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segunda-feira, 4 de março de 2019

Cientistas israelenses desenvolvem colírio que repara córneas e cura miopia



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Os cientistas israelenses não são de agora que trazem muitos avanços para a medicina.


Uma equipe de cientistas israelenses está desenvolvendo uma espécie de colírio que pode curar córneas danificadas e corrigir de vez a miopia.
Os “nanodrops”, foram chamados assim pelos oftalmologistas da Universidade Bar-Ilan, em Jerusalém.
O colírio já foi testado em porcos e o resultado foi positivo.
A próxima fase é o teste em seres humanos que segundo previsões sera realizada até o final do ano, o tratamento eliminaria de vez a necessidade do uso do óculos ou lentes.
Além disso, a equipe de pesquisa descobriu que os “nanodrops” poderiam ser desenvolvidos para criar correção de visão multifocal para que pudessem ver coisas a várias distâncias semelhantes aos efeitos do uso de óculos bifocais.
Dr. David Smadja, um dos pesquisadores envolvidos revela que ainda não sabe quanto tempo o colírio deverá ser aplicado até a visão estar completamente reparada.
Mas, se for comprovadamente bem-sucedida, o tratamento seria um método revolucionário de melhorar a visão.
Em uma palestra na  conferência médica, em Jerusalém,  Dr David Smadja, contou com a presença de mais de 350 pessoas, entre médicos e enfermeiros, da qual salientou a importância dessa inovação, se for aprovada para ser feita em seres humanos.
Nós torcemos para que sim!
sabervivermais.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Vitamina D e o Protocolo Coimbra

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O Professor Cícero Coimbra é uma das mentes médicas mais brilhantes dos nossos tempos. O desenvolvimento do Protocolo Coimbra permitiu mudar a vida de milhares de pessoas pelo mundo inteiro.
O desenvolvimento do Protocolo Coimbra iniciou-se quando verificou os efeitos que a suplementação com vitamina D teve num doente de Parkinson que apresentava também manchas de vitiligo. Após suplementar o doente com a dose fisiológica de 10.000UI por dia durante 3 meses, tendo em vista a normalização dos valores sanguíneos desta hormona, a mancha tinha praticamente desaparecido. A melhoria tinha sido absolutamente notável! Esta constatação foi o suficiente para iniciar o processo que hoje se conhece como Protocolo Coimbra.
 
Já à data era possível encontrar diversos artigos, publicados em conceituadas revistas científicas, que indicavam o papel importante da vitamina D nas processos fisiopatológicos responsáveis pelas doenças autoimunes. Essa evidência científica encerra um potencial impacto clínico muito grande: as terapias convencionais existentes para o tratamento autoimune não são totalmente satisfatórias, seja pelos níveis de controlo clínico existentes, seja pelos incríveis efeitos secundários apresentados.
Durante os anos seguintes, o protocolo foi sendo desenvolvido passo a passo, tendo sempre uma certeza: as doenças autoimunes não precisam de ser uma sentença sem direito a recurso, podem ser combatidas e vencidas. A sua especialização como neurologista, com particular foco na prática clínica, permitiu a aplicação e o desenvolvimento deste protocolo terapêutico em doentes com esclerose múltipla, uma doença classicamente referida como progressiva, degenerativa, intratável, irrecuperável. Com a evolução e o ajuste do procedimento protocolar, o sucesso terapêutico possível tornou-se evidente. De repente, a recuperação clínica era possível, mesmo em situações graves e dramáticas. Finalmente existia maneira de vencer a autoimunidade!
 
 
A terapia que se chama hoje de Protocolo Coimbra não nasceu de um dia para o outro. O seu desenvolvimento durou mais de 10 anos, até se conseguir obter os efeitos terapêuticos desejados, minimizando todos os efeitos laterais possível associados à toma de altas doses de vitamina D.  O objectivo sempre foi evidente: conseguir estabelecer uma terapia que pudesse melhorar a saúde e a vida de todos aqueles que sofrem diariamente com as doenças autoimunes.
Finalmente, em 2012, conseguiu-se atingir a eficácia e estabilidade clínica pretendidas. No total, serão já mais de 7000 vencedores, espalhados por todo o mundo, que decidiram ter um papel activo na sua saúde e iniciaram uma batalha real e efectiva contra a sua doença. A grande maioria venceu. Porque é possível vencer a doença autoimune!
 
