Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Exercícios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exercícios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Exercícios podem reduzir efeitos do sal na hipertensão

Quem é fisicamente ativo teve risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal, diz pesquisa




 
Um novo estudo mostra que atividades físicas podem diminuir o impacto negativo da alimentação rica em sódio sobre a pressão arterial.
Os pesquisadores constataram que quanto maior a quantidade de exercícios, menor o aumento de pressão arterial em resposta à alimentação rica em sódio.
“Quem realiza poucas atividades físicas terá um maior aumento de pressão arterial se a ingestão de sódio também for aumentada”, disse o Dr. Jiang He, chefe do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical da Universidade Tulane, de Nova Orleans, e um dos autores do estudo.
Estou um pouco surpreso. Este é o primeiro estudo a analisar, especificamente, a associação entre atividade física, sensibilidade ao sal e pressão arterial. Mas, depois de analisá-lo, acredito que ele faz sentido, pois já é sabido que a atividade física reduz a pressão arterial”, disse ele.

A hipertensão é uma das principais causas do AVC. Devido à associação entre sal e hipertensão, a associação americana recomenda o consumo inferior a 1.500mg diários de sódio.
Para avaliar a possível associação entre exercícios físicos, sal e hipertensão, os pesquisadores se concentraram em aproximadamente 1.900 homens e mulheres (com idade média de 38 anos), moradores de áreas rurais do norte da China. Nenhum deles tomou medicamentos para pressão durante o estudo.
Durante uma semana, os participantes ingeriram 3.000 mg diários de sódio na alimentação. Em outra semana, eles seguiram uma dieta rica em sódio – 18.000mg diários. A pressão arterial foi aferida nove vezes por semana e os participantes responderam a questionários para avaliar os níveis de atividades físicas dos mesmos – categorizados de “muito ativos” a “bastante sedentários”.

Quando a dieta com alto nível de sódio foi iniciada, aqueles que passaram por um aumento superior a 5% da pressão arterial sistólica (medida das contrações cardíacas representada pelo resultado mais alto nas aferições de pressão arterial) foram classificados como “altamente sensíveis ao sal”. O grupo mais fisicamente ativo apresentou risco 38% menor de desenvolver alta sensibilidade ao sal. Este grupo mostrou a menor propensão a apresentar um aumento superior a 5% da pressão arterial em resposta a uma dieta rica em sódio.
Comparado ao mais sedentário, o segundo grupo mais fisicamente ativo apresentou uma redução de 17% do risco de sensibilidade ao sal, enquanto que o segundo mais sedentário apresentou uma diminuição de 10% no risco. A equipe concluiu que as atividades físicas exercem um impacto significante, independente e progressivamente benéfico à saúde na relação sensibilidade ao sal e pressão arterial.
Os autores concordam que o estudo deve ser repetido. Além disso, especialistas ressaltam que pesquisas apresentadas em encontros médicos não passaram pelo mesmo tipo de avaliações rigorosas que antecedem a publicação das mesmas em periódicos médicos – o estudo foi apresentado durante o encontro da Associação Americana do Coração, em Atlanta (EUA), cujo tema foi nutrição, atividades físicas e doenças cardiovasculares.
Entretanto, “não existem razões para acreditar que estas descobertas não serão aplicadas à população americana. Os fatores de estresse relacionados à hipertensão são os mesmos para os chineses e para os americanos”, disse He.
“Por isso, a mensagem essencial do estudo é que, primeiramente, precisamos encorajar a população a diminuir a ingestão de sódio e aumentar as atividades físicas”, ele complementou. Aqueles que não podem aumentar a quantidade de exercícios físicos, talvez devido à idade, devem ser estimulados a seguir uma alimentação com baixo teor de sódio, “pois o sal tem um efeito acentuado sobre a pressão arterial”, ele complementou.

A nutricionista Lona Sandon, professora de nutrição clínica do Centro Médico da Universidade do Texas, disse que as descobertas destacam alguns dos benefícios já conhecidos dos exercícios regulares.
“Mesmo sem entender o mecanismo de funcionamento, sabemos bem que as pessoas que se exercitam regularmente têm vasos sanguíneos mais saudáveis. Os vasos são como os músculos. Se realizamos atividades cardiovasculares, eles se tornam mais flexíveis e respondem melhor às mudanças do volume e da pressão sanguínea”, ela explicou.
Sandon diz que as razões disso ainda devem ser exploradas. “Uma explicação pode ser que as pessoas mais ativas fisicamente eliminem maior quantidade de sal na transpiração. Ou talvez as atividades físicas enviem um tipo de mensagem fisiológica diferente ao corpo para excretar o sódio. Ou ainda, pode ser que os exercícios despertem um mecanismo que leva ao relaxamento das veias. Para compreender qual delas é a razão, serão necessários estudos complementares”, disse ela.
* Por Alan Mozes

saude.ig.com.br/bemestar

domingo, 12 de julho de 2015

Pilates ou Musculação: qual escolher?

pilates-musculação


Musculação e Pilates são atividades físicas distintas, mas que geram, sobretudo, qualidade de vida. Na musculação, as atividades são realizadas com o uso de pesos, há alto gasto físico (objetivando a hipertrofia) e os movimentos são rápidos. Já com o Pilates são realizadas várias séries de um mesmo exercício, com poucas repetições e, dessa forma, o desgaste físico não é intenso como na musculação.
As técnicas do Pilates buscam o reequilíbrio muscular, a melhora da postura e a definição dos músculos, mas não tem como objetivo a hipertrofia, como acontece na musculação, que treina grandes grupos musculares. As aulas de Pilates são diferenciadas com relação às aulas rotineiras das academias, pois contam com um repertório diversificado de exercícios, logo não geram monotonia.
Por trabalhar com o peso do próprio corpo, o Pilates garante a aquisição de grande consciência corporal e, apesar de não ter como principal finalidade a perda calórica, o método não deixa de ser uma atividade física e deve ser praticado por aqueles que buscam uma vida saudável com a garantia de prevenção a diversas patologias. Mas o ideal é o trabalho conjunto entre as duas atividades físicas, pois o que a musculação deixa, por exemplo, de vício postural, o Pilates vem para corrigir e os benefícios de ambos os exercícios podem ser aproveitados.
 

Conheça alguns benefícios do Pilates para manter o seu corpo saudável:

– As aulas são bastante recomendadas para pessoas que sentem dor, principalmente, nas costas. Com exercícios específicos que promovem o realinhamento da coluna e o fortalecimento da musculatura abdominal, o aluno consegue, naturalmente, realizar esforços físicos sem forçar as costas;
 
– Exercícios são responsáveis pela ativação de diversos grupos musculares e um dos grandes diferenciais do Pilates se refere ao fortalecimento que é realizado de forma global e não segmentar;
 
– Um sistema de exercícios de alongamento e flexibilidade produz melhora no desempenho diário, na circulação e na postura, alivia cargas de estresse, além de ajudar na coordenação motora;
 
– O fortalecimento, em especial, dos músculos que sustentam a lombar gera efeitos progressivos ao alinhamento do corpo. O resultado disso é a correção postural, produzindo ótimos resultados à saúde e à estética;
 
– Pilates trabalha o corpo como um todo. O aumento da força, do equilíbrio muscular, do controle e da consciência corporal é viabilizado pela integração entre corpo e mente, ampliando a capacidade de movimentos;
 
– A prática regular dos exercícios de alongamento faz com que os músculos consigam suportar melhor as tensões diárias, o que previne o desenvolvimento de lesões musculares.
 
