA para testes em humanos, mas a empresa acabou falindo antes de concluir esses ensaios. Baseando-se nos dados do Paul, é possível prever que os transplantes da Geron em humanos não seriam bem sucedidos.
A primeira descrição de uma lesão medular da espinha e sua consequência para um ser humano está num papiro egípcio com mais de 3,5 mil anos de idade. O documento descreve claramente os sintomas clínicos e os efeitos traumáticos de uma tetraplegia. Também diz que esse tipo de lesão é incurável. É irônico imaginar que tanto tempo depois, um passo importante para o tratamento e eventual cura de lesões desse tipo venha justamente de um cadeirante.
 
 
Fonte: g1.

 
[Fetos abortados e doados para pesquisa, se realmente for isso, é um grande avanço para a medicina e para uma multidão de pessoas dependentes de cadeira de rodas. As pesquisas geralmente acabam sendo barradas por utilizarem células-tronco de embriões in vitro, mas se  podem ser  utilizadas as células de embriões que morreram espontaneamente, acho que a coisa muda de figura... Há muitas controvérsias ainda sobre este assunto, a minha posição é que toda a vida, mesmo que pequena, deve ser preservada. Mas acredito que muitos estudos ainda serão feitos e a cura de muitas doenças ainda serão realizadas sem que seja preciso utilizar-se das células-tronco de embriões]. M.M

Treinamento funcional conquista cada vez mais adeptos nas academias



Treinamento funcional conquista cada vez mais adeptos nas academias Ricardo Duarte/Agencia RBS

 
Esqueça os pesados aparelhos de musculação ou horas intermináveis de aulas que mais parecem uma tortura. O método do futuro, quando se fala em malhação eficaz e nada monótona, tem um nome e sobrenome: treinamento funcional. Como o termo diz, o objetivo é que o corpo mantenha sua funcionalidade. Em resumo, é preservar a capacidade de executar os movimentos do dia a dia, que vão desde sentar e levantar até alcançar um pote de biscoitos no alto da prateleira. A técnica ganhou imensa notoriedade nos últimos anos por ter sido eleita para esculpir o corpo de celebridades como Juliana Paes, Deborah Secco e Jennifer Lopez, bem como para turbinar o desempenho de atletas de alta performance, como jogadores de futebol e de tênis, nadadores e lutadores de MMA (Artes Marciais Mistas, popularizada por Anderson Silva).
— Nada mais é do que tentar reproduzir a ação natural do corpo. Usamos tanto para a reabilitação quanto para o condicionamento físico — afirma Henrique Valente, um dos fisioterapeutas do Grêmio.
Assim como Valente — que utiliza os princípios do treinamento funcional no time titular do Grêmio há alguns anos — um dos fisioterapeutas do Inter, Mauren Mansur, explica que a “febre” nas academias nada mais é que uma nova roupagem para a chamada cinesioterapia funcional:
— É uma terapia que promove, através dos movimentos naturais do corpo, agilidade, potência,
coordenação e estabilidade da parte central do corpo, garantindo maior eficiência neuromuscular.
 



Enquanto os exercícios localizados, como a musculação, estimulam os músculos de forma isolada, no modelo funcional o treino é dinamizado com a ajuda de aparelhos simples, como bolas, elásticos, pesos e pranchas. O educador físico Christian Krause (que aparece na capa deste caderno), da academia Porto do Corpo, na Capital, diz que um dos grandes benefícios é o ganho de consciência corporal:
— Os resultados vão de maior força e equilíbrio à propriocepção, que é a percepção do próprio corpo, incluindo a consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio.
Também é possível gastar energia — e muita energia — em uma das aulas, que duram de 45 a 60 minutos. O valor médio da mensalidade gira em torno de R$ 180, com aulas duas vezes por semana. Dependendo do nível de treinamento e intensidade, são queimadas de 400 a 800 calorias. A advogada Luciana Minuzzi, 34 anos, diz que, desde que começou a fazer as aulas, há um ano, conseguiu “secar” oito quilos, além de se livrar de uma lombalgia (dor na região lombar):
— O melhor foi que substituí gordura por músculos. Sinto uma enorme diferença no meu corpo, em todos os sentidos — diz ela.
Ávido praticante de esportes, o autônomo Luciano Di Concilio, 37 anos, diz que o treinamento lhe deu maior potência para surfar e nadar, por exemplo.
— A musculatura melhora como um todo. Além de ser bem menos monótono — avalia.
Uma opção que se encaixa em todos os perfis e idades
A personal trainer Márcia Refinski, da academia MR Fitness, em Porto Alegre, garante que qualquer pessoa, em qualquer idade e perfil, está apta para se beneficiar deste tipo de treinamento:
— O programa apenas precisa ser ajustado para cada condição física. E, é claro, é preciso de regularidade: no mínimo duas vezes por semana, fazendo parte da rotina de exercícios. Defendo que ele não substitui a musculação, e sim complementa.
Um dos instrutores da academia Cia. Athletica de Porto Alegre, Gabriel Azambuja, afirma que a região central do corpo (chamada de core, composta por 29 músculos que sustentam o complexo quadril-pélvico-lombar) é a mais trabalhada:
— Tudo se baseia no fortalecimento desta estrutura, que é o centro de produção de força e da geração de estabilidade, além da manutenção do alinhamento postural — afirma o professor.
A fisioterapeuta Cláudia Joffre, do Vitta Exercício e Clínica de Saúde, lembra de outro benefício:
— Para a correção de vícios posturais, é excelente. Como exige um trabalho de concentração maior, ativa mais áreas do sistema nervoso central. Além de tudo, é bom para a mente.
 
