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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Um Conto de Natal de Charles Dickens




Nesta época do ano, as pessoas se sentem mais animadas a doar e a doar-se de alguma forma. O espirito natalino nos faz pensar no próximo com mais compaixão. A verdade, para mim, é que este espirito fraternal deveria estar presente por todos os dias do ano, ninguém de fato sabe a data do nascimento de Jesus, que é a razão e a verdadeira inspiração do Natal, então Natal deveria ser todo dia. Muitos escritores dissertaram sobre este tema, diversos livros foram adaptados para a telona, alguns encantam pela formosura da historia, outros nos atraem pela mensagem que deixa após a leitura. E uma dessas historias, Um Conto de Natal, escrito por Charles Dickens em 1843, é o tipo que deixa uma mensagem de recomeço e de abraçar as oportunidades, o  que o torna sempre atual.
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Poucos personagens, em contos ou em vida, são capazes de suportar a teimosia sem tamanho do velho Scrooge.
Ebenezer Scrooge era um homem amargo, ranzinza e mesquinho, que odiava o Natal. Não tinha compaixão, nem piedade,  Marley, seu sócio, igualmente famoso como ele pelo seu temperamento, morre, sozinho, em uma véspera de Natal. Sete anos depois, o velho rabugento, recebe a visita do fantasma de Marley. Ele vem para introduzir a visita de outros três fantasmas que virão no decorrer da noite para, através das imagens do passado, do presente e do futuro, dar mais uma chance de mudança a Scrooge. O fantasma do passado vem para mostrar os momentos felizes, bem como os tristes, do seu passado, quando a mesquinhez começa a penetrar o espírito de Scrooge. O do presente vem mostrar os natais que se passam nas casas das famílias de alguma maneira próximas a Scrooge; o Natal na casa de seu sobrinho, para o qual ele é chamado todos os anos, convite que ele sempre nega, tornando-se motivo de falação de todos. O fantasma do futuro, aponta para a solidão e desprezo de todos diante da sua morte, a visão do futuro, sozinho, sem ninguém para chorar a sua partida, faz com o que o velho mesquinho repense seus dias e deseje uma chance para mudar de vida. Para quem não leu o livro ou viu algum filme inspirado nele, o momento é propicio para uma reflexão, será que muitas vezes não somos como o velho Scrooge ou não nos sentimos como ele desejando uma nova chance?   

 
Curiosidade

Tio Patinhas (Scrooge Mc Duck), da Disney, teve seu caráter inspirado em Ebenezer Scrooge, o famoso  pão-duro.

No curta "Mickey's christmas carol", de 1983, McDuck revive Ebenezer.

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Alguns filmes foram adaptados, em 1988, estrelado por Bill Muray, "Scrooge" e em  2009 a Disney lançou um filme em desenho animado estrelado por  Jim Carrey, "Os Fantasmas de Scrooge".
 
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 1970


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Os Fantasmas de Scrooge - 2009
adorocinema


MR. MAGOO'S CHRISTMAS CAROL - 1962

Mr Magoo's Christmas Carol DVD front.



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Resultado de imagem para Christmas Carol | Directed by Jason Figgis

A  CHRISTMAS CAROL - 2012

youtu.be



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2014


Alguns bem antiguinhos:
 
 
 
A CHRISTMAS CAROL - 1910
 
 
 
The cover of Seymour Hicks Scrooge.
 

A  CHRISTMAS CAROL (1938)

Reginald Owen Christmas Carol dvd cover.


THE CHRISTMAS CAROL - 1949

Cover of Vincent Price The Christmas Carol.


SCROOGE - 1951

The cover of Alastair Sim Scrooge.


A  CHRISTMAS CAROL - 1954

Frederic March Scrooge Video Cover.




 imagens retiradas da internet

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Artesanato: Escritores em Pelúcia


Olha que fofuras estas miniaturas de escritores famosos. A Etsy é uma loja virtual em que todos podem vender suas peças de arte e artesanato. No catálogo, há uma coleção de bonecos que homenageiam grandes nomes da literatura ocidental. Visite o site e confira se o seu autor preferido está lá!
 
