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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Dança do Pilates



Pilates é um sistema de baixo impacto. Um exercício que trabalha com fortalecimento e alongamento dos músculos sem adicionar volume ao corpo. Envolve uma série de movimentos, de resistência suave, alguns realizados com a resistência natural do corpo no solo, e outros com a ajuda de máquinas especialmente projetadas, melhorando o controle da resistência, fortalecendo os músculos abdominais internos e melhorando a flexibilidade.
Pilates trabalha com o ritmo da respiração, tornando a mente treinada e o corpo tonificado. Embora qualquer pessoa possa praticar Pilates para a melhoria da saúde global, os bailarinos têm experimentado os benefícios ao longo de décadas.
Joseph Pilates desenvolveu o sistema em 1920. E seis anos depois se mudou para Nova Iorque com sua esposa, e abriu um estúdio quase que específico para artistas e bailarinos. Chamando muito a atenção dos dançarinos, pela capacidade que o método tinha de criar músculos longos, magro e definido.
A dança é a arte de movimentar o corpo em um determinado ritmo, através de uma cadência de movimentos, criando uma harmonia própria. É a arte de mover o corpo segundo uma relação entre tempo e espaço, estabelecida graças a um ritmo e a uma composição coreográfica, onde existem regras para que saia tudo com perfeição e também exige habilidades, compromisso e muita dedicação para todos aqueles que fazem parte de alguma forma da dança.
Pilates é particularmente benéfico para os dançarinos, pois fortalece os músculos abdominais internos, e cria uma forma corporal aerodinâmica. Com o desenvolvimento da musculatura abdominal interna, a tensão na parte posterior do corpo será minimizada e as lesões serão evitadas. A natureza fluída da prática do Pilates promove a economia de movimento, e pode ser facilmente incorporado ao treinamento dos dançarinos, como um conjunto de exercícios usando corpo e mente.
Dançarinos de todos os níveis podem se beneficiar com o Pilates. A prática regular vai garantir força para o corpo todo, músculos e muita flexibilidade para melhorar suas habilidades na dança, bem como, fortalecer o núcleo interno para um melhor controle dos movimentos. Artistas de todas as idades que praticam Pilates se sentem melhor no seu desenvolvimento na dança, além de melhorar a sua saúde em geral.

Fonte: Revista Pilates

sábado, 29 de outubro de 2011

O Dia do Livro

Você sabe por que comemoramos o dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o DIA NACIONAL DO LIVRO.



O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "MARÍLIA DE DIRCEU", de Tomás Antônio Gonzaga.
Na antiguidade a escrita surgiu antes dos textos e livros, simbolos eram escritos em tabuletas de pedra e argila. Depois passou a ser usado o papiro, a união destes era o volumen e foi sendo substituído aos poucos pelo pergaminho. A junção dos pergaminhos, formaram o códex, ou códice, um tipo de livro começava a surgir.


O livro passou a ser impresso como o vemos hoje, em 1455, quando Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.


Uma página da Bíblia de Gutenberg

A Epopeia de Gilgamesh ou Épico de Gilgamesh é uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial, um antigo poema épico da Mesopotâmia (atual Iraque), que foram reunidos e compilados no século VII a.C. pelo rei Assurbanipal.

Tabuinha de Gilgamesh descrevendo o dilúvio em acádio

Na história dos textos e livros, muitos fatos ocorreram, enúmeras bibliotecas queimaram. Manuscritos antigos como poemas, odes, canções  foram destruídos, fosse pelas guerras, fosse pela ignorância dos tiranos, fosse em nome da fé, o caso é que muito da história se perdeu. Há aqueles que contrariando os sistemas da época esconderam obras valiosas como os Pergaminhos do Mar Morto, verdadeiro tesouro para os dias de hoje.



Alguém, no Google Books, decidiu contar todos os livros diferentes que existem no mundo: 129.864.880 ao todo, quase 130 milhões, pelo menos até o ano passado. O cálculo foi realizado com um algoritmo que combina mais de 150 fontes disponíveis, tais como números de série, catálogos de bibliotecas, editoriais e lojas.

