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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Entenda o que ocorre em um processo inflamatório tecidual

 
Lesão do tipo distensão muscular, rupturas, tendinites, fraturas, etc causam um processo inflamatório local, por isso deve-se ter cuidado durante o processo de reparo e cicatrização dos tecidos. Geralmente, devido a falta de conhecimento sobre o assunto, é que ocorre lesões repetitivas, ou demora no retorno às atividades normais, por pressa em querer finalizar o tratamento ou pela falta de cuidados devidos.
A inflamação (do Latim inflammatio, atear fogo) ou processo inflamatório é uma reação do organismo a uma infecção ou lesão dos tecidos.
Em um processo inflamatório a região atingida fica avermelhada e quente. Isso ocorre devido a um aumento do fluxo de sangue e demais líquidos corporais migrados para o local. Na área inflamada também ocorre o acúmulo de células provenientes do sistema imunológico (leucócitos, macrófagos e linfócitos), com dor localizada mediada por certas substâncias químicas produzidas pelo organismo. No processo, os leucócitos destroem o tecido danificado e enviam sinais aos macrófagos, que ingerem e digerem os antígenos e o tecido morto. Em algumas doenças esse processo pode apresentar caráter destrutivo.

A inflamação pode também ser considerada como parte do sistema imunitário, o chamado sistema imune inato, assim denominado por sua capacidade para deflagrar uma resposta não-específica contra padrões de agressão previamente e geneticamente definidos pelo organismo agredido. Esta definição se contrapõe à da imunidade adquirida, ou aquela onde o sistema imune identifica agentes agressores específicos segundo seu potencial antigênico. Nesse último caso, o organismo precisa entrar em contato com o agressor, identificá-lo como estranho e potencialmente nocivo e só então produzir uma resposta
A inflamação é conhecida desde a antiguidade. O primeiro a descrevê-la em seus constituintes fundamentais foi Aulo Cornélio Celso, na Roma antiga, cerca de 50 a.C.. Já no século XIX, o patologista alemão Rudolf Virchow introduziu o conceito de perda funcional e estabeleceu as bases fisiopatológicas do processo inflamatório.
Os neutrófilos migram dos vasos sanguíneos para o tecido inflamado via quimiotaxia, e então removem os agentes patológicos através da fagocitose e da degranulação.
O Estágio Agudo ocorre nas primeiras 48 horas e dura aproximadamente 4 a 6 dias após a lesão.
Características do processo inflamatório:
Alterações vasculares;
Exsudação de células substâncias químicas;
Formação de coágulo;
Fagocitose, neutralização de irritantes;
Atividade fibroblástica inicial.

 
Sinais Clínicos:

 Inflamação;
 Dor antes da resistência do tecido.

 
Como atua a fisioterapia:

 *Controle dos efeitos da inflamação;
 *Mobilização/repouso seletivo
 *Promover a cicatrização e prevenir efeitos prejudiciais de repouso
 *Movimento passivo, contrações isométricas leves com cautela.
(Obs.: a indicação inicial da fisioterapia dependerá da gravidade e de outros fatores que deverão ser avaliados no momento, bem como o emprego de aparelhos, calor e frio).

 
O Estágio Subagudo é onde começa o reparo e cicatrização do tecido lesionado, tendo início entre 2º e 4º dias após a lesão.
Término: 10º ao 21º dia, mas pode chegar a 6 semanas.

Características:

*Remoção de estímulos nocivos
*Crescimento de leitos capilares na área
*Formação de colágeno
*Tecido de granulação
*Tecido muito frágil, facilmente lesável
- Diminuição da Inflamação
- Dor junto com a resistência do tecido

A Fisioterapia durante esta fase atua na d
iminuição da inflamação, utilizando técnicas e recursos que ajudam na melhora da cicatrização, alívio da dor, na mobilidade articular e diminuição da  fadiga, com um aumento progressivo da resistência. O emprego de aparelhos como Ultra Som, TENS, Ondas Curtas, Laser, etc, são utilizados em diversas patologias.

 
Estágio Crônico

Durante esta fase ocorre a maturação e o remodelamento dos tecidos. Após o 21° dia da fase subaguda e tende  a durar por aproximadamente 2 meses e meio a 3 meses após a lesão, podendo durar até mais, dependendo do organismo de cada indivíduo.

*Maturação do tecido conectivo
*Contratura do tecido cicatricial
*Remodelamento da cicatriz
- Ausência de Inflamação
- Dor após a resistência do tecido


Nesta fase a fisioterapia tem com função principal, trazer o individuo as suas atividades funcionais e de vida diária. 

Aumentar a força e alinhar a cicatriz, alongamento progressivo, fortalecimento, exercícios funcionais e de habilidades especificas para cada grupo.
 
 
O processo inflamatório também pode ser encontrado em diversas doenças como a asma e a aterosclerose.
Doenças como a asma é  hoje considerada uma doença inflamatória das vias aéreas. Geralmente relacionada a estados de hipersensibilidade, a asma leva a obstrução das vias aéreas ou brônquios por meio da produção de secreção excessiva, edema da parede brônquica e broncoconstricção.

