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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Osteófitos ou 'bicos de papagaio"


Bico de Papagaio


O que são osteófitos?

Osteófitos conhecidos popularmente como bicos de papagaio, são formações ósseas em forma de gancho que se desenvolvem em torno dos discos da coluna vertebral nos seres humanos e animais em certos casos de afecções reumáticas, como a osteoartrose lombar e cervical.




A adoção de posturas erradas leva, ao longo do tempo, a lesões das articulações vertebrais. Os bicos-de-papagaio são decorrentes da protrusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral, dando origem à formação de formações óssea cujos efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, causando a aproximação das vértebras, comprimindo a raiz nervosa e causando dores e fenômenos reflexos.

Após uma lesão ou devido a um desgaste produzido pela idade, os nossos ossos e ligamentos podem se degenerar. Como mecanismo de defesa o nosso corpo cria osteófitos, nódulos redondos de osso extra que se criam em volta da lesão para tentar melhorar o dano causado. Esta ação do nosso corpo não cumpre o seu efeito e em algumas ocasiões gera mais problemas que soluções. 

 
O lugar onde normalmente se apresenta a osteofitose é na coluna vertebral, embora possamos encontrá-la noutros ossos e articulações. Está muito associada com a osteoartrite.
 
 
Possíveis causas do bico de papagaio
  • Espondilose (envelhecimento da coluna)
  • Artrose (desgaste da cartilagem)
  • Falta de cuidados com a postura
  • Fatores genéticos
  • Má postura
  • Sedentarismo
  • Sobrepeso ou sobrecarga articular
  • Esforços Repetitivos
  • Traumas

Os osteófitos por si só não geram nenhum tipo de dor, mas ao cresceram pode pressionar algum nervo o que pode causar desconfortos, dependendo do lugar onde estiverem localizados a dor pode ser maior ou menor. 

Se se encontram localizados próximos da zona cervical podem desencadear dores de cabeça, tonturas e fraqueza ao pressionarem os nervos. Ao longo da coluna vertebral podem fazer com que os nossos membros fiquem dormentes e em casos mais graves podem inclusivamente provocar paralisia.

Por outro lado existem pacientes com osteofitose que podem levar uma vida normal sem apresentarem nenhum sintoma.

O tratamento para esta osteofitose consiste basicamente em analgésicos para a dor, anti-inflamatórios, repouso e fisioterapia. Só em casos mais graves se recorre à cirurgia. Esta condição deve ser diagnosticada por um médico, que avaliará os sintomas, e segundo a idade, a atividade do paciente, um estudo dos raios x, ressonância magnética ou tomografias irá realizar o diagnóstico.


Prevenção:

  • Evite ficar muito acima do seu peso ideal
  • Exercite-se
  • Mantenha uma postura adequada

  • saude.umcomo.com.br



    A Prevenção é o melhor remédio!

     

    segunda-feira, 29 de setembro de 2014

    A saúde da coluna e o Pilates

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    Atualmente, cerca de 80% da população mundial tem ou terá problemas relacionados à coluna. A mídia nos mantém ligados em todas as formas de promoção geral da saúde e prevenção de doenças, como diabetes, hipertensão, DPOC e síndromes metabólicas.
    E a nossa coluna? Como cuidar e retardar o processo de envelhecimento? Hoje iniciamos uma série onde abordaremos dicas e exercícios direcionados para a saúde da coluna, juntamente da profissional Viviane Vales.
     
     
    Conheça a sua coluna
     
    A coluna é formada por 33 vértebras (ossos) que se movem entre si.  Quatro delas são vértebras que sustentam a nossa cabeça. Depois, temos 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares e 5 vértebras fundidas que formam o nosso sacro.
    Entre cada vértebra, temos discos intervertebrais, responsáveis por distribuir o peso por todas as vértebras da coluna e também permitir os movimentos. São formados por fibras, cartilagens e muita água, que trabalham como um sistema hidráulico, absorvendo choques.  Eles funcionam como esponjas molhadas: se comprimimos, diminuem de tamanho e perdem a água, se descomprimimos retornam ao tamanho natural.
    Os discos intervertebrais são extremamente importantes quando pensamos na saúde da coluna! Com os discos saudáveis, evitaremos que nervos vizinhos sejam comprimidos, gerando dores irradiadas, por exemplo.
     
     
    Como manter a coluna hidratada e saudável
     
    A ingestão de líquidos é bastante importante para a hidratação do nosso corpo. Isso não seria diferente com o disco intervertebral, por isso beba bastante água!  Além disso, devemos movimentar a coluna de forma saudável, mantendo nossos ossos bem alinhados, movimentando-se com bastante harmonia.
     
    Confira algumas sugestões de exercícios de Pilates que promovem a saúde da coluna:


    Gato Ajoelhado
     
    montagem-1
     
    Em posição quadrúpede, alinhe seus braços embaixo da linha dos ombros e joelhos, embaixo da largura do quadril. Tente preservar as curvas naturais da sua coluna.
    Inspire e estenda levemente a coluna, pensando em “afastar” a cabeça dos glúteos. Expire e flexione a coluna, arredondando-a para cima, aproximando a cabeça dos glúteos.


    Rotação de coluna com bastão
    montagem-2
     
    Sentado sobre uma cadeira, com os pés apoiados no chão e os ísquios (ossos do glúteo) apoiados na cadeira, segure um bastão atrás das costas, sentindo que a cabeça, a coluna torácica (meio das costas) e o sacro (último osso da coluna) se apoiam no bastão. Garanta que a coluna lombar não se apoie.
    Inspire e realize uma rotação da coluna, sem perder as áreas de contato com o bastão. Expire e volte para o centro. Repita para o outro lado.

    Dica: Imagine sua coluna cheia de ar e não permita que ela perca espaços!


    Viviane Vales
    Educadora física, especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde, instrutora de Pilates PMA- CPT, treinadora Tc Pilates.
     
     

    sexta-feira, 7 de março de 2014

    Uma história de superação com Pilates


    RevistaPilates_Uma história de superação.png


    Em homenagem ao Dia das Mulheres, que é comemorado amanhã, 8 de março, a Revista traz uma incrível história de superação de uma mulher forte e determinada, exemplo para muita gente.
    Ela é catarinense, tem 46 anos e foi no Pilates que encontrou a ajuda que precisava para dar a volta por cima. Ela é Rosane Loss e, em quatro meses, passou de uma pessoa com problemas de hérnia de disco e nervo ciático, que mal conseguia andar, se abaixar ou cruzar as pernas a alguém disposta e feliz.
    Quatro meses depois de iniciar o tratamento com Pilates no Live Fit Pilates, de Biguaçu – SC, a empresária, mãe de dois filhos, diz ter tido a sua vida de volta. “Fui melhorando aos poucos e retomando as minhas atividades diárias. Depois de seis meses, também comecei a perceber que meu corpo estava ficando mais definido e tonificado. Foi aí que me apaixonei por Pilates”, diz.
    Como Rosane estava totalmente restabelecida, Diego Artur, o instrutor, decidiu acrescentar exercícios de treinamento funcional. Rosane adorou.
    Hoje, ela tem uma coluna forte e saudável e um corpo de causar inveja em muita menininha por aí. Diego brinca que o abdome já está até ficando trincado. O segredo? Dedicação e persistência.
    Frequentadora assídua do estúdio, Rosane faz aulas três vezes por semana e dificilmente falta. Quando falta sempre repõe. “Sinto prazer em fazer os exercícios, além de mais disposição e energia. Fico renovada após uma aula”, relata.
    Para Cristiane Andrade, massoterapeuta e proprietária do Live Fit Pilates, a principal vantagem de se mesclar Pilates e Funcional é que as pessoas ficam mais motivadas, concentradas e com a auto-estima mais elevada. “Os resultados são excelentes e podem ser sentidos em todas as atividades do dia a dia”, diz.
     