De Mulher para Mulher - a profetisa Hulda

Três Importantes Traços de Caráter - Hulda


"[Eles]foram ter com a profetisa Hulda...e lhe falaram." 2Reis22.14


Se você pretende conhecer a Terra Santa, não deixe de visitar a Cidade Velha de Jerusalém. Um ponto importante para ser visitado por todos que amam a Deus é o Monte do Templo, local onde o rei Salomão construiu o primeiro templo, no ano 950 a.C. Ao caminhar por essa esplêndida região, você verá uma bela entrada com duas portas, no lado sul dos muros da cidade, chamada a "Porta de Hulda".
Quem foi Hulda? Mencionada como mulher de Salum, responsável pelo guarda-roupa real, Hulda pertencia  à um pequeno grupo de mulheres que chegaram a posição de "profetisa". Era raro Deus falar a seu povo por intermédio de uma mulher, mas, quando alguns operários desenterraram o " Livro da Lei" durante a campanha do rei Josias para a purificação e restauração da casa do Senhor, o rei ordenou a eles que consultassem Hulda. Três traços de caráter fizeram dela- e podem fazer de nós também- uma mulher útil para o povo de Deus. Ela era:
Acessível: Hulda morava na parte central da cidade e estava pronta a aconselhar qualquer pessoa que a interrogasse acerca de Deus.
Crente: Hulda acreditava na verdade de Deus de todo o coração. O que a Palavra de Deus dizia, ela acreditava e transmitia ao povo! Agraciada por Deus, Hulda profetizou a destruição do reino de Judá, que ocorreria em pouco tempo, porque o povo desobedecera aos mandamentos de Deus. Pelo fato de ter uma fé genuína e de falar corajosamente a verdade, o povo sensibilizou-se e o reino de Judá teve sua vida espiritual reavivada, reformada e renovada.
Conselheira: Todos aceitaram as palavras de Hulda como vindas do Senhor. Ela transmitiu a verdade de Deus - sua sabedoria, os preceitos de sua Palavra - e exigiu obediência.

Guiemo-nos por esses traços de caráter para ser útil ao Senhor.

 

 Fonte: Elisabeth George

A Doença por trás das Artes

Não é só Michelangelo que escondia atrás da sua arte um contexto real. Muitos artistas através das suas obras demonstravam no que realmente eles acreditavam. Em outros casos eles revelavam a natureza na obra como ela realmente era.
Muitas doenças foram retratadas em quadros mundialmente famosos como é o caso da Mona Lisa, famosa pintura de Leonardo da Vinci.

Em declarações ao jornal britânico The Times, Tito Franco, professor de Anatomia Patológica da Universidade de Palermo, Mona Lisa apresenta em torno de seu olho esquerdo, segundo Franco, sintomas de xantelasma, um conjunto de pequenos tumores benignos. Esses sinais de doença vão desde más-formações ósseas até cálculos renais



- Olho a arte com um olhar diferente do de um especialista em arte, como um matemático escuta a música de modo diferente de um crítico musical, explica Franco, que analisou uma centena de obras, desde esculturas egípcias a produções contemporâneas, afirmou Franco.

Xantelasma é  um conjunto de pequenos tumores benignos ou depósito de gordura situados ao redor das pálpebras e que podem indicar níveis elevados de colesterol.
Nas mãos da Gioconda parece haver, acrescenta o médico, lipomas subcutâneos, ou seja, tumores benignos compostos por tecido adiposo.



Outra obra analisada pela médico, As Meninas, de Velázquez, Franco diz ter descoberto que o personagem principal, a infanta Margarita, parece vítima da chamada síndrome de Albright, doença genética que "inclui puberdade precoce, baixa estatura, doenças ósseas e problemas hormonais".




Em A Escola de Atenas, de Rafael, há uma pessoa identificada como o filósofo Heráclito sentada em escadas com os joelhos muito inchados, o que, segundo Franco, "claramente é consequência de um excesso de ácido úrico típico de quem sofre com cálculos renais".



