Pesquisar este blog

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Ioga é para todos?

Artigo da revista New York Time: Como a ioga pode destruir o seu corpo

Por William J. Broad

Glenn Black é um professor de ioga há quase quatro décadas, cuja clientela devota inclui várias celebridades e gurus proeminentes. Black é, de muitas formas, um yogi clássico: ele estudou em Pune, Índia, no instituto fundado pelo lendário B.K.S. Iyengar, e passou anos em solidão e meditação. Segundo a matéria, Black diz crer que “a grande maioria das pessoas” deveriam desistir da ioga de vez. É simplesmente muito provável de causar algum mal.
Não apenas alunos, mas professores consagrados também, diz Black, se machucam aos montes, pois a maioria tem fraquezas físicas subjacentes ou problemas que tornam os machucados sérios inevitáveis. Ao invés de fazerem ioga, “eles precisam fazer uma série de movimentos para articulação, para a condição dos órgãos” ele diz, para fortalecer as partes fracas do corpo. “Ioga é para pessoas em boas condições físicas. Ou pode ser usado de forma terapêutica. É controverso dizer, mas não deveria ser utilizada pela maioria das pessoas”.
Black aparentemente reconcilia os perigos da ioga com seus próprios ensinamentos dela trabalhando muito em saber quando um aluno “não deveria fazer algo — posições sobre os ombros, sobre a cabeça ou colocando peso sobre a coluna vertebral”. Apesar de ter estudado com Shmuel Tatz, um celebrado fisioterapeuta que desenvolveu um método de massagem e alinhamento para atores e dançarinos, ele reconhece que não tem treinamento formal para determinar quais posições são boas para um aluno e quais podem ser problemáticas. O que tem é “muitas experiência”, como ele diz.
“Vir à Nova York e fazer uma aula com pessoas que têm muitos problemas e dizer ‘OK, vamos fazer essa sequência de posições hoje’ — simplesmente não funciona”.
De acordo com Black, vários fatores convergiram para aumentar o risco de praticar ioga. O maior é a mudança demográfica dos que a estudam. Praticantes indianos de ioga, tipicamente se agachavam e sentavam de pernas cruzadas no dia-a-dia, e posições de ioga, ou asanas, foram uma derivação dessas posturas. Agora pessoas que vivem em cidades e sentam em cadeiras o dia inteiro entram em um estúdio algumas vezes por semana e se tencionam para se torcerem em posições cada vez mais difíceis apesar de sua falta de flexibilidade e outros problemas físicos.
“Hoje muitas escolas de ioga só querem forçar o limite das pessoas”, diz Black. “Você não pode acreditar no que está acontecendo — professores pulando nas pessoas, empurrando e puxando e dizendo ‘você já deveria estar conseguindo fazer isso nesse ponto’. Isso tem a ver com seus egos”.
Quando professores de ioga o procuram para condicionamento físico após terem sofrido um grande trauma, Black responde “Não faça ioga”.
“Eles olham para mim como se eu fosse louco”, continua Black. “E eu sei que se eles continuam, não vão conseguir aguentar”. Ele falou de renomados professores de ioga fazendo posições tão básicas como cachorro olhando para baixo, na qual o corpo forma um V invertido, tão vigorosamente que eles rasgam o tendão de Aquiles. “É o ego”, ele diz. “O argumento principal da ioga é se livrar do ego”. Ele diz ter visto alguns “quadris horríveis”. “Uma das maiores professoras dos Estados Unidos não tinha nenhum movimento nas articulações do seu quadril”, disse Black. “o encaixe tinha se degenerado tanto que ela teve que fazer uma substituição de quadril”.
Black realizou uma cirurgia na coluna vertebral. O machucado, disse Black, se originou de quarto décadas de encurvamentos de coluna e torções extremas. Ele desenvolveu estenose espinhal — uma séria condição na qual as aberturas entre as vértebras começam a estreitar, comprimindo os nervos espinhais e causando dor excruciante. Black disse que ele sentiu a sensibilidade começar 20 anos atrás quando ele estava saindo de posições como a postura do arado e a postura sobre o ombro. Dois anos atrás a dor se tornou extrema. Um cirurgião disse que sem tratamento ele eventualmente não conseguiria mais andar. A cirurgia levou cinco horas, fundindo várias vértebras lombares juntas. Ele ficaria bem eventualmente, mas estava sob ordens do cirurgião para reduzir a tensão na lombar. Sua gama de movimentos jamais será a mesma.

Fisioterapia com Você: a prática da Ioga, como qualquer atividade física, deve ser muito bem avaliada e indicada. O fato da Ioga ser utilizada em alguns casos, apenas  para aprender a relaxar ou conscientização, não exclui uma avaliação com um profissional qualificado. Muitas pessoas não sabem que possuem algum problema osteomuscular, ou outro, até serem colocadas em alguma posição que desencadeie o problema, muitas vezes causando lesões severas. Como foi dito, nosso corpo é diferente quando comparado ao corpo de um tipico indiano, chinês ou japonês. Há bons profissionais por aí, certifíque-se que estes estejam amparados pelas leis e que tenham experiência e um bom relacionamento interdisciplinar com as demais profissões da área da saúde.  Trocar informações traz benefícios para todos.

