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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Sete maneiras de prevenir a osteoporose

Osteoporose

A doença que deixa os ossos frágeis e porosos não tem cura. Adotar hábitos saudáveis é a melhor maneira de evitar a enfermidade

Uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose, segundo a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês). Entre os homens, o índice é de um em cinco. A doença atinge 10 milhões de brasileiros e, de acordo com a IOF, deve crescer 32% até 2050 no país.
Essa moléstia que deixa ossos mais frágeis e porosos, suscetíveis a fraturas — principalmente do quadril, costela e colo do fêmur — progride aos poucos e é incurável. Como a doença não dá sinais, ela costuma ser diagnosticada somente em fase avançada. "A única real manifestação da osteoporose é a fratura", diz Ari Halpern, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
A fratura do fêmur é a complicação mais ameaçadora da enfermidade. "De 40 a 50% dos pacientes que sofrem essa fratura morrem até um ano depois do acidente por causa das complicações decorrentes da falta de mobilidade, como pneumonia, trombose e escaras", diz o ortopedista Marco Aurélio Neves, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. "O melhor remédio é impedir que a doença se manifeste."
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais fatores de risco para fratura relacionadas à osteoporose são baixa densidade mineral óssea, índice de massa corporal (IMC) inferior a 19, fratura prévia por fragilidade óssea (quando a quebra é ocasionada por uma pequena queda), uso de corticoides por mais de três meses, histórico familiar de fratura do quadril, tabagismo, consumo excessivo de álcool e artrite reumatoide.
 
As mulheres são mais acometidas pela doença do que homens principalmente porque, depois da menopausa, o hormônio feminino estrogênio, importante para a fixação do cálcio no osso, sofre uma queda brusca. Sem essa proteção, a perda de massa óssea se acelera e, quando atinge 25% do esqueleto, a osteoporose se instala. No caso do sexo masculino, a baixa da testosterona, também importante para a fixação do cálcio, é gradativa e afeta de maneira mais branda a saúde óssea — isto é, o homem é menos refém da testosterona que a mulher do estrogênio. "A doença costuma aparecer em homens após os 70 anos, mais tarde do que em mulheres", diz Neves.


Tratar doenças que ameaçam os ossos



Algumas enfermidades são associadas à perda óssea acelerada. Entre elas estão hipotireoidismo, hipertireoidismo e moléstias reumáticas como a artrite reumatóide, que prejudicam a  absorção de cálcio pelo osso. "Toda doença que compromete o equilíbrio hormonal favorece a perda de massa óssea", explica Marco Aurélio Neves, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
 
Praticar atividade física
 
 
Atividades físicas de impacto, como a caminhada e a corrida, são essenciais para a saúde óssea. Por meio da força gravitacional, essa modalidade de exercício causa um atrito entre o músculo e o osso que transmite ao esqueleto a mensagem de que ele precisa aumentar a própria massa para resistir ao impacto. Além disso, o exercício ajuda a absorção de cálcio pelo organismo. "A prática de atividade física é uma das medidas mais eficazes na prevenção da osteoporose", diz Ari Halpern, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
 

Garantir a dose de Vitamina D



A vitamina D é importante para a absorção do cálcio pelo organismo e, assim, para a manutenção da massa óssea. Esse nutriente pode ser obtido de duas formas: por meio de alimentos e de exposição solar. Pela alimentação, a dose diária sugerida é de 400 a 800 UI para pessoas abaixo de 50 anos e de 800 a 1.000 UI para quem está acima dessa idade. Derivados do leite, a exemplo de queijo e iogurte, e peixes como salmão e atum são boas fontes. Suplementos também ajudam a garantir a cota.
 
Ainda que a pessoa consuma a dose recomendada, o banho de sol é indispensável. "A vitamina D é ativada apenas após a exposição aos raios ultravioleta. O horário com maior incidência desses raios é entre 10h e 15h. Mas, para evitar o câncer de pele, recomenda-se tomar de 15 a 20 minutos de banho de sol antes das 10h da manhã", diz o ortopedista André Luiz de Campos Pessôa, coordenador de ortopedia do Hospital Caxias D'Or - Rede D'Or São Luiz, no Rio de Janeiro.
 

