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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Amor de madrasta: a carta de despedida de D. Amélia ao enteado D. Pedro II

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
Uma coroa, um trono e um berço!



De Amélia de Leuchtenberg Para: D. Pedro II



Em 1831, em meio a forte crise política, dom Pedro I abdicou em favor de Pedro de Alcântara, então com seis anos de idade, filho de seu primeiro casamento com dona Leopoldina. Foi obrigado a deixar o Brasil com a segunda mulher, dona Amélia de Leuchtenberg, e, na madrugada de 7 de abril daquele ano, noite da partida, ela, que estava com 19 anos e amava os enteados, deixou esta carta ao menino e futuro imperador dom Pedro II.





Rio de Janeiro, [abril de 1831]

Meu filho do coração e meu imperador,

Adeus, menino querido, delícias de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu coração tinha adotado. Adeus para sempre.

Quanto és formoso nesse teu repouso! Meus olhos choro­sos não se puderam furtar de te contemplar! A majestade de uma coroa, a debilidade da infância, a inocência dos anjos cingem tua fronte de um resplendor misterioso que fascina.

És o espetáculo mais tocante que a terra pode oferecer! Quanta grandeza e quanta fraqueza a humanidade encerra, representadas por ti, criança idolatrada: uma coroa, um trono e um berço!

A púrpura ainda não serve senão para estofo, e tu, que comandas exércitos e reges um Império, ainda careces de todos os desvelos e carinhos de mãe.

Ah! querido menino, se eu fosse tua verdadeira mãe, se meu ventre te tivesse concebido, nenhuma força te arran­caria dos meus braços!

Mas tu, anjo de inocência e de formosura, não me perten­ces senão pelo amor que dediquei a teu augusto pai. Ape­nas sou tua madrasta, embora te queira como se fosses o sangue do meu sangue. Um dever sagrado me obriga a acompanhar o ex-imperador no seu exílio, através os mares, em terras estranhas… Adeus, pois, para sempre! Mães brasileiras, vós que sois meigas e carinhosas para com vossos filhinhos, supri minhas vezes: adotai o órfão coroado, dai-lhe, todas vós, um lugar na vossa família e no vosso coração.

Mães brasileiras, eu vos confio este preciosíssimo penhor da felicidade de vosso país e de vosso povo: ei-lo tão belo e puro como o primogênito de Eva no Paraíso. Eu vo-lo entrego: agora sinto minhas lágrimas correrem com menor amargura.

Dorme criança querida, enquanto nós, teu pai e tua mãe de adoção, partimos para o exílio, sem esperança de nunca mais te vermos… senão em sonhos.

Brasileiros! Eu vos conjuro que o não acordeis antes que me retire.

Adeus, órfão-imperador, vítima de tua grandeza antes que a saibas conhecer. Adeus…



ocontornodasombra





 

domingo, 19 de julho de 2015

A Medicina na Arte

Sem_Titulo

A peste - Anônimo do século XV


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Baco Doente (1593-1594), Caravaggio, óleo sobre tela. Galeria Borghese, Roma. 
 
 
Baco Doente: O pintor era jovem quando realizou esta pintura, que muitos acreditam tratar-se de um auto-retrato. No quadro, podemos observar um aparentemente saudável, mas ictérico e com lábios descorados. Provavelmente, trata-se do período que ele esteve internado por Malária.
 
 
 
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 S. Francisco e um leproso. Giovanni Crespi, 1630 
Pinacoteca de Brera, Milão
 
 
 
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Lição de anatomia do Dr. van der Meer 
Quadro de van Mierevelt, 1617. Museu de Delft



5

Lição de Anatomia do Dr. Nicolas Tulp 
Rembrandt van Rijn, 1632. Mauritshuis, Holanda



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 Criança enferma. Gabriel Mitsu, 1660 
Rijksmuseum, Amsterdam



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Consulta médica de uma gestante 
Jan Steen, século XVII. Galeria Nacional, Praga



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Ciência e caridade. Pablo Picasso, 1897 
Museu Picasso, Barcelona