E a famosa Madonna do Parto, de Piero della Francesca, mostra sintomas de bócio, inchaço da glândula tireoide "típico de pessoas que bebiam água de poço durante a Idade Média e que sofriam carência de iodo", diz Franco.



uol



Se você se interessa por este assunto, o blog abaixo é sobre a medicina e arte. Um blog muito legal sobre as doenças encontradas em obras famosas tanto na pintura como na literatura, obras de modo geral.
 
medicineisart.blogspot.com/


Veja também:
Fisioterapia com Você: Os Segredos de Michelangelo

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pilates e a Escoliose



Escoliose é a denominação dada a um desvio da coluna vertebral, caracterizado pela inclinação, rotação e extensão das vértebras. Pode se manifestar ainda na infância, na adolescência, ou começar mesmo na idade adulta. As causas são variadas e evoluem em diversos graus. O método Pilates pode oferecer grandes benefícios para os portadores da escoliose, desde que a real causa e o grau dos desvios posturais sejam respeitados, para se ter certeza na indicação ou não dos exercícios do método.
O portador de escoliose pode até não se queixar de sintomas e apenas perceber alteração na sua postura, mas é muito comum mencionar dores localizadas ou acompanhadas de outros sintomas associados, como dormências, queimação, marcha alterada, que podem até evoluir para sintomas mais intensos e mais difíceis de serem tratados. As causas são variadas e classificam a escoliose em dois grupos:
Estrutural: causada por doenças que atingem a coluna ou suas estruturas resultando em deformidades fixas.
Não estrutural: causada por problemas posturais, de raiz nervosa (ciático), discrepância no comprimento dos membros inferiores, contraturas musculares e cicatrizes.


O Pilates tem a capacidade de oferecer fortalecimento, alongamento e equilíbrio corporal, proporcionando melhor alinhamento vertebral, reduzindo as tensões musculares e as compressões discais, devido à flexibilidade que vai sendo adquirida pelo corpo, proporcionando alívio aos pacientes com escoliose e ainda prevenindo o agravamento da doença.
O cuidado está na hora da prática. O Pilates como método de reabilitação para escoliose baseia-se no grau da lesão, na intensidade dos sintomas, nos fatores adicionais a esta lesão e na capacidade de execução dos exercícios pelo paciente. Não deve haver sobrecarga ou dor, nem durante, nem após a execução.

Fonte: Revista Pilates

A TORRE DE BABEL

 

A Torre de Babel, por Pieter Brueghel

  Antes da Torre de Babel


 Os 3000 idiomas falados hoje no mundo podem ter a mesma origem. Na busca dessa língua-mãe, os pesquisadores descobrem semelhanças incríveis, que talvez não sejam coincidências; ainda, quem é quem no superclã das línguas indo-europeias, a origem de alguns termos e as semelhanças de 1 a 10 em quatro idiomas.