    Fonte: Revista Pilates

    sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

    Movimentar o corpo é importante para evitar dores ao longo da vida



    O Bem Estar do dia 21 deste mês explicou os benefícios de dançar frevo.

    Programa falou também sobre dor nas costas, erros de postura e gota.

    Com o passar dos anos, as pessoas vão ficando mais velhas e costumam reclamar cada vez mais de dores no corpo. Segundo a reumatologista Evelin Goldenberg, isso acontece porque há um desgaste natural das articulações e cartilagens, que favorecem as dores. Se o corpo fica parado, o risco desses problemas ao longo da vida é muito maior e, por isso, a dica é sempre se movimentar o máximo possível e fazer atividade física, como alertou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar.
     
    Uma das maneiras de fazer isso é a dança – para comemorar seu terceiro aniversário, o Bem Estar convidou bailarinos e músicos para mostrarem como se dança o frevo. Passos com saltos ou agachados são alguns dos principais da dança, que movimenta bastante o corpo. No entanto, no início, é fundamental tomar cuidado para não prejudicar a coluna.

    Problemas na coluna, inclusive, costumam ficar muito mais visíveis no verão já que as pessoas usam roupas mais leves e mostram mais o corpo.
    A repórter Natália Ariede levou o ortopedista e cirurgião da coluna Rafael Pratali à praia, para avaliar as costas dos banhistas e verificar se há sinais de problemas, como a escoliose, por exemplo.

    A escoliose é uma alteração no alinhamento da coluna, que sofre uma rotação e fica similar à letra "S", deixando ainda um dos ombros mais baixo do que o outro. Além da aparência, esse problema, que é mais comum em mulheres e adolescentes, pode também provocar dores musculares.
    O diagnóstico é feito através de uma radiografia que mede o ângulo que a coluna faz - se tiver menos de 20 graus, é só acompanhar a evolução para ver se não piora; se tiver entre 20 e 40 graus, é preciso usar um colete para ajustar a coluna; se tiver mais de 40 graus, o médico pode indicar até mesmo a cirurgia.
     
    No entanto, o médico alerta que a grande maioria dos casos é considerada escoliose de baixo grau e apenas hábitos saudáveis, como esporte, caminhada e fisioterapia, já ajudam a corrigir e a tratar.
    Estima-se que 80% das pessoas terá dor nas costas em algum momento da vida e, em alguns casos, a culpada é a escoliose - no entanto, a maioria dos casos não causa dor ou incômodo.
    A pediatra Ana Escobar explica que a dor nas costas é um sintoma de uma série de doenças, desde problemas na coluna, como hérnia de disco, ou em outras partes no corpo, como pedra nos rins, disfunção na ATM ou até endometriose. Por isso, é sempre importante investigar.
     
     
    Gota

     A gota ocorre quando o corpo não consegue eliminar o ácido úrico produzido em excesso, ou quando fabrica muito mais do que deveria. Esse ácido, então, acumula-se nas articulações (punhos, cotovelos, tornozelos, joelhos e pés), cristaliza-se e causa uma inflamação.
    Pacientes com gota, portanto, devem evitar alguns alimentos, especialmente aqueles que têm alto teor de purina, uma das substâncias responsáveis por criar o ácido úrico. Peixes e frutos do mar, como sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe, camarão e caranguejo, por exemplo, são alguns deles.
     
    De acordo com a reumatologista Evelin Goldenberg, esses alimentos não são bons para quem tem problemas nas articulações justamente porque têm purina, a proteína que pode agravar as dores. Isso acontece porque a purina, ao ser ingerida, é processada no fígado, transformando-se em ácido úrico. Esse ácido úrico, em excesso, pode se acumular nas articulações e formar cristais, causadores da inflamação e da dor.
     
     

    quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

    ESTENOSE ESPINHAL















    A estenose espinhal é um estreitamento da coluna vertebral que causa uma pressão sobre a medula espinhal ou um estreitamento das aberturas (chamadas de forame neural) onde os nervos espinais deixam a coluna espinhal. Este estreitamento pode acontecer na coluna cervical (pescoço), na coluna lombar (lombalgia) e muito raramente na coluna torácica (região torácica).

    “A idade média de início dos sintomas da estenose degenerativa é de 60 anos. Os homens são atingidos duas vezes mais que as mulheres. A estenose primária ou congênita pode se apresentar até os 30 anos de idade. O risco dos sintomas aparecerem aumenta com a idade por causa da sobreposição de alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Indivíduos com osteoartrose, artrose, escoliose, nanismo, espondilolistese e doença de Paget apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de estenose espinhal”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira (CRM-SP 123.161), especialista em coluna.

    A seguir, o médico esclarece as principais dúvidas sobre a doença:

    01) Quais são as causas mais comuns para o aparecimento da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - A estenose espinhal geralmente ocorre em decorrência do envelhecimento, quando os discos ficam mais secos e começam a crescer demais. Ao mesmo tempo, os ossos e ligamentos da espinha engrossam ou ficam maiores devido à artrose ou a um outro inchaço/inflamação de longo tempo. Além da idade, a estenose espinhal também pode ser provocada por:

    Artrose da espinha, geralmente em idosos;

    Doenças nos ossos, como a Doença de Paget ou a acondroplasia (forma mais comum de nanismo rizomélico);

    Defeito ou crescimento na espinha que estava presente desde o nascimento (defeito congênito);

     Hérnia de disco, que muitas vezes aconteceu no passado;

     Lesão que provoca pressão sobre as raízes do nervo ou da medula espinhal;

    Tumores na espinha.

     02) Como a doença é diagnosticada?

    Dr. Cezar Oliveira - Durante o exame físico, o médico tenta encontrar o local da dor e descobrir como ela está afetando os movimentos do idoso. Para isso, ele vai pedir que o paciente:

     Sente, fique de pé e caminhe nas pontas dos pés e depois nos calcanhares;

     Se curve para frente, para trás e para o lado;

     Levante as pernas retas enquanto estiver deitado. Se a dor for pior quando o idoso fizer esse exercício, ele pode ter dor no nervo ciático, especialmente se sentir dormência ou formigamento em uma das pernas.

    Durante este exame, o médico também vai movimentar as pernas do idoso em posições diferentes, inclusive dobrando e esticando os joelhos. Ao mesmo tempo, irá verificar sua força e capacidade de se movimentar. Para testar a função nervosa, o médico usará um martelo de borracha para verificar os reflexos do idoso. Para testar a sensibilidade, tocará suas pernas em muitos lugares usando um alfinete, um cotonete ou uma pena. Um exame neurológico pode confirmar a fraqueza das pernas e a diminuição da sensibilidade dos membros. Neste sentido, alguns exames podem ser feitos, como uma ressonância magnética da espinha, uma tomografia computadorizada da espinha e/ou ainda um raio X da coluna.