Manter bons níveis de cálcio



O cálcio é o principal componente do osso, responsável pelo crescimento, rigidez e estabilidade da massa óssea. Como o organismo também necessita desse mineral para desempenhar outras funções importantes, como as contrações musculares, faz de tudo para mantê-lo em um bom nível no sangue. Na sua falta, o cálcio fixado no osso é recrutado, de modo que o esqueleto se fragiliza.
 
A recomendação de ingestão diária é de 1.300 mg para adolescentes, de 1.000 a 1.200 mg para adultos e 1.200 mg para idosos. Um copo de leite (integral ou desnatado) de 200 ml contém 250 mg do mineral. Vegetais como brócolis e espinafre também são ricos no mineral, mas sua absorção é mais fácil nos laticínios. 


Não fumar



O tabagismo prejudica a massa óssea direta e indiretamente. "O cigarro pode enfraquecer os osteoblastos (células responsáveis pela formação óssea) e modificar o metabolismo do estrogênio, hormônio feminino protetor do tecido ósseo", diz André Luiz de Campos Pessoa.
 

Maneirar no álcool



O álcool atrapalha a absorção de cálcio pelo organismo e, por isso, pode diminuir a massa óssea. "Por comparação clínica, sabemos que o álcool prejudica os ossos. Mas o mecanismo pelo qual a bebida atrapalha a fixação de cálcio ainda é desconhecido pela medicina", explica Marco Aurélio Neves.
 

Fazer exame de densitometria óssea



O exame que determina a densidade do osso (e avalia se o tecido está poroso e frágil) é a densitometria óssea (DMO). Ela é utilizada para o diagnóstico de osteoporose e controle da doença. A recomendação é que mulheres acima de 65 anos e homens com mais de 70 anos façam anualmente o exame. Em pessoas mais jovens do que isso, a DMO é indicada quando há fatores de risco, como baixo índice de massa corpórea, tabagismo e consumo excessivo de álcool. "É comum a pessoa descobrir que tem osteoporose depois de sofrer uma fratura, que pode causar complicações mais sérias. Por isso, quanto antes a doença for descoberta, melhor", explica Marco Aurélio Neves.


Não deixar o IMC abaixo de 19




Como acontece com a prática da atividade física, quanto maior a pressão sobre o osso, maior o estímulo para a produção de massa óssea — o corpo se adapta ao movimento muscular utilizado para suportar seu peso. "Pessoas muito magras, com índice de massa corpórea abaixo do considerado saudável, têm ossos mais frágeis e, por isso, são mais predispostas à osteoporose", diz Cristiano Zerbini, reumatologista membro da Fundação Internacional da Osteoporose e do Centro de Saúde Óssea do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O ideal é manter o índice de massa corpórea (IMC) dentro da escala considerada saudável, de 19 a 24.


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terça-feira, 13 de maio de 2014

Canadense é estrela do atletismo aos 95 anos

Olga Kotelko. Foto: BBC


A canadense Olga Kotelko pratica diversas modalidades de atletismo: arremessos de dardo, de peso e de disco; saltos em distância, em altura e triplo; e corridas em pista. Tudo isso aos 95 anos de idade.


A atleta conta que começou a competir no atletismo com 77 anos. Durante toda sua vida, ela sempre foi muito ativa, pois cresceu em uma fazenda, onde havia muitas tarefas físicas.

"Eu acho que idade é apenas um número. Não interessa o seu aniversário, o que interessa é como você envelhece", disse ela à BBC.

Ela compete no Campeonato Mundial de Atletismo Master. Na categoria de pessoas com mais de 90 anos, ela tem 30 recordes mundiais. Ao longo de sua carreira, diz já ter ganho 750 medalhas de ouro.