Estudo aponta doenças de viagem mais comuns aos homens e às mulheres


Trabalho científico publicado na revista Clinical Infectious Diseases analisou dados de quase 59 mil viajantes, compilados ao longo de dez anos, em centros de vigilância de 16 países




O ESTUDO

A Organização Mundial do Turismo registrou 903 milhões de viagens internacionais em 2007. Dos viajantes, 53% eram homens, dos quais 74 % estavam a trabalho. Parte da rotina de uma parcela significativa da população mundial, as viagens estão associadas não só à possibilidade de se conhecer outras regiões do país e do mundo mas também ao aumento de riscos à saúde. A maior parte das doenças decorrentes de viagens é autolimitada (se cura sozinha). Apenas 8% dos viajantes precisam de ajuda médica para restabelecer a saúde.

O trabalho publicado pela Clinical Infectious Diseases analisou dados de 58.908 viajantes (50,3% do sexo feminino e 49,7% do masculino) para saber quais são as doenças mais recorrentes por gênero. Todos os entrevistados cruzaram, no mínimo, uma fronteira entre 1997 e 2007 e ficaram doentes. Com idade média de 34,4 anos, 64,2% das mulheres viajaram por turismo e 20,9% a trabalho. Os homens tinham em média 35,9 anos e mais de 59% eram turistas e 28% estavam fora de casa por compromissos profissionais. Mais mulheres (68,2%) do que homens (62,7%) foram ao médico antes da viagem.
A estadia fora do país em ambos os sexos não excedeu, em sua maioria, a 30 dias. O destino preferido foi a Ásia: 50,3% das mulheres e 49,6% dos homens. Em seguida, vieram os países africanos (18,4% das mulheres e 19,3% dos homens) e os latino-americanos (um pouco mais de 13% para os dois gêneros).

De acordo com o trabalho científico, as doenças recorrentes em viajantes do sexo feminino foram a diarréia aguda (2 a 10 dias), a diarréia crônica (mais de quatro semanas), a síndrome do cólon irritável (distúrbio intestinal que causa desconforto abdominal, dor, diarréia e prisão de ventre), a infecção urinária, o stress psicológico, os problemas de saúde bucal e as reações adversas a medicamentos.

Por sua vez, os homens foram mais afetados por doenças febris - incluindo as transmitidas por mosquitos e outros vetores (como dengue, febre amarela, malária e leishimaniose) -, hepatite A, hepatites virais crônicas e doenças sexualmente transmissíveis.

Os autores do estudo acreditam que as diferenças de comportamento, metabolismo, resposta a vacinas e medicamentos e suscetibilidade a doenças infecciosas explicam por que algumas doenças atingem mais um gênero que outro.

Na visão da médica Rosana Richtmann, vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, um dos achados importantes do estudo é que as chances de a mulher ter infecção urinária são quatro vezes maiores do que o homem. Entre as explicações para o fato está a própria anatomia feminina e o costume de postergar a ida ao banheiro por um período prolongado, seja para aproveitar ao máximo o passeio ou evitar o uso de um sanitário público. Como é desencadeada por problemas psicológicos, a síndrome do cólon está ligada ao stress, também maior nas mulheres.

Dra. Richtmann entende que os homens contraem mais doenças transmitidas por vetores porque se expõem mais ao ar livre. Também estão mais sujeitos a contrair hepatite B e outras doenças sexualmente transmissíveis porque fazem mais sexo fora de casa do que as mulheres. Estudo britânico demonstrou que 13,9% dos homens e 7,1% das mulheres têm novos parceiros sexuais quando estão no exterior. Esta proporção aumenta para 23% e 17%, respectivamente, em viajantes solteiros e mais jovens (entre 16 e 24 anos).

Para ela, o trabalho sinaliza que o especialista em Medicina de Viagem deverá também levar em consideração o gênero do paciente, antes de prescrever os cuidados para a prevenção das doenças de viajantes. Normalmente, os critérios mais usados para esta prescrição são estado de saúde do paciente, destino, duração da estadia e tipo de viagem. “No meu consultório, eu já indico um kit anti-infecção urinária para as mulheres. Agora vou acrescentar as vacinas contra diarréia de viajantes e febre tifóide para minhas pacientes a fim de evitar problemas intestinais. Para os homens vou ressaltar a importância da vacinação contra febre amarela e contra as hepatites A e B”, afirma a médica.

“O que impressiona neste estudo é o número de casos. A maior parte dos trabalhos apresenta experiência de serviços com número menor de pacientes, compilada em apenas um ou outro centro de atendimento ao viajante”, afirma a infectologista Melissa Mascheretti, do Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas de São Paulo e Diretora da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Vacinas mais indicadas para viajantes - nomes internacionais
Dukoral (cólera e diarréia do viajante)
Avaxim (hepatite A)
Euvax (hepatite B)
Stamaril (febre amarela)
Typhim Vi (febre tifóide).