     03) Quais são os principais sintomas da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - Os sintomas da doença pioram lentamente com o tempo. Mais frequentemente, os sintomas são de um lado do corpo ou do outro, mas podem envolver ambas as pernas. Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se dormência, cãibras, dor nas costas, nas nádegas, nas coxas ou panturrilhas, no pescoço, nos ombros ou braços, além de fraqueza em parte da perna ou do braço. A ocorrência dos sintomas e seu agravamento são mais prováveis de acontecer quando o idoso fica de pé ou anda. Muitas vezes, os sintomas diminuem ou desaparecem quando o paciente senta ou curva-se para frente. A maioria das pessoas com estenose espinhal não consegue andar por muito tempo. Sintomas mais sérios da doença podem incluir dificuldades ou falta de equilíbrio para andar e problemas para controlar a urina ou os movimentos intestinais.

     04) Como é feito o tratamento da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - O principal objetivo do tratamento da estenose espinhal é controlar a dor do idoso e mantê-lo ativo. Assim, de acordo com cada caso, é possível indicar fisioterapia, massagem, acupuntura, bolsas de gelo, terapia térmica, alguns medicamentos para dores crônicas e até mesmo terapia, que pode ser útil se a dor estiver causando sérios impactos na qualidade de vida do idoso. Se a dor não responder a esses tratamentos ou se o paciente apresentar perda de movimento ou de sensibilidade, uma cirurgia pode ser indicada. A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos nervos ou na medula espinal. O médico pode optar pela cirurgia quando os sintomas da estenose espinhal se agravam muito. Dentre as técnicas disponíveis destacam-se a foraminotomia, a laminectomia e a fusão espinhal.

     05) Qual o prognóstico da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - Muitas pessoas com estenose espinhal conseguem ser ativas por muitos anos, embora possam precisar fazer algumas alterações em suas atividades diárias ou de trabalho. A cirurgia de coluna muitas vezes alivia os sintomas parcialmente ou totalmente. Contudo, pacientes que já vinham sofrendo de dor na coluna há muito tempo, antes da cirurgia, ainda têm probabilidade de ter alguma dor depois do ato cirúrgico. A fusão espinhal nem sempre elimina toda a dor e os outros sintomas. Novos problemas de coluna são possíveis após a cirurgia. A área da coluna vertebral acima e abaixo da fusão espinhal tem maior probabilidade de ser forçada quando a espinha se movimenta. Se o paciente precisar de mais de um tipo de cirurgia na coluna (como laminectomia e fusão espinhal), ele terá mais probabilidades de apresentar problemas futuros.
     
     
    Fonte: terra

    terça-feira, 26 de novembro de 2013

    ESTENOSE ESPINHAL

















    A estenose espinhal é um estreitamento da coluna vertebral que causa uma pressão sobre a medula espinhal ou um estreitamento das aberturas (chamadas de forame neural) onde os nervos espinais deixam a coluna espinhal. Este estreitamento pode acontecer na coluna cervical (pescoço), na coluna lombar (lombalgia) e muito raramente na coluna torácica (região torácica).

    “A idade média de início dos sintomas da estenose degenerativa é de 60 anos. Os homens são atingidos duas vezes mais que as mulheres. A estenose primária ou congênita pode se apresentar até os 30 anos de idade. O risco dos sintomas aparecerem aumenta com a idade por causa da sobreposição de alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Indivíduos com osteoartrose, artrose, escoliose, nanismo, espondilolistese e doença de Paget apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de estenose espinhal”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira (CRM-SP 123.161), especialista em coluna.

    A seguir, o médico esclarece as principais dúvidas sobre a doença:

    01) Quais são as causas mais comuns para o aparecimento da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - A estenose espinhal geralmente ocorre em decorrência do envelhecimento, quando os discos ficam mais secos e começam a crescer demais. Ao mesmo tempo, os ossos e ligamentos da espinha engrossam ou ficam maiores devido à artrose ou a um outro inchaço/inflamação de longo tempo. Além da idade, a estenose espinhal também pode ser provocada por:


    - Artrose da espinha, geralmente em idosos;

    - Doenças nos ossos, como a Doença de Paget ou a acondroplasia (forma mais comum de nanismo rizomélico);

    - Defeito ou crescimento na espinha que estava presente desde o nascimento (defeito congênito);

     - Hérnia de disco, que muitas vezes aconteceu no passado;

     - Lesão que provoca pressão sobre as raízes do nervo ou da medula espinhal;

     - Tumores na espinha.


     02) Como a doença é diagnosticada?

    Dr. Cezar Oliveira - Durante o exame físico, o médico tenta encontrar o local da dor e descobrir como ela está afetando os movimentos do idoso. Para isso, ele vai pedir que o paciente:

     Sente, fique de pé e caminhe nas pontas dos pés e depois nos calcanhares;

     Se curve para frente, para trás e para o lado;

     Levante as pernas retas enquanto estiver deitado. Se a dor for pior quando o idoso fizer esse exercício, ele pode ter dor no nervo ciático, especialmente se sentir dormência ou formigamento em uma das pernas.

    Durante este exame, o médico também vai movimentar as pernas do idoso em posições diferentes, inclusive dobrando e esticando os joelhos. Ao mesmo tempo, irá verificar sua força e capacidade de se movimentar. Para testar a função nervosa, o médico usará um martelo de borracha para verificar os reflexos do idoso. Para testar a sensibilidade, tocará suas pernas em muitos lugares usando um alfinete, um cotonete ou uma pena. Um exame neurológico pode confirmar a fraqueza das pernas e a diminuição da sensibilidade dos membros. Neste sentido, alguns exames podem ser feitos, como uma ressonância magnética da espinha, uma tomografia computadorizada da espinha e/ou ainda um raio X da coluna.
     

     03) Quais são os principais sintomas da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - Os sintomas da doença pioram lentamente com o tempo. Mais frequentemente, os sintomas são de um lado do corpo ou do outro, mas podem envolver ambas as pernas. Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se dormência, cãibras, dor nas costas, nas nádegas, nas coxas ou panturrilhas, no pescoço, nos ombros ou braços, além de fraqueza em parte da perna ou do braço. A ocorrência dos sintomas e seu agravamento são mais prováveis de acontecer quando o idoso fica de pé ou anda. Muitas vezes, os sintomas diminuem ou desaparecem quando o paciente senta ou curva-se para frente. A maioria das pessoas com estenose espinhal não consegue andar por muito tempo. Sintomas mais sérios da doença podem incluir dificuldades ou falta de equilíbrio para andar e problemas para controlar a urina ou os movimentos intestinais.


     04) Como é feito o tratamento da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - O principal objetivo do tratamento da estenose espinhal é controlar a dor do idoso e mantê-lo ativo. Assim, de acordo com cada caso, é possível indicar fisioterapia, massagem, acupuntura, bolsas de gelo, terapia térmica, alguns medicamentos para dores crônicas e até mesmo terapia, que pode ser útil se a dor estiver causando sérios impactos na qualidade de vida do idoso. Se a dor não responder a esses tratamentos ou se o paciente apresentar perda de movimento ou de sensibilidade, uma cirurgia pode ser indicada. A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos nervos ou na medula espinal. O médico pode optar pela cirurgia quando os sintomas da estenose espinhal se agravam muito. Dentre as técnicas disponíveis destacam-se a foraminotomia, a laminectomia e a fusão espinhal.
     

     05) Qual o prognóstico da estenose espinhal?