 
 
 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estudo mostra que sinais de envelhecimento podem ser visíveis aos 20 anos

Estudo mostra que sinais de envelhecimento podem ser visíveis aos 20 anos Julio Cavalheiro/Agencia RBS

Pesquisa mediu “idade biológica” de voluntários e encontrou sinais de deterioração evidentes em pessoas com menos de 30 anos
 

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pelos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos sugere que diferentes taxas de envelhecimento já podem ser detectadas em torno dos 20 anos. A pesquisa é da Universidade de Duke.
 
As descobertas foram baseadas em um grupo de 954 pessoas da Nova Zelândia, nascidas entre 1972 e 1973. Os voluntários foram submetidos a uma coleta de dados aos 26, 32 e 38 anos. Os pesquisadores também mediram o colesterol, níveis de condicionamento físico e o comprimento dos telômeros — capas de proteção na extremidade dos cromossomos que, segundo verificado, diminuem com a idade.
Por meio de um total de 18 medições biológicas foi determinada uma "idade biológica" para cada participante aos 38 anos — com alguns registrando menos de 30 anos e outros que pareciam ter quase 60.
 
A equipe observou que os participantes que envelheceram mais rapidamente apresentaram sinais de deterioração evidentes aos 26 anos — idade em que o primeiro conjunto de medidas biológicas foram tiradas. A maioria das pessoas no grupo estava envelhecendo à taxa esperada de um ano biológico por ano cronológico, ou até menos, enquanto os outros foram envelhecendo numa proporção de três anos biológicos por um ano cronológico.
Aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rápido também apresentaram resultados piores em testes de equilíbrio e coordenação e resolução de problemas não familiares, por exemplo.
Além disso, um grupo de universitários da Universidade de Duke foi convidado a analisar imagens dos participantes do estudo. Os jovens classificaram como mais velhos aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rapidamente do que o resto.
 
De acordo com os autores, esses resultados pavimentam o caminho para futuros testes talvez mais fáceis e baratos de serem implementados, de modo que as pessoas podem descobrir o quão rápido estão envelhecendo já aos 20 anos, idade em que a prevenção de doenças é mais eficaz.
 
Estudos anteriores mostraram que os genes representam apenas cerca de 20% do envelhecimento, deixando o resto para hábitos relacionados ao estilo de vida de cada um.
 
— Isso nos dá alguma esperança de que a medicina possa ser capaz de retardar o envelhecimento e dar às pessoas ativas mais anos saudáveis — acredita Terrie Moffitt, professor de psicologia e neurociência na Universidade de Duke.
 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Tempo de Prática x Resultados

2015_06_0078-META-IMAGENS-MATERIAS-RP-26-06-Site

 
Imediatismo é a palavra da vez para a maioria dos iniciantes do Pilates. ‘’Quando vou parar de sentir dores?’’, ‘’Vou emagrecer com Pilates?’’, ‘’Quando vou poder fazer exercícios avançados?’’. Essas são apenas algumas das frases típicas dos alunos, que demonstram a ansiedade em conquistar um novo corpo e evoluir dentro do método.
 
Mas nada se conquista da noite para o dia, já começamos por aí! Ninguém emagrece de forma saudável em dois dias, não define o corpo e nem aprende a controlar o corpo em tão pouco tempo. O trabalho da Contrologia é difícil, e é necessário paciência e perseverança para alcançar os resultados, que são muitos.
 
Embora cada aluno trabalhe com um objetivo específico, o ganho na qualidade de vida é evidente para todos. O tempo de prática, a frequência e o modo que você executa os exercícios são os fatores que mais influenciam nos resultados. E não podemos esquecer de citar a alimentação também. Por isso é muito importante manter o acompanhamento de uma nutricionista ao longo do processo.
 
O Pilates ajuda a perder peso, sim. Mas ele sozinho não pode fazer isso. Se você somar Pilates aos aeróbicos, e combiná-los com uma dieta bem equilibrada, aí sim você pode esperar alguns resultados realmente surpreendentes.
O método oferece muitos benefícios para os praticantes. Entre eles, a boa postura, consciência corporal, alívio de dores e tônus muscular. Mas os benefícios só podem ser sentidos se você manter uma boa frequência nas aulas. Se você for daqueles alunos turistas, que aparecem uma vez no mês, não espere milagres.
Embora algumas melhorias sejam sentidas já nas primeiras aulas, a maior parte delas chega a médio ou longo prazos. Por esse motivo, você deve manter-se comprometido para conquistar os resultados esperados.
 
 
Siga os conselhos e afirmações do mestre Joseph:
 
- ‘’Com 10 sessões você perceberá a diferença, com 20 sessões os outros irão perceber a diferença e com 30 sessões você terá um novo corpo.’’
- “Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem.”
- “Respeite seu próprio ritmo.”
- “Não interessa o que você faz e, sim, como você faz.”
 
A melhor maneira de descobrir o que o Pilates pode fazer por você é matricular-se e praticá-lo muito! Estamos entendidos?
 
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Malhar melhora o seu aprendizado

É melhor malhar se quiser lembrar (Foto: Reprodução)

Dar aquela puxada de peso logo depois de uma aula pode ajudar a fixar melhor seus conhecimentos


Segundo pesquisadores da Georgia Tech, malhar aumenta 10% da sua capacidade de memorização. Para os autores do estudo, 20 minutinhos de exercícios físicos são suficientes para que você consiga lembrar o que as outras pessoas – sedentárias – não lembram.

A ciência já comprovou que exercícios aeróbicos regulares, a longo prazo, são importantes para a memória. Mas segundo os pesquisadores americanos, em curto prazo também malhar também traz efeitos. Realizando seu teste com um grupo de jovens e saudáveis adultos, a equipe descobriu que dar aquela puxada de ferro exatamente depois de períodos de aprendizagem pode ser uma ótima pedida.

Inicialmente, a equipe mostrou uma série de 90 fotos. As imagens mostravam cenas positivas (crianças brincando), negativas (corpos mutilados) e neutras (como relógios, por exemplo). Depois disso, metade das pessoas foi convidada a realizar exercícios e a outra metade a ficar sentada em uma sala normal. 48 horas depois, os cientistas mostraram uma nova sequência de imagens: agora com 180 – sendo que as 90 originais estavam entre elas. E o resultado mostrou que enquanto o grupo de controle – aquele que ficou sentado – só se recordou de 50% das fotos; a galera da malhação conseguiu lembrar-se de 60%.

Aparentemente, intensos exercícios enchem o nosso organismo de hormônios similares aos presentes em situações estressantes – como falar em público -, e durante esse estado as pessoas possuem maior probabilidade de lembrar as coisas. E aí, #partiu academia?
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Treinando sem dor



 
A busca por qualidade de vida, saúde ou por questões estéticas têm aumentado o número de alunos nas academias. Mas se por um lado isso é fantástico, pois o número de pessoas que não cumprem as recomendações mínimas da prática de atividade física é enorme, de outro é preocupante: o número de lesões ou dores relacionados ao exercício também irá aumentar.
Geralmente essas intercorrências estão associadas principalmente ao fato dos alunos buscarem resultados rápidos, pela falta de orientação ou pela inadequada estrutura do ambiente.
 
Algumas lesões ou dores são muito comuns e devemos destacá-las:
 
- Dor muscular pós-exercício: são normais, principalmente no inicio de um programa de treinamento, podendo acontecer entre 24 e 72 horas depois da prática da atividade física.
 
O que fazer?
Antes de tudo mantenha regularmente a prática de exercícios, pois isso irá preparar seu músculo para o estímulo e, como consequência, as dores musculares serão cada vez menos frequentes. Exercícios aeróbios leves, alongamentos e relaxamento muscular também são excelentes aliados para a diminuição do desconforto.
 
- Dor na região cervical: geralmente aparece no dia seguinte e está associada ao erro na execução dos movimentos ou na carga a ser levantada.
 