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Primeira operação com anestesia pelo éter - 16.10.1846 
Robert C. Hincley, 1893 - Boston Medical Library




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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pompéia em 3D: sobrevoando uma das "Sete Maravilhas''


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Pompéia em 3D: sobrevoando  uma das "Sete Maravilhas''


79 d.C: O outono acaba de chegar em Pompéia, o imperador Tito assumiu o poder apenas alguns meses antes, em um dia quente no final de junho. A erupção do Vesúvio, foi um terrível evento que marcou a cidade para sempre. É a história do último dia de Pompéia, a antiga cidade como Roma, destruído e preservado por uma espessa camada de lava e cinzas. Magníficas moradias, casas e edifícios públicos, edifícios recreativos e templos, o traçado urbano, tudo está intacto, deixando-nos um património histórico e artístico excepcional. Esse tesouro é o episódio de ''Sete Maravilhas''.
 
 
video.repubblica.it/spettacoli-e-cultura/pompei-in-3d-il-drone-sorvola-una-delle-sette-meraviglie

sábado, 10 de maio de 2014

Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.
A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.


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Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:
 
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

wallpainting


Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado na Physical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]


gizmodo


Veja também:

Fisioterapia com Você: A Mais Antiga das Antigüidades

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Roma 360°

 
 

O Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP) é um laboratório temático do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e tem como objetivo pesquisar a presença romana em suas áreas de dominação dentro e fora da esfera mediterrânica. Os processos de transformação cultural e seus correlatos na cultura material são investigados através de análises que avaliam as mudanças ocorridas nos seus múltiplos aspectos, tendo em vista a variabilidade dos contextos das sociedades submetidas ao poder imperial.
 
O LARP colocou no ar o projeto Roma 360, um aplicativo que traz o mapa da cidade de Roma, aproximadamente no ano 360 d.C., utilizando a tecnologia 3D. O objetivo é ampliar o conhecimento do público em geral sobre essa que é uma das cidades mais importantes da história.
O visitante pode assim visualizar a localização de templos, monumentos e outras estruturas urbanas como o Fórum, o Coliseu, a  Basílica de Constantino, construções religiosas, e os templos de Vênus e Júpiter.

O Roma 360 é um projeto didático e sua divulgação foi feita por meio do site do LARP, para que todos, inclusive as escolas, possam ter acesso livremente. A intenção é que o projeto se amplie para áreas provinciais estudadas pelo grupo de pesquisadores, como Portugal, França e Israel. O objetivo é construir um grande mapa em 3D da área.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A arte em miniatura de David Edward

Violino de 3,8 cm comparado a uma cravelha, usada para afinar cordas do instrumento (Foto: Divulgação/David Edwards)
Violino de 3,8 cm comparado a uma cravelha, usada para afinar cordas do instrumento


O músico escocês David Edward, de 76 anos, tocou violoncelo na Orquestra Nacional da Escócia por 23 anos. Porém, em 1983, desistiu da carreira para se dedicar a um outro ofício: trabalhar como miniaturista profissional, e algumas de suas obras chegam custar R$ 3.250.
 
O que começou como um passatempo se transformou sua principal atividade, e David se tornou referência mundial por causa de suas miniaturas. As esculturas incluem ferramentas, objetos domésticos e até mesmo instrumentos musicais, como é um caso do menor violino do mundo, com apenas 3,8 cm, de acordo com o jornal “Daily Mail”.
 
Ampulheta 12 vezes menor do que tamanho real é colocada em cima de um ovo (Foto: Divulgação/David Edwards)
Ampulheta 12 vezes menor do que tamanho real é vista em cima de um ovo

 
Esses pequenos trabalhos de Edward geralmente são feitos 12 vezes menores do que o tamanho original, com uma atenção notável aos detalhes. Em algumas das fotos, é possível comparar o objeto original, que inspirou a obra, e a miniatura.
 