    Dr. Cezar Oliveira - Muitas pessoas com estenose espinhal conseguem ser ativas por muitos anos, embora possam precisar fazer algumas alterações em suas atividades diárias ou de trabalho. A cirurgia de coluna muitas vezes alivia os sintomas parcialmente ou totalmente. Contudo, pacientes que já vinham sofrendo de dor na coluna há muito tempo, antes da cirurgia, ainda têm probabilidade de ter alguma dor depois do ato cirúrgico. A fusão espinhal nem sempre elimina toda a dor e os outros sintomas. Novos problemas de coluna são possíveis após a cirurgia. A área da coluna vertebral acima e abaixo da fusão espinhal tem maior probabilidade de ser forçada quando a espinha se movimenta. Se o paciente precisar de mais de um tipo de cirurgia na coluna (como laminectomia e fusão espinhal), ele terá mais probabilidades de apresentar problemas futuros.
     
     
    fisioterapia.com




    Fisioterapia com Você: Medicamentos, atividade física, orientação da postura, manutenção do peso ideal são algumas formas de tratar a estenose e seus sintomas. O tratamento conservador consiste principalmente em aliviar a dor e melhorar a postura. A analgesia pode ser feita através de analgésicos ou anti-inflamatórios. A fisioterapia utiliza diversos  aparelhos como recurso para diminuir a dor.  A reeducação postural visa a aumentar a flexibilidade postural do paciente, ampliando suas possibilidades de movimentação. A Reeducação Postural Global (R.P.G) tem sido bem empregado para casos de estenose espinhal. Procure um profissional qualificado antes de qualquer procedimento.
     
     

    segunda-feira, 28 de outubro de 2013

    Saiba como aliviar as dores na coluna durante a gravidez

    Saiba como aliviar as dores na coluna durante a gravidez Simona Balint/Stock.xchng

    A dor nas costas é uma queixa muito comum entre as grávidas. Mais de dois terços das gestantes sentirão dor lombar e pélvica, geralmente no segundo e no terceiro trimestres da gestação. As informações são de um estudo publicado no Current Reviews in Musculoskeletal Medicine.
     
    Segundo o estudo Pregnancy-related low back pain, a maioria das mulheres considera a lombalgia como um "inevitável desconforto normal" durante a gravidez. Apenas 50% das gestantes que sofrem com dores nas costas procuram o aconselhamento de um profissional de saúde.
     
    Há muitas pesquisas sobre os fatores de risco para o aparecimento de dor lombar durante a gestação. O histórico de trauma pélvico, lombalgia crônica e dor lombar na gravidez anterior são os riscos mais comuns e aceitos entre os especialistas. O número de gestações anteriores também parece aumentar o risco. Não é possível, no entanto, prever quem vai sofrer de lombalgia durante a gravidez. Lombalgia durante a menstruação é um fator de risco adicional para dor nas costas na gestação.
     
    — As queixas sobre dores na coluna durante a gravidez são justificadas pelo peso extra que a gestante carrega. Algumas chegam a engordar até 20 quilos por gestação, quando o recomendável é algo em torno de 9 a 12 quilos. Isso muda a forma como a mulher se levanta e caminha, exercendo uma forte pressão sobre sua coluna, que adicionada às alterações hormonais que fazem as articulações pélvicas ficarem vacilantes, resulta em dor nas costas — explica o neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Coluna Cezar Augusto Oliveira.
     
    As pílulas anticoncepcionais e o intervalo de tempo desde a última gravidez não são considerados como fatores de risco. A associação entre a idade da mulher ou entre a alta carga de trabalho e dor lombar durante a gravidez também continua não esclarecida.
     
    Para a maioria das mulheres, a dor nas costas desaparece após o parto, geralmente dentro de seis meses. Mas a gestante não precisa esperar até lá para obter algum alívio. Exercícios, acupuntura e outros medicamentos podem amenizar as dores. E se a mulher ainda está pensando em engravidar, pode tomar medidas para tentar evitar a dor.
     
    — As mulheres grávidas devem ser informadas sobre a importância de manter uma postura adequada ao fazer as atividades diárias, de modo que sua coluna não fique sobrecarregada ou desalinhada. É também muito importante ensinar às grávidas a levantar pesos sem forçar as costas, um hábito muito útil que precisa ser observado durante toda a gestação. As mulheres devem ser aconselhadas a usar cadeiras colchões e camas adequados. Elas também precisam aprender técnicas para entrar e sair da cama, de modo que o corpo mantenha-se em uma posição adequada e a coluna não sofra", orienta o médico.
     
     
    Como a gravidez impacta a coluna
     
    Diversos fatores fazem da gravidez um motivo para o aparecimento de dores nas costas. Além do aumento de peso, as alterações hormonais também podem contribuir para a dor nas costas. Na preparação para o parto, um hormônio chamado relaxina, produzido pelo corpo lúteo e pela placenta, produz um amolecimento das articulações pélvicas e das suas cápsulas articulares, o que dá a flexibilidade necessária para o parto, pois provoca o remodelamento do tecido conjuntivo, o que diminui a união dos ossos da pelve e alarga o canal de passagem do feto. O hormônio tem ação importante no útero, por distendê-lo à medida que o bebê cresce.
     
    — Normalmente, as articulações pélvicas ajudam a sustentar a coluna vertebral. Quando ocorre esse relaxamento, durante a gravidez, pode ocorrer também dor e inflamação e não apenas na pelve, mas também em toda a parte inferior das costas — explica o médico.
    Outro possível "culpado" é o útero em expansão. À medida que o útero cresce, ele pressiona determinados vasos sanguíneos, especialmente quando a mulher está deitada à noite. Esta pressão reduz o fluxo de sangue rico em oxigênio para a pélvis e para parte inferior da coluna, causando dor.
     
     
    Maneiras de aliviar a dor
     
    Independentemente do que está causando a dor na coluna da gestante, existem medidas que podem ser adotadas para obter alívio.
    — Vários estudos mostram que os melhores resultados vêm de exercícios que fortalecem o abdômen e a parte inferior das costas, da hidroginástica, da acupuntura e do uso de almofadas de apoio, durante a noite. É muito importante destacar que a gestante precisa avisar o médico que a acompanha se a dor nas costas persistir. Dor nas costas que não vai embora pode ser um sinal de trabalho de parto prematuro, uma infecção ou de outros problemas sérios — alerta Oliveira.


    Veja algumas dicas para aliviar a dor na coluna das grávidas:

    — O uso de um banquinho ou de um suporte para as costas ao sentar evita a fadiga muscular. Usar uma cadeira que suporte a coluna e/ou tentar colocar um pequeno travesseiro atrás da parte inferior das costas para apoio extra ajuda a aliviar a dor
    — A mulher grávida deve aprender a ficar de pé, andar ou curvar o corpo sem causar estresse extra sobre a coluna ou fadiga muscular
    — As mulheres também devem ser incentivadas a evitar andar prolongadamente ou ficar em pé por muito tempo
    — A massagem e a acupuntura podem ser úteis. Alguns estudos defendem que a acupuntura pode ser um bom complemento
    — Aulas de hidroginástica aliviam a pressão sobre a coluna. É importante também incluir atividades físicas suaves como caminhar e nadar na rotina diária da gestante
    — A massagem nas costas também é um recurso que pode ajudar a aliviar a dor nas costas durante a gravidez
    — Dormir de lado, mantendo um ou ambos os joelhos dobrados também ajuda. O uso de um travesseiro para apoiar o abdômen, especialmente durante o último trimestre, pode fazer uma diferença real. Um travesseiro em forma de cunha parece funcionar melhor. Além disso, é recomendado colocar outro travesseiro entre os joelhos durante a noite
    — Usar sapatos com saltos baixos e bom suporte também ajudam. Cintos de apoio à maternidade podem aliviar a dor, tornando as articulações pélvicas mais estáveis
    — Uma almofada de aquecimento para aplicar calor na área dolorida também pode ser indicada
     
     
     
     
    Fisioterapia com Você: Exercícios durante a gestação são bem-vindos, desde que orientado por um profissional qualificado e com supervisão médica. Quem praticava exercícios antes da gravidez, em geral, pode continuar com os exercícios se não houver nenhuma contraindicação. Os exercícios preventivos ajudam a evitar dores indesejadas. Pilates e R.P.G. são métodos utilizados pela Fisioterapia e são  bem indicados durante a gravidez.
     