Assista ao vídeo do Dr. Coimbra sobre o tratamento com vitamina D

youtu.be

 
Leia o resto do artigo e saiba mais sobre esse tratamento revolucionário
 

sábado, 17 de março de 2018

Lente de contato inteligente informa nível de glicose

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Lente de contato eletrônica
 
Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (Coreia do Sul) criaram uma lente de contato biossensível projetada para detectar níveis de glicose em pacientes com diabetes.
 
A lente inteligente, que possui circuitos eletrônicos flexíveis embutidos, monitora os níveis de glicose no organismo analisando as lágrimas no olho.
 
"Estas lentes de contato inteligentes são feitas de nanomateriais transparentes e, portanto, não obstruem a visão do usuário," disse o professor Jang-Ung Park. "Além disso, como o sistema usa uma antena sem fios para ler a informação do sensor, nenhuma fonte de energia separada, como uma bateria, é necessária para os sensores inteligentes das lentes de contato".
 
 
Resultado nos olhos
 
Existem várias abordagens buscando medir os níveis de glicose no sangue de forma não-invasiva e indolor, para evitar as tradicionais picadas a que as pessoas com diabetes precisam se submeter.
 
A equipe coreana tentou eliminar as deficiências das lentes de contato desse tipo feitas até agora usando um sensor de glicose especial que envia seus resultados na forma de sinais elétricos para um minúsculo LED.
 
A energia elétrica que ativa o LED e o sensor de glicose é transmitido sem fios para a lente através da antena.
 
Quando detecta uma concentração de glicose no fluido lacrimal acima do limite, o píxel LED se desliga, permitindo uma leitura simples e rápida do resultado, o que simplificou muito o projeto.
 
O dispositivo ainda não foi testado em seres humanos. "Os testes in vivo em coelhos ... nos deram a promessa substancial de futuras lentes de contato inteligentes para o monitoramento de saúde não invasivo usando os olhos e as lágrimas humanas," escreveu a equipe em seu artigo que descreve a pesquisa, publicado na revista Science Advances.
 
 

Longevidade é controlada por comunicação cérebro-intestino


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Intestino nervoso

O envelhecimento não parece ser um processo passivo: nosso corpo possui mecanismos que influenciam diretamente nossa longevidade.
As células e os tecidos utilizam continuamente informações dos nossos ambientes - e uns dos outros - para coordenar ativamente o processo de envelhecimento.
 
Houve muita surpresa quando se descobriu recentemente que a sinalização entre o intestino e o cérebro pode regular uma variedade de processos biológicos. Até agora, as pesquisas se concentravam principalmente em como os sinais do intestino podem afetar as funções neurológicas, incluindo algumas doenças neurodegenerativas.
Mas a equipe do professor Shawn Xu, da Universidade do Michigan (EUA), queria saber quais são os efeitos da comunicação no sentido inverso, ou seja, como a comunicação do cérebro com o intestino pode afetar os processos biológicos, sobretudo o envelhecimento.
 
 
Quente e frio afetam longevidade
 
Em experimentos com animais de laboratório (C. elegans), Xu descobriu que essa comunicação neural de longa distância cria uma espécie de "eixo do envelhecimento", no qual o cérebro e os intestinos trabalham juntos para regular a longevidade.
Variando as condições ambientais, que afetam diretamente a longevidade dos animais, os pesquisadores investigaram como os neurônios processam informações sobre a temperatura externa e transmitem essa informação para outras partes do corpo.
 
Eles identificaram dois tipos diferentes de neurônios - um que detecta o calor e outro que detecta o frio. Ambos agem na mesma proteína no intestino. Quando o neurônio sensível ao frio detecta uma queda de temperatura, ele desencadeia uma cadeia de comunicação que, em última instância, libera serotonina no intestino. Essa serotonina faz com que uma proteína conhecida por regular a idade, a DAF-16, aumente sua atividade, o que resulta no aumento da longevidade do verme.
O neurônio sensível ao calor, em contraste, envia um composto semelhante à insulina para o intestino. Lá, a atividade da mesma proteína DAF-16 é bloqueada, reduzindo o tempo de vida do animal.
 