Artista ganhou fama internacional devido ao nível de detalhe de suas obras (Foto: Divulgação/David Edwards)
 
Artista ganhou fama internacional devido ao nível de detalhe de suas obras
 
No site de David Edward, há mais informações a respeito do trabalho do artista, assim como diversas fotos de suas miniaturas e o contato para interessados em adquirir alguma de suas peças.
 
Algumas peças do artista chegam a valer R$ 3.250 (Foto: Divulgação/David Edwards)
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Mais Antiga das Antigüidades






A cópia mais antiga das Escrituras do Antigo Testamento conhecida até o dia de hoje foi descoberta em 1979. São dois minúsculos rolos de manuscritos feitos de prata, que eram usados como talismãs e foram descobertos dentro de um túmulo em Jerusalém. O texto de sua inscrição foi cunhado em hebraico antigo. O manuscrito, surpreendentemente, continha uma citação da benção sacerdotal registrada em Números 6.24-26.
A inscrição data do século VII a.C., por volta da época do templo de Salomão e do profeta Jeremias. Portanto, esses versículos, provenientes do quarto livro da Torah [i.e., do Pentateuco], são cerca de 400 anos mais antigos do que os Manuscritos do Mar Morto.
 
 
 
 
Deixo um dos versículos encontrados como uma benção para todos:
 
"O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz" - Números 6.24-26.
 
 
 
 

sábado, 18 de maio de 2013

A Máquina de ANTIKYTHERA


Reperto del Calcolatore di Antikythera

A história mais antiga do computador analógico é conhecida como a máquina de Antikythera ou calculadora Antikythera, e remonta ao século I aC. A ilha de Antikythera (ou Anticítera Andikithira, Antykithera, Antikythira, ΑΝΤΙΚΥΘΗΡΑ, Άντικύθηρα), que está localizado no trecho do Mar Egeu entre o Peloponeso e Creta, é famosa por sua descoberta arqueológica que ocorreu em 1902 nas águas que a rodeiam. Naquele ano, de fato, foram encontrados por acaso, juntamente com estátuas de mármore e bronze no naufrágio de um navio naufragado ali, os restos de um dispositivo mecânico que iria entrar para a história como a "calculadora de Antikythera".
 
 
Modelo da calculadora Antikythera feita por John Gleave (frente e verso)
(Relatório dos movimentos do Sol e da Lua, com base em estudos de Derek de Solla Price).
 
Modello di John Gleave - lato anteriore
Frente
 
 
Os fragmentos, constituídos de cobre e bronze, agora guardado no Museu Arqueológico Nacional de Atenas, estavam muito corroídos,  mas mesmo assim conseguimos juntá-los novamente e, em parte, para interpretar as inscrições neles gravadas. Foi possível verificar que eles eram parte de um mecanismo de  um relógio que reproduzia através de mecanismos complexos, o movimento dos planetas em torno do Sol e também as fases da lua. Atualmente acredita-se que a calculadora Antikythera era uma calculadora astronômica precisa, construído para "monitorar" a relação cíclica entre o Sol, as estrelas e os planetas. Poderia servir como uma ferramenta para navegação e como uma ferramenta para investigações astronômicas.

Verso



Um mecanismo de engrenagem planetária com soluções técnicas avançadas
 
Em um primeiro exame das características da calculadora Antikythera se poderia pensar que é uma "máquina do tempo": os arqueólogos concordaram em dizer que, naquela época não era possível produzir equipamentos de tal complexidade.
 
Somente dezenove séculos depois é que surgiu a invenção do trem de engrenagem diferencial, atribuído oficialmente ao relojoeiro francês Onésiphore Pecqueur (1792-1852),  que o patenteou em 1828. Para o cálculo analítico, porém, fazemos uso da fórmula de Robert Willis, afirmado em 1841 em seu livro Princípios do Mecanismo.


 Após a "Calculadora de Antikythera", as engrenagens planetárias ou diferenciais surgiram na era moderna, pela primeira vez, cerca de um século atrás, no diferencial de carros. O diferencial, agora quase universalmente adaptado em todos os veículos a motor, permite variar a velocidade angular das rodas de acionamento durante as curvas, impedindo a ocorrência de deslizamento entre as rodas e o solo. As engrenagens também são usadas ​​atualmente em câmbios automáticos de automóveis e trens  e nas hélices dos helicópteros.