Fonte:Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis/correiogourmand

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cachorrinha faz trabalho voluntário



Com apenas 14,5 cm e pesando pouco mais de 1 kg, a yorkshire terrier Lucy tornou-se o menor cão do mundo a fazer algum trabalho. O animal é usado em terapias com idosos e pessoas com deficiências. O título foi registrado no livro dos recordes.
Lucy, que tem 3 anos de idade, é parte de um projeto voluntário que promove visitas a pacientes em hospitais, casas de repouso e escolas especiais em New Jersey, nos Estados Unidos.
Sua dona, Sally Leone Montufar, contou que uma mulher apareceu na pet shop em que trabalhava com vários cães para adoção. Lucy chamou sua atenção por parecer o animal mais debilitado do grupo. Acabou sendo adotada.
A cachorrinha ficou com o título por ser menor que o recordista anterior, um cachorro de pouco menos de três quilos que trabalha com equipes de  busca e resgate no Japão.

www.projetogenerosidade.com.br/2012/01/18/cachorrinha-faz-trabalho-voluntario/

Ditados Populares II




Muitas vezes usamos certas expressões, mas não temos idéia do que elas significam.
São ditados ou termos populares que através dos anos permaneceram sempre iguais, significando exemplos morais, filosóficos e religiosos. Segue abaixo alguns dos ditados mais populares:  

Chorar as pitangas
Pitangas são deliciosas frutinhas cultivadas e apreciadas em todo o país, especialmente nas regiões norte e nordeste do país. A palavra deriva de pyrang, que, em tupi-guarani, significa vermelho. Sendo assim, a provável relação da fruta com lágrimas, vem do fato de os olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se chora muito.

Farinha do mesmo saco

“Homines sunt ejusdem farinae” esta frase em latim (homens da mesma farinha) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. Como a farinha boa é posta em sacos diferentes da farinha ruim, faz-se essa comparação para insinuar que os bons andam com os bons enquanto os maus preferem os maus.

Sangria desatada

Diz-se de qualquer coisa que requer uma solução ou realização imediata. Esta expressão teve origem nas guerras, onde se verificava a necessidade de cuidados especiais com os soldados feridos. É que, se por qualquer motivo, se desprendesse a atadura posta sobre as feridas, o soldado morreria, por perder muito sangue.

Colocar panos quentes

Significa favorecer ou acobertar coisa errada feita por outro. Em termos terapêuticos, colocar panos quentes é uma receita, embora paliativa, prescrita pela medicina popular desde tempos remotos. Recomenda-se sobretudo nos estados febris, pois a temperatura muito elevada pode levar a convulsões e a problemas daí decorrentes. Nesses casos, compressas de panos encharcados com água quente são um santo remédio. A sudorese resultante faz baixar a febre.

Cor de burro quando foge

A frase original era “Corra do burro quando ele foge”. Tem sentido porque, o burro enraivecido, é muito perigoso. A tradição oral foi modificando a frase e “corra” acabou virando “cor”.

Pagar o pato

A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado. Sendo assim, passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem ter qualquer benefício em troca.

De pequenino é que se torce o pepino

Os agricultores que cultivam os pepinos precisam de dar a melhor forma a estas plantas. Retiram uns “olhinhos” para que os pepinos se desenvolvam. Se não for feita esta pequena poda, os pepinos não crescem da melhor maneira porque criam uma rama sem valor e adquirem um gosto desagradável. Assim como é necessário dar a melhor forma aos pepinos, também é preciso moldar o caráter das crianças o mais cedo possível.

Salvo pelo gongo

O ditado tem origem na na Inglaterra. Lá, antigamente, não havia espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados para o ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Só que, às vezes, ao abrir os caixões,os coveiros percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo (catalepsia – muito comum na época).
Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Desse modo, ele seria salvo pelo gongo. Atualmente, a expressão significa escapar de se meter numa encrenca por uma fração de segundos.

Elefante branco

A expressão vem de um costume do antigo reino de Sião, situado na atual Tailândia, que consistia no gesto do rei de dar um elefante branco aos cortesãos que caíam em desgraça. Sendo um animal sagrado, não podia ser posto a trabalhar. Como presente do próprio rei, não podia ser vendido. Matá-lo, então, nem pensar. Não podendo também ser recusado, restava ao infeliz agraciado alimentá-lo, acomodá-lo e criá-lo com luxo, sem nada obter de todos esses cuidados e despesas. Daí o ditado significar algo que se tem ou que se construiu, mas que não serva para nada.

Comer com os olhos

Soberanos da África Ocidental não consentiam testemunhas às suas refeições. Comiam sozinhos. Na Roma Antiga, uma cerimônia religiosa fúnebre consistia num banquete oferecido aos deuses em que ninguém tocava na comida. Apenas olhavam, “comendo com os olhos”. A propósito, o pesquisador Câmara Cascudo diz que certos olhares absorvem a substância vital dos alimentos. Hoje o ditado significa apreciar de longe, sem tocar.