 

O que é treinamento funcional

O nome treinamento funcional é autoexplicativo: vem traduzido do inglês (Functional Movement System — Sistema de Movimentos Funcionais). É uma proposta criada pelo fisioterapeuta americano Gray Cook e pelo educador físico Lee Burton há mais de uma década. A proposta básica é fazer com que os movimentos feitos pelo corpo sejam corretos por meio de exercícios que usam o desequilíbrio com objetos como a bola medicinal, o bosu (meia bola) e elásticos, para recrutar um número maior de fibras musculares na execução do mesmo exercício, que é feito em um lugar plano. O principal aparelho, porém, é o peso do próprio corpo.
 
 
Principais benefícios

Os exercícios do treinamento funcional focam em cadeias musculares, são bem variados e envolvem força, equilíbrio, agilidade, consciência corporal, entre outros fatores. Praticantes afirmam que ganham maior massa muscular, melhor performance e disposição nas atividades diárias. O corpo passa a se movimentar melhor e com mais equilíbrio. Além disso, é excelente para prevenir lesões — por isso, caiu no gosto de treinadores de atletas de elite das mais diversas modalidades.
 
 
Quem pode praticar

Qualquer pessoa, independentemente de idade ou gênero. O que diferencia o treino de uma pessoa para outra são os exercícios e o grau de dificuldade destes para atingir o objetivo. Os exercícios são definidos de acordo com as necessidades e capacidades do aluno.
 
 
Como obter melhores resultados

O ideal para o condicionamento físico completo, segundo os especialistas, é aliar o treino de musculação com o funcional, mesclando as propostas com exercícios aeróbicos, como natação e corrida. Se o objetivo for emagrecer, é preciso de um treino intenso, o que não é possível nas primeiras aulas. Os ganhos de equilíbrio e coordenação começam a ser notados a partir da quarta aula. Já o ganho de massa muscular e maior definição dos músculos, a partir da oitava aula.
 
 
Você sabe o que é o core?


O conjunto de 29 músculos que se estendem da porção logo abaixo do peito até a base da cintura é a “região de ouro” do treinamento funcional. Os músculos que se encontram nesta área específica são responsáveis pela estabilização da coluna vertebral e, do ponto de vista fisiológico, é o mais importante do organismo. O core (termo em inglês que significa “centro” ou “miolo”) é dividido em dois grupos: do primeiro, fazem parte os músculos mais profundos, cuja função é manter a estabilidade da coluna lombar. O segundo é composto dos músculos globais, que ficam mais na superfície e são responsáveis pela flexibilidade da região — além de darem a aparência de “barriga de tanquinho” tão desejada.
O treinamento do core é preconizado por todos os treinadores de atletas de alto rendimento, como os jogadores de futebol, lutadores e maratonistas. Isto porque ele tem tudo a ver com performance: quanto mais forte a região, maior a eficiência dos movimentos e menor a quantidade de lesões.
 
Fonte: Crefito-5 / zerohora.

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Exercícios de baixo risco

 
Caminhada, corrida e alongamento
 
 
Mesmo sendo de baixo risco, essas atividades, como quaisquer outras, demandam uma preparação prévia. "É preciso estar com roupas e calçados apropriados e escolher as primeiras horas do dia ou da noite para fugir das temperaturas altas", diz João Felipe Franca*. Hidratar-se antes, durante e depois também é fundamental. Outra regra de ouro: iniciar gradativamente, tanto no tempo quanto na intensidade do exercício, e interrompê-lo ao menor sinal de que há algo errado. "E, finalmente, escolher um local reto e bem iluminado para a prática", completa Timóteo Araújo. Respeitando-se esses princípios, sua saúde provavelmente estará preservada.