O que fazer?
Ajuste a carga para que não exista compensação nas outras articulações, exercícios de alongamento antes e depois do treino e uma boa postura (com a cabeça apoiada quando possível), reduzem o risco das dores cervicais.
 
- Dor na coluna lombar: estudos mostram que aproximadamente 80% das pessoas no mundo já tiveram ou terão ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. Isso se deve ao fato de que nosso centro de gravidade está localizado exatamente nesta região e com isso todos os nossos movimentos transmitem forças para a coluna lombar. Na academia as dores lombares geralmente estão relacionadas aos exercícios mal executados, principalmente em relação ao posicionamento do corpo na hora da realização do exercício.
 
O que fazer?
Alongue-se antes e depois do treino principalmente os músculos da região posterior do corpo e mantenha a musculatura abdominal sempre bem fortalecida (tomando cuidado com a posição na hora da execução do exercício abdominal).
 
- Dor na região anterior do joelho: está associada principalmente as grandes amplitudes de flexão dos joelhos, principalmente nos exercícios de agachamento e leg-press.
 
O que fazer?
Um bom fortalecimento dos principais grupos musculares da coxa (quadríceps-região anterior, isquiotibiais-região posterior, adutores-região interna e abdutores-região lateral) e exercícios de alongamentos desta musculatura resultarão em um melhor equilíbrio para articulação do joelho e diminuirá o risco de dores.
 
Os benefícios da atividade física aparecem a médio e longo prazo e a busca por resultados rápidos pode atrapalhar seu desempenho, aumentando o risco de lesão.
 
Para uma boa prática de exercício siga três passos:

1 – liberação médica prévia,
2 – boa orientação profissional
3 – pratique com regularidade.

Se as dores forem persistentes o ideal é consultar um médico especialista.
 
Bons treinos...
 
 
Fonte: Carolina Vicaria Rodrigues Daurea, fisioterapeuta do Einstein

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O Pilates na cura da fibromialgia

O pilates que cura

A revistapilates conta um exemplo de como superar a fibromialgia através do Pilates.

Que o Pilates proporciona inúmeros benefícios todo mundo sabe. Afinal, não é à toa que ele está cada vez mais ganhando adeptos e fãs, não é mesmo?
A prática desta atividade física super completa melhora a postura, a coordenação motora, a memória, define os músculos de uma forma muito natural e bonita, aumenta a flexibilidade, a força, ativa a circulação e, dentre muitas outras coisas, trata as pessoas dos mais diversos tipos de lesões e problemas.
 
Nadijane Pereira da Costa Duarte, de Mossoró (RN), é um exemplo disso. A moça sofria de fibromialgia – uma síndrome que causa dores por todo o corpo por longos períodos de tempo. E ela já tinha recorrido às mais diversas técnicas para melhorar. Nada adiantou.
“Eu já tinha tentado de tudo: hidroginástica, fisioterapia, hidroterapia, musculação, sem falar na infinidade de medicamentos tarja preta”, conta.
 
Até que um dia, Nadijane conheceu o Pilates. “Não sinto mais dores, agora sou apaixonada pelo Pilates”, diz.
 
O Pilates é tudo de bom, não é mesmo? Ele sempre atua na necessidade específica de cada pessoa.
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pilates para pessoas com sobrepeso

2014_02_0061-Pilates-para-pessoas-com-sobrepeso-Site


O Pilates envolve uma série de exercícios que proporcionam desenvolvimento do tônus muscular, equilíbrio, coordenação motora e flexibilidade.
 
Alguns movimentos são realizados em equipamentos, facilitando alguns movimentos e desafiando outros por conta da resistência oferecida pelas molas.
Sendo um trabalho global, o Pilates trabalha o fortalecimento dos músculos  profundos  do CORE, contribuindo para a melhora da postura. O objetivo de trabalhar diferentes capacidades físicas faz com que essa técnica tenha diferentes adeptos, cada um com um objetivo específico.
 
Clientes com sobrepeso encontram nesta técnica um modo eficiente para iniciar um programa de treinamento de modo gradativo, aliado com um acompanhamento nutricional.
O fato das aulas terem como objetivo inicial o desenvolvimento da consciência corporal e o fortalecimento da musculatura profunda, faz com que outras atividades sejam incorporadas no cotidiano sem o risco de lesões, especialmente nas articulações.
 
Já que as aulas não são aeróbias é importante que o profissional tenha em mente que para este público em especial, diferentes estímulos são essenciais para que haja um progresso.
A Educadora Física Fabiana Silva, Treinadora Internacional STOTT PILATES, aliou a eficiência e a segurança do método STOTT com os seus conhecimentos para desenvolver uma aula de Pilates em circuito para os clientes com sobrepeso.
 
A ideia foi inserir na sequência regular da aula de Pilates trabalhos aeróbios na bicicleta, trampolins e steps. O trabalho de grandes grupos musculares aliado ao trabalho de controle neuromuscular favoreceu a perda calórica e, com isso, o emagrecimento.
 
As conquistas em relação a exercícios que necessitam de maior coordenação motora e equilíbrio, por exemplo, estimularam os alunos à fazerem outros exercício e mudarem seu estilo de vida.
 
Melina Caleffi
Treinadora Internacional STOTT Pilates
 
 
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Canadense é estrela do atletismo aos 95 anos

Olga Kotelko. Foto: BBC


A canadense Olga Kotelko pratica diversas modalidades de atletismo: arremessos de dardo, de peso e de disco; saltos em distância, em altura e triplo; e corridas em pista. Tudo isso aos 95 anos de idade.


A atleta conta que começou a competir no atletismo com 77 anos. Durante toda sua vida, ela sempre foi muito ativa, pois cresceu em uma fazenda, onde havia muitas tarefas físicas.

"Eu acho que idade é apenas um número. Não interessa o seu aniversário, o que interessa é como você envelhece", disse ela à BBC.

Ela compete no Campeonato Mundial de Atletismo Master. Na categoria de pessoas com mais de 90 anos, ela tem 30 recordes mundiais. Ao longo de sua carreira, diz já ter ganho 750 medalhas de ouro.

Olga atribui parte de seu sucesso nos esportes à "boa genética", mas diz que a maior parcela se deve ao seu treinamento e trabalho diários.

Assista o vídeo:

www.bbc.com/news/health

bbc


[Belo exemplo de que só a idade não é um fator limitante, mas sim a falta de atividade física, boa vontade e dedicação.]

sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma história de superação com Pilates


RevistaPilates_Uma história de superação.png


Em homenagem ao Dia das Mulheres, que é comemorado amanhã, 8 de março, a Revista traz uma incrível história de superação de uma mulher forte e determinada, exemplo para muita gente.
Ela é catarinense, tem 46 anos e foi no Pilates que encontrou a ajuda que precisava para dar a volta por cima. Ela é Rosane Loss e, em quatro meses, passou de uma pessoa com problemas de hérnia de disco e nervo ciático, que mal conseguia andar, se abaixar ou cruzar as pernas a alguém disposta e feliz.
Quatro meses depois de iniciar o tratamento com Pilates no Live Fit Pilates, de Biguaçu – SC, a empresária, mãe de dois filhos, diz ter tido a sua vida de volta. “Fui melhorando aos poucos e retomando as minhas atividades diárias. Depois de seis meses, também comecei a perceber que meu corpo estava ficando mais definido e tonificado. Foi aí que me apaixonei por Pilates”, diz.
Como Rosane estava totalmente restabelecida, Diego Artur, o instrutor, decidiu acrescentar exercícios de treinamento funcional. Rosane adorou.
Hoje, ela tem uma coluna forte e saudável e um corpo de causar inveja em muita menininha por aí. Diego brinca que o abdome já está até ficando trincado. O segredo? Dedicação e persistência.
Frequentadora assídua do estúdio, Rosane faz aulas três vezes por semana e dificilmente falta. Quando falta sempre repõe. “Sinto prazer em fazer os exercícios, além de mais disposição e energia. Fico renovada após uma aula”, relata.
Para Cristiane Andrade, massoterapeuta e proprietária do Live Fit Pilates, a principal vantagem de se mesclar Pilates e Funcional é que as pessoas ficam mais motivadas, concentradas e com a auto-estima mais elevada. “Os resultados são excelentes e podem ser sentidos em todas as atividades do dia a dia”, diz.
 