Olga atribui parte de seu sucesso nos esportes à "boa genética", mas diz que a maior parcela se deve ao seu treinamento e trabalho diários.

Assista o vídeo:

www.bbc.com/news/health

bbc


[Belo exemplo de que só a idade não é um fator limitante, mas sim a falta de atividade física, boa vontade e dedicação.]

domingo, 11 de maio de 2014

Mãe, mamãe, mother, mom, mamma, madre, mère, mutter, mató, hora, havha

Em qualquer língua a tradução sempre vai ser AMOR!





Feliz dia das mais lindas e abençoadas mulheres, que receberam a dádiva de ser mãe, mas mãe não é só aquela que carrega um bebê, também é aquela que cuida, que ama mesmo não vindo de dentro do seu ventre, pode ter um filho mas também pode cuidar de cem. Mãe é a aquela que ama incondicionalmente.
"Obrigada Senhor pela mãe e pela avó que me deste, obrigada pela graça de ser mãe, obrigada pelo meu filho amado, obrigada pelas crianças que alegram o mundo, cuide daquelas que não tem uma mãe por perto, envie mães de coração para amá-las incondicionalmente."

sábado, 10 de maio de 2014

Como surgiu a comemoração do dia das mães





A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
 
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
 
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
 
 
 
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A ideia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
 
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
 
 
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
 
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
 
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem frequentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
 
 
Cravos: símbolo da maternidade
 
 
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
 
 
No Brasil
 
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
 
 
 
 

Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.
A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.


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Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:
 
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

wallpainting


Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado na Physical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]


gizmodo


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Fisioterapia com Você: A Mais Antiga das Antigüidades

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Marilyn Monroe e o Pilates

Revista Pilates_Marilyn.png


A eterna diva, Marilyn Monroe era praticante de Pilates e de Ioga também.
Encontramos várias fotos da TOP dos anos 50 realizando alguns exercícios da modalidade.
 
Boat pose
 
 
Marilyn Monroe doing Pilates <3
 
 Até hoje, Marilyn é ícone de beleza e sofisticação.
 
 
Use your shoulders to create a tripod. Turn your core on and scissor kick.
 
Stretching with a bar. Wearing shoes this time. Ballet flats.
 
 
Imagens Pinterest.
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Roma 360°

 
 

O Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP) é um laboratório temático do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e tem como objetivo pesquisar a presença romana em suas áreas de dominação dentro e fora da esfera mediterrânica. Os processos de transformação cultural e seus correlatos na cultura material são investigados através de análises que avaliam as mudanças ocorridas nos seus múltiplos aspectos, tendo em vista a variabilidade dos contextos das sociedades submetidas ao poder imperial.
 
O LARP colocou no ar o projeto Roma 360, um aplicativo que traz o mapa da cidade de Roma, aproximadamente no ano 360 d.C., utilizando a tecnologia 3D. O objetivo é ampliar o conhecimento do público em geral sobre essa que é uma das cidades mais importantes da história.
O visitante pode assim visualizar a localização de templos, monumentos e outras estruturas urbanas como o Fórum, o Coliseu, a  Basílica de Constantino, construções religiosas, e os templos de Vênus e Júpiter.

O Roma 360 é um projeto didático e sua divulgação foi feita por meio do site do LARP, para que todos, inclusive as escolas, possam ter acesso livremente. A intenção é que o projeto se amplie para áreas provinciais estudadas pelo grupo de pesquisadores, como Portugal, França e Israel. O objetivo é construir um grande mapa em 3D da área.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Paralíticos movem pernas pela 1ª vez após estímulo elétrico

Paralítico move a perna a partir de impulsos elétricos  (Foto: Divulgação/University of Louisville/BBC)

Estudo sugere que eletricidade torna coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.