Amigo da onça

Segundo estudiosos da língua portuguesa, este termo surgiu a partir de uma história curiosa. Conta-se que um caçador mentiroso, ao ser surpreendido, sem armas, por uma onça, deu um grito tão forte que o animal fugiu apavorado. Como quem o ouvia não acreditou, dizendo que , se assim fosse, ele teria sido devorado, o caçador, indignado, perguntou se, afinal, ele era seu amigo ou amigo da onça. Atualmente, o ditado significa amigo falso, hipócrita.


Fonte: saibahistoria
Veja também:
Fisioterapia com Você: Ditados Populares

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Escoliose - parte II



A escoliose pode ocorrer em qualquer idade mas ela acentua-se com o crescimento ou seja, desenvolve-se ou aumenta com o crescimento e com as más posturas, sendo muitas das vezes as más posturas uma boa indicação de que algo não está bem com o corpo.

A escoliose muitas vezes pode ser indentificada  com o adulto ou criança em pé, olhando por trás pode-se perceber se existe ou não um alinhamento da coluna.
Se a coluna fizer um desvio, é possível que exista uma escoliose ou outro problema que precise ser corrigido.

Outros sinais que podem mostrar que algo não está bem são:
  • Um ombro mais alto do que o outro quando em pé.
  • Uma perna mais curta ou que dá essa ideia. Frequentemente vê-se no comprimento das pernas das calças onde uma precisa de mais baínha do que a outra ou em que as calças junto aos pés não ficam ao mesmo nível.
  • As posturas quer em pé quer sentado podem ser sempre erradas e para o mesmo lado.
Ao detectar alguma alteração postural, a avaliação  médica é necessária (mesmo que a alteração seja pequena e "sem importância"). Um diagnóstico precoce pode impedir a evolução do problema.

O tratamento

A  fisioterapia  usa várias abordagens para ajudar a corrigir a escoliose mas a maior parte delas requerem muito tempo e dedicação. Métodos como o R.P.G. são bem indicados para escolioses de causas não idiopáticas. Terapias Manuais ajudam na liberação das fáscias, responsáveis pela alteração postural. Exercícios para aumentar a flexibilidade e alongamento,  também são bem indicados, desde que com um profissional qualificado, já que as escolioses podem evoluir se não bem tratadas.
A nível médico as soluções passam pelo uso de coletes ou mesmo pelo uso da cirurgia nos casos mais avançados ou que não reagem ao uso do colete.
A cirurgia é indicada em casos em que a fisioterapia e o tratamento com coletes não corrigiu o problema. Quanto ao colete, para além do desconforto que ele provoca, pode ser causa de problemas emocionais sobretudo em crianças e adolescentes que se podem sentir inferiores devido ao seu uso.
A natação é também um bom método uma vez que proporciona relaxamento, alongamento e fortalecimento musculares.
Outras abordagens podem incluir Pilates, Osteopatias  e outras terapias.

Uma vez que as causas da escoliose podem ser muitas, precisamos indentificá-las e corrigí-las.
Só pessoas treinadas e com boa sensibilidade conseguem detectar e corrigir muitas das causas da escoliose tal como as causas de muitos outros problemas.

Veja também:

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Lesão tira Guga das quadras para sempre



No último dia 15 de janeiro, o tenista catarinense Gustavo Kuerten anunciou sua aposentadoria 11 anos após sua primeira grande conquista em Roland Garros. Não que a notícia tenha surpreendido a todos — afinal, há cinco anos Guga lutava com a constante dor no quadril — mas, a oficialização de sua despedida, sensibilizou aos que conhecem a importância do ídolo para o esporte nacional e mundial. Abandonar a raquete não significou apenas largar o ofício, mas sim abandonar uma paixão.


O início das dores
Após um início de ano repleto de conquistas – em 2001 vieram os títulos em Buenos Aires, Acapulco, Stuttgart, Masters Series de Monte Carlo e Cincinnati, além do tri em Roland Garros – a lesão no quadril direito de Guga começou a dar os primeiros sinais.
O final da temporada não foi das melhores para o então número um do mundo. Depois do Aberto dos Estados Unidos, em setembro, Guga amargou uma série de derrotas e deixou o primeiro lugar do ranking no encerramento do ano. Os maus resultados incomodaram tanto o tenista quanto as dores.

Guga passa a sentir mais dores e desconforto após o Aberto dos Estados Unidos e acumula seguidas derrotas. O tenista anuncia que vai tratar um problema na virilha. Mais tarde, um exame revela uma lesão no quadril direito de Guga.

A região lesionada é o labrum acetabular, cartilagem localizada na junção entre o fêmur e a bacia. Em Guga, a área apresenta fissuras, que podem ter sido causadas por algum movimento feito de forma errada. Quando o quadril é submetido a esforço, o tenista sente dores e sensação de desequilíbrio

Primeira Cirurgia

Em 26 de fevereiro de 2002, Guga passa pela primeira cirurgia no quadril, realizada pelo Dr. Thomas Byrd no Baptist Hospital de Nashville, no Tennessee, Estados Unidos.