     
    Veja também:
    Fisioterapia com Você: Pilates na Gestação
     

    terça-feira, 8 de outubro de 2013

    A Podoposturologia











    Saiba mais sobre a técnica que através do uso de palmilhas trata e previne dores e doenças
     
     

    Nossos pés funcionam como base de sustentação corporal, isso quer dizer que nosso equilíbrio se inicia por eles. Assim, quando pisamos de forma errada nosso corpo fica desequilibrado, provocando diversos males à nossa saúde e dores físicas. São problemas de coluna, nos quadris, joelhos, e pasmem, até mesmo de oclusão dentária, visão e enxaqueca, entre outros. Agora, imagine se livrar de todo esse incômodo com o simples uso de uma deliciosa e confortável palmilha. Sim, isso já é possível graças à Podoposturologia, uma ciência que vem conquistando cada vez mais adeptos.

    Diferentemente do que muita gente pensa, a chamada palmilha postural não é indicada apenas para atletas. Posicionadas entre o pé e o calçado, as palmilhas têm o intuito de reduzir os picos de pressão em certas regiões dos pés, decorrentes da má postura, e distribuir a força de reação do solo por toda a região plantar bilateral. Dessa forma, aumenta a eficiência do controle postural ao promover uma posição ereta, seja na caminhada, na corrida e na realização de uma atividade física ou ocupacional.

    “Macias, confortáveis e confeccionadas sob medida, ao mesmo tempo em que corrigem a postura, essas palmilhas evitam a agressão e/ou stress ao corpo, eliminando doenças, cansaço e dores motivadas pela má postura”, garante o fisioterapeuta Victor Marcassa Neto, especialista em fisioterapia ortopédica, traumatológica e desportiva, com formação em Podoposturologia.

    “Abordando o indivíduo como um todo, a técnica permite tratar a causa da doença, gerando resultados mais satisfatórios e em menor tempo, evitando o seu reaparecimento e até mesmo uma cirurgia”. O fisioterapeuta ressalta que as palmilhas podem ser usadas em qualquer tipo de calçado (inclusive sandálias e sapatos de salto), por crianças, jovens, adultos e idosos. O tratamento tem custo acessível e apresenta resultados surpreendentes, de forma rápida e segura.



     Indicações

    As recomendações para o uso das palmilhas são muitas: elas podem ser prescritas de acordo com a marcha (rotação interna ou externa da perna), perna curta, pé cavo, pé plano (chato), esporão de calcâneo, calcâneo valgo (para dentro), calcâneo varo (para fora), joelho valgo, joelho varo, joanete e tendinites nos membros inferiores.

    São indicadas também para o tratamento dos desníveis da bacia (obliquidade), diversas patologias nos pés, dores na região cervical, lombar e dorsal, dores irradiadas, pubalgias, hérnia de disco, síndromes musculares e fasciais, síndromes fêmuro-patelares, artrose, artrite, alterações morfológicas da coluna vertebral, entre outras.
    Fonte: fisioterapia.com


    Fisioterapia com Você: Lembrando sempre que a palmilha é uma grande ajuda aos exercícios corretivos. O uso dela sem a devida orientação e  sem  tratamento associado, pode gerar dor ou aumenta-la, devido ao uso da mesma forçar um grupo muscular e estruturas que estão à tempos adaptados de outra forma. Procure sempre um profissional qualificado para esclarecer duvidas e para a realização de um bom tratamento.



    Veja também:

    Fisioterapia com Você: PROBLEMAS NOS PÉS PODEM CAUSAR DESALINHAMENTO DA COLUNA

    quinta-feira, 22 de agosto de 2013

    Dicas Posturais

    Para manter a sua coluna sempre de bem com você, aqui vai algumas sugestões de exercícios e cuidados que devem ser feitos diariamente. Lembre-se, a Prevenção ainda é o melhor remédio!
     



    Deitado de barriga para cima, alongue a coluna lombar puxando uma perna contra o peito. Segure por uns 10 segundos. Faça do outro lado. Repita umas cinco vezes com cada perna.



    Agora segure as duas pernas contra o peito por uns 20 segundos. Baixe uma perna de cada vez. Repita umas três vezes.




    Este exercício se chama Ponte. Eleve o quadril, retirando cada vertebra do chão, uma por uma, até chegar nas escápulas. Desça devagar colocando vertebra por vertebra no chão, por ultimo o quadril. Não segure a respiração, respire normalmente. Repita umas dez vezes.
     
     
     

    Durma de lado, com um travesseiro entre os joelhos, para que o quadril fique alinhado com a coluna. O travesseiro da cabeça deve ter a mesma altura entre o ombro e a orelha., não deve ser muito macio, de preferência use os de látex que não deformam.





    Quem trabalha sentado deve atentar para esta dica. A coluna deve estar bem apoiada no encosto da cadeira, usar um rolinho ou almofada entre o vão que fica na coluna lombar, os pés devem ficar apoiados no chão com o quadril num ângulo de 90°.




    Não ler deitado ou de qualquer jeito no sofá ou na cama. Observe a posição de torção que se encontra a coluna.




    Manter os objetos na altura dos olhos diminui as torções lombares evitando assim aquele "mau jeito" na coluna.



    Não flexionar o tronco para frente com os joelhos esticados. Se for pegar algo do chão, flexione os joelhos e traga o objeto junto ao corpo.
     
     


    Distribua o peso das compras e malas entre os dois lados. Isso facilitará o transporte e evitará que a sua coluna incline para um dos lados, causando problemas até no ombro.



    A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO!

    terça-feira, 18 de junho de 2013

    A importância da postura nas atividades resistidas




    Após os anos 70, o surgimento das academias foi considerado um dos maiores fenômenos sociais em todo o mundo. Diferente do que ocorria inicialmente, quando as academias eram procuradas apenas para fins estéticos e principalmente por homens, hoje podem ser consideradas verdadeiros centros de promoção de saúde, atraindo públicos de ambos os sexos, variadas idades e com objetivos diversos.
    Os movimentos corporais resultam de cadeias musculares e para que permaneçam em condição de equilíbrio, qualquer desequilíbrio deve ser compensado no mesmo plano, ou seja, a correta execução dos movimentos do corpo humano depende de uma boa postura. Logo, para uma execução adequada dos exercícios resistidos, uma boa postura é de grande importância, tanto na busca por melhores resultados quanto na prevenção de lesões, que podem ocorrer quando se executa exercícios de forma incorreta.
     