Quatro paralíticos conseguiram mover suas pernas pela primeira vez após receber estímulos elétricos na coluna vertebral.
O experimento, realizado por médicos das universidades de Louisville e da Califórnia, nos Estados Unidos, possibilitou que os pacientes flexionassem, além das pernas, os dedos dos pés, tornozelos e joelhos. No entanto, eles não foram capazes de andar independentemente.
Os resultados do trabalho, divulgados na publicação científica "Brain", sugere que a eletricidade torna a coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.
Segundo os cientistas, a coluna atua como uma ferrovia de alta velocidade que transporta mensagens elétricas do cérebro até o resto do corpo. Se há danos no trilho, a mensagem se perde.
Há três anos, os mesmos cientistas divulgaram que Rob Summers, um jogador de baseball que ficou paralítico do tórax para baixo após um acidente de carro, foi capaz de mover suas pernas sustentado sobre uma esteira.
Agora mais três pacientes, que estão paralíticos há pelo menos dois anos, foram submetidos aos estímulos elétricos e retomaram alguns movimentos. Eles foram capazes de movimentar as pernas e todos, com exceção de um, puderam controlar a força do movimento.
 
 
Sentir-se 'vivo'
 
 A experiência confirma que certos movimentos podem ser retomados após a paralisia e que o caso de Summers não é isolado. Claudia Angeli, uma das pesquisadoras da Universidade de Louisville, disse à BBC que poder enviar o estímulo e praticar os movimentos faz com que os pacientes se sintam 'vivos' novamente.
'A massa muscular aumenta significativamente e todos eles também viram mudanças em suas funções urinárias e intestinais'.
Ainda não está claro como o estímulo funciona. Os pesquisadores explicam que alguns estímulos voluntários alcançam a região lesionada, mas não são fortes o suficiente para desencadear o movimento. Com o impulso elétrico, a coluna lombar ficaria mais sensível e reage ao receber as mensagens do cérebro. 'É como se a coluna ficasse pronta para ouvir', acrescenta Angeli.
 
Os especialistas esperam que a técnica possa se tornar um tratamento para lesões na coluna. Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional Americano de Imagens Biomédicas e Bioengenharia, disse que agora que o estímulo vertebral foi bem-sucedido nos quatro pacientes, acredita-se que um grande número de pessoas, anteriormente com pouca esperança de recuperação significativa, possa se beneficiar da nova técnica.
 
 
 

Como a exploração transformou a medicina

A expedição liderada por Scott (que é o que está em frente à bandeira), em 1912 (Foto: Wikimedia Commons)


Qual o papel da evolução tecnológica no avanço da medicina? E qual a contribuição da medicina para a conquista de novas fronteiras, dos mares ao espaço?
 
A medicina sempre desempenhou um papel importante nas conquistas humanas, sendo causa e efeito de grandes eventos da história. A compreensão de mecanismos essenciais do funcionamento do corpo, a que damos o nome de fisiologia, permitiu que nossos antepassados realizassem viagens marítimas a distancias até então inimagináveis e permitiu a exploração de territórios inóspitos (desertos, geleiras, cadeias de montanhas e o fundo do mar).
 
Mais recentemente, em termos históricos, conquistamos a possibilidade de realizar viagens aéreas e visitamos ambientes sem a ação da gravidade. Guerras, catástrofes naturais e epidemias forçaram respostas rápidas para mitigar o sofrimento humano.
 
No início do século XX, grandes potências tecnológicas e militares envolveram-se numa disputa acirrada: a conquista dos polos. Equipes da Alemanha, Noruega, EUA e sobretudo do Reino Unido (que possuía então a mais poderosa força marinha existente) partiram para explorar e conquistar os pontos extremos da terra. A disputa para alcançar o Polo Sul foi especialmente dramática. O comandante britânico Robert Falcon Scott (1868-1912) e sua equipe da Expedição Terra Nova chegaram ao ponto esperado, mas depois dos noruegueses liderados por Roald Amundsen. Infelizmente, Scott e sua equipe não conseguiram regressar vivos, falecendo como consequência de diversas causas, entre elas (e principalmente) de hipotermia.
 