Procedimento - Com o resultado de uma ressonância magnética em mãos, Byrd constata as fissuras no labrum acetabular do quadril de Guga. Em alguns pontos, a cartilagem chega a ficar pendurada. Confirmado o problema, Byrd passa para a segunda etapa, a reparação. O cirurgião remove as partes da cartilagem que estão lesionadas.

Retorno - Guga retorna às quadras em 29 de abril de 2002, pouco mais de dois meses depois da cirurgia. Faz boas campanhas e conquista quatro títulos de ATP Tours até setembro de 2004, quando passa por nova cirurgia



Segunda Cirurgia

Guga volta à mesa de cirurgia em 21 de setembro de 2004. A nova operação é realizada pelo Dr. Marc Philippon, em Pittsburgh, Estados Unidos. Philippon é especialista no tipo de lesão que Guga possui.

Procedimento - Por meio de uma artroscopia, Philippon percebe esporões ósseos na cabeça do fêmur e no acetábulo do quadril de Guga. A presença dos esporões - pequenas deformações nos ossos - causa dor e bloqueia o movimento do quadril, além de danificar o labrum acetabular. Philippon retira os esporões ósseos que incomodam Guga e também tensiona a cápsula anterior do quadril, estrutura responsável pela estabilidade da articulação.

Resultado - Guga retorna às quadras quase sete meses depois da cirurgia, em abril de 2005. Durante todo o ano não consegue passar da segunda rodada em nenhum torneio de simples. Em 2006 e 2007, joga 14 partidas e acumula dez derrotas.

Outros casos

Magnus Norman
- Norman, conhecido pela velocidade para chegar às bolas, teve o mesmo problema de Guga, mas nos dois lados do quadril. Foi operado três vezes, mas não voltou a jogar no mesmo nível. Maior rival de Gustavo Kuerten na temporada de 2000 e ex-número 1 do mundo, Norman anunciou a aposentadoria no final de 2004, depois de ficar sem jogar durante todo o ano.
Harel Levy - Levy operou o quadril no final da temporada de 2001, também com o Dr. Thomas Byrd, em Nashville, Estados Unidos. Retornou ao circuito, mas não recuperou o 30º lugar no ranking, sua melhor colocação, obtida em 2000. Atualmente disputa torneios menores em simples, como challengers e futures. O maior foco está nas duplas, modalidade em que chegou ao melhor ranking da carreira em julho de 2007, a 76ª posição.

A despedida

Guga deixou o tênis com 20 títulos ATPs na carreira e outros feitos inéditos: foi o primeiro tenista após o mito sueco Bjorn Borg a faturar Roland Garros três vezes (e juntando-se ao grupo de tricampeões que até então contava apenas com o tcheco Ivan Lendl e Mats Wilander) e o único a se sagrar campeão de um torneio ao vencer em dias seguidos os norte-americanos Sampras e Andre Agassi (na Masters Cup de Lisboa-2000).

Além disso, Gustavo Kuerten continua como o terceiro tenista com menor ranking a faturar um título de Grand Slam: em 1997, quando surpreendeu o mundo com a taça do Aberto da França, o brasileiro magricela de 20 anos aparecia na 66ª colocação da lista.

Os únicos que aparecem à frente de Guga na estatísticas são o australiano Mark Edmondson, campeão do Aberto da Austrália-1976 quando figurava em 212º do mundo, e o croata Goran Ivanisevic, vencedor de Wimbledon-2001 quando era 125º.




Fonte: clicrbs.com.br

Um giro de 360º pelo mundo

A Basílica do Santo Sepulcro é um local em Jerusalém onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa. Constitui um dos locais mais sagrados da cristandade.

Clique no link abaixo e faça um tour virtual pela Igreja do Santo Sepulcro:



360tr.com/kudus/kiyamet_eng/index.html


Viaje à 360° pela Torre Eiffel/Paris



photojpl.com/under-the-eiffel-tower-in-360-photo/-/VYgGh9fNbR/

 Fontana di Trevi/Roma


italy360.it/italia/roma/fontana-di-trevi.html

Austrália


panoramicearth.com/4243/Great_Ocean_Road/Aireys_Inlet_Coastline_and_Beach

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Maravilhosos Exemplos de Vida!

Ser diferente não é obstáculo para ninguém. Se você pensa que não ter pernas pode impedir alguém de praticar esportes, subir escadas, criar filhos, e viver uma vida normal, está muito enganado. Conheça 10 pessoas que, mesmo em face à diversidade, fizeram melhor do que muita gente:



O americano Anthony Robles nasceu com apenas uma perna, mas isso não o impediu de se tornar campeão nacional em sua categoria. Antony até ganhou o prêmio de lutador destaque. Ele acredita que tem uma pegada forte justamente por causa de suas muletas.



