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segunda-feira, 4 de março de 2019

Cientistas israelenses desenvolvem colírio que repara córneas e cura miopia



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Os cientistas israelenses não são de agora que trazem muitos avanços para a medicina.


Uma equipe de cientistas israelenses está desenvolvendo uma espécie de colírio que pode curar córneas danificadas e corrigir de vez a miopia.
Os “nanodrops”, foram chamados assim pelos oftalmologistas da Universidade Bar-Ilan, em Jerusalém.
O colírio já foi testado em porcos e o resultado foi positivo.
A próxima fase é o teste em seres humanos que segundo previsões sera realizada até o final do ano, o tratamento eliminaria de vez a necessidade do uso do óculos ou lentes.
Além disso, a equipe de pesquisa descobriu que os “nanodrops” poderiam ser desenvolvidos para criar correção de visão multifocal para que pudessem ver coisas a várias distâncias semelhantes aos efeitos do uso de óculos bifocais.
Dr. David Smadja, um dos pesquisadores envolvidos revela que ainda não sabe quanto tempo o colírio deverá ser aplicado até a visão estar completamente reparada.
Mas, se for comprovadamente bem-sucedida, o tratamento seria um método revolucionário de melhorar a visão.
Em uma palestra na  conferência médica, em Jerusalém,  Dr David Smadja, contou com a presença de mais de 350 pessoas, entre médicos e enfermeiros, da qual salientou a importância dessa inovação, se for aprovada para ser feita em seres humanos.
Nós torcemos para que sim!
sabervivermais.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Vitamina D e o Protocolo Coimbra

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O Professor Cícero Coimbra é uma das mentes médicas mais brilhantes dos nossos tempos. O desenvolvimento do Protocolo Coimbra permitiu mudar a vida de milhares de pessoas pelo mundo inteiro.
O desenvolvimento do Protocolo Coimbra iniciou-se quando verificou os efeitos que a suplementação com vitamina D teve num doente de Parkinson que apresentava também manchas de vitiligo. Após suplementar o doente com a dose fisiológica de 10.000UI por dia durante 3 meses, tendo em vista a normalização dos valores sanguíneos desta hormona, a mancha tinha praticamente desaparecido. A melhoria tinha sido absolutamente notável! Esta constatação foi o suficiente para iniciar o processo que hoje se conhece como Protocolo Coimbra.
 
Já à data era possível encontrar diversos artigos, publicados em conceituadas revistas científicas, que indicavam o papel importante da vitamina D nas processos fisiopatológicos responsáveis pelas doenças autoimunes. Essa evidência científica encerra um potencial impacto clínico muito grande: as terapias convencionais existentes para o tratamento autoimune não são totalmente satisfatórias, seja pelos níveis de controlo clínico existentes, seja pelos incríveis efeitos secundários apresentados.
Durante os anos seguintes, o protocolo foi sendo desenvolvido passo a passo, tendo sempre uma certeza: as doenças autoimunes não precisam de ser uma sentença sem direito a recurso, podem ser combatidas e vencidas. A sua especialização como neurologista, com particular foco na prática clínica, permitiu a aplicação e o desenvolvimento deste protocolo terapêutico em doentes com esclerose múltipla, uma doença classicamente referida como progressiva, degenerativa, intratável, irrecuperável. Com a evolução e o ajuste do procedimento protocolar, o sucesso terapêutico possível tornou-se evidente. De repente, a recuperação clínica era possível, mesmo em situações graves e dramáticas. Finalmente existia maneira de vencer a autoimunidade!
 
 
A terapia que se chama hoje de Protocolo Coimbra não nasceu de um dia para o outro. O seu desenvolvimento durou mais de 10 anos, até se conseguir obter os efeitos terapêuticos desejados, minimizando todos os efeitos laterais possível associados à toma de altas doses de vitamina D.  O objectivo sempre foi evidente: conseguir estabelecer uma terapia que pudesse melhorar a saúde e a vida de todos aqueles que sofrem diariamente com as doenças autoimunes.
Finalmente, em 2012, conseguiu-se atingir a eficácia e estabilidade clínica pretendidas. No total, serão já mais de 7000 vencedores, espalhados por todo o mundo, que decidiram ter um papel activo na sua saúde e iniciaram uma batalha real e efectiva contra a sua doença. A grande maioria venceu. Porque é possível vencer a doença autoimune!
 
Assista ao vídeo do Dr. Coimbra sobre o tratamento com vitamina D

youtu.be

 
Leia o resto do artigo e saiba mais sobre esse tratamento revolucionário
 

sábado, 17 de março de 2018

Lente de contato inteligente informa nível de glicose

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Lente de contato eletrônica
 
Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (Coreia do Sul) criaram uma lente de contato biossensível projetada para detectar níveis de glicose em pacientes com diabetes.
 
A lente inteligente, que possui circuitos eletrônicos flexíveis embutidos, monitora os níveis de glicose no organismo analisando as lágrimas no olho.
 