 
 
Edgar Allan Poe
 
 
 
Shakespeare
 
 
 
A poetisa grega Safo
 
 
 
Oscar Wilde
 
 
Bram Stoker Doll Author of Dracula Wooden Art Miniature Collectible
 
Bram Stoker
 
 
Pablo Neruda Author and Writer Doll Art Miniature by Uneek Doll Designs

Pablo Neruda


Ernest Hemingway Doll Art Miniature Farewell to Arms

Ernest Hemingway


Uma coleção de peso bem fofinha!

domingo, 19 de julho de 2015

Grandes Pensadores: Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

Poeta, cronista, contista e tradutor brasileiro. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social.
 
Na poética de Carlos Drummond de Andrade, a expressão pessoal evolui numa linha em que a originalidade e a unidade do projeto se confirmam a cada passo. Ao mesmo tempo, também se assiste à construção de uma obra fiel à tradição literária que reúne a paisagem brasileira à poesia culta ibérica e europeia.
 
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade natal, em Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
 
Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Excelente funcionário, passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
 
Predomínio da individualidade. O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.
 
Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo, no que desmonta, dispersa, desarruma, do berço ao túmulo -- do indivíduo ou de uma cultura.
 
Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.
 
Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.
 
 
"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
 
"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
 
"Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis."
 
"A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca."
 
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

As Fábulas

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As fábulas são uma aglomeração de composições literárias em que os personagens são animais que apresentam características humanas , tais como a fala, os costumes, etc. Estas histórias terminam com um ensinamento moral de caráter instrutivo. É um gênero muito versátil, pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. Fábulas naturalmente tem como descrição animais como personagens e no seu final apresenta um ensinamento ou seja a MORAL.
 
A fábula é um gênero narrativo que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por Esopo, escravo que viveu no século V a.C. na Grécia. À Esopo foi atribuído um conjunto de grandes histórias, de caráter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais ou mitos. Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral ao homem. Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para os seres humanos. Cada animal simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc. É uma narrativa inverossímil, com fundo didático. Quando os personagens são seres inanimados (objetos), a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosos.
 
La Fontaine foi outro grande cultor do gênero, imprimindo à fábula grande refinamento. George Orwell, com sua "Revolução dos Bichos" (Animal Farm), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).
No início do século XXI napolitana escritor Sabatino Scia é o autor de mais de duas centenas de contos de fadas do que ele chama de "protesto ocidental". Os protagonistas não são sempre os animais, mas também as coisas, os elementos da natureza. O objetivo é sempre, como no conto de fadas tradicional, desempenham um detector da sociedade humana.
 
As fábulas remontam uma chance popular pra educação moral de crianças hoje.
 
As mais conhecidas são as de Esopo:
 
A raposa e as uvas (de que a expressão idiomática "uvas verdes" foi derivada), A Cigarra e a Formiga, A tartaruga e a lebre, O vento norte e o sol e O menino que gritava lobo, O Lobo e o Cordeiro.
 
Assim, podemos dizer que em toda parte, a fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade, trazida até nós pelos nossos Esopos.

No século III d.C,  Apolônio de Tiana, o filósofo do século I d.C. recordou como tendo dito sobre Esopo:
 
"como aqueles que jantam bem nos pratos mais planos, ele fez uso de humildes incidentes para ensinar grandes verdades, e após servir uma história ele adiciona a ela o aviso para fazer uma coisa ou não fazê-la. Então, também, ele foi realmente mais atacado para verdade do que os poetas são."
 
 
 