    A Academia Americana de Ortopedia conceitua postura como o estado de equilíbrio dos músculos e ossos com capacidade para proteger as demais estruturas do corpo humano de traumatismos, seja na posição em pé, sentada ou deitada. Para Kendall, postura é o alinhamento esquelético ideal que envolve uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, conduzindo à máxima eficiência do corpo.
    Ressalto aqui a importância de uma boa postura verificando a elevada quantidade de estudos que observam padrões posturais de pessoas praticantes de diferentes modalidades.
    Embora tenhamos identificado no estudo: “Prevalência de alterações posturais em praticantes de musculação” que o treinamento resistido ainda apresenta conhecimentos baseados em “mitos”, levando muitas vezes a práticas do ponto de vista fisiológico e/ou biomecânico, as modalidades de caráter resistido já vêm se mostrando, há um tempo, uma eficiente ferramenta na melhora do desempenho do sistema muscular esquelético.
    O treinamento resistido vem recebendo grande importância tanto para fins de manutenção da saúde quanto para o aprimoramento do desempenho esportivo e a reabilitação, o Pilates é um deles.
    Mas nunca esqueça que a presença do profissional especializado da área é mais do que uma tendência de mercado, é fundamental em um investimento na qualidade dos serviços prestados, pela promoção da saúde dos clientes e pela potencialização dos resultados decorrentes do treinamento.
     

    terça-feira, 28 de maio de 2013

    Sentir dor no corpo ao acordar pode indicar má postura durante o sono





    A hora de dormir é aquela hora para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte. Porém, algumas pessoas costumam acordar com dores no corpo e ainda mais cansadas do que no dia anterior e isso pode ser um sinal de má postura durante o sono, como explica o médico do esporte Gustavo Magliocca .
    Quando a pessoa dorme, ela passa em média oito horas na mesma posição – se ela não for adequada, pode acontecer o alongamento e também o encurtamento de alguns músculos, o que causa a dor. Em alguns casos, é comum até a pessoa “travar” e não conseguir nem levantar da cama.

    Colchão (Foto: Arte/G1)

    Por exemplo, dormir de lado com as pernas esticadas e as mãos debaixo do travesseiro pode prejudicar diversas articulações do corpo.
    Para se proteger, é ideal que o travesseiro deixe a cabeça em um ângulo de 90 graus em relação aos ombros e que a pessoa use um segundo travesseiro para abraçar e outro para colocar entre as pernas (como mostra o infográfico acima).
     
     
     
    Dormir de bruços ou com a barriga para a cima também pode fazer mal. Além das dores, dormir de mau jeito pode causar também lesões nos ligamentos da coluna e hérnia de disco, como foi o caso do empreendedor William Hertz mostrado na reportagem da Daiana Garbin.
    Ele acordava todos os dias sentindo uma dor que irradiava por todo o corpo, incômodo que dificultava nas atividades mais simples do dia a dia, como escovar os dentes e levantar da cama.
    Para melhorar as dores que ele sentia ao acordar, ele teve que se exercitar e emagrecer, mas a luta não foi fácil. Segundo o médico do esporte Gustavo Magliocca, essa dor limita movimentos simples e deve ser bem avaliada por um médico para não atrapalhar a vida do paciente.
    É preciso prestar atenção também ao tipo do travesseiro, que são os maiores responsáveis pelo torcicolo, um espasmo muscular causado por erro postural. O problema pode ser tratado com um relaxante muscular apenas, mas existem casos que precisam de massagem, fisioterapia e até o uso do colar cervical. A dica para se proteger é não usar o travesseiro muito alto ou muito baixo.
     
    O neurologista Marcelo Calderaro alertou que, fora as dores no corpo, também existe a possibilidade de as pessoas sentirem dor de cabeça ao acordar, o que pode prejudicar muito a qualidade do sono.
    As causas mais frequentes para esse problema geralmente não são graves, como estresse, ansiedade, depressão, uso excessivo de analgésicos, ressaca e até mesmo distúrbios, como a apneia do sono.
    A apneia, inclusive, pode fazer com que a pessoa acorde com sono porque, ao roncar, ela não consegue dormir direito. Outros distúrbios como bruxismo e insônia também podem prejudicar o sono e trazer consequências como mau humor e até queda do sistema imunológico.
     
     
    Apneia1 (Foto: Arte/G1)
     
     
     
    Leia toda a matéria em g1.
     
    Imagens Internet
     

    quinta-feira, 16 de maio de 2013

    A escoliose em músicos e dançarinos







    Duas atividades artísticas, em alguns aspectos o oposto, por um lado a mobilidade máxima, por outro a imobilidade máxima, mas eles compartilham alguns aspectos entre si. A idade de iniciação, empenho e sacrifício. E o risco de degeneração articular ...

    Escoliose e patologias osteoarticulares em músicos e dançarinos

    A música e a dança, duas formas de expressão artística, que apesar de muito diferente uma da outra têm alguns pontos em comum: a perseverança, empenho e sentido de sacrifício necessário para alcançar um desempenho em níveis elevados, permitindo que jovens desejem aspirar pelo profissionalismo. Outro tema comum é o período de iniciação. Muitas vezes você se aproxima dessas atividades em idade muito precoce, com uma intensificada carga de treinamento, precisamente durante o período mais crítico do crescimento ósseo: a puberdade.

    Se pensarmos os efeitos potenciais nocivos ou os fatores de risco para o surgimento de doenças do sistema osteomuscular, essas duas artes, no entanto, são opostas: a música, com as suas sessões, exige que os músicos mantenham a mesma posição por longos períodos, posições que muitas vezes são assimétricas e sobrecarregam algumas articulações mais do que outras. A dança, com o seu dinamismo e a constante busca por uma hipermobilidade e o gesto perfeito como extremo, exige das articulações de uma forma mais dinâmica.


     

    O risco de degeneração articular existe, embora por razões diferentes para ambas as formas de arte. O mecanismo patogênico principal, ou seja, o mecanismo que conduz à degeneração e dor nas articulações, é atribuível à intensidade das cargas de trabalho, para a qual o seu corpo é submetido. Muitas vezes, no espírito de sacrifício, distúrbios são subestimados ou ignorados, até porque eles são considerados uma consequência normal das sessões de treinos longos ou do treinamento. Muitas vezes, os jovens artistas escondem suas doenças, com medo de ter que sair do meio profissional, ou por questões de concorrência,  "se eu não posso fazer isso alguém vai tomar o meu lugar." Se, para os dançarinos os exames médicos são mais frequentes, para os músicos não existe uma rotina periódica ou de controle.
     Recentemente foi publicado o estudo "A escoliose em músicos e dançarinos" (HA Bird, Sofia Ornellas Pinto), no qual os autores descrevem e comparam três casos: dois músicos e um dançarino de diferentes idades e com diferentes problemas. Mais do que apenas a escoliose, as questões levantadas nesses três casos se relacionam com o sistema musculoesquelético em uma visão mais geral. O caso mais especial é a de uma jovem violoncelista, com a paixão, tanto para a dança, quanto para música. Esta menina tinha uma hipermobilidade acentuada que tinha favorecido o sucesso na dança, mas, devido à ocorrência de uma escoliose  quando adolescente, ela foi desaconselhada a continuar com a prática da dança e, como resultado, começou a dedicar-se inteiramente à música. No entanto, essa atividade também expôs a paciente a uma piora progressiva dos sintomas que envolvem o sistema musculoesquelético. Neste caso, os autores destacam como a proibição da prática pode ser prejudicial e causar ainda uma piora do quadro. Na prática, a jovem violoncelista passou de hipermobilidade para uma hipomobilidade, e sabemos como o extremismo pode ser prejudicial em ambos os casos.