Anteriormente considerada como doença degenerativa ou relacionada ao envelhecimento, a aterosclerose veio a se caracterizar nas últimas duas décadas, e a partir de pesquisas realizadas nos mais diversos campos da medicina básica e clínica, como sendo causada por um processo inflamatório das artérias (aterosclerose coronariana). Diversos fatores contribuem para sua gênese. Dentre eles estão o estresse mecânico ao endotélio vascular causado pela hipertensão arterial, o estresse oxidativo levando a geração de lipoproteínas oxidadas com elevado potencial aterogênico, um possível e ainda inexplicado estado inflamatório crônico e a participação de micro-organismos como a Chlamydophila pneumoniae, bactéria encontrada diversas vezes no interior de placas de ateroma das artérias.


 Wikipédia / KISNER

terça-feira, 21 de abril de 2015

Cistos na Mão e no Punho

Fisioterapeuta também tem problemas gente! Alguns meses atrás começou com uma dor no punho irradiada para a mão, aos poucos ele foi aparecendo, e eis que aumentou de tamanho que dei ate um nome para ele, meu companheiro de todas as horas o cisto Roberval. O Roberval e um cisto sinovial, abaixo segue a descrição do que é um cisto de uma forma bem clara.
 
 
 
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CISTO SINOVIAL

DEFINIÇÃO

Aquela “bolota” que aparece no dorso do punho, na grande maioria dos casos, corresponde à um cisto sinovial.
Trata-se de uma tumoração benigna, (não é um câncer maligno) formada por uma capa preenchida pelo líquido normal do punho, o líquido sinovial, de aspecto claro e gelatinoso. Apesar de poder crescer em tamanho, ele não vai se espalhar pelo resto do corpo.

 

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QUADRO CLÍNICO

Localizada no dorso do punho em 60-70% dos casos, pode também surgir na face palmar do punho.
Oval ou arredondado, pode ter a consistência mole ou endurecida. Mais comum em mulheres na proporção de 3:1, pode aparecer em qualquer idade, com maior incidência entre a segunda e quarta décadas de vida.
Pode ser indolor, mas em razão do seu crescimento acaba incomodando os nervos e tendões que passam por perto, acarretando dor, principalmente  nos movimentos de flexão e extensão, com diminuição da força e incapacidade funcional, atrapalhando várias atividades, tais como digitar no computador, musculação, praticar Yoga, jardinagem, vestir-se….



TEORIA DA ORIGEM
 
 
O punho apresenta uma espécie de capa que recobre a articulação e dentro existe o liquido sinovial que alimenta a cartilagem . Em razão de algum trauma ou micro-traumas repetitivos, ou ainda por  defeito na anatomia, ocorre uma espécie de abaulamento nesta capa (como se fosse uma bolha em uma câmara de pneu).
Uma das teorias para o aparecimento do cisto sugere que estes traumatismos provocam irritação ou desgaste nos tecidos da capa do punho, produzindo uma substância (mucina) que acaba por enfraquecer a parede da capa, formando um canal por onde o liquido escapa e forma o cisto.
Em muitos pacientes, do mesmo jeito que incha ele desaparece.
Alguns cistos apresentam um sistema de válvula onde o liquido entra no cisto com facilidade, mas não consegue escapar provocando o seu aumento e acarretando dor.
Imagine que a parte visível do cisto corresponde apenas à “ponta do iceberg”, o cisto tem origem nas profundezas do punho.
 
 

TRATAMENTO
 
Nos casos indolores, o cisto pode ser apenas observado.
O uso de tala é recomendado para manter o punho em repouso (principalmente durante a noite)
No passado o cisto sinovial do punho era tratado com a bíblia:  estouravam o cisto com uma batida seca de um livro pesado. Não é mais adotado pois com o tempo ele retorna.
A punção do cisto com uma agulha para esvaziá-lo pode ser uma solução temporária; o cisto torna-se menos tenso e doloroso, mas ele geralmente reaparece em dias ou semanas. O uso concomitante de uma substância(cortisona), de ação local, irritante que promove um efeito “selante” na falha da capa do punho e diminui a inflamação pode ser uma alternativa, acrescido do uso de tala por 2 semanas, mas assim mesmo, ocorre falha em cerca de 50% dos casos.
Caso resistentes são tratados de forma cirúrgica
No método aberto, é realizado uma incisão transversa no dorso do punho, é necessário afastar os nervos e tendões e chegar na raiz do cisto. A abordagem muito superficial, retirando apenas a capa superior do cisto, era responsável pela recidiva do cisto após a cirurgia.
 
 

 
 


Outra opção, é realizar o tratamento por via artroscópica, onde é introduzida uma câmera com menos de 3,0 mm de diâmetro e através de outro furo, utilizamos instrumentos para remover a “raiz”  do cisto.
 



Ambos as técnicas cirúrgicas oferecem bons resultados.

Enquanto a grande maioria destes aumentos de volume ao redor do punho são relacionados com o cisto sinovial, existem outras possíveis causas de aumento de volume no punho ( outros tumores, infecção, presença de músculos acessórios e proeminências ósseas…) que devem ser descartadas por um médico com experiência.
Em alguns casos, o cisto não é visível, mas causa dor no dorso do punho, principalmente nos movimentos extremos de flexo-extensão. É o chamado cisto oculto;  o diagnóstico pode necessitar de exames mais complexos como a ressonância magnética e o tratamento por via artroscópica é muitas vezes indicado.