Recolhido a seus aposentos numa certa noite do final do século VII a.C., Psamético, um dos últimos faraós do Egito, que reinou de 664 a 610 a.C., refletia sobre as línguas que os homens falavam. Sua riqueza e diversidade, as semelhanças e as diferenças entre as palavras, as pronúncias, as inflexões de voz, tudo o fascinava principalmente a ideia de que essa multiplicidade tinha uma origem comum, uma língua mãe falada por toda a humanidade num tempo muito remoto, como afirmavam as lendas da época. O faraó imaginou então uma experiência engenhosa e cruel. Convencido de que, se ninguém ensinasse os bebês a falar, eles se expressariam naquele idioma original, determinou que dois irmãos gêmeos fossem tirados da mãe logo ao nascer e entregues a um pastor para que os criasse. O pastor recebeu ordens severas, sob pena de morte, de jamais pronunciar qualquer palavra na presença das crianças.
Quando completaram 2 anos, o faraó mandou que se deixasse de alimentá-las, na suposição de que a pressão da fome faria com que pedissem comida em sua "língua natural". Não se sabe bem o que aconteceu, mas tudo indica que o pastor, movido pela compaixão, não fez exatamente o que lhe havia sido ordenado. Pois o inverossímil relato enviado ao faraó informava que um dos meninos, faminto, havia pedido pão em cíntio, idioma falado antigamente na região que viria a ser a Ucrânia, na União Soviética. Assim, satisfeito com o desfecho da impiedosa pesquisa, Psamético decretou que o cíntio era a língua original da humanidade. Por incrível que pareça, a experiência seria repetida dezenove séculos mais tarde. O idealizador foi o rei germânico Frederico II (1194-1250), que pelo visto não se convenceu das conclusões do faraó. Certamente vigiado mais de perto, o experimento resultou no inevitável: os dois gêmeos morreram.
De Psamético I aos dias de hoje, passando por Frederico II, muitos outros homens igualmente curiosos se perguntaram qual teria sido e como seria possível reviver o idioma do qual brotaram todos os demais. Essa indagação se transformou modernamente numa área de pesquisa de ponta em Linguística, a ciência que estuda a evolução das línguas, suas estruturas e possíveis inter-relações no quadro histórico e social. Os estudos viriam confirmar a crença dos antigos. Segundo o linguista Cidmar Teodoro Pais, da Universidade de São Paulo, a comparação entre as várias línguas do planeta, tanto as ainda faladas quanto as já desaparecidas, revela efetivamente algumas características comuns que apontam para a possível existência de uma língua primeira, mãe de todas. Nesse ponto, a Linguísticas parece se afinar com as mitologias que descrevem a dispersão das línguas pelo mundo.
A mais conhecida delas é a história bíblica da Torre de Babel. Segundo o Antigo Testamento, a multiplicação das línguas foi um castigo de Deus à pretensão dos homens de construir uma torre cujo topo penetrasse no céu. As lendas chinesas contam que a divisão da língua original fez com que o universo "se desviasse do caminho certo". Na mitologia persa, Arimã, o espírito do mal, pulverizou a linguagem dos homens em trinta idiomas. E um dos livros sagrados dos maias, o Popol Vuh, lamenta: "Aqui as línguas da tribo mudaram sua fala ficou diferente. (...) Nossa língua era uma quando partimos de Tulán. Ai! Esquecemos nossa fala".
Os atuais 5 bilhões de seres humanos se comunicam recorrendo a um estoque de cerca de 3 mil línguas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Essas, mais outros milhares já esquecidas que deixaram algum tipo de registro escrito, foram agrupadas em doze famílias linguísticas importantes e cinquenta menos importantes.
Essas duas grandes arrumações familiares aparentemente nada têm em comum e eis aí a suprema dificuldade dos pesquisadores: eles farejam semelhanças onde o que salta aos olhos são diferenças. As buscas, contudo, têm o estímulo das barreiras já derrubadas. Quem diria, por exemplo, que há algum parentesco, embora remoto, entre o português e o sânscrito, uma língua falada na Índia há milhares de anos, e ainda a sua versão moderna, o hindi? E, no entanto, o parentesco existe.
Descobriram os linguistas que esses idiomas descendem de um mesmo e único tronco, o indo-europeu, pertencendo portanto à grande família das línguas indo-europeias que inclui também o grego, o armênio, o russo, o alemão, entre muitas outras. Hoje, aproximadamente a metade da população mundial tem como língua nativa um idioma dessa família. Foi justamente a descoberta do parentesco entre o sânscrito e as línguas europeias, no século XVIII, que fez nascer a Linguística histórica, dedicada a investigar essas similaridades.[...]
A partir de análises de grupos sanguíneos de várias populações, a equipe do geneticista Allan C. Wilson, da Universidade da Califórnia. em Berkeley, concluiu que há um grande parentesco genético entre os falantes das línguas indo-europeias, semíticas e dravídicas. Isso quer dizer que, ocupando uma vastíssima porção do planeta, da Ásia às Américas, eles têm mais em comum entre si do que, digamos, com os japoneses ou os esquimós. Essa descoberta coincide de forma espantosa com a teoria da superfamília nostrática. Em outra frente, pesquisas arqueológicas e linguísticas estão finalmente determinando o local de origem do proto-indo-europeu-um dos objetivos dos linguistas desde o século passado.
Até os anos 40, os pesquisadores acreditavam que o berço do indo-europeu estava situado no norte da Alemanha e da Polônia. Essa teoria, sustentada por deduções bastante ingênuas, foi usada nada ingenuamente pelos nazistas para confirmar sua teoria de que a raça tida como pura dos arianos surgira ali mesmo. Os linguistas imaginavam que, se fosse possível estabelecer um pequeno vocabulário comum à maioria da línguas indo-europeias, estariam diante de algumas palavras localizadoras, sobreviventes do proto-indo-europeu, em cuja terra natal seriam ainda faladas. Uma dessas tentativas estabeleceu três palavras localizadoras tartaruga, faia (uma árvore) e salmão. O único lugar onde todas elas podiam ser encontradas era uma área da Europa Central entre os rios Elba, Oder e Reno, na Alemanha, de um lado, e o Vístula, na Polônia, de outro. Ali havia salmões, tartarugas e faias. Não havia tartarugas ao norte da fronteira alemã, faias a leste do Vístula nem salmões a oeste do Reno. O método acabou desacreditado, pois muitas das palavras localizadoras estão sujeitas a mudanças de sentido, não sendo portanto instrumentos confiáveis.
As pesquisas mais recentes afirmam que o proto-indo-europeu era falado há cerca de 6 mil anos na Ásia e não na Europa Central. Dois trabalhos, um do americano Colin Renfrew, outro dos soviéticos Thomas Gamkrelidze e V.V. Ivanov, concordam ao apontar o berço do indo-europeu como o planalto da Anatólia, uma região que vai da Turquia à República da Armênia, que faz parte da União Soviética. Dali, movidos pela busca de terras férteis e de novos campos de caça, os indo-europeus migraram, há uns cinco milênios, seja para a Europa, seja para a Ásia. A corrida à procura da língua-mãe está apenas começando mas desde já nessa aventura científica não faltam algumas descobertas insólitas.
Uma delas é a incrível semelhança de palavras entre as línguas indígenas da América pré-colombiana e idiomas falados pelos povos do Mediterrâneo e Oriente Médio. Por exemplo, os índios araucanos do Chile usam a mesma palavra que os antigos egípcios, anta, para designar o Sol e a mesma palavra que os antigos sumérios, bal, para machado. A palavra araucana para cidade é kar, semelhante a cidade em fenício, que é kart. Há mais: a palavra maia thallac, que designa "o que não é sólido", é semelhante a Thallath, o nome da deusa do caos na antiga Babilônia. Curiosamente, thallac lembra ainda thalassa, mar em grego, e Tlaloc, o deus asteca da chuva. Shapash, o deus-sol dos fenícios, é também o deus-sol dos índios klamath, no Oregon, Estados Unidos. Essas misteriosas semelhanças escapam a qualquer tentativa de classificação. Mas, como disse certa vez Albert Einstein, o mistério é a fonte de toda verdadeira ciência. Desde que, para resolvê-lo, não seja preciso negar comida a crianças, como fizeram um faraó egípcio e um rei germânico.