Bobby Martin demonstra muita força de vontade. Ele nasceu sem pernas, mas realmente joga futebol americano (não, a fotografia não é Photoshop). Ele também foi escolhido como “rei” de uma festa americana popular que abre a temporada de jogos. Bobby fez campanha para rei por toda a escola, além de dar um discurso apaixonante que terminou com o garoto fazendo flexões. Pelo menos um dos seus adversários pediu desculpas para concorrer contra ele, e ainda prometeu votar no corajoso rapaz.



Qian Hongyan inspirou milhões com sua ambição de competir como nadadora nos Jogos Paraolímpicos de 2012 em Londres. Em 2000, ela se feriu tragicamente em um acidente de carro, quando tinha apenas 3 anos. Para garantir sua sobrevivência, os médicos foram obrigados a amputar suas pernas. A família de Qian, que vive em Zhuangxia, China, não pode comprar próteses modernas para a garota, e em vez disso utilizou metade de uma bola de basquete para apoiá-la. Uma vez na bola, ela usa dois suportes de madeira para ajudá-la a se movimentar. A garota vai sozinha para a escola. Sua história é amplamente divulgada na China, o que chamou a atenção do governo, e hoje Qian tem um bom par de pernas protéticas. Ainda assim, a garota diz que gosta de usar a bola, pois é mais fácil de entrar e sair da piscina com ela.



Lance Benson também é um dos que nasceu sem as pernas. No entanto, ele compete em eventos esportivos, sentando-se em cima de um skate e usando as mãos para se impulsionar. Já completou a Maratona de Nova York em apenas 3 horas e 37 minutos. Para um homem que desde criança se recusou a sentar em uma cadeira de rodas, e desde bebê aprendeu a andar em próteses, isso faz bastante sentido.



Um dançarino de hip-hop sem pernas participou de um programa televisivo indiano e tornou-se uma estrela. Vinod Thakur nasceu sem pernas, e rapidamente aprendeu a andar sobre as mãos. O programa lhe deu um prêmio de cerca de 184 mil reais, muito longe dos 230 reais que ele ganha por mês concertando celulares. O estudante de economia aprender a dançar através de vídeos, cinco meses antes de saltar para a fama na TV.


Xu Yuehua, que perdeu as pernas em um acidente de trem aos 13 anos, passou 37 anos cuidando de crianças em um instituto da previdência social. Ela já criou mais de 130 crianças. A mulher se move usando banquinhos, e é chamada carinhosamente de “Mamãe Banquinho” pelos miúdos. Xu Yuehua, órfã em tenra idade, se dedica a criar crianças no mesmo lugar que a ajudou no passado, e diz ser muito feliz e não se arrepender de sua escolha em nenhum momento.


Italo Romano é um talentoso skatista sem pernas. Sua vida e a maneira como ele conseguiu superar esse grande obstáculo ilustra como a mente e o corpo humano podem se adaptar muito bem frente à adversidade. É só querer.



A história de vida de Kevin Connolly é interessante: quando ele tinha dez anos, sua família o levou para a Disney , e ele rapidamente se tornou uma das atrações do parque. Nascido sem pernas, Kevin se acostumou aos olhares de estranhos, mas, naquele momento, começou a entender que a direção do olhar poderia funcionar nos dois sentidos. Em uma viagem à Europa, mais de uma década depois, ele percebeu um homem o encarando. Ergueu sua câmera e começou a tirar fotos do homem. Kevin repetiu essa ação 32.000 vezes mais durante suas viagens, criando um portfólio diversificado de indivíduos.



O chinês Huang Jianming perdeu as pernas num acidente. Ele teve que amputá-las em 1994, depois de literalmente cair de um trem de alta velocidade. Medindo 85 centímetros e pesando 39 quilos, ele se autodenomina “meio homem”, pois tornou-se a metade do tamanho de uma pessoa média. Em 2006, ele subiu a Grande Muralha da China durante duas horas, usando apenas a força bruta dos braços, em frente a centenas de turistas abismados. Ele conta que o acidente mudou totalmente sua vida. Sem pernas, sua esposa o abandonou achando que ele não poderia mais sustentá-la, mas o homem seguiu determinado a viver uma vida normal. Ele começou a praticar caligrafia e se tornou um artista ambulante, perambulando por mais de 20 cidades chinesas em dez anos. Um verdadeiro exemplo.



O americano Eli Bowen nasceu em 1844 com pés desproporcionais diretamente ligados à sua pélvis. Ou seja, com pés, mas sem pernas. Apesar de sua configuração física, ou talvez por causa dela, Eli se esforçou para viver uma vida extraordinária. Ele queria ser um acrobata e aprendeu desde cedo a usar seus braços e mãos para compensar sua falta de pernas. Usava blocos de madeira como “sapatos”, elevando seu tronco, a fim de caminhar sobre as mãos. Como resultado desse processo, desenvolveu uma enorme força. Eli iniciou sua carreira profissional com 13 anos e chegou a realizar turnês independentemente. Anunciado como o “acrobata sem pernas”, Eli foi aplaudido internacionalmente por sua rotina extraordinária em um mastro. Apesar de seu pequeno tamanho, ele se esticava paralelo ao chão e girava em torno de um mastro de 12 metros. Além de gracioso acrobata, Eli ficou conhecido por sua bela aparência e, a certa altura, foi considerado o homem mais bonito do show business.