Para mais informações sobre outros tipos de cistos acesse:
 


Fisioterapia com você: iniciei o uso da tala de neoprene para punho, a munhequeira, durante o dia e a noite, tirando para algumas atividades, e em aproximadamente 30 dias o resultado já e visível, a dor diminuiu em torno de oitenta por cento.
 

 
Tratamento fisioterapêutico através da Toalha de Clauton (TCPP)
 

Cisto Sinovial de Punho: Infra Vermelho + Crio + Toalha de Clauton Interferencial Tetrapolar 30 minutos, com a Técnica da Contração Progressiva Programada (TCPP) simultaneamente com Crioterapia Cinética (nos 1ºs 15 minutos).
 

Tratamento 2 vezes ao dia, nos 3 primeiros dias, num total de 7 dias.

A TCPP, consiste em produzir exercícios miomotores progressivos e programados, auxiliando na reabsorção do líquido sinovial, sendo incrementada pelo efeito da Crio Cinética (em movimentos circulares), agindo somatoriamente na reabsorção do Edema. Após, realiza-se exercícios resistidos com o Método da Toalha de Clauton e, em caso de dificuldade para estabilizar a toalha, usa-se o flexo-extensor de punho de parede, de 3 à 5 minutos, 5 à 10 vezes ao dia, por tempo indeterminado (meses-anos). 
 
 
Esses exercícios, ajudam na drenagem do líquido sinovial e fortalecem as estruturas músculo-tendo-ligamentares do Punho, evitando assim, a recidiva da lesão. Obs : Evitar no dia a dia, a flexão de punho forçada e/ou contínua. (Machado, 2003)

 
 
Dr. Clauton M. Machado
 
Prof. Adjunto Fisioterapia/UFSM
Autor dos Livros Corrente Interferencial
Eletrotermotertapia Prática
 
 
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

SAPATO BAIXO TAMBÉM PROVOCA DORES NAS COSTAS. ENTENDA

 
 
 
 
 
Que o uso contínuo de salto alto faz mal para a coluna não é novidade. 
 

 

Afinal, o peso do corpo não fica distribuído equilibradamente, o que gera uma sobrecarga na parte frontal dos pés, podendo causar um desgaste das articulações do joelho e prejudicar a angulação da coluna. Mas, você sabia que o uso de sapatos baixo também provocam dores na região lombar?

Mesmo sendo famosas pelo conforto e praticidade no dia a dia feminino, as sapatilhas e sandálias rasteiras também têm as suas restrições. “Esses tipos de calçados não amortecem o impacto durante a caminhada, por isso a pessoa pode sofrer um desgaste nas cartilagens”, afirma o fisioterapeuta Dr. Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna.

O especialista, que é diretor do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral e criador da técnica reconstrução músculo-articular da coluna vertebral, explica que a fáscia plantar, uma estrutura fibrosa espessa que fica na sola do pé é a que mais sofre. “Esse tecido pode sofrer com a fascite plantar, uma inflamação neste local que acontece por causa do uso excessivo da faixa de tecido denso da sola do pé, o que pode causar dor e dificuldade para caminhar”, indica Montenegro.

Outro problema é que como eles são muito rentes ao chão, o impacto pode gerar consumo de cartilagem de quadril, joelho, coluna e tornozelo, porque ocorre uma sobrecarga nessa cartilagem. “Os pés são responsáveis pelo suporte do peso do corpo e amortecimento de impactos aos demais membros do corpo, inclusive, com a coluna. Sendo assim, se a mulher precisa caminhar um longo trajeto em um sapato baixo, sem o devido amortecimento, com certeza ela sentirá dores na região das costas”, alerta o especialista.


 Escolhendo o sapato ideal

 Para evitar incômodos na região lombar ou danos nas articulações e nos joelhos, o ideal é optar por sapatos com saltos até três centímetros. “Se você costuma andar muitas quadras até chegar ao seu trabalho, o ideal é que você utilize um tênis para a caminhada e, ao chegar no trabalho, coloque o sapato para usar na empresa”, sugere Helder acrescentando que é importante variar entre os modelos porque alguns provocam um esforço maior nos pés, como é o caso dos de bico fino que são estreitos na frente e podem provocar calos e joanetes.

Outra dica é evitar o uso de sapatos apertados, pois podem causar inchaço nos membros inferiores, além de contribuir para o aparecimento de calosidade nos pés. “No final do dia, realize alongamentos para ativar a circulação sanguínea no local. Além disso, faça massagens nos pés com movimentos circulares de baixo para cima, pois diminui dores e ajuda a desinchar a região”, conclui Montenegro.

SOBRE O FISIOTERAPEUTA

Dr.Helder Montenegro, fisioterapeuta, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRColuna e sócio fundador da Sociedade Brasileira de Fisioterapia Esportiva- Sobrafe.


fisioterapia.com


Fisioterapia com Você: Atenção principal deve ser dada durante o período de verão quando muitas mulheres acabam por literalmente "descer do salto". O uso de salto alto por um tempo prolongado provoca o encurtamento dos músculos da panturrilha e quando inicia o uso de chinelos ou rasteirinhas, ocorre um alongamento abrupto e continuo destes músculos, causando além de dores nos pés e nas pernas, uma lesão mais severa como a fascite plantar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ESTUDANTES CRIAM EQUIPAMENTO DE FISIOTERAPIA COM MATERIAIS RECICLÁVEIS

Exercitador de mãos desenvolvido com pregos recilados (Foto: Amanda Dames/Divulgação)












Exercitador de mãos desenvolvido com pregos
reciclados



Retalhos de cano e tecido, tampinhas de garrafas, espuma, isopor e elástico, entre tantos outros materias que são dispensados, ganharam nova utilidade nas mãos dos acadêmicos do 4º período do curso de fisioterapia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes criam os equipamentos, que serão expostos durante a 30º Semana Científica do curso.
 