Fonte: Revista Pilates

sábado, 1 de março de 2014

Quer ser mais inteligente? Corra!

 (Foto: Renato Faccini)


Quem achou que ia cochilar na palestra do psiquiatra John Ratey ficou decepcionado. Ele fez seu público, composto por 1.100 dos principais educadores do mundo, exercitar-se ali mesmo. “Corremos sem sair do lugar por 20 segundos, depois descansamos 10 segundos e então repetimos isso mais quatro vezes”, diz. Parece um começo estranho para a apresentação de um professor da Escola de Medicina de Harvard numa conferência sobre educação. Mas Ratey sabia que esse “aquecimento” jogaria a seu favor: todos ficariam mais atentos e talvez até guardassem melhor o que estavam prestes a ouvir. Na verdade, foi um início perfeito para uma palestra sobre como usar nossos corpos para melhorar nossas mentes.
A ideia de que os exercícios físicos reduzem o risco de doenças cardíacas, de certos tipos de câncer e até previnem contra diabetes tipo II é bem aceita entre os cientistas. Só que estudos mostram que os exercícios também podem turbinar a mente. Não estamos falando apenas daquele bem-estar vago sugerido por ditados como “mente sã, corpo são”. O que Ratey e outros pesquisadores estão descobrindo é que a atividade física tem profunda influência em uma série de capacidades cognitivas que definem seu QI.
Os primeiros estudos a sugerir essa ligação vêm dos anos 1960, mas foi na década de 1990 que Fred Gage, geneticista do Salk Institute (EUA), descobriu que fazer exercícios parecia estimular o crescimento de novos neurônios em camundongos. Na mesma época, o psicólogo Arthur Krame, da Universidade de Illinois, publicou um artigo na revista Nature demonstrando que adultos antes sedentários, ao seguir um plano de exercícios de seis meses, melhoravam o desempenho em testes mentais que exigiam controle executivo. Esse controle é o tipo de concentração que nos ajuda a alternar tarefas sem cometer erros, fundamental para a inteligência.
 
Desde então, várias pesquisas confirmam e aprofundam esses resultados. Boa parte examina idosos, cujas habilidades mentais tendem a decair com o passar dos anos. Um grande estudo da Universidade de Munique, por exemplo, acompanhou 4.000 idosos durante dois anos. Aqueles que raramente faziam atividades físicas tiveram mais do que o dobro de chance de sofrer algum comprometimento cognitivo se comparados aos que faziam jardinagem, natação ou ciclismo algumas vezes por semana. Outro grande estudo publicado no periódico The Lancet, que seguiu um grupo de quase 1.500 pessoas durante 20 anos, mostrou que esses efeitos podem ser duradouros. Os indivíduos que se exercitavam pelo menos duas vezes por semana já adultos tinham menos chance de desenvolver demência quando passavam dos 60 anos. Os resultados são um alerta para os preguiçosos: formar hábitos saudáveis hoje pode atrasar o declínio mental décadas no futuro.
 
Pesquisas com jovens são mais raras, mas há evidências de que as atividades físicas fortalecem a saúde cerebral em todas as fases. Uma delas analisou crianças de 5 a 14 anos em escolas públicas na cidade de Nova York. Em testes cognitivos, os 5% de alunos que estavam mais em forma tiveram notas 36% superiores que o grupo menos em forma. Outro levantamento sobre registros de condicionamento físico de 1,2 milhão de homens que se alistaram nas forças armadas da Suécia entre 1950 e 1976 chegou a uma conclusão semelhante. A pesquisa, que seguiu os dados dos jovens dos 15 aos 18 anos, indicou correlação entre boa forma física na adolescência e o melhor desempenho em testes de inteligência e habilidades cognitivas aos 18 anos.

TER O HÁBITO DE SE EXERCITAR HOJE PODE ATRASAR O DECLÍNIO MENTAL E PREVENIR A DEMÊNCIA DÉCADAS NO FUTURO (Foto: Renato Faccini)


SACUDIDA NO CÉREBRO

O conjunto desses estudos está transformando o modo como vemos a relação entre corpo e mente. “Quando comecei a estudar o assunto, achei que houvesse um cérebro saudável básico e as atividades físicas pudessem melhorá-lo”, conta a neurologista Megan Herting, da KeckSchoolof Medicine, em Los Angeles. “Mas agora penso o contrário: as crianças com altos níveis de atividade representam o nível básico de como o cérebro deve ser ativo.” A conclusão de Megan,que estuda o impacto dos exercícios nas crianças, é que eles não são um fator que incrementa a cognição normal, mas são uma condição necessária para que ela exista.
O que está por trás dessa relação? “As pessoas gostam muito da euforia provocada pela corrida e da clareza mental que sentimos com uma rotina de exercícios”, afirma Brian Christie, neurocientista da Universidade de Victoria, no Canadá. O estresse pode inibir as respostas cerebrais na resolução de problemas, impedindo que o órgão faça as conexões necessárias. “Se você sai para caminhar, seus níveis de estresse geralmente despencam”, diz Christie. O fenômeno pode explicar em parte por que as crianças mais saudáveis também têm melhor desempenho nos estudos.
 
Os exercícios provavelmente contribuem com mudanças mais permanentes. Por ser um dos órgãos que mais consome energia, o cérebro depende de uma dieta constante de nutrientes e oxigênio, supridos por uma complexa rede de vasos sanguíneos. As atividades físicas encorajam a construção dessas linhas de suprimentos e também facilitam sua manutenção. Matthew Pase, da Universidade Swinburne, na Austrália, descobriu que a pressão alta, especialmente nas grandes artérias centrais que alimentam o cérebro, pode causar falhas no desempenho cognitivo, talvez em consequência de danos aos vasos. Como a atividade física regular reduz a pressão arterial, ela deve proteger o cérebro desses problemas no fornecimento de alimento. Outra forma mais indireta de benefício é o fato de que indivíduos mais atléticos têm menos risco de diabetes e obesidade, problemas que podem gerar um ciclo de reações que contribui para o acúmulo das placas cerebrais em pacientes com Alzheimer.
Quando falamos de mudanças dentro do cérebro, as atividades físicas provocam a liberação de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, os mesmos estimulados pelos antidepressivos e medicamentos para hiperatividade. Ou seja, uma corridinha na esteira ou uma pedalada na bicicleta ergométrica pode se parecer com tomar uma mistura de Prozac com Ritalina, explica Ratey. Os exercícios também estimulam a produção de substâncias que regulam o desenvolvimento do cérebro, os fatores de crescimento. Ratey chama essas substâncias de “adubo cerebral”, pois elas criam um ambiente no qual os neurônios podem prosperar e promove a formação de novas conexões.

"PRECISAMOS QUE AS CRIANÇAS SE MEXAM TODOS OS DIAS. ALÉM DE FAZER SENTIDO EM TERMOS DE SAÚDE, TAMBÉM AUMENTA SUAS NOTAS NAS PROVAS" (Foto: Renato Faccini)

EVOLUÍMOS PARA CORRER

As origens dessa conexão entre corpo e mente provavelmente estão em uma época remota de nossa evolução. “A atividade física é uma parte importante de nossa história evolucionária. Todo nosso sistema fisiológico se baseia em ser atlético”, afirma David Raichlen, antropólogo biológico da Universidade do Arizona. Talvez a capacidade cerebral tenha emergido para melhorar a busca por alimentos, ele sugere. Quando os animais procuram comida, o aumento de fatores de crescimento no cérebro leva ao desenvolvimento de neurônios e sinapses, o que ajuda a lembrar o caminho para voltar à fonte de comida mais tarde.
 