Caminhada ou corrida. "No caso de indivíduos saudáveis, até 60 anos de idade, esses são os exercícios mais democráticos a serem praticados", diz João Felipe. O indicado é 30 a 60 minutos de exercício moderado cinco dias por semana ou 20 a 60 minutos de exercícios mais vigorosos três dias por semana.


Alongamento. Deve ser feito ao menos dois dias por semana para melhorar a amplitude do movimento. "Cada alongamento deve ser mantido por 15 segundos, a ponto de sentir um desconforto leve", explica Domênica Camilo. "Repita quatro vezes, acumulando 60 segundos."

Dança. É uma atividade divertida com risco praticamente zero. Aumenta a flexibilidade, melhora a postura, o condicionamento e a coordenação motora, dá noção de ritmo e de espaço.

* Médico especializado pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e pela AMB

Fonte: Revista Viva Saúde.

[Aqui vai algumas informações para quem quer praticar uma atividade, mas não sabe se pode ou se deve. Se no decorrer dos exercícios surgirem sintomas como falta de ar, dor nas articulações e músculos, que perdurem por mais de quatro dias, edema de extremidades ou outros sintomas, consulte um médico.]
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Palitos de dente são transformados em obra-prima



Um simples palito de dente transformado em obra-prima. O artista Steven J. Backman é capaz de esculpir pontos turísticos em um único pedacinho de madeira.

A reprodução da Torre Eiffel, uma das construções de Steven, tem 1,9cm de comprimento, 2cm de altura e 1,9cm de largura. Incrível!

As peças esculpidas por Steven J. Backman estão expostas em diversos museus. Na página do artista Toothpick Art tem mais demostrações do trabalho que ele faz.

As peças em curva e as que representam personalidades são bons motivos para apreciar a arte do artista.

Steve nasceu em São Francisco, nos EUA e cultiva a habilidade de esculpir e montar com palitos de dente desde criança.

Fonte: clicrbs
Miniature Titanic
Titanic

Mini Golden Gate Bridge and Mini Transamerica Pyramid
Golden Gate

Miniature Empire State Building
Empire State Building




[A motricidade fina deste cara é  nota 10!]

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A importância da respiração na execução dos exercícios de Pilates

A importância da respiração na execução dos exercícios de Pilates


No Método Pilates a respiração é essencial, de fato é um de seus princípios chave já que ajuda a controlar os movimentos, permite oxigenar os músculos, facilita a estabilização da coluna e a movimentação dos membros (outro conceito fundamental no Método Pilates) e ajuda a relaxar a musculatura e estar ciente das tensões acumuladas por todo o corpo.

A respiração é parte integral de cada exercício de Pilates, sendo sempre coordenado com o movimento de tal maneira que contribui com a direção da energia para a zona que se está trabalhando. Também, uma técnica de respiração adequada aplicada durante os exercícios de Pilates ajuda o relaxamento muscular, evitando qualquer estresse desnecessário. Por isso cada sessão de Pilates começa com alguns minutos de sensibilização na respiração para poder tomar consciência das tensões distribuídas pelo corpo e ajudar relaxar a musculatura.




O Método Pilates enfatiza a importância de manter a corrente sanguínea estabilizada. Por isso, para que a forma de respirar esteja correta, considere que a expiração deve ser forte, seguida de inspiração profunda, permitindo preencher os pulmões de ar. Quando os pulmões inalam o oxigênio eles permitem a oxigenação de cada célula através da corrente sanguínea.

Durante a execução dos exercícios de Pilates, o método utiliza uma técnica de respiração especifica que permite não somente liberar o corpo de toda a tensão desnecessária (em particular no pescoço, ombros e costas), também fazendo com que os abdominais transversos sejam trabalhados na inspiração e na expiração.

O método respiratório do Pilates permite ativar corretamente os músculos abdominais transversos conseguindo assim manter estabilidade na região lombar durante a execução dos exercícios. Com a finalidade, o método Pilates utiliza a respiração torácica ou respiração diafragmática intercostal.

O objetivo deste tipo de respiração é utilizar os músculos do tórax e das costas para ampliar a caixa torácica lateralmente permitindo assim que os pulmões se expandam, mas, sem a necessidade da expansão do abdômen. Ao expandir o abdômen durante a respiração os músculos abdominais se alongam deixando de sustentar a parte baixa das costas deixando-a desprotegida. Por isso o método Pilates enfatiza uma respiração que evite a expansão abdominal.
 