De acordo com a professora Vera Ligia Bento Galli, que propôs a atividade, o resultado surpreendeu pela funcionalidade e criatividade dos equipamentos. "Eles demonstraram a mesma aplicação dos mecanismos que são vendidos no mercado. Inclusive, estão sendo utilizados com pacientes na Clinica de Fisioterapia da universidade", destacou.
 
Os acadêmicos reproduziram talas, exercitador de dedos, estimuladores sensoriais de pés e kit lúdico estimulador. As peças, projetadas e desenvolvida na disciplina de Recursos Cinéticos em Fisioterapia, serão expostas durante a 30º Semana Científica do curso, entre os dias 11 e 14 de novembro , no bloco F2, da Univali Campus Itajaí.

Um massageador foi desenvolvido com tampinhas de garrafa (Foto: Amanda Dames/Divulgação)

Massageador desenvolvido com tampinhas de garrafa

 
fisioterapia.com


A criatividade é tudo!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Epicondilite Lateral: causas, sintomas e tratamento

epicondilite-lateral


Apesar de ser conhecida como “cotovelo de tenista”, a epicondilite lateral não é uma condição limitada a quem pratica esse tipo de esporte. Quaisquer atividades físicas que impliquem em movimentos repetitivos do punho e dedos para cima podem ser fatores de risco para o surgimento da epicondilite lateral, caracterizada como uma inflamação dos músculos e tendões do cotovelo. A incidência na lateral externa do braço – próxima ao cotovelo – é a mais frequente, mas a epicondilite também pode ocorrer na face interna do cotovelo.

Como surge a epicondilite lateral?

Ao utilizarmos, repetidamente, os músculos do antebraço que se ligam ao osso na parte externa do cotovelo, podem surgir algumas fissuras no tendão e, com o tempo, elas podem dar origem a irritações e dores na região onde o tendão se une ao osso.
Não, apenas, atividades ligadas aos esportes podem contribuir para o surgimento da epicondilite lateral, algumas profissões, como pintores, cozinheiros, açougueiros e aquelas que necessitam do uso de computador (teclado e mouse) por longas horas, por exemplo, são também fatores de risco.

 

Sintomas de epicondilite lateral

Os sintomas surgem de forma gradual e, dentre os principais, podem ser destacados:
- Dor intensa na face lateral do cotovelo que pode irradiar para o antebraço – é agravada com a realização de esforços;
- Dificuldades para segurar objetos, como uma xícara de café cheia;
- Queimação na lateral do cotovelo;
- Redução de força para extensão do punho e dos dedos.

 

Prevenindo a epicondilite lateral

É importante adotar posturas adequadas para a realização de quaisquer atividades, seja em casa ou no trabalho. As pausas associadas a alongamentos durante a realização de tarefas também são válidas.

 

Há tratamento para epicondilite lateral?

Inicialmente, deve ser afastada qualquer atividade que piore os sintomas. O segundo passo é incluir o tratamento com a Fisioterapia Traumato-Ortopédica, que oferece exercícios específicos de alongamento, estimulação elétrica dos músculos, dentre outros procedimentos que têm como finalidade diminuir a dor, melhorar a inflamação e evitar maiores lesões.
 
 
 

Bronquite: Causas, Sintomas e Tratamento com a Fisioterapia Respiratória

bronquite-tratamento-fisioterapia

Os brônquios são canais que conduzem o ar inalado até os alvéolos pulmonares. Quando ocorre uma inflamação dessas estruturas surge a bronquite.
 
Existem três classificações para a bronquite:
 
- Bronquite asmática: é causada por alergia respiratória com o acúmulo de secreção nos brônquios;
- Bronquite crônica: caracteriza-se pelo acúmulo de secreção que se estende por mais de três meses;
- Bronquite alérgica: não é contagiosa, mas está intimamente relacionada a uma alergia respiratória.

 

Causas da Bronquite

A bronquite costuma acompanhar uma infecção viral respiratória, mas em alguns casos pode ser resultado de uma infecção bacteriana. Outros fatores de risco também incluem o contato com poluentes químicos e ambientais. Quando a bronquite alcança o nível mais crônico pode acabar aumentando o risco de outras infecções respiratórias, como é o caso da pneumonia. O cigarro é considerado o principal responsável pelo agravamento da doença, daí a bronquite ser conhecida também como “tosse dos fumantes”.

 

Principais sintomas da Bronquite

- Cansaço;
- Tosse que pode ser seca ou produtiva, dependendo da forma aguda ou crônica da doença;
- Dificuldades para respirar (com a manifestação de ruídos) ou até falta de ar;
- Alterações no apetite;
- Febre em muitos casos, mas relativamente baixa;
- “Chiados” ou ronco no peito;
- Expectoração que pode se tornar amarelada e espessa de acordo com a evolução da enfermidade.