Raichlen lembra que os seres humanos têm resistência atlética muito superior à dos outros primatas. Em outras palavras, ninguém jamais veria um macaco correndo uma maratona. À medida que se adaptaram a corridas de longa distância em busca de alimentos, nossos ancestrais teriam vivenciado uma injeção constante dos fatores de crescimento, o que fez os neurônios e sinapses se desenvolverem. É possível que o resultado tenha sido uma explosão na inteligência, defende Raichlen. Ou seja, que parte da razão para a inteligência dos seres humanos esteja no nosso esforço físico.
Independentemente do papel dos exercícios na evolução, suas consequências para o cérebro já começam a ser levadas em consideração. O Departamento de Saúde dos EUA está encorajando as escolas a oferecerem mais aulas de educação física e o Instituto de Medicina do país recomenda que os alunos das séries iniciais façam 30 minutos de exercício por dia e os mais velhos 45 minutos. “Precisamos que as crianças se mexam todos os dias. Além de fazer sentido para a saúde, também aumenta suas notas nas provas”, diz Ratey.
 
O mesmo princípio se aplica à população mais velha. Exercitar-se é uma alternativa aos jogos de inteligência. Kramer diz que ainda não há evidências suficientes que comprovem o benefício de jogos como palavras cruzadas, já que as melhorias conquistadas não parecem afetar o cotidiano. Por outro lado, os novos programas de exercício, conduzidos durante seis meses ou um ano, tendem a acelerar a velocidade de processamento cerebral e melhorar a atenção e a memória em diversas atividades. Combinar as duas abordagens pode ser a opção ideal.

 (Foto: Renato Faccini)


 (Foto: Renato Faccini)


revistagalileu

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Movimentar o corpo é importante para evitar dores ao longo da vida



O Bem Estar do dia 21 deste mês explicou os benefícios de dançar frevo.

Programa falou também sobre dor nas costas, erros de postura e gota.

Com o passar dos anos, as pessoas vão ficando mais velhas e costumam reclamar cada vez mais de dores no corpo. Segundo a reumatologista Evelin Goldenberg, isso acontece porque há um desgaste natural das articulações e cartilagens, que favorecem as dores. Se o corpo fica parado, o risco desses problemas ao longo da vida é muito maior e, por isso, a dica é sempre se movimentar o máximo possível e fazer atividade física, como alertou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar.
 
Uma das maneiras de fazer isso é a dança – para comemorar seu terceiro aniversário, o Bem Estar convidou bailarinos e músicos para mostrarem como se dança o frevo. Passos com saltos ou agachados são alguns dos principais da dança, que movimenta bastante o corpo. No entanto, no início, é fundamental tomar cuidado para não prejudicar a coluna.

Problemas na coluna, inclusive, costumam ficar muito mais visíveis no verão já que as pessoas usam roupas mais leves e mostram mais o corpo.
A repórter Natália Ariede levou o ortopedista e cirurgião da coluna Rafael Pratali à praia, para avaliar as costas dos banhistas e verificar se há sinais de problemas, como a escoliose, por exemplo.

A escoliose é uma alteração no alinhamento da coluna, que sofre uma rotação e fica similar à letra "S", deixando ainda um dos ombros mais baixo do que o outro. Além da aparência, esse problema, que é mais comum em mulheres e adolescentes, pode também provocar dores musculares.
O diagnóstico é feito através de uma radiografia que mede o ângulo que a coluna faz - se tiver menos de 20 graus, é só acompanhar a evolução para ver se não piora; se tiver entre 20 e 40 graus, é preciso usar um colete para ajustar a coluna; se tiver mais de 40 graus, o médico pode indicar até mesmo a cirurgia.
 
No entanto, o médico alerta que a grande maioria dos casos é considerada escoliose de baixo grau e apenas hábitos saudáveis, como esporte, caminhada e fisioterapia, já ajudam a corrigir e a tratar.
Estima-se que 80% das pessoas terá dor nas costas em algum momento da vida e, em alguns casos, a culpada é a escoliose - no entanto, a maioria dos casos não causa dor ou incômodo.
A pediatra Ana Escobar explica que a dor nas costas é um sintoma de uma série de doenças, desde problemas na coluna, como hérnia de disco, ou em outras partes no corpo, como pedra nos rins, disfunção na ATM ou até endometriose. Por isso, é sempre importante investigar.
 
 
Gota

 A gota ocorre quando o corpo não consegue eliminar o ácido úrico produzido em excesso, ou quando fabrica muito mais do que deveria. Esse ácido, então, acumula-se nas articulações (punhos, cotovelos, tornozelos, joelhos e pés), cristaliza-se e causa uma inflamação.
Pacientes com gota, portanto, devem evitar alguns alimentos, especialmente aqueles que têm alto teor de purina, uma das substâncias responsáveis por criar o ácido úrico. Peixes e frutos do mar, como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, são alguns deles.
 
De acordo com a reumatologista Evelin Goldenberg, esses alimentos não são bons para quem tem problemas nas articulações justamente porque têm purina, a proteína que pode agravar as dores. Isso acontece porque a purina, ao ser ingerida, é processada no fígado, transformando-se em ácido úrico. Esse ácido úrico, em excesso, pode se acumular nas articulações e formar cristais, causadores da inflamação e da dor.
 
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O que acontece com o seu corpo depois de apenas uma sessão de exercícios

Os benefícios do exercício (Foto: Reprodução)


Não importa se você resolveu voltar a jogar bola, se começou a correr no parque, a nadar na piscina comunitária ou se fez jus àquela matrícula na academia e finalmente foi até ela: se você começou a fazer exercícios físicos, grandes são as chances que você demore um pouco até ver os resultados práticos da sua grande decisão. Seja definição muscular, perda de peso ou até mesmo bem-estar (aquela sensação boa que dá depois do exercício e que, eu juro, é real), essas coisas não vêm de um dia pro outro e é preciso ter disciplina e constância na prática de exercício pra ver as consequências.
 
 
Isso não significa, contudo, que seu corpo não esteja se beneficiando muito rápido da atividade física. Você pode não ver, mas depois de meia hora de exercício físico seu organismo já começa a mudar pra melhor - e essas mudanças, claro, se acumulam se você mantiver a atividade física na sua rotina.
 
Veja o que acontece dentro do seu corpo depois de apenas uma sessão de exercícios:
 
Fazer exercícios é eficaz pra combater o stress por dois motivos: primeiro, porque o stress é o seu corpo se preparando para o combate - correr ou lutar - e o exercício físico acaba dando vazão a esse impulso. Em segundo lugar, as endorfinas produzidas pelo corpo também são eficazes combatendo o stress. E tudo isso já tem efeito desde a primeira vez que você se exercita.
 
Seu DNA, como você já sabe a essa altura, foi herdado do código genético dos seus pais. Nesse aspecto, ele não muda. Mas o exercício físico é capaz de ativar genes adormecidos - por exemplo, genes ligados às instruções de como o corpo deve desenvolver músculos, de acordo com um estudo recente, que descobriu que apenas alguns minutos de exercício já são suficientes pra desencadear o processo. Exercitar-se, portanto, diminui o peso que a sua carga genética pode ter na manutenção da sua saúde.
 