"Estas lentes de contato inteligentes são feitas de nanomateriais transparentes e, portanto, não obstruem a visão do usuário," disse o professor Jang-Ung Park. "Além disso, como o sistema usa uma antena sem fios para ler a informação do sensor, nenhuma fonte de energia separada, como uma bateria, é necessária para os sensores inteligentes das lentes de contato".
 
 
Resultado nos olhos
 
Existem várias abordagens buscando medir os níveis de glicose no sangue de forma não-invasiva e indolor, para evitar as tradicionais picadas a que as pessoas com diabetes precisam se submeter.
 
A equipe coreana tentou eliminar as deficiências das lentes de contato desse tipo feitas até agora usando um sensor de glicose especial que envia seus resultados na forma de sinais elétricos para um minúsculo LED.
 
A energia elétrica que ativa o LED e o sensor de glicose é transmitido sem fios para a lente através da antena.
 
Quando detecta uma concentração de glicose no fluido lacrimal acima do limite, o píxel LED se desliga, permitindo uma leitura simples e rápida do resultado, o que simplificou muito o projeto.
 
O dispositivo ainda não foi testado em seres humanos. "Os testes in vivo em coelhos ... nos deram a promessa substancial de futuras lentes de contato inteligentes para o monitoramento de saúde não invasivo usando os olhos e as lágrimas humanas," escreveu a equipe em seu artigo que descreve a pesquisa, publicado na revista Science Advances.
 
 

Longevidade é controlada por comunicação cérebro-intestino


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Intestino nervoso

O envelhecimento não parece ser um processo passivo: nosso corpo possui mecanismos que influenciam diretamente nossa longevidade.
As células e os tecidos utilizam continuamente informações dos nossos ambientes - e uns dos outros - para coordenar ativamente o processo de envelhecimento.
 
Houve muita surpresa quando se descobriu recentemente que a sinalização entre o intestino e o cérebro pode regular uma variedade de processos biológicos. Até agora, as pesquisas se concentravam principalmente em como os sinais do intestino podem afetar as funções neurológicas, incluindo algumas doenças neurodegenerativas.
Mas a equipe do professor Shawn Xu, da Universidade do Michigan (EUA), queria saber quais são os efeitos da comunicação no sentido inverso, ou seja, como a comunicação do cérebro com o intestino pode afetar os processos biológicos, sobretudo o envelhecimento.
 
 
Quente e frio afetam longevidade
 
Em experimentos com animais de laboratório (C. elegans), Xu descobriu que essa comunicação neural de longa distância cria uma espécie de "eixo do envelhecimento", no qual o cérebro e os intestinos trabalham juntos para regular a longevidade.
Variando as condições ambientais, que afetam diretamente a longevidade dos animais, os pesquisadores investigaram como os neurônios processam informações sobre a temperatura externa e transmitem essa informação para outras partes do corpo.
 
Eles identificaram dois tipos diferentes de neurônios - um que detecta o calor e outro que detecta o frio. Ambos agem na mesma proteína no intestino. Quando o neurônio sensível ao frio detecta uma queda de temperatura, ele desencadeia uma cadeia de comunicação que, em última instância, libera serotonina no intestino. Essa serotonina faz com que uma proteína conhecida por regular a idade, a DAF-16, aumente sua atividade, o que resulta no aumento da longevidade do verme.
O neurônio sensível ao calor, em contraste, envia um composto semelhante à insulina para o intestino. Lá, a atividade da mesma proteína DAF-16 é bloqueada, reduzindo o tempo de vida do animal.
 
 
Longevidade determinada pelo ambiente
 
Usando estes dois caminhos, o cérebro é capaz de processar pistas do ambiente externo e, em seguida, usar essa informação para se comunicar com o intestino sobre o envelhecimento. Além disso, esses sinais podem ser transmitidos do intestino para outras partes do corpo, permitindo que os neurônios regulem o envelhecimento em todo o corpo.
E, como muitos dos principais participantes dessas reações são os mesmos encontrados em outras espécies, Xu acredita que essa pesquisa pode ter implicações para os seres humanos.
 
"Das nossas descobertas, fica claro que o cérebro e o intestino podem trabalhar juntos para detectar informações relacionadas ao envelhecimento e depois divulgar essas informações para outras partes do corpo," disse Xu. "Nós acreditamos que é provável que esse tipo de eixo de sinalização possa coordenar o envelhecimento não apenas nos C. elegans, mas também em muitos outros organismos."
 
 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Aço que imita osso resiste 100 vezes mais à fadiga

A ciência em busca da perfeição do corpo humano.
 