 

A calculadora Antikythera levantou reações diversas entre os pesquisadores e cientistas, porque podia se supor que os antigos gregos e romanos não tinham conhecimento suficiente da astronomia para descrever os movimentos dos planetas em torno do Sol, e não ao redor da Terra. Há, de fato, aqueles que argumentam que este nível de sofisticação e precisão não é compatível com o conhecimento da época do mundo helênico. Mas há aqueles que argumentam que é possível que os gregos tinham tal conhecimento. Muitas vezes se esquece, na verdade, que a civilização grega na época não era do período clássico ou Péricles, comumente imaginado, em que se destacou nas escolas de arte, humanísticos e filosóficos. Após as conquistas de Alexandre o Grande, onde se fundem as mais antigas civilizações do Oriente com o grego, ouve uma evolução para uma civilização helenística muito diferente, no qual as ideias científicas eram muito amplas. Em particular, eles eram muito mais evoluídos que os romanos, que foram capazes de prevalecer na parte militar e na lei civil, mas não prevaleceram na ciência.

 
Mais informações acesse giovannipastore (em inglês e italiano).
 




O mecanismo de Anticítera não poderia ser o único mecanismo desse tipo. "Não há nenhuma evidência de quaisquer erros", escreveu Martin Allen. "Todas as características mecânicas têm uma função. Não há nenhum furo extra ou vestígios de metal que sugiram modificações feitas pelo fabricante durante o processo de construção do mecanismo. Isso leva à conclusão de que ele deve ter fabricado vários modelos".

Pesquisas mais recentes revelam que o mostrador que indicava os eclipses continha o nome dos meses. Esses nomes são de origem coríntia. A revista Nature declarou: "As colônias coríntias do noroeste da Grécia ou de Siracusa, na Sicília, são as mais prováveis - a segunda indicando um patrimônio que remonta os dias de Arquimedes."

Aparelhos similares não foram encontrados porque "O bronze é um produto valioso e altamente reciclável", escreveu Allen. "Em resultado disso, antigos achados de bronze são muito raros. Na verdade, muitos deles foram descobertos debaixo da água, onde não eram acessíveis aos que talvez fossem reutilizá-los". "Nós só temos esse [exemplar]", diz um pesquisador, "porque estava fora do alcance de sucateiros".

Foi atribuído a Arquimedes a construção desse aparelho. Sua serventia vai além de guiar naus. Esse aparelho é precioso em calcular a orbita lunar, solar, mais as órbitas de cinco planetas ao redor da terra, além de ser capaz de prever eclipses lunares e solares por séculos a frente. Sua precisão é espantosa visto ter sido produzido por mãos humanas.

A Grécia não só é o berço da civilização ocidental como também pode ser considerada o berço da tecnologia ocidental sendo esse aparelho o primeiro computador feito pelo homem.


wikipedia

terça-feira, 14 de maio de 2013

Luz ultravioleta revela como eram as estátuas da Grécia antiga

painted replica of archer

Quando pensamos em estátuas gregas e romanas, logo pensamos no mármore branco.
 
Na Renascença,  artistas como Michelangelo usavam o branco como sendo uma cópia do real.
 
O templo de Aphaia em Egina  é a prova da policromia nos templos antigos, ao invés do branco das estátuas e ruínas que hoje vemos.

Esculturas foram retiradas de escavações do templo de Aphaia, em 1811. Era uma cena de uma batalha mítica.Tinta vermelha foi encontrada em algumas esculturas,  imitando sangue escorrendo.
 


[image][image]

O uso de análises químicas e luz ultravioleta ajudaram a detectar as cores utilizadas e alguns modelos foram recriados e pintados à mão em cores vivas com os mesmos materiais usados pelos gregos antigos. 