Fazer exercício faz o corpo produzir endorfinas, substancias químicas que melhoram a memória, o bom humor, a disposição física e mental, o sistema imunológico, a concentração e tem efeito anti envelhecimento, entre outras coisas. É por causa delas que, depois de algumas semanas mantendo a rotina de academia intacta, você vai sentir falta: seu corpo vai pedir, mais uma vez, o bem-estar provocado pela substância química no cérebro. É quase como uma droga.
 
O intenso fluxo de sangue que invade seu cérebro quando você faz exercícios físicos é uma espécie de turbo para as células cerebrais. Trabalhando em alta atividade, elas garantem alta clareza mental e foco durante e logo depois a atividade física - e isso vale pra poucos minutos de exercício, já que esse estudo mostrou que bastam 10 minutos de atividade física pra você ter benefícios nesse sentido.
 
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A visão em boa forma

Editora Globo

Nem todos os problemas de visão são originados da miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Alguns dos desequilíbrios podem ser causados por danos nas funções neurológicas ligadas à visão. Quem teve um acidente vascular cerebral, tem hipertensão, diabetes ou sofreu um trauma no crânio pode desenvolver, por exemplo, estrabismo — a dificuldade em manter os olhos paralelos.

Para isso serve o ortoptista. Uma vez identificado o problema pelo oftalmologista, é esse o profissional que entra em ação. Seu objetivo é usar estímulos físicos e mentais para que os olhos voltem a funcionar. Não é exagero dizer que ele é uma espécie de “personal trainer” dos olhos.

Formada pela única faculdade que tem o curso de ortóptica (Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação, no Rio), Sandra explica: “Os olhos querem trabalhar em sincronia. Mas, às vezes, por fatores externos, são impedidos. Quando a gente coloca um tampão para resolver o problema, tampa a visão do olho bom e, rapidamente, o ruim começa a voltar a trabalhar sozinho”.

Temido pelas crianças, o tampão consegue resolver a maioria dos problemas ortópticos delas. Em adultos, que têm o corpo totalmente desenvolvido, a preferência é pelos exercícios. Eles funcionam como uma terapia gradativa, treinando ao mesmo tempo as partes muscular e neurológica da visão. Existem inúmeros tipos e variações. Em um deles, um software é utilizado para colocar os olhos do paciente de novo “em forma”. A pessoa usa uma espécie de óculos 3D, que neutraliza as cores vistas pelo olho “bom” e passa a forçar o ruim a trabalhar.

O tempo de tratamento também varia. Há casos de crianças que precisam de cinco anos de tratamento e outros em que 10 seções de 40 minutos são o suficiente.
 
EQUIPAMENTOS - São usados diversos instrumentos para tratar os pacientes, como o sinoptóforo (foto), que projeta duas imagens parecidas nos olhos do paciente. Para realinhar a visão, usa-se o queiroscópio, que treina apena um dos olhos de cada vez. Prismas e softwares também auxiliam no treinamento.
 
NOME: Sandra Aparecida S. Rodrigues
IDADE: 49 anos
TEMPO DE PROFISSÃO: 28 anos
FORMAÇÃO: Ortóptica
O QUE FAZ: Ajuda a corrigir desequilíbrios da visão, como o estrabismo, usando exercícios para os olhos
 
 
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Saiba como aliviar as dores na coluna durante a gravidez

Saiba como aliviar as dores na coluna durante a gravidez Simona Balint/Stock.xchng

A dor nas costas é uma queixa muito comum entre as grávidas. Mais de dois terços das gestantes sentirão dor lombar e pélvica, geralmente no segundo e no terceiro trimestres da gestação. As informações são de um estudo publicado no Current Reviews in Musculoskeletal Medicine.
 
Segundo o estudo Pregnancy-related low back pain, a maioria das mulheres considera a lombalgia como um "inevitável desconforto normal" durante a gravidez. Apenas 50% das gestantes que sofrem com dores nas costas procuram o aconselhamento de um profissional de saúde.
 
Há muitas pesquisas sobre os fatores de risco para o aparecimento de dor lombar durante a gestação. O histórico de trauma pélvico, lombalgia crônica e dor lombar na gravidez anterior são os riscos mais comuns e aceitos entre os especialistas. O número de gestações anteriores também parece aumentar o risco. Não é possível, no entanto, prever quem vai sofrer de lombalgia durante a gravidez. Lombalgia durante a menstruação é um fator de risco adicional para dor nas costas na gestação.
 
— As queixas sobre dores na coluna durante a gravidez são justificadas pelo peso extra que a gestante carrega. Algumas chegam a engordar até 20 quilos por gestação, quando o recomendável é algo em torno de 9 a 12 quilos. Isso muda a forma como a mulher se levanta e caminha, exercendo uma forte pressão sobre sua coluna, que adicionada às alterações hormonais que fazem as articulações pélvicas ficarem vacilantes, resulta em dor nas costas — explica o neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Coluna Cezar Augusto Oliveira.
 
As pílulas anticoncepcionais e o intervalo de tempo desde a última gravidez não são considerados como fatores de risco. A associação entre a idade da mulher ou entre a alta carga de trabalho e dor lombar durante a gravidez também continua não esclarecida.
 
Para a maioria das mulheres, a dor nas costas desaparece após o parto, geralmente dentro de seis meses. Mas a gestante não precisa esperar até lá para obter algum alívio. Exercícios, acupuntura e outros medicamentos podem amenizar as dores. E se a mulher ainda está pensando em engravidar, pode tomar medidas para tentar evitar a dor.
 
— As mulheres grávidas devem ser informadas sobre a importância de manter uma postura adequada ao fazer as atividades diárias, de modo que sua coluna não fique sobrecarregada ou desalinhada. É também muito importante ensinar às grávidas a levantar pesos sem forçar as costas, um hábito muito útil que precisa ser observado durante toda a gestação. As mulheres devem ser aconselhadas a usar cadeiras colchões e camas adequados. Elas também precisam aprender técnicas para entrar e sair da cama, de modo que o corpo mantenha-se em uma posição adequada e a coluna não sofra", orienta o médico.
 
 
Como a gravidez impacta a coluna
 
Diversos fatores fazem da gravidez um motivo para o aparecimento de dores nas costas. Além do aumento de peso, as alterações hormonais também podem contribuir para a dor nas costas. Na preparação para o parto, um hormônio chamado relaxina, produzido pelo corpo lúteo e pela placenta, produz um amolecimento das articulações pélvicas e das suas cápsulas articulares, o que dá a flexibilidade necessária para o parto, pois provoca o remodelamento do tecido conjuntivo, o que diminui a união dos ossos da pelve e alarga o canal de passagem do feto. O hormônio tem ação importante no útero, por distendê-lo à medida que o bebê cresce.
 
— Normalmente, as articulações pélvicas ajudam a sustentar a coluna vertebral. Quando ocorre esse relaxamento, durante a gravidez, pode ocorrer também dor e inflamação e não apenas na pelve, mas também em toda a parte inferior das costas — explica o médico.
Outro possível "culpado" é o útero em expansão. À medida que o útero cresce, ele pressiona determinados vasos sanguíneos, especialmente quando a mulher está deitada à noite. Esta pressão reduz o fluxo de sangue rico em oxigênio para a pélvis e para parte inferior da coluna, causando dor.
 
 
Maneiras de aliviar a dor
 
Independentemente do que está causando a dor na coluna da gestante, existem medidas que podem ser adotadas para obter alívio.
— Vários estudos mostram que os melhores resultados vêm de exercícios que fortalecem o abdômen e a parte inferior das costas, da hidroginástica, da acupuntura e do uso de almofadas de apoio, durante a noite. É muito importante destacar que a gestante precisa avisar o médico que a acompanha se a dor nas costas persistir. Dor nas costas que não vai embora pode ser um sinal de trabalho de parto prematuro, uma infecção ou de outros problemas sérios — alerta Oliveira.