As expedições polares ofereceram uma oportunidade para compreender o que acontece com nosso corpo em situações de frio extremo, especialmente se houver ao mesmo tempo baixa umidade e se forem realizados exercícios extenuantes. Posteriormente, compreendeu-se que apesar de não funcionarem a contento, as células submetidas às baixas temperaturas poderiam ainda ser viáveis se reaquecidas adequadamente. Algumas décadas depois, a hipotermia terapêutica começou a ser utilizada em cirurgias complexas e em casos selecionados de pessoas que sofreram paradas cardiorrespiratórias como medida adicional para aumentar as chances de um resultado médico favorável aos pacientes.
 
 (Foto: divulgação)
 
 
Extreme Medicine é o nome do livro que procura responder a algumas dessas perguntas.  O livro foi escrito pelo médico inglês KevinFong, especialista em terapia intensiva, anestesiologia e PhD em astrofísica e engenharia. Fong é conhecido no Reino Unido por ser um entusiasta da divulgação científica e é co-diretor do Centre for Aviation Space and Extreme Environment Medicine (CASE), do University College London. A versão norte americana do livro acaba de ser publicada pela Penguin Press (Nova Iorque).
 
Em nove capítulos o autor apresenta um universo rico de exemplos impressionantes. Ele fala, por exemplo, da relação entre as queimaduras sofridas por pilotos da Royal Air Force durante a segunda grande guerra e o avanço da cirurgia plástica reconstrutora. A guerra, aliás, também ajudou no desenvolvimento da cirurgia cardíaca.
 
Também conta o que um acidente aéreo ensinou sobre a padronização de atendimento aos pacientes que sofrem ferimentos que podem colocar a vida em risco e mostra como um surto de poliomielite na Dinamarca nos anos 1950 mudou a maneira de oferecer suporte respiratório aos pacientes graves.
A ideia principal, e feliz, do livro é apresentar a medicina e seus avanços em contexto histórico, deixando claro que quando há ambiente político, econômico e social favoráveis, as respostas muitas vezes vem mais rápido que imaginamos.


Carlos Jardim é médico. Formado na Faculdade de Medicina da USP em 1999, na mesma instituição obteve seu doutorado. Especialista em Pneumologia e Terapia Intensiva, é membro de sociedades nacionais e internacionais de sua especialidade. Participa de atividades clínicas e acadêmicas no Incor/HCFMUSP e acredita na divulgação cientifica.
 
 

Adolescente com condição extremamente rara tem segundo esqueleto crescendo dentro dela

Seanie Nammock

Seanie Nammock sofre com segundo esqueleto crescendo dentro dela


Uma adolescente com condição rara está sofrendo com o crescimento de um segundo esqueleto dentro dela. Seanie Nammock está lutando bravamente contra a doença rara que poderia, eventualmente, transformá-la em uma estátua viva.
Durante seis anos ela batalha contra a condição chamada de “síndrome de pedra do homem ou fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP). A condição – tão rara que afeta apenas 600 pessoas em todo o mundo – transforma os músculos, ligamentos e tendões em ossos sólidos.
Isso significa que um segundo esqueleto está crescendo lentamente em cima do original, fazendo com que seus membros gradualmente se solidifiquem para deixa-la como uma estátua.
A jovem agora está incapaz de levantar as mãos acima da cintura. Os médicos que cuidam dela estão apressados para encontrarem uma maneira de tratar a condição da estudante de Birmingham.
 
Mesmo com o problema, Seanie segue a vida sempre bonita, e muitas pessoas nem percebem seu problema. Seu único tratamento no momento é à base de analgésicos.
Porém, os médicos do Hospital Queen Elizabeth de Birmingham querem mudar o panorama da vida dela, com a criação de um Centro de Doenças Raras de classe mundial, onde as condições tais como de Seanie possam ser pesquisadas e tratadas.
Eles pretendem agora retardar os sintomas da doença da jovem para terem mais tempo para buscarem a cura.
 
 
Fonte: gadoo