Fonte: super.abril.com.br

Curiosidade: Em maio deste ano em Buenos Aires na Argentina, foi construída a Torre de Babel de livros.
A torre de 28 metros de altura, em formato de rampa circular, toda feita de aço e dezenas de milhares de livros, foi construída para marcar a gestão da cidade como Capital Mundial do livro de 2011, título designado pela Unesco.


'Torre de Babel' reuniu mais de 30 mil exemplares de livros, de 54 países - Divulgação/Ministério da Cultura de Buenos Aires
A Torre de Babel reuniu mais de 30 mil exemplares de livros de 54 países

Veja também:
Fisioterapia com Você: A Biblioteca de Alexandria

Lesões do Esporte - parte 1





Diversas são as lesões no meio esportivo, as principais envolvem as articulações e músculos mais solicitados, por exemplo, no futebol há uma exposição maior dos músculos da coxa, e articulações do joelho e tornozelo. No tênis as lesões ocorrem mais no ombro e cotovelo, como a epicondilite. Uma bursite pode ocorrer tanto em ombros como em joelhos. As tendinites não só acometem os esportistas como pessoas que trabalham com atividades repetitivas, causando a L.E.R. (lesão por esforço repetitivo). Abaixo uma relação das doenças mais ocorrentes no esporte, foram divididas em mais partes devido à extensão do assunto:


- Câibras musculares: são um pesadelo para muitos corredores: Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras musculares.
- Síndrome da faixa iliotibial: Esta forte faixa vai desde o músculo por fora e em frente da pelvis ( músculo tensor facia latae), descendo pela coxa até inserir na tíbia. No local que ela passa pelo joelho, pequenos sacos de fluidos de amortecimento impedem que ela faça atrito contra o osso. Os sacos ou a faixa podem inflamar - tipicamente devido a: correr ladeira abaixo; mudanças no treino ou na superfície de corrida; movimentos excessivos dos pés; correr em superfícies inclinadas; pernas arcadas; super-pronação; tênis de corrida gasto; organismo desgastado (super-treinamento); tensão na faixa iliotibial; força nos quadris desigual; ou diferença no comprimento das pernas podem predispor à síndrome da faixa iliotibial.
- Condromalacia: dor ou sensibilidade perto ou abaixo da rótula na parte frontal ou lateral do joelho. A dor é gradual, geralmente em uma perna, e aumenta gradualmente durante várias semanas. A cartilagem da patela - abaixo da rótula - desgasta-se; fica como uma lixa, geralmente produz um som de rangido já que não mais desliza suavemente sobre o joelho.