 
Longevidade determinada pelo ambiente
 
Usando estes dois caminhos, o cérebro é capaz de processar pistas do ambiente externo e, em seguida, usar essa informação para se comunicar com o intestino sobre o envelhecimento. Além disso, esses sinais podem ser transmitidos do intestino para outras partes do corpo, permitindo que os neurônios regulem o envelhecimento em todo o corpo.
E, como muitos dos principais participantes dessas reações são os mesmos encontrados em outras espécies, Xu acredita que essa pesquisa pode ter implicações para os seres humanos.
 
"Das nossas descobertas, fica claro que o cérebro e o intestino podem trabalhar juntos para detectar informações relacionadas ao envelhecimento e depois divulgar essas informações para outras partes do corpo," disse Xu. "Nós acreditamos que é provável que esse tipo de eixo de sinalização possa coordenar o envelhecimento não apenas nos C. elegans, mas também em muitos outros organismos."
 
 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nova esperança para evitar metástase do câncer

Descoberto novo alvo para evitar metástase do câncer

Pesquisadores identificaram a forma como as células de melanoma se espalham, abrindo um novo caminho para o tratamento deste que é o tipo mais grave de câncer de pele.
Mais do que isso, afirma a equipe liderada pelo Dr. Aaron Smith, da Universidade de Queensland (Austrália), os resultados abrem novos rumos para o tratamento do câncer em geral, já que o processo pode ser comum a outros tipos da doença.
 
"O câncer é caracterizado pelo crescimento descontrolado das células, mas se o crescimento descontrolado fosse o único problema então as células cancerosas seriam facilmente tratadas com cirurgia na maioria dos casos," explicou o Dr. Smith.
Mas o que torna o câncer mortal é a sua tendência a invadir tecidos e migrar para outras regiões do corpo, um processo chamado metástase. O melanoma metastático é um dos mais agressivos e difíceis de tratar de todos os tipos de câncer.
 
 
Alvo para medicamento
 
No tumor de melanoma, as células são principalmente proliferativas, mas algumas são mais invasivas e migratórias. Complicando um pouco as coisas, algumas células podem alternar entre esses dois comportamentos, o que significa que uma célula pode espalhar o câncer para outras partes do corpo e, em seguida, mudar de personalidade para ajudar um novo tumor a crescer.
 
"Nosso projeto de pesquisa descobriu o mecanismo pelo qual essas células de melanoma mudam entre esses dois comportamentos. Este é um avanço importante, uma vez que identificamos um alvo tratável com medicamento como parte desse processo. Evitar essa mudança para o comportamento invasivo permitirá prevenirmos a disseminação metastática do melanoma e, potencialmente, também de outros tipos de câncer," acrescentou o pesquisador.
 
Os dois tipos de comportamentos das células tumorais são marcados pela expressão de dois diferentes fatores reguladores: MITF (células proliferativas) e BRN2 (células invasivas). O BRN2 reduz a expressão MITF para diminuir a proliferação e colocar as células no modo invasivo, e ele faz isso aumentando a expressão de um outro fator regulador, chamado NFIB.
A equipe finalmente descobriu que esse fator NFIB, por sua vez, é controlado por uma enzima chamada EZH2 - é essa enzima que o pesquisador chamou de "alvo tratável com medicamento".
 
 
Droga em testes
 
A melhor notícia de todas é que já existem drogas em desenvolvimento para inibir quimicamente a EZH2, que estão atualmente em testes pré-clínicos e que poderão, se consideradas seguras e eficazes, serem usadas para bloquear a proliferação do câncer.
 
De fato, as pesquisas mais recentes têm indicado que a metástase pode ser um alvo mais promissor do que o tumor propriamente dito para tentar curar o câncer.
 
 
Os resultados foram publicados na revista EBiomedicine.
 
 
Fonte:

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Exercícios podem reduzir efeitos do sal na hipertensão

Quem é fisicamente ativo teve risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal, diz pesquisa




 
Um novo estudo mostra que atividades físicas podem diminuir o impacto negativo da alimentação rica em sódio sobre a pressão arterial.
Os pesquisadores constataram que quanto maior a quantidade de exercícios, menor o aumento de pressão arterial em resposta à alimentação rica em sódio.
“Quem realiza poucas atividades físicas terá um maior aumento de pressão arterial se a ingestão de sódio também for aumentada”, disse o Dr. Jiang He, chefe do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical da Universidade Tulane, de Nova Orleans, e um dos autores do estudo.
Estou um pouco surpreso. Este é o primeiro estudo a analisar, especificamente, a associação entre atividade física, sensibilidade ao sal e pressão arterial. Mas, depois de analisá-lo, acredito que ele faz sentido, pois já é sabido que a atividade física reduz a pressão arterial”, disse ele.