No Pilates, durante a respiração, é executada a inspiração pelo nariz e a expiração pela boca. Durante a inalação as costelas se abrem fazendo força para fora e para cima, ao mesmo tempo em que a coluna vertebral é esticada, preenchendo os pulmões de oxigênio. Ao inspirar é muito importante não relaxar os músculos abdominais, para evitar perder o alinhamento postural, e cuidar para não utilizar os músculos inadequados durante a execução dos exercícios.
A expiração, por sua vez, facilita a contração dos músculos abdominais, já que anatomicamente ocorre a redução da caixa torácica “para dentro e para baixo”. Ao praticar o processo de expiração o diafragma se eleva gerando assim um “empurrão” dos músculos abdominais para dentro, no qual cria um centro de energia forte, que é fundamental para o processo de estabilização.
A respiração deve ser lenta durante todo o momento, sempre de forma contínua, e procurar realizar inspirações e expirações de mesma duração para permitir o bom “intercâmbio” entre oxigênio e dióxido de carbono em todo o corpo. Como regra geral, no Pilates, a duração das inspirações e expirações variam em função do nível do aluno, sendo recomendado três tempos de inspiração e expiração para alunos principiantes, cinco tempos para alunos de nível intermediário e oito tempos para alunos avançados.
Aqui vamos apresentar um simples exercício para começar a se familiarizar com a respiração do método Pilates. Para realizar o exercício, é recomendado sentar-se confortavelmente de forma que fique relaxado em uma cadeira mantendo os pés apoiados no chão e separados da cadeira com a mesma distância. É muito importante manter as costas retas, com a coluna vertebral bem esticada e deixar os ombros leves e relaxados.
Além disso, o alinhamento do pescoço em relação à coluna é importante, deve-se aproximar o queixo ligeiramente em direção ao peito, imaginar que esteja segurando uma bola de tênis entre o queixo e o pescoço. Assim alinhar corretamente as vértebras cervicais e sentir o pescoço esticado ao limite máximo para trás.
Uma vez que esteja confortável nesta posição, deve-se colocar as mãos sobre suas costelas de tal forma que as pontas dos dedos se toquem entre elas. Feche seus olhos e comece tomando consciência da respiração colocando toda a sua atenção em tentar não mover seu peito ou abdômen.
1 – Inspiração:
Inspire pelo nariz continuando a contrair o abdômen. Observe como o oxigênio entra na caixa torácica e, com ele, como suas mãos se separam pela ação da abertura das costelas.
2 – Expiração:
Expire pela boca ativando bem seus músculos abdominais como se tentasse levar o umbigo até a coluna vertebral. Para isso imagine que seus músculos, na base da pélvis, abdominais e umbigo estão unidos por um zíper. Sente como se fechasse para cima este zíper ao expirar.
Realize uma série de 10 a 20 respirações mantendo-se relaxado, os efeitos logo serão notados
 
revista.tudosobrepilates / imagens internet


Fisioterapia com Você: os exercícios respiratórios são empregados na maioria dos métodos de reabilitação como no RPG, Cadeias Musculares bem como no tratamento de doenças respiratórias e doenças que comprometem o sistema respiratório, como por exemplo as doenças cardíacas. Nos pré e pós-operatórios também são realizados com o objetivo de prevenir problemas decorrentes das cirurgias.

Grandes Pensadores: C.S. Lewis



Clive Staples Lewis (1898-1963)









Foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda, atual Irlanda do Norte. Se destacou pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infanto-juvenis de nome As Crônicas de Nárnia, em sete volumes, pela qual lhe foi conferida inúmeros prêmios — incluindo a renomada medalha de Carnegie —, e pelo qual é mais referido.
 
 

C.S. Lewis foi um dos maiores pensadores cristãos do século XX. Era um professor e estudioso respeitado que trabalhou em Oxford por 29 anos, e posteriormente foi para a Universidade de Cambridge, onde permaneceu como professor de literatura medieval e renascentista até o fim da vida.
Foi ateu por toda a juventude e, em 1929, adotou o teísmo, convertendo-se ao cristianismo em 1931. Apesar de ser um escritor e polemista talentoso, escreveu muitas obras ficcionais, didáticas e devocionais, além da considerável produção acadêmica, ele não é conhecido como um comentador político. Evitava comentários partidários. Na verdade, recusou um título nobiliárquico oferecido por Winston Churchill, por crer que os críticos usariam esse fato para acusá-lo de ser propagandista anti-esquerda.
Apesar da indiferença à política como tal, muitas vezes Lewis fez previsões sobre inúmeros tópicos políticos. Um exemplo da arguta crítica de Lewis é o conceito de “Estado omnicompetente”, ou seja, o moderno Estado de bem-estar social que promete a cura universal dos males da sociedade. Ele acreditava ser antiético à liberdade humana e às instituições preservá-lo, em vez de favorecer um regime de governo limitado. Via com suspeita o avanço tecnológico, mas porque pensava que a tecnologia nas mãos do Estado omnicompetente resultaria numa tirania que seria muito difundida e invasiva. Notou que o fascínio do Estado de bem-estar é compreensível diante da aparente falta de limites para o sofrimento humano, contudo exortava aos seus leitores para serem cautelosos com os que forneciam sonhos utópicos. Ele, ao contrário, promoveu as boas ações dos cidadãos cristãos individuais ao ocupar-se do desafio de viver num mundo decaído e sombrio, afirmando que “a arte da vida consiste em atacar cada mal imediato tão logo se possa fazê-lo".
 