- Entorses  do tornozelo:  A maioria das entorses do tornozelo envolvem o complexo ligamentar lateral, comumente associadas a atividades esportivas, especialmente em atletas entre 15 e 35 anos de idade. O paciente geralmente relata uma lesão do tornozelo quando fazia um movimento de mudança de direção e a maioria lembra-se da direção do movimento. As causas comuns são atividades esportivas, como futebol, saltos, corridas, ou traumatismos quando caminhava ou descia uma escada. Entorses podem ocorrer também nos joelhos.
- Paratendinites: a inflamação do paratendão que pode ocorrer com ou sem o envolvimento do tendão. O paratendão pode inflamar por erro de treinamento, calçado inadequado, encurtamento muscular do tríceps sural, aquecimento ou alongamento inadequados; Onde há tendão pode ocorrer as paratendinites, tendinites e bursites. Também está associada às articulações a sinovite que é uma inflamação do líquido sinovial, líquido presente nas articulações.
- Tendinites e Bursites: Tendinite e bursite são condições comuns que envolvem a inflamação do tecido macio ao redor dos músculos e ossos, mais freqüentemente no ombro, cotovelo, punho, quadril, joelho e tornozelo. A bursa é um pequeno saco cheio de fluido que atua como amortecedor entre um osso e outras partes que movem: músculos, tendões ou pele. A bursite ocorre quando a bursa fica inflamada (vermelhidão e aumento de fluido na bursa). O tendão é uma faixa de tecido fibroso que conecta os músculos aos ossos. Tendinite é inflamação de um tendão. Tendões transmitem a tração do músculo ao osso para ocasionar movimento, e podem ser pequenos, como os nas mãos, ou grandes, como o tendão de Aquiles no calcanhar.
- Fraturas por estresse devido à corrida: Fraturas de estresse são a quebra parcial ou fissura em um osso. Nos pés, a fratura de estresse ocorre no segundo, terceiro e quarto metatarsal. Doerá se tocar no topo de pé, caso não doa, você não tem fratura de estresse. Pode acontecer inchaço, mas isso geralmente não ocorre. Causas - Fratura de estresse resultam de um estresse crônico sobre o osso, geralmente devido a um super-treinamento prolongado o à troca da superfície a qual costuma correr de macia para uma mais dura.
Se você sentir dor quando pressiona a tíbia... descanse. Fraturas de estresse não aparecem no Raio-X até que a cicatrização já esteja avançada.
- A pubalgia atlética é descrita primariamente em atletas de alto nível e quase sempre no sexo masculino: O mecanismo de lesão envolve hiperextensão repetitiva do tronco em associação com hiperabdução da coxa, com tração do periósteo na inserção do reto abdominal ou na origem do adutor longo na pelve. Alterações rápidas de direção e o chute são duas atividades que podem desencadear a pubalgia.
Segue em breve lesões do esporte parte 2.
Fonte: copacabanarunner/artigos de fisioterapia/imagens internet

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lesão medular contornada por estimuladores acionados por luz


Estimulação por luz


 
Cientistas estão testando um minúsculo estimulador acionado por luz, que pode ajudar pessoas paralisadas por lesão medular a recuperarem parte dos movimentos.
Mesut Sahin e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsei (EUA) afirmam que seus dispositivos sem fios (wireless) poderão ser úteis para pacientes com lesão na medula espinhal.
A tecnologia foi batizada de FLAMES floating light activated micro-electrical stimulators, estimuladores microelétricos flutuantes ativados por luz, em tradução livre.

 
Microestimuladores medulares
 
Cada microestimulador é feito de um material semicondutor, semelhante ao usado na fabricação de processadores de computador.
Cada microestimulador é implantado em um ponto da medula, logo abaixo da lesão. O termo flutuante no nome da tecnologia refere-se ao fato de que cada um deles fica "solto", ou seja, pode mover-se pelo tecido.
Depois de implantados, os estimuladores são ativados por um feixe de luz infravermelha disparada por um laser através de uma fibra óptica.
Como a ativação é feita por luz, não há fios de interligação, o que torna este um implante wireless.