A hipertensão é uma das principais causas do AVC. Devido à associação entre sal e hipertensão, a associação americana recomenda o consumo inferior a 1.500mg diários de sódio.
Para avaliar a possível associação entre exercícios físicos, sal e hipertensão, os pesquisadores se concentraram em aproximadamente 1.900 homens e mulheres (com idade média de 38 anos), moradores de áreas rurais do norte da China. Nenhum deles tomou medicamentos para pressão durante o estudo.
Durante uma semana, os participantes ingeriram 3.000 mg diários de sódio na alimentação. Em outra semana, eles seguiram uma dieta rica em sódio – 18.000mg diários. A pressão arterial foi aferida nove vezes por semana e os participantes responderam a questionários para avaliar os níveis de atividades físicas dos mesmos – categorizados de “muito ativos” a “bastante sedentários”.

Quando a dieta com alto nível de sódio foi iniciada, aqueles que passaram por um aumento superior a 5% da pressão arterial sistólica (medida das contrações cardíacas representada pelo resultado mais alto nas aferições de pressão arterial) foram classificados como “altamente sensíveis ao sal”. O grupo mais fisicamente ativo apresentou risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal. Este grupo mostrou a menor propensão a apresentar um aumento superior a 5% da pressão arterial em resposta a uma dieta rica em sódio.
Comparado ao mais sedentário, o segundo grupo mais fisicamente ativo apresentou uma redução de 17% do risco de sensibilidade ao sal, enquanto que o segundo mais sedentário apresentou uma diminuição de 10% no risco. A equipe concluiu que as atividades físicas exercem um impacto significante, independente e progressivamente benéfico à saúde na relação sensibilidade ao sal e pressão arterial.
Os autores concordam que o estudo deve ser repetido. Além disso, especialistas ressaltam que pesquisas apresentadas em encontros médicos não passaram pelo mesmo tipo de avaliações rigorosas que antecedem a publicação das mesmas em periódicos médicos – o estudo foi apresentado durante o encontro da Associação Americana do Coração, em Atlanta (EUA), cujo tema foi nutrição, atividades físicas e doenças cardiovasculares.
Entretanto, “não existem razões para acreditar que estas descobertas não serão aplicadas à população americana. Os fatores de estresse relacionados à hipertensão são os mesmos para os chineses e para os americanos”, disse He.
“Por isso, a mensagem essencial do estudo é que, primeiramente, precisamos encorajar a população a diminuir a ingestão de sódio e aumentar as atividades físicas”, ele complementou. Aqueles que não podem aumentar a quantidade de exercícios físicos, talvez devido à idade, devem ser estimulados a seguir uma alimentação com baixo teor de sódio, “pois o sal tem um efeito acentuado sobre a pressão arterial”, ele complementou.

A nutricionista Lona Sandon, professora de nutrição clínica do Centro Médico da Universidade do Texas, disse que as descobertas destacam alguns dos benefícios já conhecidos dos exercícios regulares.
“Mesmo sem entender o mecanismo de funcionamento, sabemos bem que as pessoas que se exercitam regularmente têm vasos sanguíneos mais saudáveis. Os vasos são como os músculos. Se realizamos atividades cardiovasculares, eles se tornam mais flexíveis e respondem melhor às mudanças do volume e da pressão sanguínea”, ela explicou.
Sandon diz que as razões disso ainda devem ser exploradas. “Uma explicação pode ser que as pessoas mais ativas fisicamente eliminem maior quantidade de sal na transpiração. Ou talvez as atividades físicas enviem um tipo de mensagem fisiológica diferente ao corpo para excretar o sódio. Ou ainda, pode ser que os exercícios despertem um mecanismo que leva ao relaxamento das veias. Para compreender qual delas é a razão, serão necessários estudos complementares”, disse ela.
* Por Alan Mozes

saude.ig.com.br/bemestar

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Benefícios do exercício físico para os diabéticos