Pilates mantém a saúde da coluna vertebral



O método ajuda no fortalecimento dos músculos das costas e do abdome 
Quem nunca sentiu dores nas costas que levante a mão. Esse é um dos problemas crônicos da modernidade decorrente do estresse, falta de tempo para atividade física e, principalmente, a má postura. O coringa escondido dentro da manga para prevenir o problema atende pelo nome de Pilates. O programa de exercícios criado por Joseph Pilates equilibra corpo, mente e espírito de maneira global e ajuda, também, na prevenção do desconforto e manutenção da saúde da coluna vertebral.
Isso porque o Pilates proporciona, entre outros benefícios, o alongamento, tonificação e definição dos músculos, fortalecimento da musculatura abdominal e da situada ao longo das vértebras, além de auxiliar na redução do estresse. “O fortalecimento abdominal ajuda a melhorar também o alinhamento postural, o que mantém a coluna vertebral forte e flexível, ajudando no alívio de dores nas costas e articulações”, explica Mônica Martins Nóbrega, profissional de Pilates.
O método vem sendo utilizado tanto para fins terapêuticos como o alívio de dores decorrentes de hérnias de disco, bico de papagaio, tendinites e distensões. Porém é importante ressaltar que a modalidade não substitui as sessões de Fisioterapia. Mônica Martins Nóbrega explica que o Pilates é utilizado como método de prevenção dos problemas nas costas e para manter os resultados adquiridos com a Fisioterapia.
“O Pilates não atua na patologia em momentos de crise aguda da dor, este é o papel das sessões de Fisioterapia que, inclusive, deve ser prescrita por um médico especializado”, esclarece.
Mas então no que o Pilates pode ajudar? “Na manutenção e fortalecimento subsequente ao tratamento prescrito. Ajudamos, tanto na prevenção do problema, como na manutenção de uma coluna vertebral já tratada, bem fortalecida, protegida e saudável”, responde a profissional.
Ao todo, o Pilates compreende mais de 500 movimentos e centenas de variações, que devem ser realizadas com poucas repetições e muita precisão, controle respiratório, alinhamento postural, concentração e fluidez de movimentos, uma mistura equilibrada de treino de força, flexibilidade e resistência.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O tesouro de Tróia

Aquiles arrastando Heitor
Certamente vocês conhecem a história de Tróia. A bela Helena, Páris, o herói Aquiles e o presente dado aos troianos pelos gregos o cavalo de Tróia, muito bem relatada por Homero nas Ilíadas. Acontece que era, até então, apenas um poema. Mas a arqueologia tem feito descobertas maravilhosas sobre o mito de Tróia.
A Ilíada é uma sucessão de batalhas sangrentas no décimo e último ano do cerco de Tróia pelos gregos, que termina com a destruição da cidade. Em meio à luta, rememora-se que o príncipe troiano Páris, filho do rei Príamo, foi chamado a decidir qual das deusas — Hera (esposa de Zeus), Afrodite (deusa do Amor) ou Atena (a Sabedoria) — merecia a maçã (pomo) de ouro dedicada "à mais bonita" pela deusa Éris (a Discórdia). Daí a expressão "pomo da discórdia".
Em troca da vitória, Afrodite oferece a Páris o amor da "mulher mais bela do mundo", Helena, a esposa de Menelau, rei de Esparta — e vence o concurso, é claro. Páris vai para a Grécia onde seduz e rapta a fatal Helena. Para resgatá-la, os gregos reúnem tropas de várias cidades, sob o comando de Agamenon, irmão de Menelau, e atacam Tróia.
A luta dura dez anos. Tróia resiste. Os deuses se dividem: Hera, Atena e Poseidon (deus do mar) apóiam os gregos. Afrodite, Apolo (deus do sol) e Ares (deus da guerra) apóiam os troianos. Ulisses e Aquiles são os heróis gregos e os irmãos Heitor e Páris os heróis troianos.
No final, com ajuda de Atena, os atacantes constroem um grande cavalo oco de madeira, o Cavalo de Tróia, escondem guerreiros no seu interior e o abandonam em frente à cidade, fingindo bater em retirada. Os troianos trazem o troféu para dentro das muralhas e, à noite, os gregos saem, abrem os portões, invadem e destroem a cidade. Foi o Cavalo de Tróia que consagrou a expressão "presente de grego".



O tesouro de Tróia

Em 1873, um tesouro de 4 500 anos foi descoberto em Tróia, na Turquia. Em 1945, ele desapareceu, em Berlim. Agora, ressurgiu em Moscou, reabrindo a controvérsia sobre a pré-história grega e a lenda do Cavalo de Tróia. A ciência já descobriu que partes do mito são muito, muito reais.

Quando os soviéticos avançaram sobre a Alemanha nazista em 1945, os soldados encontraram, no subsolo do Jardim Zoológico de Berlim, onze caixas de madeira do Museu de Pré-História e História Antiga. Dentro, bem embrulhadinhas, havia 259 relíquias descobertas pelo arqueólogo Heinrich Schliemann em 1873, em Tróia, na Turquia.