 
 
 

"O perdão vai além da justiça humana; é perdoar aquelas coisas que absolutamente não podem ser perdoadas.

(C. S. Lewis)



"Se voê está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo."

(C. S. Lewis)



"[Eu] Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho."

(C. S. Lewis)



"Eu acredito no cristianismo como eu acredito no sol, não por aquilo que ele é,mas que através dele eu posso ver tudo ao meu redor."

(C. S. Lewis)



"Existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás."

(C. S. Lewis)



"O carinho é responsável por nove-décimos de qualquer felicidade sólida e durável existente em nossas vidas."

(C. S. Lewis)



"Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes."

(C. S. Lewis)



"Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo.”

(C. S. Lewis)



"Os conservadores são pessimistas quanto ao futuro e otimistas quanto ao passado."

(C. S. Lewis)



"O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser mais ou menos importante."

(C. S. Lewis)



"Comecei uma dieta, cortei a bebida e comidas pesadas e, em catorze dias, perdi duas semanas."

(C. S. Lewis)



"A questão é saber se você pode obrigar as palavras a querer dizer coisas diferentes. A questão é mostrar a elas quem manda..."

(C. S. Lewis)



"Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento."

(C. S. Lewis)



“Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo.”

(C. S. Lewis)



Eu... eu... nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então."

(C. S. Lewis)



"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido."

(C. S. Lewis)



"Mas os poços da fantasia acabam sempre por secar e o contador de histórias, cansado tentou escapar como podia: o resto amanha... Já é amanha."

(C. S. Lewis)




Fonte: acton / wikipedia

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os Sabores do Mundo - Itália

Os Sabores da Europa



A culinária italiana evoluiu através dos séculos, ao longo das mais variadas alterações sociais e políticas; suas raízes podem ser traçadas até o século IV a.C.. A introdução de ingredientes como batatas, tomates, pimentões e milho, provenientes do Novo Mundo, são parte central da cozinha italiana, e que no entanto só foram introduzidos em grande escala a partir do século XVIII.
Tanto ingredientes como pratos mudam de região para região do país. Existem diversos pratos regionais importantes que também assumiram caráter nacional, enquanto diversos pratos que já foram regionais proliferaram, em diversas variantes, por todo o país. Queijo e vinho, desempenham um importante papel tanto regionalmente quanto nacionalmente. Também o café, mais especificamente o espresso, assumiu um papel de destaque relevante na cultura gastronômica da Itália.
 
A cozinha italiana caracteriza-se principalmente pelo uso de ingredientes frescos, "da estação e de primeira qualidade".  A utilização de muitas ervas e temperos, segundo os italianos, mascaram o sabor natural dos ingredientes utilizados.
 
 
A cozinha regional da Itália
 
Além de diferença cultural gastronômica entre o norte e o sul, existem grandes diferenças até mesmo em cidades vizinhas. Diferenças essas históricas, devido a povos que passaram por ali, ou mesmo por causa do clima.
Ao norte da Itália, há grande predominância de produtos influenciados por franceses, húngaros e austríacos, com presença de produtos derivados do leite. Já ao sul, a influência árabe, onde há forte presença de molho de tomate e carnes. Nas regiões litorâneas, predominam o emprego de peixes, principalmente atum e peixe “spada”. Nas regiões montanhosas são fortes os “funghi” e as caças.
Não poderíamos falar da cozinha italiana sem falar da Cozinha Mediterrânea. A cozinha mediterrânea é presente principalmente na ilhas da Sardenha e da Sicília e na parte meridional.
As terras que se encontram ao redor do Mediterrâneo partilham uma longa história, em que intervieram vários povos, e um clima muito especial, o que permite que exista uma culinária mediterrânica bem rica. Típicos desta região são também as oliveiras, os citrinos e uma enorme variedade de ervas de cheiro, que dão cor e sabor especiais a esta culinária.
 


LA PASTA



 
 Não existe nenhum outro alimento com tantos tipos e formas - lisos, longos, curtos, miudíssimos. Com tantos nomes - spaghetti, orecchiette, bavette, farfalle tagliatelle, zitti, ravióli, cannelloni, agnolloti, fetuccine, gnochi, lasagna, penne, linguine, capeletti, pennnette, rigatoni, tagliolini, vermicelli, tortellini e muitos muitos mais.
As "salsas" (molhos) são um capitulo a parte mas, foi com ele, o Pomodoro,  que os napolitanos, conseguiram a dupla fenomenal.