 
O LOBO E O CABRITINHO
 
  Certo dia, um lobo viu um cabritinho que brincava correndo pelos campos longe da casa dos seus pais. Sem nenhuma demora partiu correndo para pegá-lo. Mas o cabritinho, assustado e com muito medo, correu desesperadamente para salvar-se. Depois de muito correr, já cansado, decidiu dialogar com o lobo para que ele desistisse de devorá-lo. Parou e disse: 
                   - Espere senhor lobo; já compreendi que não tenho como escapar de suas garras, mas antes de ser devorado quero lhe fazer  um último pedido. 
                   - Está bem - disse o lobo - se for possível vou atender o seu pedido. O que você quer? 
                   - É que eu gosto muito de música e sempre trago comigo uma gaitinha; gostaria que, antes de me devorar, alegre meus últimos momentos tocando a gaita para eu dançar. 
                   - Está certo. Dê-me essa tal gaita que tocarei. Vamos logo com isso porque estou com fome. 
                   O lobo começou a tocar e o cabritinho dançou alegremente, indo e vindo para todos os lados.
                    O cabritinho sabia que ali perto havia uma casa com cães pastores. Não demorou muito e os bravos animais chegaram e puseram o lobo para correr desesperadamente. 
                    O cabritinho voltou para casa a salvo e pensando: "Se tivesse ouvido o conselho da minha mãe não teria me metido em encrencas. Nunca mais vou sair às escondidas". 
 
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Moral da história
 
O conselho de nossos pais devem ser seguidos porque eles sempre querem o melhor para nós.
 
 
 
 
 
 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Martinho Lutero em Playmobil para os 500 anos da Reforma

martinho lutero

O reformador Martinho Lutero está disponível em Playmobil”, relata a revista Pro(em alemão). Na sua mão direita, ele segura uma pena e na sua mão esquerda a Bíblia aberta, na qual, precisa o sítio NordBayern(em alemão), pode-se ler a inscrição: “Os livros do Antigo Testamento. O Novo Testamento traduzido pelo Dr. Martinho Lutero”.
 
A reportagem está publicada no sítio da revista francesa La Vie, 10-02-2015. A tradução é de André Langer.
 
 
Nuremberg, centro midiático da Reforma

Dois anos antes do aniversário da Reforma, o fabricante de brinquedos Playmobil acaba de colocar no mercado os primeiros 34.000 bonequinhos de Martinho Lutero, ao preço de 2,39 euros. O diretor do Centro de Turismo Alemão (DZT) e a cidade de Nuremberg veem nesta iniciativa da marca alemã uma “contribuição popular” para a “Luther Dekade” (Década de Lutero, lançada na Alemanha em 2008, ndlr), que deve ir até 2017. O DZT desenvolveu, além disso, o personagem em parceria com o escritório de turismo de Nuremberg.
 
Ao longo desta “Década de Lutero”, a cidade de Nuremberg quer colocar em evidência o seu papel de “centro midiático da Reforma”, explica a Pro. “Na época de Lutero, a cidade era, com efeito, um excepcional pólo de imprensa que influenciou fortemente a Reforma”, precisa ainda a revista cristã.
 
 
“Embaixador da Reforma”
 
Em parceria com a Igreja Evangélica da Alemanha – que reúne a maioria das igrejas luteranas além Reno – os profissionais do turismo querem utilizar o personagem de 7,5 centímetros como um “embaixador da Reforma” e “atrair para a Alemanha um turismo espiritual e religioso”, de acordo com as palavras de Petra Hedorfer, porta-voz do Centro de Turismo Alemão. Assim, no sítio do DZT, um mapa interativo explica os principais acontecimentos da vida de Lutero e propõe aos internautas a organização da sua viagem. Pelas estimativas do DZT, entre “3% e 5% dos turistas” estariam interessados no assunto.
 
“Em Nuremberg, conclui a Pro, Martinho Lutero tem um precedente histórico”: o artista Albrecht Dürer, cujo bonequinho Playmobil vendeu 80.000 exemplares mundo afora, desde o seu lançamento, em 2012.
 
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Exposição ‘Leonardo da Vinci, a natureza da invenção’ estreia na Galeria de Arte do Sesi-SP

Pela primeira vez na América Latina, mostra reúne mais de 40 objetos produzidos para a celebração do quinto centenário de nascimento do artista.
 
Objetos da exposição sobre Leonardo da Vinci (foto: Divulgação/Flickr)
 
 
Parte do acervo do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci (MUST), em Milão, na Itália, desembarca no Brasil no começo de novembro para uma mostra inédita na Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. A exposição interativa Leonardo Da Vinci: a Natureza da Invenção, uma parceria do Sesi-SP e da Universcience (organização francesa criada em 2010 a partir da fusão Cidade da Ciência e da Indústria e do Palácio da Descoberta de Paris), reúne mais de 40 peças e dez instalações interativas que marcaram e representam a trajetória de um dos maiores gênios que a humanidade conheceu.
 