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Cabeça de Calígula

De acordo com os arqueólogos — especialmente o alemão Vinzenz Brinkmann, especialista em técnicas de reconstrução de cor —, os artistas da época utilizavam materiais orgânicos e minerais para colorir as esculturas. Contudo, depois de séculos de deterioração e de passar por incontáveis processos de limpeza, qualquer vestígio das cores originais dessas obras acabou sendo apagado.

 
Guerreiro grego -cabeça com uso de cores berrantes



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Alexander Sarcophagus






Estatua Equestre do Imperador  Marco Aurélio



"Peplos" Kore




Archeiro Troiano no Templo de Aphaia em Aegina



archaeology.org

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Santa Ceia de Leonardo Da Vinci













No refeitório do convento dominicano adjacente à igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão,  encontra-se uma das obras mais célebres do mundo: "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci.

Pintado entre 1494 e 1498 a pedido de Ludovico il Moro, Leonardo, abandonando o método tradicional de pintura afresco, pinta "a seco" a cena na parede do refeitório.

Após a conclusão, no entanto, foi documentado que esta técnica e os fatores poluentes haviam contribuído para a deterioração do afresco, que passou por várias restaurações. A mais recente foi em 1999, onde vários métodos científicos foram usados para restaurar as cores originais e, quando possível, para remover vestígios de tinta aplicada em tentativas anteriores de restaurar o afresco.

Desde a última restauração, para assegurar a preservação do afresco à temperatura ambiente, o acesso a visitantes foi limitado a um grupo de até 25 pessoas a cada 15 minutos.
 
 
Leonardo escolheu esta pintura, que está baseada em João 13:21, no qual Jesus anuncia aos doze apóstolos que alguém, entre eles, o trairia. Esta pintura, na história evangélica, é considerada a mais dramática de todas. ("Depois de dizer isso, Jesus perturbou-se em espírito e declarou: "Digo que certamente um de vocês me trairá").

Ao centro, Cristo é representado com os braços abertos, num gesto de resignação tranquila, formando o eixo central da composição. São representadas as figuras dos discípulos num ambiente que, do ponto de vista de perspectiva, é exato.


Estudo de Leonardo para a "Santa Ceia", contendo o nome de cada um dos apóstolos
 
 
Personagens
 
Ficheiro:Leonardo study Christ lastsupper.JPG
Cristo
 
Os apóstolos se agrupam em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. Da esquerda para a direita (do ponto de vista de quem está diante da pintura), segundo as cabeças, estão no primeiro grupo: Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo grupo Judas Iscariotes (cabelo branco inclinado sobre João, único imberbe - que não tem barba - do grupo), Simão Pedro e João; Cristo ao centro; Tomé, Tiago Maior e Filipe (este também imberbe) e no quarto grupo estão Mateus (aparentemente com barba rala), Judas Tadeu e Simão Cananeu também chamado de Simão, o Zelote, por último. Estas identificações provêm de um manuscrito autógrafo de Leonardo encontrado no século XIX.
Cogita-se que o rosto de Judas representado na pintura retrataria Girolamo Savonarola, padre Dominicano que governou Florença e que foi executado por ordem do Papa Alexandre VI em 1498.
 
 
Judas
 
 
Esboço do rosto de Filipe.
 


No site abaixo informações sobre  museus na Itália :
www.italy-museum.com/it/

Fonte: Wikipédia / imagens internet


Conta a lenda que...
 

A Última Ceia foi pintada por Leonardo da Vinci a pedido do Duque Lodovico Sforza.
 
 A pintura representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos antes de ser preso e crucificado. O local escolhido para essa pintura seria o Convento Santa Maria dele Grazie, em Milão.  O Duque prometeu pagar bem ao famoso artista, e por dia de trabalho...
 
Da Vinci levou 3 anos pra terminar a obra...
 
Diz-se que Da Vinci passava horas sentado na sala do convento, olhando para a parede branca que serviria para  a pintura, ficava apenas analisando a parede  e pensando.
 