    "Em caso de doença na coluna ou outras articulações, explica a Dra. Sabrina Donzelli, fisiatra do ISICO - a primeira coisa a fazer é definir um tratamento específico apropriado e, especialmente, para não parar suas atividades, mas sim complementá-las e compensá-las. Não há como negar que pode ser necessário, as vezes,  reduzir a carga um pouco ou as sessões de práticas, mas são escolhas temporárias e preventivas que oferecem as condições necessárias para uma longa carreira artística. O risco, de fato, é que você pode chegar a necessidade de abandonar a atividade por invalidez total caso não faça o tratamento correto e não esteja atento as orientações preventivas".
     
    O crescimento durante a puberdade pode ser um momento de grande vulnerabilidade, cada um tem suas próprias fraquezas: "A melhor modalidade é aquela que oferece um programa de treinamento mais individualizado - conclui a Dra. Donzelli - precisamos ensinar as crianças a ouvir os seus sinais corporais e trabalhar para compensar aquilo que mais lhe prejudica. Aqueles com talento podem ter uma longa carreira cheia de sucesso e também com muita  saúde. "
     
     

    terça-feira, 14 de maio de 2013

    Pilates para Escápula Alada




    O músculo serrátil anterior é largo, origina-se nas primeiras nove costelas e se insere na superfície costal da escápula, ao longo da sua borda medial. Pode ser dividido em três porções: superior, medial e inferior. A digitação inferior que se insere no ângulo inferior da escápula é a mais importante. Ela exerce a principal função do músculo, que é fixar a escápula contra o tórax durante os movimentos do ombro. O músculo serrátil anterior é inervado pelo nervo torácico longo (nervo de Bell).
    Após a paralisia do músculo serrátil anterior, a escápula tende a se deslocar para trás, dando o aspecto de asa (escápula alada).
    A deformidade de escápula alada não é uma condição clínica frequente. Velpeau, em 1837, foi o primeiro a reconhecer a paralisia do serrátil anterior. Os pacientes queixam-se de dor, fraqueza, desconforto e diminuição da mobilidade ativa do ombro. Todos esses sintomas variam com a gravidade da lesão nervosa. Embora a lesão do nervo torácico longo seja fácil de ser reconhecida na avaliação clínica, o diagnóstico e a etiologia devem ser confirmados pela eletroneuromiografia (ENMG), que também orienta o prognóstico.
    Existem várias causas para essa lesão nervosa. A literatura mostra grande variedade de agentes causais, como: traumatismo, infecção, exposição ao frio, complicação cirúrgica, esportes, choque elétrico, entre outras. Muitos casos são de etiologia obscura.
    A recuperação espontânea do nervo torácico longo pode ocorrer e muitos pacientes tornam-se assintomáticos. Outros recuperam satisfatoriamente os movimentos do ombro afetado, mas permanecem com alguma deformidade residual. O tempo de recuperação varia de seis meses a três anos e o prognóstico é melhor quando ela ocorre abaixo de seis meses.
    O tratamento deve ser conservador nos estágios iniciais (06 à 12 meses) e os procedimentos cirúrgicos só devem ser indicados nos casos refratários com incapacidade física para o trabalho e para os esportes. Grande variedade de tratamentos cirúrgicos tem sido proposta para substituir o músculo paralisado. Existem três procedimentos básicos: a escapulopexia (fixação cirúrgica da escápula às costelas), as transposições musculares e a artrodese escápulo-torácica.
    É no tratamento conservador que o Pilates entra trazendo ótimos resultados. Atuando de forma a ativar o equilíbrio entre cadeias musculares. Alongando músculos tensionados e fortalecendo aqueles mais fracos. O método busca reorganizar a dinâmica muscular da cintura escapular, visto que esse conjunto de músculos, nervos e articulações são muito instáveis pela grande variedade de movimentos que possuem.
    É recomendado que o indivíduo com diagnóstico de escápula alada se afaste temporariamente de atividade repetitivas, esportes e não carregue peso.
     
    Fonte: ClubedoPilates/ Revista Pilates


    Fisioterapia com Você: Procure um profissional qualificado no método. O Fisioterapeuta está apto a avaliar e tratar este tipo de lesão.

    quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Crianças em idade escolar têm problemas de coluna



    A coluna vertebral é formada por uma série de vértebras dispostas uma sobre a outra que, quando saudáveis, trabalham em harmonia. Ela é considerada um suporte para a cabeça e o tronco. Mas podem ocorrer desvios nesse suporte ao longo da vida, o que chamamos de escoliose. Esse tipo de problema é muito comum na fase escolar, causado principalmente pela sobrecarga de peso na mochila das crianças.
     
     
    O que acontece
    A postura ideal da coluna acontece quando há um bom equilíbrio ortostático, com menos estresse e tensão nas articulações. Os desvios posturais são comuns nos dias atuais devido a agentes estressores e externos do cotidiano. Em uma postura normal, a coluna vertebral em vista posterior se apresenta em linha reta. Quando há um desvio lateral, ou seja, a escoliose, a coluna assume o formato de “C” ou “S”.
     
     
    Nos adultos, 80% dos problemas posturais têm início na infância, sendo confirmados na adolescência, devido aos maus hábitos do cotidiano durante o período escolar. Nessa fase, as crianças cumprem uma rotina diária de transporte do material didático, e a mochila é uma forma prática e a mais utilizada para este fim. A carga da mochila, quando superior à capacidade de sustentação dos musculares da criança, causa sobrecarga na coluna vertebral, podendo ocasionar alterações posturais graves, dor ou disfunção.

    A lei nº 10.759/98 determina que o peso de mochilas, pastas e similares não deve ultrapassar 5% do peso de crianças da pré-escola e 10% do peso do aluno do ensino fundamental, percentual indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Baseado na prevalência de escoliose, um estudo foi feito para relacionar o peso da mochila em crianças de 6 a 10 anos em 2012, na Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício (Incidência de escoliose com excesso de carga nas mochilas em crianças de 6 a 10 anos).

    A literatura tem apresentado conclusões que apontam o método Pilates e outras técnicas terapêuticas como auxiliares na redução dos problemas posturais. Entre essas técnicas estão: exercícios físicos, estimulação elétrica dos músculos (também associado com exercícios), osteopatia, RPG (Reeducação Postural Global) e outros. Então, instrutores, fiquem atentos a possíveis conclusões sobre esse tipo de alteração postural.
     
    Fonte: Revista Pilates


    É BOM LEMBRAR: A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO!



    Veja Também:
    Fisioterapia com Você: Uma Lição de Boa Postura 

    quinta-feira, 2 de maio de 2013

    Cientistas criam dispositivo que previne e diminui dor lombar aguda

    Dispositivo Lumbia é incorporado um cinto que os pacientes têm de usar em torno de sua região lombar

    Tecnologia Lumbia pode ser utilizada para a avaliação do paciente e para a terapia de reabilitação durante a reeducação postural
     
    Cientistas das empresas FIK, Tecnalia e BTS lançaram um dispositivo capaz de prevenir dores nas costas e reabilitar pessoas que sofrem com o problema, proporcionando reabilitação em casa e no trabalho.
     