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A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada pela hiperglicemia resultante de defeitos na produção da insulina (tipo 1) ou resistência à ação da insulina (tipo 2).
A insulina é a responsável por transportar a glicemia (açúcar) que está na corrente sanguínea para dentro das células e, assim, gerar energia para o corpo.  Ela é produzida por uma célula chamada Beta, no pâncreas.
Nos casos de Diabetes tipo 1, o sistema imunológico cria anticorpos que atacam essas células, impedindo a produção de insulina. O indivíduo se torna insulino-dependente.  Não se sabe ainda o porquê desse processo. Nos casos de Diabetes tipo 2, o indivíduo produz insulina normalmente pelas células beta, porém, um transportador interno das células, chamado GLUT 4, não permite que a glicose entre.  Nesse caso, além de muita glicose no sangue, há muita insulina (hiperinsulinemia).
O tratamento para a Diabetes envolve exercícios físicos, reeducação alimentar, apoio psicológico e insulina ou antidiabéticos orais.
 
 
Complicações decorrentes da Diabetes
 
A diabetes pode acarretar outros problemas se não for tratada, como por exemplo:
-Síndrome metabólica;
-Doenças Vasculares (Pé diabético);
-Retinopatia;
-Neuropatia Crônica.
 
 
Por que é importante saber se meu cliente tem ou não diabetes para realizar exercícios físicos?
 
O consumo da glicose aumenta muito durante o trabalho muscular. Os dois hormônios pancreáticos (insulina e glucacon) controlam o fornecimento de energia para os músculos que estão trabalhando. De modo geral, a contração muscular cria mais oportunidades para a glicose entrar nas células musculares.
Porém, se o uso da insulina artificial ou a alimentação não estiver adequada ao horário da atividade física, pode-se obter um efeito rebote, gerando hipoglicemia. Dessa forma, não é aconselhado exercitar-se no pico de ação da insulina.
 
 
Recomendações importantes
 
-Realizar exame médico a cada seis meses;
-Ao passar em consulta, o indivíduo deve informar ao médico qual o horário que pretende fazer exercícios para que a insulina seja adequada ao momento;
-Consultar um nutricionista para indicação de alimentação pré e pós-exercício, evitando assim, quedas de insulina após a aula;
-Evitar aplicação de insulina nas musculaturas que serão mais recrutadas na aula;
-Automonitoração da glicemia antes e depois do exercício;
-Iniciar o trabalho de força com cargas moderadas.
 
 
Benefícios do exercício físico para o diabético
 
Dentre os inúmeros benefícios da atividade física, vamos destacar:
-Aumenta a captação da glicose pelos músculos (diminuindo a glicose no sangue), inclusive após o exercício, no período de repouso;
-Melhora a ação da insulina e de antidiabéticos orais;
-Aumenta a tolerância à glicose;
-Pode reduzir a quantidade diária de insulina artificial para os diabéticos bem controlados;
-Reduz fatores de risco cardiovasculares, triglicérides e colesterol;
-Aumenta o fluxo de sangue muscular e a circulação nos membros inferiores, prevenindo os efeitos da aterosclerose;
-Reduz a perda da massa óssea;
-Melhora a disposição geral e a sensação de bem-estar.
 
 
Por que o Pilates pode ser um excelente aliado dos diabéticos?
 
O Diabetes Mellitus é muito difícil de ser tratado quando comparado a outras condições crônicas, como hipertensão por exemplo. Isso acontece porque seu tratamento evolui à medida que se atinge a mudança do estilo de vida. São mudanças de aspectos alimentares, comportamentais e psicológicos.
O método Pilates, além de contemplar um excelente trabalho de fortalecimento muscular e melhora da postura é, acima de tudo, educativo. É uma atividade moderada, que respeita as individualidades e dá liberdade de movimento estimulando a auto superação. O Pilates, em especial, olha minuciosamente para todas as partes do corpo, inclusive os pés, tão importantes para os diabéticos.
O livro ‘’Retorno à vida através da Contrologia’’, de Joseph Pilates, fala muito sobre hábitos saudáveis no âmbito da saúde geral, do bem estar e da qualidade de vida.  Por isso, cabe também ao instrutor de Pilates transmitir esses conceitos e incentivar a mudança de comportamento.
 