 

Tratamento para a Bronquite

Alguns cuidados e procedimentos podem ser bem eficazes para tratar a bronquite:
- Beber bastante líquidos para fluidificar as secreções e facilitar a remoção;
- Repousar;
- Lavar as mãos com frequência;
- Reduzir a exposição à poluição do ar;
- Não fumar ou permanecer em locais com pessoas fumantes;
- Praticar exercícios físicos que auxiliem na melhora da respiração, é o caso da natação;
- Realizar sessões de fisioterapia que auxilia no aumento da capacidade respiratória e também da eliminação de secreções. Técnicas manuais e exercícios que trabalham a respiração são aplicados para favorecer a expectoração, facilitar a respiração e melhorar, inclusive, o estado pulmonar do paciente.
 
 
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

FISIOTERAPIA TRAZ BENEFÍCIOS AOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

 

Fisioterapia regular pode ajudar o portador a encontrar seus próprios limites, evitando que se entregue ao sedentarismo e à depressão.


As principais causas da fadiga enfrentada pelo portador de esclerose múltipla são decorrentes dos excessos, sejam eles físicos, mentais, sociais ou ambientais. De acordo com a fisioterapeuta Marcela Batistuta, esse cansaço pode se manifestar de várias formas. “A forma aguda aparece durante os esforços e desaparece com o repouso. A crônica persiste mesmo após o repouso. A forma localizada aparece pelo excesso do uso de determinado grupo muscular, mas desaparece com o repouso. E a última é a sistêmica, a forma mais frequente na esclerose múltipla, em que a pessoa apresenta cansaço geral, perda de força e de resistência física e, também, desânimo”, explica. 
 
No entanto, segundo a especialista, existem ainda outros tipos de fadiga que podem afetar o portador da doença. “É o caso da fadiga muscular em braços ou pernas após exercícios repetitivos, como andar longas distâncias, fazendo com que a perna falhe e haja sensação de fraqueza. Isso é causado por um bloqueio do impulso nervoso, por isso o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie. Há ainda a fadiga por falta de condicionamento físico, que ocorre quando os músculos são pouco utilizados. É um ciclo vicioso, pois quem experimenta uma fadiga intensa acaba evitando atividades físicas e cai no sedentarismo”, afirma Marcela Batistuta.
 
A fisioterapeuta destaca, ainda, que existe a fadiga relacionada à incapacidade ou invalidez, em que o impacto da esclerose múltipla no controle muscular, na coordenação e na força leva a um aumento nos esforços e no gasto de energia para realizar tarefas rotineiras. “Há também a fadiga relacionada à depressão, a induzida por medicação e a causada por distúrbios do sono. Assim como provoca a ruptura da vida diária, a fadiga causa ansiedade quando os sintomas da doença reaparecem. Isso ocorre particularmente após um esforço e especialmente quando a atividade ou o ambiente provocam um aumento da temperatura corpórea”, frisa.
 
Por isso, a especialista destaca que a fisioterapia regular pode ajudar o portador a encontrar seus próprios limites, evitando que se entregue ao sedentarismo e à depressão. Além disso, ela oferece algumas dicas práticas para melhorar o sintoma. “Evite banhos quentes, temperaturas muito quentes, exercícios excessivos, refeições pesadas, fumar. Planeje sua vida de modo a estabelecer uma escala das necessidades no trabalho, noitadas e ocasiões sociais sejam repartidas. Siga uma dieta sensata e reduza o peso, se for o caso, com a ajuda de um especialista. Fracione as atividades de vida diária e respeite o período de repouso entre as atividades. Faça atividades leves, conscientes e orientadas por um profissional, e procure se manter sereno, controlando a depressão e o estresse”, completa Marcela.
 
 
 
 
imagem internet

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PAI CRIA JOGOS PARA DEIXAR FISIOTERAPIA DA FILHA MAIS DIVERTIDA
















O pai de uma menina de 4 anos que sofre de fibrose cística desenvolveu um jogo de computador que ajuda no tratamento da doença.
 
David Day, que é professor de computação e matemática na Universidade de Derby, na Grã-Bretanha, sofria com as sessões diárias de fisioterapia respiratória com a filha Alicia.
"Toda noite, ela chorava e gritava e fugia e a coisa estava ficando progressivamente mais difícil quanto mais velha ela ficava", diz Day.
Foi então que ele percebeu que poderia usar o talento de seus colegas de universidade para diminuir o sofrimento da menina.
 
Junto com especialistas da Escola de Computação e Matemática, ele desenvolveu uma linha de jogos de computador que tornam o tratamento divertido e ainda podem ajudar a monitorar a progressão da doença.
 
Ao respirar através de uma máscara conectada por tubos aos computador, as crianças controlam personagens e formas na tela ao expirar com determinada força.

Doença incurável
 
A fibrose cística é uma doença genética grave e incurável que causa uma alteração nas glândulas que faz com que o corpo produza um muco mais espesso, que bloqueia as vias respiratórias e outros órgãos.
 
"As crianças precisam de fisioterapia regular para que possam expelir o muco de seus pulmões, caso contrário ele vira local de proliferação de bactérias que podem agravar seu estado de saúde", explica Day.
 