 
 
Para saber mais informações sobre o artista acesse o link:
 
Fisioterapia com Você: O Gênio Da Vinci
 
 
Serviço
 
Exposição "Leonardo da Vinci: a Natureza da Invenção"
Quando:De 11 de novembro de 2014 a 10 de maio de 2015, para o público em geral – diariamente, das 10h às 20h.
Onde: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô): Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h às 18h
Mais informações: (11) 3146-7405 e 7406
 
 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Vacina contra a esclerose múltipla

Experiência feita na Itália revela que o imunizante ajuda a evitar a progressão da doença em pessoas que tiveram algum sintoma inicial
 
 
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A vacina usada contra a tuberculose, a BCG, é uma das fortes apostas da ciência para combater os danos cerebrais provocados pela esclerose múltipla, doença degenerativa do sistema nervoso central que afeta pelo menos 2,5 milhões de pessoas no mundo. Resultados de um estudo realizado em quatro centros italianos com pacientes que apresentavam sinais precoces da doença – como dormência em partes do corpo ou falta de equilíbrio – indicaram que o imunizante ajuda a bloquear a progressão dos sintomas.

Dos 82 voluntários que participaram do estudo, todos com alto risco de apresentar a doença no futuro após terem tido um primeiro surto (uma situação identificada como síndrome clinicamente isolada), metade tomou a vacina, enquanto os outros receberam placebo. Por seis meses, o grupo completo foi submetido a exames de imagem mensais para verificar a existência de danos neurológicos. No final, a média de lesões encontrada nos indivíduos não vacinados era praticamente o dobro do que se viu naqueles que tomaram o imunizante.
 
 
 
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Depois, os dois grupos foram tratados com remédios específicos (imunomoduladores) para controlar sintomas, reduzir a inflamação que permite o avanço da doença e o risco de sequelas. As conclusões do estudo, recentemente publicado pela revista “Neurology”, revelam que, cinco anos depois, 58% das pessoas vacinadas não manifestaram o quadro clássico da doença. No grupo não vacinado, essa proporção foi de 30%. “O trabalho sugere que a associação da vacina após o primeiro episódio da doença com o tratamento convencional pode alterar positivamente o curso da doença. Isso foi demonstrado estatisticamente de forma significativa”, diz o neurologista Rodrigo Thomaz, do Centro de Esclerose Múltipla do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Embora os mecanismos de ação da BCG contra a doença ainda não estejam claros, ela foi selecionada para o teste por alguns motivos. Já havia um estudo piloto demonstrando que era segura e possivelmente eficaz contra novas lesões. Também existiam dados de que poderia diminuir, a longo prazo, os danos neurológicos que podem conduzir, por exemplo, à perda da mobilidade.
 
 
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Os resultados são promissores, mas os médicos preferem cautela. “Trabalhos com mais pacientes são necessários para que o tratamento seja recomendado”, diz Rodrigo Thomaz. Concorda com ele Giovanni Ristori, pesquisador da Universidade de Sapienza, em Roma, que liderou a pesquisa. “Os médicos não devem começar a usá-lo para tratar a esclerose ou a síndrome clinicamente isolada. Precisamos saber mais sobre os efeitos de segurança a longo prazo dessa vacina”, alertou.  
 
 
 
 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

HOJE NASCE UM MENINO

Feliz Natal!


El Greco, A Sagrada Família (1590 -1600)


HOJE NASCE UM MENINO

(publicada no Jornal do Brasil no dia 24 de Dezembro de 1971 )


Na manjedoura estava calmo e bom.
Era de tardinha e ainda não se via a estrela-guia. Por enquanto a alegria serena de um nascimento- que sempre renova o mundo e fá-lo começar pela primeira vez- por enquanto a alegria suave pertencia apenas a uma pequena família judia. Alguns outros sentiam que algo acontecia na terra mas ver ninguém via ou ao certo sabia.

Na tarde já escurecida, na palha cor de ouro, tenro como um cordeiro, refulgia o menino, tenro como o nosso filho.
Bem de perto a cara de um boi e outra de jumento olhavam. E esquentavam o ar com o hálito do corpo.
Era depois do parto, e tudo úmido repousava, tudo úmido e morno respirava.