Um tesouro de joias, estátuas, armas, taças, ânforas (vasos com duas alças) e urnas de ouro, prata e bronze, de 4 500 anos de idade, que Schliemann batizou como o "Tesouro de Príamo", atribuindo-o ao personagem que aparece como rei de Tróia no poema Ilíada, de Homero.
Secretamente, tudo foi empacotado de novo e enviado para Moscou. Durante cinquenta anos, as joias ficaram escondidas no porão do Museu Pushkin, para evitar pedidos de repatriação. Na verdade, entre 1945 e 1947, 200 000 objetos de arte, 2 milhões de livros e 3 quilômetros de arquivos, segundo os alemães, foram expropriados pelos soviéticos, como indenização de guerra, e transferidos para a Rússia. Com o fim da guerra fria e a liberalização política, criou-se o clima para descongelar a história. Em 1994, finalmente, o Museu Pushkin exibiu o acervo de livros que pertencia originalmente ao Museu do Livro de Leipzig, na Alemanha. Agora, chegou a vez do tesouro mitológico de Tróia.
A mostra O Ouro de Tróia está exposta ao público e especialistas. Pesquisadores da Inglaterra, da Grécia, da Turquia, da Alemanha e dos Estados Unidos ajudaram a identificar e a catalogar as peças.
Entretanto, fora os russos, ninguém está contente. A Alemanha quer seu patrimônio cultural sequestrado de volta, e recusou o empréstimo de outros itens de Schliemann à exposição. A Turquia, que não se recuperou até hoje da perda do tesouro, mandou comunicados a Berlim e a Moscou reivindicando a posse de tudo. E a Grécia, que, afinal, conquistou Tróia, também reivindica direitos sobre os bens — que os russos não pensam em ceder. Haja complicação.

O primeiro pop star da Arqueologia

Schliemann era um menino pobre, deslumbrado com a Grécia e com a imaginação incendiada pela visão de Tróia em chamas, cantada por Homero, na Ilíada. Acreditava que o poema tinha fundamento histórico.
Em 1868, depois de estudar os clássicos e Arqueologia em Paris, anunciou que Tróia não estava onde todos a procuravam, em Bunarbashi, na Turquia, e sim na colina de Hissarlik, onde o inglês Frederick Calvert escavara solitariamente. Em 1871, comprou o monte todo, empregou 180 trabalhadores e começou a cavar — com muita energia e pouca ciência. Convencido de que a cidade homérica estava no fundo, rasgou a colina de alto a baixo, destruindo boa parte das camadas arqueológicas superiores. Mas foi achando milhares de objetos de épocas e culturas diferentes. Em 1873, a 8,5 metros de profundidade, encontrou restos de uma cidade antiquíssima. Catalogou 8 830 objetos descobertos (... sim, ele contava cada conta de um colar como um item), identificou sete Tróias de diferentes períodos, proclamou Tróia 2 como a cidade da Ilíada e, num gesto quase teatral, atribuiu as joias a Príamo — sem a menor evidência de que o rei tivesse existido.
A vila de Tróia
Foi uma sensação. E um escândalo. Muitos especialistas rechaçaram seu trabalho e muitos o saudaram com assombro. O público europeu, sobretudo, maravilhou-se — motivado, especialmente, pelas notícias românticas das descobertas que o próprio Schliemann escrevia para os jornais.
Em 1874, começou outra escavação, em Micenas, na Grécia. Em dois anos, desenterrou outro tesouro e seis túmulos, com dezesseis corpos adornados, entre os quais identificou nada menos que os de Agamenon e Clitemnestra, o rei e a rainha que convocaram a guerra contra Tróia — sua velha idéia fixa. Erro grosseiro.
Em 1883, voltou a cavar em Hissarlik com a credibilidade reforçada pela companhia de antropólogos e arqueólogos. Entre eles, Wilhelm Dörpfeld que reorganizou a estratografia de toda a escavação (a descrição e identificação das camadas).
Depois da morte de Schliemann, Dörpfeld encontrou nove Tróias diferentes, em vez de sete. E corrigiu a datação das jóias para 2500 a 2200 a.C., indicando Tróia 6 como a cidade homérica. Em 1932, o arqueólogo americano Carl Blegen reviu tudo, outra vez, e definiu Tróia 7 como a lendária. Schliemann errou muito, mas descobriu Tróia e ampliou sua história até a Idade do Bronze (300-1000 a.C.). Além disso, descobriu a civilização de Micenas (1600-1200 a.C.). E, antes de morrer, apontou para a civilização minóica, em Cnossos (3000-1100 a.C.), na Ilha de Creta, onde pretendia escavar, e que foi achada dez anos depois. Era muito mais do que um amador. Foi um visionário e um pioneiro.

máscara de Agamenon

Site do museu em Moscou
www.arts-museum.ru

Link da mostra
arts-museum.ru

Fonte:SuperInteressante/imagens internet