"A fisioterapia inclui leves batidas nas costas ou peito do paciente. Também usamos uma máscara de pressão expiratória positiva (PEP), que é colocada no rosto e que dificulta a expiração, fazendo com que eles puxem o muco do pulmão e consigam expeli-lo tossindo. As crianças acham o tratamento de PEP difícil, desagradável e chato e pode ser bastante complicado conseguir que elas façam os exercícios."

Evolução
 
Após observar a evolução dos videogames nos últimos anos, Day achou que seria possível criar um jogo que tornasse a fisioterapia mais atraente para as crianças. Usando verbas da universidade e de bolsas de pesquisa europeias, a equipe de jogos de computador de Derby transformou a ideia em realidade. Os pesquisadores colocaram um dispositivo na máscara de PEP que converte a respiração das crianças em sinais eletrônicos.
 
Controlando sua respiração, elas controlam também os personagens na tela. A tecnologia é similar à maneira como paraplégicos usam tubos respiratórios para controlar cadeiras de rodas e outros aparelhos eletrônicos.
 
"Organizando um registro da performance do jogador ao longo do tempo, um médico pode aferir a eficiência de seus pulmões. A flexibilidade dos jogos significa que mesmo as crianças mais jovens conseguem jogar nos níveis iniciais", explica Andreas Oikonomou, especialista em jogos de computador da universidade.

Flores e dragões
 
Segundo David Day, o efeito em Alicia foi imediato. "Ela soprou no aparelho, viu flores na tela e olhou para mim com uma expressão maravilhada", diz o pai.
 
"Ela me perguntou como funcionava e eu disse que era mágica. Ela adorou e desde então, isso tirou toda a pressão e preocupação de garantir que ela fizesse a fisioterapia."
Além do jogo das flores, o favorito de Alicia, a equipe também desenvolveu jogos com navios piratas e dragões. Agora, Day espera conseguir verbas para testar os jogos com mais dez crianças, entre seis e nove anos de idade.
 
"Esperamos que nos próximos 12 meses tenhamos uma versão disso à venda para o público para que outras crianças e pais possam se beneficiar. Até onde sei, todos os pais sofrem para conseguir que os filhos façam a fisioterapia", diz o professor.
 
"É uma batalha que todos os pais de crianças com fibrose cística têm de lutar, então acho que o que estamos fazendo é absolutamente fundamental."
 
O Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística (GBEFC) afirma que há mais de 2,5 mil pacientes com fibrose cística em tratamento no Brasil, mas segundo a associação, para cada paciente diagnosticado no país, há quatro sem diagnóstico.
 
 
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Fitas fisioterápicas se consolidam no mundo do futebol



Depois da natação, vôlei de praia e lutas, o futebol consolidou uma técnica na recuperação de lesões traumáticas de nervos e músculos: a Kinésio tape. Desenvolvida por Kenso Kase na década de 70, as fitas fisioterápicas coloridas saíram dos consultórios para ganhar os gramados.
Depois da Olimpíada de Pequim, em 2008, é comum o torcedor ver aparecer por baixo do calção ou da camisa uma fita na cor do uniforme. O fisioterapeuta Fábio Marcelo, que trabalhou em grandes clubes do futebol brasileiro, vê benefícios no uso da Kinésio Tape.
 
"100% dos atletas que utilizam viram o benefício que acarreta e, principalmente, no convívio fora do trabalho. O atleta já comenta sobre a técnica e sugere a kinésio tape como forma de tratamento. Cabe ao profissional avaliar se é necessário. Sendo útil, usamos”, destacou Fábio Marcelo.
Na década de 80, o torcedor se acostumou com imagens de massagistas fazendo as famosas ‘botinhas’ de atadura para proteger os tornozelos dos craques. O tempo passou e a técnica evoluiu. Tudo para melhorar a performance dos atletas em campo.
 
As bandagens funcionais, que podem ser rígidas, elásticas ou semi-elásticas, seguem sendo utilizadas. Hoje em dia, o fisioterapeuta usa a bandagem ou a Kinésio tape para substituir a bota, que foi muito utilizada lá atrás”, ressaltou Fábio Marcelo, que utilizou a técnica na campanha do tricampeonato brasileiro do Fluminense, em 2010.
 
Um ou outro atleta demora um pouco mais para relatar melhora no tratamento com a técnica. Agora, outros apresentam melhoras horas depois da aplicação. Deco e Fred, em 2010, por exemplo, no Fluminense, apresentaram melhoras e trabalharam com esta técnica e tiveram ótimas respostas quando fomos campeões. O Wellington Nem, que precisava de um equilíbrio na patela, apresentou um nível satisfatório em 2010”, revelou o fisioterapeuta.
 
Cada time utiliza uma cor, algo que não tem a ver com a intensidade da recuperação. “A cor não tem nada com a intensidade da lesão. Ela é meramente para compor o uniforme e cada time escolhe a que se encaixa melhor com a sua cor”, finalizou.
 
Fábio Marcelo aprendeu a técnica no Brasil, mas foi no Japão que ganhou experiência no uso da Kinésio Tape. Ele trabalhou no Kashima Antlers, em 96, a convite de Zico.
 