A palavra "macarrão" vem do grego "makària" (caldo de carne enriquecido por pelotinhas de farinha de trigo e por cereais, cerca de 25 séculos atrás). A palavra "pasta" (massa dos italianos) vem do grego "pastillos" (pastillos é citado em seus textos por um poeta, especialista em versos culinários, o grande Horácio).

Finalmente, os latinos da época de Cristo já se deliciavam com um prato batizado de "macco" (caldo de favas e massas de trigo e água.). Seguramente, da reunião dessas influências, aparecem na Ilha da Sicília, cerca de mil anos atrás, o verbo "maccari" (significa esmagar ou achatar com muita força).
 
 
Olio di Oliva

Sem o azeite de oliva não há cozinha italiana. A cozinha italiana verdadeira, só existe com o azeite de oliva. Ele é o quarto símbolo da tradicional trilogia dos ícones da Tavola Italiana - Vino, Panne e Sale.

A respeito da culinária italiana, que é diversificada,  destacam-se algumas receitas tipicamente italiana. Não poderia deixar de lado a Pizza, o famoso Fetuccine Alfredo, o Risoto e a maravilhosa sobremesa Tiramissu. Segue abaixo as receitas mundialmente conhecidas.


Pizza



De acordo com a Associação de Pizzaioli Europei chamada Associação de" La Vera Pizza Napoletana" ou "A Associação de Pizza napolitana True", existem dez regras para se fazer uma pizza, que são as seguintes:

 1) A massa da pizza deve ser feita com farinha, água, fermento e sal apenas. Sem aditivos, tais como óleo, gordura, açúcar ou leite, não são permitidos. 
2) A pizza deve ser maior que 30 cm.  (12 polegadas) 
3) A massa não deve ser aquecida, misturada apenas manualmente(sem uso de aparelhos).
4) A massa deve ser estendida a mão, sem rolos ou prensas. 
5) O forno deve ser feito de material refratário, como tijolo ou concreto refratário.
6) A pizza deve ser cozida diretamente no chão do forno. (Sem formas)
7) A pizza deve ser assada a 400 graus C. ou mais.  
8) Deve ser bem preparada, perfumada, com a borda alta e macia. A massa da pizza não deve ser dura. 
9) Quatro tipos  são bem definidos:

Marinara: tomate, orégano, azeite, sal
Margherita: tomate, mussarela, azeite de oliva, alho, manjericão, sal
Al Formaggio: parmesão, banha de porco, alho, manjericão, sal
Calzone: ricota, salame, azeite, sal

10) Variações sobre estes quatro tipos são permitidos, desde que os ingredientes sejam de bom gosto e não violem outras regras culinárias ou regulamentos.


Placa comemorativa indicando a nacionalidade da Pizza Marguerita

"A pizza napolitana não tem inventores, não tem pais, não tem donos; é fruto da genialidade do povo napolitano" - Associazione Verace Pizza Napoletana.

Para saber mais sobre a verdadeira Pizza Napolitana, acesse o site abaixo (em italiano)
pizzanapoletana


Risoto à parmegiana

 
Ingredientes:
- 200 gr de arroz arbório;
- 80 gr de manteiga sem sal;
- 50 ml de vinho branco seco;
- 75 gr de queijo parmesão;
- ½ cebola picada (2 colheres);
- 1 ½ lt de caldo de carne;
 
Preparo:
Leve uma caçarola ao fogo com a manteiga, adicione a cebola e refogue. Junte o arroz, mexendo bem. Adicione o vinho branco seco e deixe evaporar. Junte aos poucos o caldo de carne, mexendo sempre por aproximadamente 18 minutos. Junte o parmesão e mexa fora do fogo. Por último, juntar o restante da manteiga bem gelada. Se necessário, coloque mais sal. Servir em seguida.
 
 
Risoto de Funghi Secchi
 
 

Dr.Google - um aliado junto aos médicos

 A segunda opinião médica pela rede



O caso do paciente brasileiro descrito abaixo é exemplo do que vem ocorrendo em diversas partes do mundo com a ajuda da internet:

O executivo Eduardo Marafanti, de 47 anos, lembra-se com detalhes do dia em que recebeu a pior notícia de sua vida. Foi há dois anos. Os resultados de exames que fez durante um check-up de rotina trouxeram um diagnóstico terrível. Ele tinha uma doença grave do sangue conhecida como leucemia mielóide crônica, uma espécie de câncer. Pelas previsões, baseadas na evolução de casos semelhantes, Marafanti teria pouco tempo de vida. O cálculo do seu médico era de que ele viveria um ano e meio, quando muito. "É terrível ouvir a sentença de morte e saber que não há praticamente nada a fazer a respeito", lembra ele. Marafanti seguiu as prescrições médicas, mas nenhuma das tentativas de tratamento fez efeito. No final do ano passado, já convencido de que não havia solução para seu caso, veio o milagre. Marafanti soube, por intermédio de uma irmã, que uma nova droga para tratar exatamente o tipo de leucemia que o acometia vinha sendo desenvolvida por um pesquisador da universidade do Oregon, em Portland. Ansioso, ele procurou informações com seus médicos. Eles nada sabiam a respeito da pesquisa pioneira. Marafanti teve a idéia de recorrer à internet. Foi o que o salvou.
Ele localizou e acessou as páginas da universidade na internet (www.uoregon.edu). A partir daí, gastou duas horas de navegação para descobrir o nome e o e-mail do responsável pela pesquisa, o hematologista Brian J. Druker. Mandou uma mensagem em inglês com um relato detalhado do caso. Para sua surpresa, recebeu a resposta ao cabo de poucas horas. Depois de uma rápida troca de mensagens com Druker, em que forneceu detalhes de seus exames de sangue, ele foi aceito como voluntário num programa de uso experimental da droga conhecida pelo código STI571 e fabricada pelo laboratório Novartis (www.novartis.com). Quatro dias depois do primeiro contato, ele estava a bordo de um avião a caminho de Portland. Conversou longamente com Druker a respeito da doença e tomou as primeiras doses do remédio. Voltou ao Brasil e, três semanas depois, veio a novidade. Um dos efeitos da leucemia é multiplicar a taxa de glóbulos brancos, as células do sangue responsáveis pelo combate às infecções, a um ponto acima do suportável pelo organismo. Antes do tratamento, a taxa de leucócitos no sangue de Marafanti era de 70 000 por milímetro cúbico. Em três semanas, baixou para 3 500 por milímetro cúbico, nível considerado normal. "Não tenho dúvida de que devo a vida à rede", diz Marafanti, que é diretor da Cotia Penske, uma empresa de logística. "Sem ela, eu não chegaria ao doutor Druker a tempo." O médico vem acompanhando pela rede a evolução do tratamento de seu paciente brasileiro. Regularmente, o executivo faz exames de sangue no Brasil e manda o resultado por e-mail para os Estados Unidos.
O médico responde com novos conselhos, ao mesmo tempo que calibra o tratamento prescrevendo doses diferentes da droga trazida por Marafanti e que o tem mantido num quadro de remissão da doença. Alguns pacientes tratados com o novo medicamento usam agora a internet para relatar suas experiências (www.newcmldrug.com).
Pacientes com iniciativa, conhecimento de idiomas estrangeiros e inconformados com a última palavra do médico têm mergulhado nas páginas médicas on-line em busca de esperança.
"A internet está mudando rapidamente o comportamento de alguns pacientes", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo.
"A internet facilitou o acesso das pessoas a informações sobre doenças que antes eram restritas aos médicos." Isso vem acontecendo em larga escala. Meses atrás, o nefrologista Décio Mion, chefe da Liga de Hipertensão do Hospital das Clínicas de São Paulo, atendeu um paciente com uma doença grave. Mion explicou o caso e prescreveu o tratamento, mas não revelou o nome do problema. Na consulta seguinte, o médico foi surpreendido pelo doente, que já entrou no consultório com o nome da doença na ponta da língua: hiperandosteronismo primário. Entre um encontro e outro, o paciente foi à internet, pesquisou tudo a respeito e apresentou-se ao médico muito bem preparado. Ele acertou. Mion não se incomodou com a iniciativa. "Por um lado é bom. Quanto mais bem informado estiver, mais o paciente se envolverá com o tratamento", diz ele.
O volume de informações sobre saúde posto à disposição do público leigo pela internet é visto como um avanço por boa parte dos médicos. Alguns apontam pontos negativos. "As informações da internet podem dar uma falsa segurança e induzir à automedicação", diz o médico Mário Maranhão, de São Paulo, presidente da Federação Mundial de Cardiologia. É mais fácil comprar remédio na rede. Há alguns dias o FDA, o organismo que controla a produção e a venda de medicamentos nos Estados Unidos, fez um apelo ao Congresso americano. Pediu a criação de uma lei que puna com rigor as farmácias que vendem medicamentos sem receita médica via internet. Outra questão a considerar é a qualidade da informação disponível na rede. Com um computador, uma linha telefônica e um modem, qualquer charlatão pode criar uma bela página de saúde e colocar ali a informação que julgar apropriada. A fronteira que separa o simples bate-papo de uma informação que potencialmente pode vir a salvar uma vida é tênue na rede. Um bom conselho: "O nome dos especialistas, a instituição a que pertencem e sua qualificação devem estar bem claros nas páginas que merecem alguma confiança", diz Maranhão. É óbvio, mas não custa repetir: navegar na internet não pode substituir a ida ao médico.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Musculação na adolescência: praticar ou não?