 
Movimentos computadorizados
 
Controlando a intensidade da luz, os pesquisadores demonstraram que é possível energizar os microestimuladores que, por sua vez, acionam os nervos na medula espinhal exatamente abaixo do ponto da lesão.
Isto permite movimentar os músculos que estavam paralisados - tudo o que um paciente terá que fazer será apertar um botão ou dar um comando de voz para acionar o laser infravermelho e ativar o microestimulador desejado.
Futuramente, esse controle poderá ser computadorizado, para permitir movimentos ritmados, como andar ou mover os braços de forma controlada.

 
Recuperação de movimentos
 
"Nossos testes in vivo sugerem que a tecnologia Flames pode ser usada para estimulação intra-espinhal mesmo nos pontos mais profundos do implante," afirma Sahin.
Os testes in vivo foram feitos em cobaias, o que é a última etapa antes que uma tecnologia possa ser testada em seres humanos.
"Nós esperamos que, assim que a Flames avance para o estágio clínico, os pacientes paralisados por lesão medular possam recuperar funções vitais," afirmou Sahin.

Fonte: diariodasaude

Pesquisa: Banana ajuda a despoluir a água



Pesquisadores brasileiros descobriram uma aliada inesperada no combate à água potável contaminada: a banana.
Em um novo estudo, as cascas trituradas da fruta conseguiram se ligar a vestígios de chumbo e cobre em amostras de água, aumentando em 20 vezes a detecção de metais tóxicos. A descoberta é uma nova esperança para as pessoas de países em desenvolvimento, onde a qualidade da água pode ser precária e as mais avançadas tecnologias de análise de água raramente chegam.
Mas ninguém deve se apressar e colocar cascas de banana na água para torná-la potável, alertam os pesquisadores. Um dia, a técnica pode ser reproduzida em ambientes industriais de forma barata e se tornar uma opção não tóxica para a limpeza de reservatórios de água.
"A supresa está na capacidade de extração, mais alta do que em materiais similares  construídos com reações químicas, como sílica modificada, trióxido de alumínio e celulose”, explica Gustavo Castro, químico do Instituto de Biociências de Botucatu, no estado de São Paulo.
"Todos esses materiais são produzidos no laboratório com o mesmo objetivo: remover os metais da água. No entanto, o custo de produção é alto e o processo gera alguns resíduos tóxicos”.
Metais pesados como o cobre e o chumbo são poluentes comuns em efluentes industriais e agrícolas. Mesmo em concentrações extremamente baixas em água potável, esses metais podem ser prejudiciais à saúde humana, e seus efeitos variam de náuseas a danos ao fígado e ao cérebro. Entretanto, pode ser difícil detectá-los em doses tão baixas.
Em busca de formas mais sustentáveis de detectar e remover os metais da água, grupos de pesquisadores têm trabalhado com cana de açúcar, fibras de coco e cascas de maçã, entre outros materiais. Castro e seus colegas foram os primeiros a fazer experimentos com cascas de banana, que contêm proteínas que se ligam a metais.
Os pesquisadores começaram com frascos de água que continham níveis pré-determinados de íons de cobre e chumbo carregados positivamente. Eles então acrescentaram um pó fino feito de cascas de banana trituradas e agitaram a mistura. Depois de alguns minutos, havia menos metal na água do que no início do experimento, o que demonstra a ligação entre o pó de casca de banana e os metais.
A técnica funcionou até com altos níveis de pH, o que seria útil pra tratar efluentes industriais. Além disso, as cascas de banana conservaram suas propriedades de ligação com metais por mais de 10 ciclos de experimentos.
“As cascas de banana não podem ser usadas para remover metais da água ou descontaminá-la”, alerta Ashok Gadgil, engenheiro ambiental da Universidade da Califórnia em Berkeley. “No entanto, seu valor está na habilidade de aglomerar traços de chumbo e cobre, facilitando sua detecção”.
O nível máximo permitido de chumbo na água, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, é de apenas 15 partes por bilhão. Níveis tão baixos podem passar despercebidos com facilidade por vários tipos de equipamentos. No novo estudo, o pó de casca de banana aumentou 20 vezes mais a concentração desses metais, facilitando sua detecção mesmo com instrumentos rudimentares.
"Qualquer pessoa munida de um instrumento relativamente sensível encontrará uma concentração 20 vezes maior do (poluente) que estiver procurando”, explicou Gadgil. "A técnica interessa às pessoas que têm acesso limitado a equipamentos altamente sofisticados. Elas poderiam usá-la como um pré-concentrador para detectar minúsculas quantidades de metal, mesmo em equipamentos com altos limites de detecção”.
Entretanto, antes de aplicar a técnica no monitoramento de água no mundo real, Gadgil afirma que é preciso conduzir mais testes com outras variedades de banana e diferentes níveis de maturação. "Queremos saber se uma banana em Bangladesh funciona da mesma forma que uma banana no Brasil. Gostaria de confiar totalmente em um método de análise antes de partir para um plano de ação”, garante Castro.