Maria descansava o corpo cansado- sua tarefa no mundo e diante dos povos e de Deus seria a de cumprir o seu destino, e ela agora repousava e olhava a criança doce.
José, de longas barbas ali sentado, meditava, apoiado no seu cajado: seu destino, que era o de entender, se realizara.

O destino da criança era o de nascer.

Ouvia-se, como se fosse no meio da noite calada, aquela música de ar que cada um de nós já ouviu e que é feito o silêncio. Era extremamente doce e sem melodia mas feita de sons que poderiam se organizar em melodia. Flutuante, ininterrupta. Os sons como 15 mil estrelas. A pequena família captava a mais primária vibração do ar- como se o silêncio falasse.

O silêncio do Deus grande falava. Era de um agudo suave, constante, sem arestas, todo atravessado por sons horizontais e oblíquos. Milhares de ressonâncias tinham a mesma altura e a mesma intensidade, a mesma ausência de pressa, noite feliz, noite sagrada.
E o destino dos bichos ali se fazia e refazia: o de amar sem saber que amavam. A doçura dos brutos compreendia a inocência dos meninos. E antes dos reis, presenteavam o nascido com o que possuíam: o olhar grande que eles têm e a tepidez do ventre que eles são.

Este menino, que renasce em cada criança nascida, iria querer que fôssemos fraternos diante da nossa condição e diante do Deus. O menino iria se tornar homem e falaria.

Hoje em muitas casas do mundo nasce um Menino.


- Clarice Lispector, A DESCOBERTA DO MUNDO, 2ª edição, Nova Fronteira, 1984

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Anunciação eternizada pelos grandes mestres da pintura


Sandro Botticelli



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Benvenuto di Giovanni, 1470
 
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Mariotto Albertinelli, séc XV

 
Carlo Crivelli, séc XV

 
Matthias Grünewald, 1512-1516

 
Simone Martini, 1313-1342

 

El Greco




 


Leonardo da Vinci







 



quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Gênio Da Vinci




Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano,  perto de Vinci, a 15 de Abril de 1452. Era filho do notário Piero di Antonio da Vinci e de uma camponesa, Catarina.
No ano do seu nascimento, o seu pai casou com uma mulher muito mais nova, Albiera di Giovanni Amadori. Leonardo foi separado da mãe aos 5 anos de idade e, a partir de então, passou a viver com o pai. 
Leonardo cresceu no campo o que poderá justificar o seu amor pela natureza. Teve uma grande paixão por cavalos que, mais tarde, foram objeto de magníficos estudos.
 
Em 1469, mudou-se para Florença onde iniciou a sua aprendizagem em pintura no atelier do célebre pintor florentino Andrea del Verrocchio (1436-1488).    

Em 1472 iniciou investigações anatômicas. Elaborou então inúmeros desenhos e esquemas do corpo humano.
 



Leonardo da Vinci foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
Até 1480, produziu uma série de quadros pequenos, como a Madona com Cravo, a Madona Benois e, possivelmente, também a Anunciação. 


Madona com Cravo



Em 1482 foi para Milão,e ofereceu os seus serviços como engenheiro, escultor e pintor a Ludovico Sforza (1451-1508). Interessou-se por questões de urbanismo e fez um projeto completo para a cidade. Projetou uma rede de canais e um sistema de abastecimento de água e de esgotos. Previu ruas alinhadas, praças e jardins públicos.  

Por volta de 1500, dedicou-se aos estudos de perspectiva e de óptica, de proporções e anatomia. Nessa época realizou inúmeros desenhos - cerca de 4 000 - acompanhados de anotações e os mais diversos estudos sobre proporções de animais, movimentos, plantar de edifícios e engenhos mecânicos.