    A tecnologia Lumbia pode ser utilizada para a avaliação do paciente e para a terapia durante reeducação postural.
    Quase todo mundo vai sofrer uma dor lombar aguda, ou lombalgia, em algum momento de suas vidas, um problema que se agrava durante a vida profissional e na velhice.
    Segundo os pesquisadores, o problema é a principal causa de licença médica na Espanha, o que significa uma média de 6 mil dias de trabalho perdidos por ano.
    Para ajudar a resolver esta situação, FIK e Tecnalia, em colaboração com as empresa italiana BTS projetaram uma tecnologia que não só é capaz de prevenir a dor na região lombar, mas também reabilita os danos causados.
    Encontrar terapias eficazes no tratamento desta doença é um dos objetivos de terapeutas e pesquisadores. No entanto, as recaídas são frequentes e a degeneração na região do disco lombar rotineiramente acaba necessitando de cirurgia. A nova tecnologia visa remediar a dor lombar e, em particular, evitar a necessidade de cirurgia.
     
    Lumbia é incorporado a um cinto que os pacientes têm de usar em torno da região lombar e que inclui um sensor que detecta quando a postura não está correta. Nestes casos, o cinto emite uma vibração para lembrar o paciente de que ele deve mudar essa postura, porque é ruim para a saúde. Ao mesmo tempo, este sensor envia todas as informações que recolhe a um computador de modo a que o terapeuta envolvido pode monitorar o estado do pacientes.
     
    Assim, o Lumbia tem um duplo objetivo: reabilitar em tais condições e evitar danos em pacientes saudáveis. No primeiro caso, o dispositivo não apenas ajuda o paciente a corrigir a má postura, mas facilita a prescrição de terapias pelos médicos com base nos dados repassados pelo sensor. Assim, ele pode ser utilizado como uma ferramenta de avaliação, que fornece ao terapeuta, informações precisas sobre os padrões de comportamento da região lombar do paciente.
    O segundo objetivo do Lumbia é evitar danos em pacientes saudáveis. A este respeito, a utilização do dispositivo ajuda a reeducar a postura da região lombar quando os pacientes são avisados através de uma vibração que a postura está incorreta.
     
    A tecnologia Lumbia estará disponível no mercado em 2014 e o objetivo das empresas é atingir os especialistas no setor, para que possam usá-lo em seus pacientes, e as empresas, para que possam evitar danos em seus funcionários.

    Clique e assista ao vídeo sobre o Lumbia. youtube
     
     
    isaude


    [ Muito interessante, toda ajuda é bem vinda!]


    Veja também:
    Fisioterapia com Você: Reeducação Postural Global - R.P.G
     

    segunda-feira, 29 de abril de 2013

    HOSPITAL ENCONTRA EXCESSO NA INDICAÇÃO DE CIRURGIA DE COLUNA












    Segundo dados do projeto, pacientes que adotaram tratamentos não invasivos, como fisioterapia, tiveram redução da dor e relataram melhoria de qualidade de vida.

     
    Um programa do hospital Albert Einstein está reavaliando indicações de cirurgias de coluna. Em dois anos, dos 1.679 pacientes que chegaram com pedido médico para a operação, só 683 (41%) foram confirmados como realmente necessários.

    Os resultados foram apresentados em fórum internacional de qualidade e segurança do paciente, em Londres.

    O programa atende pacientes particulares e de planos de saúde (Bradesco, Marítima e SulAmérica), que são encaminhados pelo próprio convênio para uma segunda opinião médica.

    Além do diagnóstico, o acordo entre o hospital e os planos prevê reabilitação para os casos não cirúrgicos.

    A iniciativa está causando polêmica entre os cirurgiões cujos diagnósticos foram questionados. O caso foi discutido na câmara técnica de implantes da AMB (Associação Médica Brasileira), que o encaminhou ao Conselho Federal de Medicina.

    "Isso fere um preceito básico da ética médica que é um médico interferir ou mudar a conduta de outro. A indicação de cirurgia é prerrogativa do médico do paciente", afirma o neurocirurgião Marcelo Mudo, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

    O excesso de cirurgias de coluna e as sequelas (perda da mobilidade, por exemplo) que ocorrem quando ela é mal indicada são largamente documentados em estudos. Os procedimentos custam até R$ 200 mil e mais da metade desse valor se refere a dispositivos (pinos, parafusos etc).

    Nos EUA, o número e os custos dessas cirurgias dispararam na última década e elas estão agora na mira do governo federal. Há a suspeita de que os médicos estejam indicando mais porque ganham benefícios da indústria.

    Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Einstein, o projeto é uma tentativa de evitar esses conflitos e padronizar procedimentos. "Queremos o melhor para o paciente e para o sistema de saúde como um todo, não para a fábrica de implantes."

    Os planos de saúde que participam da iniciativa economizaram R$ 54 milhões com as cirurgias não realizadas. Lottenberg diz que o grupo segue estritamente protocolos clínicos e não há intenção de favorecer convênios.

    O médico Mario Ferretti, gerente de ortopedia do Einstein, afirma que a maioria das indicações cirúrgicas desnecessárias era relativa a diagnósticos associados a outras doenças não detectadas.

    "O paciente pode até ter uma hérnia de disco, mas pode ser que outras patologias, como fibromialgia ou esclerose múltipla, sejam a real causa da dor na coluna."

    No hospital, a equipe de atendimento tem ortopedistas, fisiatras e fisioterapeutas. "Não colocamos cirurgiões de propósito, para não ter viés. Os clínicos estão capacitados a fazer o diagnóstico. Se há dúvida, acionamos os cirurgiões", diz Ferretti.

    Segundo dados do projeto, pacientes que adotaram tratamentos não invasivos, como fisioterapia, tiveram redução da dor e relataram melhoria de qualidade de vida.
     

     

    Veja também:
    Fisioterapia com Você: Técnica não-cirúrgica pode resolver de 80 a 90% das hérnias de disco

    Fisioterapia com Você: Coluna boa, sem cirurgia

    quarta-feira, 27 de março de 2013

    Seios grandes e má postura

     
     
    
    Muitas mulheres sentem dores nas costas, mas não descobrem o porquê. Algumas já foram a médicos, mas os exames não constataram nenhuma alteração e nenhum problema com relação à musculatura ou à coluna vertebral. Independente da causa, seios grandes podem resultar em uma postura inadequada, tudo para suportar o seu peso.
    O volume extra pode, sim, causar dores nas costas, embora muitos achem que se trata de um mito. A característica tanto pode ser genética quanto ocasionada pela gravidez, por exemplo.
    Em casos extremos, é sugerida uma cirurgia para a diminuição das mamas. Mas, para que isso aconteça, é preciso passar por um acompanhamento minucioso com um médico especialista, para avaliar se isso é realmente necessário.
    Embora exista essa saída, o melhor é fazer um acompanhamento específico, pois nem sempre a mesma solução é aplicada a todas as mulheres.
     
     
    Siga algumas dicas para se manter confortável em sua rotina diária:
     
     
    •    Use sutiãs grandes e fortes;
    •    Escolha roupas que possam suportar o peso sem que você tente compensar adotando posturas erradas;
    •    Verifique se há alças anatômicas no estilo nadador, ideal para incentivar uma boa postura.
     
     
    É preciso buscar a ajuda de um profissional antes que problemas de coluna mais graves se instalem. Além disso, a prática de atividades físicas, como o Pilates, também pode ajudar, pois trabalha muito a postura do praticante, aliviando dores e tensões. A proposta do Pilates está pautada em atingir a plena saúde física, mental e espiritual através do exercício consciente. Ele usa do peso do próprio corpo e cargas moderadas para atingir o equilíbrio, o fortalecimento e o alongamento de toda a musculatura, sem sobrepeso nas articulações e sem exaustão. Tudo na medida certa para promover o desenvolvimento total das capacidades físicas.

    revistapilates / Foto: Academia Physical Sport