Veja algumas dicas para aliviar a dor na coluna das grávidas:

— O uso de um banquinho ou de um suporte para as costas ao sentar evita a fadiga muscular. Usar uma cadeira que suporte a coluna e/ou tentar colocar um pequeno travesseiro atrás da parte inferior das costas para apoio extra ajuda a aliviar a dor
— A mulher grávida deve aprender a ficar de pé, andar ou curvar o corpo sem causar estresse extra sobre a coluna ou fadiga muscular
— As mulheres também devem ser incentivadas a evitar andar prolongadamente ou ficar em pé por muito tempo
— A massagem e a acupuntura podem ser úteis. Alguns estudos defendem que a acupuntura pode ser um bom complemento
— Aulas de hidroginástica aliviam a pressão sobre a coluna. É importante também incluir atividades físicas suaves como caminhar e nadar na rotina diária da gestante
— A massagem nas costas também é um recurso que pode ajudar a aliviar a dor nas costas durante a gravidez
— Dormir de lado, mantendo um ou ambos os joelhos dobrados também ajuda. O uso de um travesseiro para apoiar o abdômen, especialmente durante o último trimestre, pode fazer uma diferença real. Um travesseiro em forma de cunha parece funcionar melhor. Além disso, é recomendado colocar outro travesseiro entre os joelhos durante a noite
— Usar sapatos com saltos baixos e bom suporte também ajudam. Cintos de apoio à maternidade podem aliviar a dor, tornando as articulações pélvicas mais estáveis
— Uma almofada de aquecimento para aplicar calor na área dolorida também pode ser indicada
 
 
 
 
Fisioterapia com Você: Exercícios durante a gestação são bem-vindos, desde que orientado por um profissional qualificado e com supervisão médica. Quem praticava exercícios antes da gravidez, em geral, pode continuar com os exercícios se não houver nenhuma contraindicação. Os exercícios preventivos ajudam a evitar dores indesejadas. Pilates e R.P.G. são métodos utilizados pela Fisioterapia e são  bem indicados durante a gravidez.
 
 
Veja também:
Fisioterapia com Você: Pilates na Gestação
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pilates faz Crescer?

pilates-faz-crescer-2-revista-pilates


Essa é uma das perguntas mais populares entre os nossos leitores. A instrutora Fernanda Santos Plata, da Pilates Studiofit, explicou pra gente o que acontece de verdade. É que o Pilates é uma atividade diretamente ligada à postura e trabalha o corpo de forma global, fortalecendo todos os músculos responsáveis pela sustentação da coluna, o chamado “core”. Isso equilibra e alonga a postura, por isso quem pratica tem a sensação de que cresceu alguns centímetros.
Com o tempo e a ação da gravidade, além de alguns maus hábitos que levamos no dia a dia, sofremos o enfraquecimento dessa musculatura de sustentação, o que pode levar a uma postura incorreta e curvada. Outros fatores genéticos também podem influenciar na “perda” de estatura, segundo Fernanda. São eles: má formação, fatores neuromusculares (paralisia), inflamações, traumas por fratura ou osteoporose, além de desequilíbrios musculares pela má postura.
A instrutora diz que existem vários meios de promover o realinhamento da postura, dependendo da origem da deformidade. “Isso pode ser feito com exercícios de fisioterapia, Reeducação Postural Global (RPG) e Pilates, claro. Em alguns casos, o uso de palmilhas posturais, coletes ortopédicos e até um colchão mais firme pode ajudar”, afirma.
No caso do Pilates, o realinhamento postural acontece através do fortalecimento dos músculos abdominais profundos, dos eretores da coluna e do assoalho pélvico, que promove a estabilidade e mobilidade do tronco. “A consciência corporal e o reequilíbrio muscular que o Pilates proporciona são fundamentais. Além disso, o trabalho de respiração melhora a oxigenação dos órgãos, isso alivia as tensões musculares”, completa Fernanda.
 
Quer saber quais exercícios podem te ajudar? Olha só:
 
• Cisne (Cadillac) – trabalha concentricamente os eretores da coluna;
• Alongamento Longo (Reformer) – trabalha os músculos do tronco isometricamente;
• Sereia Ajoelhada (Chair) – excelente exercício para desafiar o posicionamento neutro da coluna. Também trabalha isometricamente a musculatura do tronco.

Claro que existem muitos outros, mas é o seu instrutor que vai encontrar os que mais se encaixam com a sua necessidade. E lembre-se de tentar manter uma boa postura no dia a dia. A instrutora Fernanda dá a dica: “Pratique atividades que visem ao equilíbrio entre o fortalecimento e o alongamento dos músculos”. O Pilates pode ser um dos melhores métodos com esse objetivo. Vamos tentar?
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Equilíbrio radical com o Spin

Imagem 3D meramente ilustrativa

Quem pega onda ou pratica algum esporte com prancha vai gostar da novidade. A nova linha Fitness da Mormaii tem um equipamento exclusivo que ajuda a desenvolver técnicas específicas para esportes como surf, stand-up, kitesurf, windsurf, snowboard, wakeboard e skate: o Spin.
Esse aparelho faz parte do novo método de treinamento da marca, que integra Pilates, treinamento funcional e elementos do five® konzept. Ele parece uma prancha mesmo, mas a base fica instável, apoiada em uma bola. Dá até pra simular a descida do skate na rampa. Legal, né?
 
O Spin trabalha todo o corpo, tem várias possibilidades de exercícios e é ideal para qualquer pessoa, não é preciso ser um esportista. Independente do preparo físico ou da experiência com o esporte ele ajuda na estabilidade e no equilíbrio do corpo, simulando exercícios em pé, sentado, deitado sobre ele e com apoio de braços e mãos – exatamente como funcionam os esportes com prancha.
A adrenalina aumenta com os exercícios de salto e giro que o Spin pode fazer. “O diferencial do equipamento é o quanto ele pode ser fácil e desafiador ao mesmo tempo. Alguns exercícios são fáceis e com muita estabilidade, mas dependendo da forma que for utilizado, com o auxílio de elásticos, por exemplo, eles se tornam extremamente avançados”. Palavras da instrutora de Pilates e uma das treinadoras oficiais do método, Renata Gailey.
Nos exercícios em pé, o Spin trabalha bastante a estabilidade dos tornozelos, joelhos e quadris e toda a musculatura inferior do corpo. Permite trabalhar braços e oblíquos e fortalece o “core”, que é o centro do corpo. Quer mais? Também pode ser usado para reabilitação. Ele faz movimentos bem parecidos com os acessórios de Pilates, treinamento funcional e fisioterapia.
Se segura que o Spin vai ser lançado nesta quinta-feira, dia 5, na 14ª IHRSA – São Paulo. Depois disso vai estar disponível junto com a formação no método integrado Mormaii.


revistapilates

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dicas Posturais

Para manter a sua coluna sempre de bem com você, aqui vai algumas sugestões de exercícios e cuidados que devem ser feitos diariamente. Lembre-se, a Prevenção ainda é o melhor remédio!
 



Deitado de barriga para cima, alongue a coluna lombar puxando uma perna contra o peito. Segure por uns 10 segundos. Faça do outro lado. Repita umas cinco vezes com cada perna.



Agora segure as duas pernas contra o peito por uns 20 segundos. Baixe uma perna de cada vez. Repita umas três vezes.




Este exercício se chama Ponte. Eleve o quadril, retirando cada vertebra do chão, uma por uma, até chegar nas escápulas. Desça devagar colocando vertebra por vertebra no chão, por ultimo o quadril. Não segure a respiração, respire normalmente. Repita umas dez vezes.
 
 
 

Durma de lado, com um travesseiro entre os joelhos, para que o quadril fique alinhado com a coluna. O travesseiro da cabeça deve ter a mesma altura entre o ombro e a orelha., não deve ser muito macio, de preferência use os de látex que não deformam.