 
Na verdade, Leonardo Da Vinci pintou pouco: o afresco da Santa Ceia (1495 a 1498), no convento de Santa Maria della Grazie, em Milão, e cerca de quinze quadros, dentre os quais destacam-se Anunciação, Gioconda e Santana, a Virgem e o Menino. Ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas que estimula a imaginação do observador. Um exemplo disso é o quadro A Virgem dos Rochedos, pintado entre 1483 e 1486, juntamente com Ambrogio e Evangelista de Predis. Um conjunto de rochas escuras faz fundo para o grupo formado por Maria, São João Batista, Jesus e um anjo. Essas figuras estão dispostas de maneira a formar uma pirâmide, da qual Maria ocupa o vértice. Essa disposição geométrica das personagens mais a luz que incide no rosto da virgem, em contraste com as rochas escuras, a torna o centro da obra. 

 
 A Virgem dos Rochedos


 Mas a nossa atenção é desviada para o Menino Jesus, o que o torna a figura principal da composição. Leonardo conseguiu isso pelo envolvimento do corpo do menino na luz, pela atitude de adoração de São João, pela mão de Maria estendida sobre a cabeça do menino e pela atitude protetora do anjo, que o apoia.

Por sua vez, a profundidade do quadro é dada pela luz que brilha muito além da escuridão da superfície das pedras.


Em 1501, trabalhou num pequeno quadro da Virgem com o Menino conhecido como Madona del Fuso.
 

Viajou pela Itália com Cesar Borgia como arquiteto e engenheiro. Desenhou mapas e outros tipos de representações geográficas

Da Vinci foi para Roma com o seu novo mecenas, Giuliano de Medici.

Em 1514/1515 iniciou uma série de experiências científicas. Entre outras coisas, planejou a drenagem dos pântanos de Pontini, a sul de Roma.
 
Após a morte de Giuliano de Medici, foi para França trabalhar na corte de Francisco I.

Estima-se que o artista tenha deixado mais de 13 mil páginas de anotações, das quais hoje restam cerca de 6 mil, abrangendo estudos de anatomia (entre eles o famoso "Homem Vitruviano", ciências, filosofia, engenharia, projetos de máquinas e armas, estudos de botânica, esboços de quadros e desenhos arquitetônicos e urbanísticos, além das pinturas  e esculturas.




Além da sua excepcional notabilidade como pintor, Leonardo da Vinci distinguiu-se como anatomista, físico, engenheiro, inventor, arquiteto, escultor, cartógrafo, geólogo, astrônomo, compositor, poeta, cozinheiro e... matemático.

Muito à frente de seu tempo, Leonardo decifrou o conceito para as invenções do helicóptero, tanque, guias e energia solar. Ele tinha o potencial para criar máquinas que poderiam ser utilizados para fins de defesa. Leonardo exibe também, um profundo conhecimento e interesse por relógios. Ele também projetou guindastes duplos para indústrias que poderiam ser utilizados para o transporte de grandes blocos com facilidade.







Da Vinci sofreu de paralisia da mão direita durante os seus últimos anos de vida. Mas isso não o impediu de desenhar e ensinar.

Morreu em Cloux em 1519, conforme a lenda, nos braços do Rei da França. Foi sepultado na Igreja de S. Florentino, em Ambroise, destruída durante a revolução francesa.
 

Curiosidade:

Leonardo da Vinci era canhoto e, numa época em que os canhotos eram tidos como enviados do diabo, a teimosia de Leonardo em continuar a escrever com a mão esquerda foi causa de alguns dissabores. Além disso, Leonardo escrevia também da direita para a esquerda, sendo apenas possível a leitura dos seus textos em frente a um espelho.






Fonte: lyspedia.com
           museoleonardo
           educ.fc.ul.pt
 


Frases de Leonardo Da Vinci:

"A lei suprema da arte é a representação do belo.”

“O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o olhar de quem ama.”

“A experiência nunca falha, apenas as nossas opiniões falham, ao esperar da experiência aquilo que ela não é capaz de oferecer.”

“O ódio revela muita coisa que permanece oculta ao amor. Lembra-te disso e não desprezes a censura dos inimigos.”

“A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação.”

“Assim como todo o reino dividido é desfeito, toda a inteligência dividida em diversos estudos se confunde e enfraquece.”

“Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro”

“Onde há muito sentimento, há muita dor”


imagens internet


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Fisioterapia com Você: A Santa Ceia de Leonardo Da Vinci