Depois de alguns dias, o duque colocou um criado seu para "cuidar atentamente" o trabalho de Da Vinci. Sentavam-se Leonardo e o criado e ficavam o dia inteiro sem fazer nada. Esse criado, depois de vários dias sem ver trabalho, decidiu contar ao duque que ele estava sendo enganado. Disse que Da Vinci não tinha sequer começado a obra, que ficava sentado naquela cadeira o dia inteiro.  Sforza ao saber disso ficou enfurecido, correu até o convento onde Da Vinci estava e constatou que a parede continuava intacta.
 
Houve uma certa "indisposição" de ambos os lados, com o Duque querendo até confiscar os bens de Da Vinci.
 
O gênio então, calmamente,  informou que o tempo que ele estava sentado sem pintar, na verdade, estava imaginando o cenário da ceia e que pensava em rostos para os personagens. Relatou até que estava com quase todos os rostos em mente e que faltava apenas o rosto de um: Judas Iscariotes.

O duque alegou que precisava da pintura o quanto antes, pois ele queria usar aquela sala pra enterrar seus parentes mortos. E discutiam os três sobre a execução o mais rápido possível da obra.
Por fim, Da Vinci disse que talvez a obra fosse desvalorizada pela pressa do duque em deixá-la pronta, mas em seguida começou a pintar a parede.

Da Vinci, utilizando várias técnicas de pintura, criava algo ainda sem sentido. O criado continuava lá a mando do  Duque, cuidando para que a obra terminasse logo. Certo dia, estava quase tudo pronto, mas Da Vinci ainda pensava num rosto pra Judas Iscariotes. Acontece que o criado chamou Sforza e disse que Da Vinci teria que terminar a obra naquele dia, pois só faltava colocar o rosto em um personagem.

Da Vinci chega pra trabalhar, depois de 3 longos anos a parede ainda não havia sido terminada. Aparece então o criado acompanhado do Duque. E ambos iniciam a pressão para que Leonardo terminasse logo o afresco.
 
Da Vinci ficou enfurecido, após mais de uma hora trocando insultos, decidiu dar por fim a sua obra. Foi até o corpo de Judas Iscariotes e pintou nele a cabeça do criado.
 
Estava assim finalizada a mais famosa obra de Leonardo da Vinci. O Duque feliz pela consumação da obra e o pobre criado delator eternizado como Judas!
 
Fonte: Wikipédia / imagens internet



terça-feira, 26 de março de 2013

A Crucificação de Cristo


 Lucas Cranach (1472-1553)


A crucificação de Jesus está descrita nos quatro evangelhos canônicos, foi atestada por outras fontes antigas e está firmemente estabelecida como um evento histórico confirmado por fontes não-cristãs. Os cristãos acreditam que o sofrimento de Jesus foi previsto na Bíblia hebraica, como no salmo 22 e nos cânticos de Isaías sobre o servo sofredor. De acordo com uma harmonia evangélica, Jesus foi preso no Getsêmani após a Última Ceia com os doze apóstolos e foi julgado pelo Sinédrio, por Pilatos e por Herodes Antipas antes de ser entregue para execução. Após ter sido chicoteado, Jesus recebeu dos soldados romanos, como zombaria, o título de "Rei dos Judeus", foi vestido com um robe púrpura (a cor imperial), recebeu uma coroa de espinhos, foi surrado e cuspido. Finalmente, Jesus carregou a cruz em direção ao local de sua execução.
 
Abaixo algumas obras de grandes mestres da pintura, retratando a Crucificação de Jesus:



Paolo Veronese - 1580



Pedro de Campaña - Crucificação - 1550


Crucifixo (3) - (Giotto Di Bondone)
Giotto di Bondone - Crucifixo - 1320


Giovanni Bellini - 1455 - Crucifixo



Sandro Botticelli - Trindade




Fra Angelico - 1420 - Crucificação



 Luca Signorelli -  A crucificação



Paolo Uccello - Crucificação - 1430




Raphael - 1502 - Crucificação



Rembrandt - 1633 - Crucificação



Peter Paul Rubens- 1619-1620


Fonte: Wikipédia / imagens internet


Veja também:
Fisioterapia com Você: A Santa Ceia