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

FISIOTERAPIA NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)












 
Todos acompanharam no final de semana a a recuperação do humorista Renato Aragão, de 79 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio. Foi internado às 12h40 de sábado no hospital Barra d'Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, Didi passou por uma angioplastia e permanece na unidade coronariana do hospital. Ele continua internado e o quadro é estável. De acordo com o hospital, o humorista está sob observação e outras informações sobre o caso não serão divulgadas a pedido da família do humorista. De acordo com a revista Contigo, o ator passou mal após a festa de aniversário de sua filha, Livian. Até a divulgação do primeiro boletim médico, às 16h30 deste domingo, a informação era de que Didi teria sofrido uma crise hipertensiva e estaria em observação no hospital para fazer exames.
Ontem, 18/03/2014, o humorista fez uma entrevista para o Jornal Nacional, onde se mostrou muito bem, corado e brincando com uma bola de futebol.
 
Mas como é a vida de pós infarto?
Até os anos 60-70, recomendava-se repouso de três semanas aos pacientes que se recuperavam de IAM, baseando-se no pressuposto de que o repouso facilitaria o processo de cicatrização do miocárdio. Entretanto, observou-se que o repouso prolongado no leito resultava em alguns efeitos deletérios. O exercício físico pode aumentar a capacidade de função cardiovascular e diminuir a demanda de oxigênio miocárdico para um determinado nível de atividade física.
A reabilitação na fase aguda do infarto objetiva reduzir os efeitos deletérios de prolongado repouso no leito, o controle das alterações psicológicas e a redução da permanência hospitalar.
Além disso, a longo prazo, o exercício pode ajudar a controlar o hábito de fumar, a hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes mellitus, obesidade e a tensão emocional. Há evidências de que exercício regular, realizado por longos períodos, possa influenciar na prevenção da aterosclerose e na redução de eventos coronários, sendo necessária a atividade regular para manter os efeitos do exercício. Avaliação médica adequada, educação e orientação reduzem o risco potencial da atividade física mais intensa.
Objetivos - O principal objetivo dos programas de reabilitação cardíaca é permitir aos cardiopatas retornar, o quanto antes, à vida produtiva e ativa, a despeito de possíveis limitações impostas pelo seu processo patológico, pelo maior período de tempo possível.
Poderiam ainda ser apresentados outros três objetivos específicos:

1) restaurar à sua melhor condição fisiológica, social e laborativa pacientes com doença cardiovascular;

2) prevenir a progressão, ou reverter o processo aterosclerótico, nos pacientes coronariopatas, ou em alto risco de vir a desenvolver doença obstrutiva coronariana;

3) reduzir a morbi-mortalidade cardiovascular e melhorar da sintomatologia de angina de peito em coronariopatas. Isto é, aumentar a quantidade e a qualidade de vida.
 
 
Fases de reabilitação no paciente infartado - Considera-se a reabilitação pós-infarto dividida em 3 fases : 

Reabilitação fase I - aguda, as atitudes de reabilitação tomadas durante o período  compreendido desde o início do evento coronário até a alta hospitalar;
 
Reabilitação fase II - corresponde àquelas desenvolvidas no período de convalescença, entre a alta hospitalar e o período de 2 a 3 meses após o infarto;
Reabilitação fase III - de recuperação e manutenção, compreende os procedimentos após o 3º mês.
 
Estes períodos podem ser variáveis, de acordo com a situação clínica de cada paciente.

Reabilitação fase I - Muitos dos efeitos deletérios logo após o infarto podem ser minimizados aplicando-se estresse gravitacional, colocando o paciente sentado e em pé algumas vezes durante o dia. Embora a redução da capacidade funcional secundária ao repouso no leito possa ser evitada também com exercícios físicos do tipo aeróbico, não há necessidade de que a atividade física seja intensa.
 
Portanto, a fase I de reabilitação pós-infarto do miocárdio segue a estratégia de mobilização precoce, sentando o paciente e colocando-o em posição ortostática assistida, realizando movimentação passiva das articulações, complementada, no período mais tardio da internação hospitalar, por deambulação.
 
O resumo de um programa de reabilitação fase I, orientado para pacientes que não apresentam complicações é apresentado no quadro II.

Quadro II - Programa de reabilitação intra-hospitalar (fase I) pós-infarto do miocárdio
 
Nível 1 - Primeiros 2-3 dias na Unidade de Tratamento Intensivo

• Sentar no leito, balançar as pernas, sentar na cadeira ao lado do leito
• Posição ortostática assistida ao lado do leito
• Exercícios passivos no leito
• Alimentação sem ajuda;
• Evacuar sentado ao lado do leito
• Banho no leito, higiene pessoal sem ajuda no leito
 
Nível 2 - De 3 a 5 dias na Unidade Intermediária ou de Internação
 
• Movimentação ativa de todas as extremidades
• Sentar na cadeira conforme a tolerância
• Deambulação assistida no quarto
• Utilização assistida do banheiro, inclusive banho assistido
 
Nível 3 - De 4 a 8 dias na Unidade de Internação
 
• Caminhar no corredor, chegando até 90-100m 2x/dia
• Descer um lance de escadas, retornando de elevador
• Utilização independente do banheiro 