 
Viviane Vales
Educadora Física – Especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde
Instrutora de Pilates PMA – CPT e Garuda®
 
 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

LUXAÇÃO CONGÊNITA DO QUADRIL NÃO TRATADA. UMA TRISTE REALIDADE

Apesar de todos os esforços na divulgação dos métodos de diagnóstico precoce que permitam o tratamento adequado desta patologia, ainda nos deparamos com situações de crianças, já na fase de marcha e ainda com seus quadris sem tratamento.
 
 
 
 
Os motivos pelos quais isso ainda ocorre no Brasil, são diversos e vão desde a ineficiência da saúde pública em oferecer centros com profissionais capacitados para o tratamento da luxação congênita do quadril, dificuldade de acesso da população ao sistema público de saúde e, até mesmo, negligência e abandono da criança pelos próprios cuidadores. Uma triste realidade social da nossa população.
 
O diagnóstico tardio desta patologia implica em maior complexidade para o tratamento, com maiores riscos e tempo prolongado de imobilização para a correção do quadril.

Quando falamos de crianças já caminhando com seus quadris deslocados, estamos nos referindo a marcha extremamente ineficiente, mancando grosseiramente e com importante limitação nos movimentos do quadril luxado.
 
 

 
 
Estamos falando também de correção cirúrgica de grande porte para uma criança, com possibilidade de maiores perdas sanguíneas, acesso cirúrgicos amplos, muitas vezes, necessitando de cirurgias ósseas associadas para a obtenção do resultado esperado.

Os custos para o tratamento são altos, tempo de internação prolongado e a ocupação de leito hospitalar longa.
 
Tudo isso aumenta a morbidade do procedimento e os riscos de complicações também.


 
 
O objetivo do tratamento é posicionar a cabeça femoral no seu local anatômico, conhecido como acetábulo.

É preciso que, uma vez posicionado adequadamente, fique estável e sem a possibilidade de sair novamente da sua posição.
Além disso, o quadril precisa preservar sua mobilidade e as estruturas ósseas precisam ter desenvolvimento adequado que garanta a sobrevida articular em longo prazo.

A marcha precisa ser melhorada e os quadris não apresentarem dor.
 
 
 
 
É feito com aparelho gessado imobilizando toda a região operada, ou seja, vai desde a região acima do quadril até o pé, conhecido com gesso pelvepodálico.

Tem uma abertura no períneo que permita evacuação e micção.

As pernas são imobilizadas e mantidas afastadas através de uma barra unindo o gesso.

É fundamental o entendimento por parte dos cuidadores com a manutenção da higiene do períneo, as trocas de fraldas a intervalos regulares que impeçam a contaminação das feridas operatórias além de manter a integridade do gesso, durante todo o período do tratamento.
 
 
 
Comunicação frequente entre os cuidadores e a equipe cirúrgica responsável também é fundamental para a boa evolução.

Acompanhamento de perto, com consultas regulares para inspeção do gesso, feridas operatórias e exames de imagem analisando a manutenção da correção articular.
 
 
A segunda etapa pós-operatória:
 
Após o período inicial com o gesso pelvepodálico, a criança precisa ser examinada sob anestesia e no centro cirúrgico, para que sejam feitos exames radiológicos confirmando a manutenção da posição articular e a troca do gesso que, passa a ser em dupla abdução, ou seja, só imobiliza as pernas (da coxa até os pés), mantendo a barra de união entre os gessos mas, permitindo a criança os movimentos de sentar e deitar (flexão e extensão), sem o risco do quadril perder a posição.
 

 
As possíveis complicações :

 
Devem ser reconhecidas e tratadas imediatamente:

- Infecção da ferida operatória deve ser drenado no centro cirúrgico e terapia antibiótica endovenosa instituída;
 
- Perda da posição do quadril deve ser tratado com manipulação e troca do aparelho gessado ou até mesmo nova cirurgia se for necessário;
 
- Necrose da cabeça do fêmur é um problema desafiador, de difícil solução e que, geralmente, cursa com encurtamento do membro inferior, rigidez articular e dor;
 
- Displasia do acetábulo, ou seja, a incapacidade do osso que cobre a cabeça femoral em desenvolver-se adequadamente é um problema que exige cirurgia complementar pois, a persistência levará a artrose do quadril.
 
 
 
Conclusão; Luxação congênita do quadril deve ser diagnosticada na criança recém-nascida.