Fonte: discoverybrasiluol

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Qual a diferença entre os exercícios aeróbios e anaeróbios?



Todo mundo fala sobre exercícios aeróbios e anaeróbios, mas o que significam esses termos? Aeróbio ou anaeróbio está ligado ao tipo de metabolismo energético que está sendo utilizado preferencialmente. Isto não tem relação com os efeitos salutares dos exercícios.

Ambos os tipos de exercícios podem ser de intensidade leve, moderados ou forte.

No exercício aeróbio o oxigênio funciona como fonte de queima dos substratos que produzirão a energia transportada para o músculo em atividade. O exercício aeróbio é um exercício de longa duração, contínuo e de baixa e moderada intensidade. Estimula a função dos sistemas cardiorrespiratório e vascular e também o metabolismo, porque aumenta a capacidade cardíaca e pulmonar para suprir de energia o músculo a partir do consumo do oxigênio (daí o nome aeróbio).
São exemplos de exercícios aeróbios: Caminhar, correr, andar, pedalar, nadar, dançar. Estes exercícios utilizam vários grupos musculares ao mesmo tempo. Nestes exercícios, a duração dos movimentos influencia mais do que a velocidade para caracterizar se a atividade é suave, moderada ou exaustiva.
O exercício anaeróbio utiliza uma forma de energia que independe do uso do oxigênio, daí o termo anaeróbio. É um exercício de alta intensidade e curta duração. Envolve um esforço intenso realizado por um número limitado de músculos e há produção de ácido lático.
São exemplos de exercícios anaeróbios os exercícios de velocidade com ou sem carga, de curta duração e alta intensidade, como a corrida de cem metros rasos, os saltos, o arremesso de peso. Exercícios de força ou exercícios resistidos, com peso como a musculação também é considerada um exercício anaeróbio.
Os movimentos que realizamos no nosso dia-a-dia são um misto de atividades físicas aeróbicas e anaeróbicas.
Sempre citamos que um programa completo de exercícios deve apresentar os dois tipos de atividade física, para melhorar a resistência cardiorrespiratória, fortalecer músculos, desacelerar a perda de massa muscular e evitar a perda de massa óssea, além de muito alongamento para manter e melhorar a flexibilidade muscular.
Para perda de gordura corporal, ambos os exercícios (aeróbios e anaeróbios) produzem efeitos, pois ambos irão acelerar o metabolismo. Mas, o ideal é associar estes dois tipos de exercícios a dieta alimentar.
Os exercícios físicos terão a função de acelerar o metabolismo. A dieta, de produzir um pequeno déficit calórico, obrigando o organismo a metabolizar as reservas de gordura.
Do ponto de vista de substratos energéticos metabolizados durante o exercício, apenas o exercício aeróbio pode metabolizar gorduras para a produção de energia necessária ao esforço físico. Entretanto, esta quantidade é extremamente baixa em vista das quantidades necessárias em um processo de perda de gordura corporal.
Além disso, a maior queima de gorduras ocorre durante o período pós-exercício, fenômeno chamado "after burning", que representa a queima de calorias que temos após o exercício. Tanto o exercício aeróbio, quanto o anaeróbio acarretam o "after burning". Mas este processo tem maior amplitude após sessões anaeróbias.

Fonte: coppacabanarunners

Fisioterapia com Você: O Pilates pode utilizar a fonte  aeróbia ou anaeróbia dependendo da intensidade de como o exercício é  realizado.

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