As atividades relacionadas no quadro II são supervisionadas pela equipe de enfermagem e, em alguns centros, pelas equipes de fisioterapia,  atentando sempre para sinais e sintomas como angina, dispnéia, tonturas, sinais de baixo débito e arritmias. Recomenda-se que o pulso não aumente mais do que 20bpm em relação ao repouso. Da mesma forma, a pressão arterial sistólica deve ser observada, evitando-se hipotensão postural.
Teste ergométrico na fase aguda do infarto (teste ergométrico precoce)
 
 
Habitualmente realiza-se um teste ergométrico na fase aguda do infarto (teste ergométrico precoce), por ocasião da alta hospitalar em pacientes sem complicações cardiovasculares. Este teste objetiva primariamente a estratificação de risco e programação da atividade física. Para este teste devem ser utilizados protocolos especiais que iniciem com pequena intensidade de trabalho e baixo gasto energético, quantificados em equivalentes metabólicos de repouso (METS). Para a esteira rolante sugere-se o protocolo de Naughton e o protocolo de Bruce modificado.
Em cicloergômetro, recomenda-se cargas iniciais de até 30watts, (frequentemente é desejável começar com carga zero) com incrementos de 10 a 30watts a cada estágio, com duração de 1 a 3 min por estágio.
Os quadros III e IV resumem os elementos de contra-indicação e os critérios de interrupção do teste ergométrico precoce no infarto. O quadro V descreve a escala de Borg utilizada para avaliação da percepção da quantidade de esforço pelo paciente. Alguns centros melhor aparelhados têm realizado a ergoespirometria que faz uma avaliação mais global do desempenho cardiopulmonar durante o exercício, permitindo entre outros aspectos, identificar a origem pulmonar ou cardíaca para a dispneia de esforço e a determinação do limiar ventilatório, facilitando sobremaneira a prescrição do exercício na fase II da reabilitação cardíaca.
 
 
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Movimentar o corpo é importante para evitar dores ao longo da vida



O Bem Estar do dia 21 deste mês explicou os benefícios de dançar frevo.

Programa falou também sobre dor nas costas, erros de postura e gota.

Com o passar dos anos, as pessoas vão ficando mais velhas e costumam reclamar cada vez mais de dores no corpo. Segundo a reumatologista Evelin Goldenberg, isso acontece porque há um desgaste natural das articulações e cartilagens, que favorecem as dores. Se o corpo fica parado, o risco desses problemas ao longo da vida é muito maior e, por isso, a dica é sempre se movimentar o máximo possível e fazer atividade física, como alertou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar.
 
Uma das maneiras de fazer isso é a dança – para comemorar seu terceiro aniversário, o Bem Estar convidou bailarinos e músicos para mostrarem como se dança o frevo. Passos com saltos ou agachados são alguns dos principais da dança, que movimenta bastante o corpo. No entanto, no início, é fundamental tomar cuidado para não prejudicar a coluna.

Problemas na coluna, inclusive, costumam ficar muito mais visíveis no verão já que as pessoas usam roupas mais leves e mostram mais o corpo.
A repórter Natália Ariede levou o ortopedista e cirurgião da coluna Rafael Pratali à praia, para avaliar as costas dos banhistas e verificar se há sinais de problemas, como a escoliose, por exemplo.

A escoliose é uma alteração no alinhamento da coluna, que sofre uma rotação e fica similar à letra "S", deixando ainda um dos ombros mais baixo do que o outro. Além da aparência, esse problema, que é mais comum em mulheres e adolescentes, pode também provocar dores musculares.
O diagnóstico é feito através de uma radiografia que mede o ângulo que a coluna faz - se tiver menos de 20 graus, é só acompanhar a evolução para ver se não piora; se tiver entre 20 e 40 graus, é preciso usar um colete para ajustar a coluna; se tiver mais de 40 graus, o médico pode indicar até mesmo a cirurgia.
 
No entanto, o médico alerta que a grande maioria dos casos é considerada escoliose de baixo grau e apenas hábitos saudáveis, como esporte, caminhada e fisioterapia, já ajudam a corrigir e a tratar.
Estima-se que 80% das pessoas terá dor nas costas em algum momento da vida e, em alguns casos, a culpada é a escoliose - no entanto, a maioria dos casos não causa dor ou incômodo.
A pediatra Ana Escobar explica que a dor nas costas é um sintoma de uma série de doenças, desde problemas na coluna, como hérnia de disco, ou em outras partes no corpo, como pedra nos rins, disfunção na ATM ou até endometriose. Por isso, é sempre importante investigar.
 
 
Gota

 A gota ocorre quando o corpo não consegue eliminar o ácido úrico produzido em excesso, ou quando fabrica muito mais do que deveria. Esse ácido, então, acumula-se nas articulações (punhos, cotovelos, tornozelos, joelhos e pés), cristaliza-se e causa uma inflamação.
Pacientes com gota, portanto, devem evitar alguns alimentos, especialmente aqueles que têm alto teor de purina, uma das substâncias responsáveis por criar o ácido úrico. Peixes e frutos do mar, como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, são alguns deles.
 
De acordo com a reumatologista Evelin Goldenberg, esses alimentos não são bons para quem tem problemas nas articulações justamente porque têm purina, a proteína que pode agravar as dores. Isso acontece porque a purina, ao ser ingerida, é processada no fígado, transformando-se em ácido úrico. Esse ácido úrico, em excesso, pode se acumular nas articulações e formar cristais, causadores da inflamação e da dor.