Dos 10 aos 15 anos, o pré-adolescente está em crescimento acelerado. Por isso, muitos cuidados devem ser tomados.
Na musculação, é alto o risco de comprometer a cartilagem, que faz a ligação dos ossos com os músculos, pois a repetição de exercícios, com peso, pode ocasionar um processo inflamatório – chamado de osteocondrite - interferindo na cartilagem de crescimento. Por isso, a prática só é indicada depois da puberdade, quando os hormônios se estabilizam e o adolescente ganha uma força muscular muito maior.
A musculação, se praticada de forma exagerada, pode ocasionar uma fratura por estresse, causada pela excessiva repetição do movimento com sobrecarga, gerando desgaste ósseo.
 
Algumas recomendações importantes:
  • Condicionamento físico prévio. Se for a primeira atividade física da criança, deve ser feito um trabalho aeróbico;
  • Aquecimento e alongamento antes de qualquer atividade;
  • Treino planejado de acordo com a idade, a altura e o peso da criança;
  • Cuidado com o material utilizado. Se crianças quiserem praticar a atividade, a melhor opção é realizar exercícios com elástico, bolas e saltos para movimentar as pernas;
  • Frequência: até três vezes por semana, com duração de, no máximo, 1 hora;
  • Série com cargas baixas;
  • Cuidados recobrados com a hidratação e a alimentação da criança.
    Dra. Beatriz Perondi e
    Dr. Nei Botter Montenegro, pediatras
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Alerta para as mulheres no Dia Mundial do Coração

 
 
No Dia Mundial do Coração, comemorado em 29/9, a Fundação Medtronic, o Discovery Networks, as Sociedades Brasileiras de Cirurgia Cardiovascular e de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e a Federação Mundial do Coração se unem para promover a campanha "O que mais existe por trás do biquíni?" pela conscientização do impacto das doenças cardiovasculares nas mulheres.
“As doenças cardiovasculares são a primeira causa de mortes entre as brasileiras, superando todos os tipos de câncer juntos. Uma em cada cinco mulheres acima de 30 anos corre risco de desenvolver uma doença cardiovascular,” ressalta Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e chefe do Serviço do Centro Cirúrgico do HCor (Hospital do Coração). “A campanha pretende alertar para o impacto desse problema de saúde no público feminino, oferecendo ferramentas para ampliar o conhecimento sobre as doenças do coração e incentivar o diálogo entre as mulheres e seus médicos,” acrescenta.
Todos os anos mais de 150 mil mulheres morrem devido às doenças cardiovasculares. E embora o índice de mortalidade por infarto seja maior no público feminino, ainda existe a falsa percepção de que os homens e idosos são os principais grupos de risco. “Os homens sofrem três vezes mais infartos do que as mulheres, mas nas mulheres o episódio é mais fatal. Várias razões levam a isso, principalmente a demora em identificar o problema cardiovascular entre as mulheres. Quando elas descobrem, a doença já evoluiu”,alerta a médica.
O aumento da incidência de eventos cardiovasculares na mulher é consequência do envelhecimento natural e do estilo de vida. “A mulher geralmente acumula vários papéis. Ela trabalha fora, cuida da casa e da família. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e má alimentação”, diz a médica.
Com o envelhecimento, a pressão arterial e o nível de colesterol tendem a aumentar. A falta de atividade física e a dieta inadequada levam ao sobrepeso e à obesidade, que também aumentam o risco cardiovascular. Aliás, a obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% em 10 anos. Quando a mulher fuma e usa pílula anticoncepcional, os riscos cardiovasculares são triplicados.
 
As doenças cardiovasculares nas mulheres:
 
 
• No mundo, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes entre as mulheres, com 8 milhões de mortes por ano. Este número é oito vezes maior do que o de mortes por câncer de mama.
• O infarto em mulheres é mais fatal do que entre os homens.
• No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres.
• Entre as brasileiras, 1 em cada 5 mulheres adultas está em risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
• Os sintomas das doenças cardíacas nas mulheres geralmente são diferentes dos sintomas nos homens. Quando o homem vai ter um infarto, costuma sentir uma forte dor no peito que irradia para os braços. Entretanto, nas mulheres também é comum sentir náusea, fraqueza, dores gástricas e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.
• Apesar do alto risco, poucas mulheres visitam o cardiologista regularmente.

 
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