Quem trabalha sentado deve atentar para esta dica. A coluna deve estar bem apoiada no encosto da cadeira, usar um rolinho ou almofada entre o vão que fica na coluna lombar, os pés devem ficar apoiados no chão com o quadril num ângulo de 90°.




Não ler deitado ou de qualquer jeito no sofá ou na cama. Observe a posição de torção que se encontra a coluna.




Manter os objetos na altura dos olhos diminui as torções lombares evitando assim aquele "mau jeito" na coluna.



Não flexionar o tronco para frente com os joelhos esticados. Se for pegar algo do chão, flexione os joelhos e traga o objeto junto ao corpo.
 
 


Distribua o peso das compras e malas entre os dois lados. Isso facilitará o transporte e evitará que a sua coluna incline para um dos lados, causando problemas até no ombro.



A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EXERCÍCIOS SUPERAM MEDICAMENTOS NA PREVENÇÃO DO ALZHEIMER











Exercícios físicos adequados para a terceira idade melhoram a função cognitiva em pessoas em risco da doença de Alzheimer.

Os exercícios resultam em um aumento da eficiência da atividade cerebral associada com a memória.


Transtorno Cognitivo Leve

Embora alguma perda de memória seja normal e esperada à medida que envelhecemos, um diagnóstico do chamado Transtorno Cognitivo Leve, ou TCL, sinaliza uma perda de memória mais substancial e um maior risco de Alzheimer, uma doença para a qual não há atualmente nenhuma cura.

A esperança para lidar preventivamente com a questão veio através de um estudo liderado pelo Dr. Carson Smith, professor da Universidade de Maryland (EUA).

Ele e sua equipe demonstraram que uma intervenção baseada unicamente em exercícios, envolvendo idosos com comprometimento cognitivo leve e idade média de 78 anos, melhorou não só a recordação da memória, mas também o funcionamento do circuito cerebral associado com a memória, conforme medições feitas por neuroimagem funcional (FMRI).

"Nós descobrimos que, após 12 semanas de um programa de exercício moderado, os participantes do estudo melhoraram sua eficiência neural - basicamente eles estavam usando menos recursos neurais para realizar a mesma tarefa de memória," diz o Dr. Smith.

"Nenhum estudo mostrou que algum medicamento seja capaz de fazer o que mostramos ser possível com os exercícios," complementa ele.


 Exercícios para terceira idade

 A boa notícia é que os resultados foram obtidos com uma dose de exercício consistente com as recomendações de atividade física para a terceira idade.

Isto envolve exercícios de intensidade moderada, uma atividade que aumenta a frequência cardíaca e faz suar, mas não tão intensa a ponto de atrapalhar que a pessoa mantenha uma conversa com alguém ao lado enquanto se exercita.

Os benefícios foram verificados com um total semanal de 150 minutos de exercícios - cerca de 20 minutos por dia.

"Pessoas com Transtorno Cognitivo Leve apresentam um declínio muito acentuado em sua função de memória, de modo que ser capaz de melhorar suas lembranças é um grande passo na direção certa," conclui o Dr. Smith.

Fonte: Diário da Saúde / Fisioterapia.com



Veja também:
Fisioterapia com Você: ALZHEIMER E PARKINSON PARAM DE PROGREDIR COM A FISIOTERAPIA
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Hidroterapia

 
 
A hidroterapia é o tratamento pela água sob suas diversas formas e a temperaturas variáveis e tem como objetivo tratar e reabilitar pacientes reumatológicos, ortopédicos, neurológicos, pneumopatas e com doenças neuromusculares. Há poucas contraindicações para sua aplicação, entre elas, infecções de pele, infecções em geral, tímpano perfurado, incontinência fecal e urinária e pacientes com traumas em relação à água. Na entrevista abaixo, a fisioterapeuta da Unidade Vila Mariana do Einstein, Melina Vasconcelos Grossi Venditti, explica todos os benefícios e particularidades dessa técnica.

 

1- O que é Hidroterapia?

A Hidroterapia ou Piscina Terapêutica é um recurso fisioterapêutico realizado exclusivamente pelo profissional desta área, de forma individual ou em grupo, em piscina coberta e aquecida com temperatura entre 32.5 a 34°C.

 

 

2- Quais as indicações para realizar Hidroterapia?

  • Doenças reumáticas (fibromialgia, artrites, artroses, osteoporoses)
  • Doenças neurológicas (Acidente Vascular Encefálico, paralisia cerebral, traumatismo cranioencefálico, sequelas de meningite, poliomielite, atraso de desenvolvimento motor, hemiplegia, diplegia, paraplegia, ataxia, esclerose múltipla, Mal de Parkinson)
  • Reabilitação de fraturas, próteses e artroplastias
  • Lesões articulares
  • Treino de marcha, equilíbrio e coordenação
  • Hérnia discal, espondilolistese, compressões ciáticas, escoliose
  • Reabilitação cardíaca
  • Limitações de ADM (amplitude de movimento)
  • Disfunções respiratórias
  • Dores, espasmo muscular e edema

3- Quais as contraindicações?

  • Pacientes com cateteres e sondas
  • Doenças infecciosas
  • Insuficiência cardíaca
  • Hidrofobia mórbida
  • Hipertensão arterial não controlada
  • Feridas abertas ou não cicatrizadas
  • Disfunções urinárias e intestinais
  • Febre alta (a partir 38ºC)

CUIDADOS

  • Distúrbios de labirinto
  • Pacientes convulsivos
  • Pacientes cegos e surdos

4- Qual a diferença entre hidroterapia e hidroginástica?

Podemos dizer que a hidroginástica é um trabalho que objetiva a prevenção e a melhora da qualidade de vida por meio dos recursos de movimentos realizados em uma piscina com temperatura mais baixa (30ºC), muito utilizada para redução de peso, condicionamento do sistema cardiovascular, fortalecimento de músculos dinâmicos e estáticos por meio da repetição de movimentos em uma determina série. O profissional habilitado a ministrar esta atividade é o educador físico, de preferência com cursos de especialização.
A hidroterapia, por sua vez, é um recurso que pode ser utilizado somente pelo fisioterapeuta, de preferência também especializado, para atender um determinado grupo que tenha objetivos terapêuticos semelhantes com o intuito de reabilitar e ou prevenir distúrbios e doenças específicas.

 

5- Quais tipos de exercícios são realizados na água?

Na hidroterapia, o terapeuta utiliza técnicas com exercícios específicos, como atividades isométricas e isotônicas, alongamentos e relaxamentos. Os métodos mais conhecidos são: Conceito Halliwick, Bad Ragaz e Watsu.
 

6- Quais podem ser os benefícios que a hidroterapia proporciona ao paciente?

Alívio da dor, redução de edema, fortalecimento muscular, normalização do tônus muscular, relaxamento e alívio do stress, melhora da amplitude de movimento (ADM), diminuição do peso corporal quando imerso (devido ao empuxo que facilita manuseios, transferências e a marcha na água), melhora do equilíbrio (estático e dinâmico), estimulação sensorial, tátil e proprioceptiva, condicionamento cardiorrespiratório, melhora da autoestima e melhora da independência funcional do paciente.

 

7- Quais os efeitos fisiológicos causados pela imersão?

Aumento da frequência respiratória e cardíaca, aumento do suprimento sanguíneo para os músculos, aceleração do metabolismo muscular, aumento da circulação periférica, aumento do retorno venoso, exacerbação do relaxamento muscular e diminuição da pressão sanguínea e sensibilidade dos terminais nervosos.

 

8- Qual o tempo da sessão de hidroterapia?

Varia de 30 a 60 minutos, dependendo dos objetivos e condições clínicas do paciente.