Artigo retirado do site inovacaotecnologica.com.br 
 

Aço que imita osso resiste 100 vezes mais à fadiga


Aço imune à fadiga

Introduzir no aço uma nanoestrutura laminada, similar à encontrada nos ossos, torna o metal muito mais resistente às rachaduras em micro e macro escalas que surgem a partir do estresse repetitivo.
O desenvolvimento, não apenas de novos tipos de aço, mas também de outras ligas metálicas com esta estrutura, tem potencial para melhorar a segurança de todas as estruturas metálicas - de máquinas e veículos a edifícios - que devem suportar cargas cíclicas.
A questão chave é que o aço torna-se suscetível a trincas e rachaduras quando é submetido repetidamente a cargas - pense em uma ponte metálica, por onde passam veículos e caminhões; após a passagem de cada veículo, o aço da ponte retorna ao estado de "repouso", sem carga. Isto resulta na chamada "fadiga" do material.
Motomichi Koyama e seus colegas da Universidade Kyushu, no Japão, foram buscar inspiração nos ossos, que também são submetidos a essa ciclagem constante, mas possuem uma resistência superior à do aço devido à sua subestrutura hierárquica e laminada.


Aço nanoestruturado

Para começar a trabalhar, a equipe procurou por tipos de aço cujas estruturas já são naturalmente comparáveis à do tecido ósseo. Eles identificaram dois: o aço perlítico ferrita-cementita e o aço de plasticidade induzida de martensita-austenita.
Partindo da estrutura original, os pesquisadores fizeram melhorias adicionais em ambos os tipos de aço, de modo que eles passassem a apresentar características as mais próximas possíveis daquelas dos ossos, que tipicamente resistem muito bem à propagação de rachaduras.
As melhorias deram resultado, com os dois aços otimizados mostrando-se significativamente mais resistentes à fadiga do que qualquer tipo de aço industrial. A equipe submeteu seu aço nanolaminado a ciclos repetidos de estresse, verificando que o desenvolvimento das fissuras microscópicas foi adiada em 107 ciclos em relação aos dois tipos de aço originais.
A equipe agora pretende otimizar ainda mais as melhorias, para que o aço torne-se resistente a amplitudes maiores de estresse. Em seu artigo, eles já propõem vários mecanismos que pretendem testar para obter essa melhoria adicional. Também será necessário estudar como passar o método usado em laboratório para a escala industrial.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nova esperança para evitar metástase do câncer

Descoberto novo alvo para evitar metástase do câncer

Pesquisadores identificaram a forma como as células de melanoma se espalham, abrindo um novo caminho para o tratamento deste que é o tipo mais grave de câncer de pele.
Mais do que isso, afirma a equipe liderada pelo Dr. Aaron Smith, da Universidade de Queensland (Austrália), os resultados abrem novos rumos para o tratamento do câncer em geral, já que o processo pode ser comum a outros tipos da doença.
 
"O câncer é caracterizado pelo crescimento descontrolado das células, mas se o crescimento descontrolado fosse o único problema então as células cancerosas seriam facilmente tratadas com cirurgia na maioria dos casos," explicou o Dr. Smith.
Mas o que torna o câncer mortal é a sua tendência a invadir tecidos e migrar para outras regiões do corpo, um processo chamado metástase. O melanoma metastático é um dos mais agressivos e difíceis de tratar de todos os tipos de câncer.
 
 
Alvo para medicamento
 
No tumor de melanoma, as células são principalmente proliferativas, mas algumas são mais invasivas e migratórias. Complicando um pouco as coisas, algumas células podem alternar entre esses dois comportamentos, o que significa que uma célula pode espalhar o câncer para outras partes do corpo e, em seguida, mudar de personalidade para ajudar um novo tumor a crescer.
 
"Nosso projeto de pesquisa descobriu o mecanismo pelo qual essas células de melanoma mudam entre esses dois comportamentos. Este é um avanço importante, uma vez que identificamos um alvo tratável com medicamento como parte desse processo. Evitar essa mudança para o comportamento invasivo permitirá prevenirmos a disseminação metastática do melanoma e, potencialmente, também de outros tipos de câncer," acrescentou o pesquisador.
 
Os dois tipos de comportamentos das células tumorais são marcados pela expressão de dois diferentes fatores reguladores: MITF (células proliferativas) e BRN2 (células invasivas). O BRN2 reduz a expressão MITF para diminuir a proliferação e colocar as células no modo invasivo, e ele faz isso aumentando a expressão de um outro fator regulador, chamado NFIB.
A equipe finalmente descobriu que esse fator NFIB, por sua vez, é controlado por uma enzima chamada EZH2 - é essa enzima que o pesquisador chamou de "alvo tratável com medicamento".
 
 
Droga em testes
 
A melhor notícia de todas é que já existem drogas em desenvolvimento para inibir quimicamente a EZH2, que estão atualmente em testes pré-clínicos e que poderão, se consideradas seguras e eficazes, serem usadas para bloquear a proliferação do câncer.
 
De fato, as pesquisas mais recentes têm indicado que a metástase pode ser um alvo mais promissor do que o tumor propriamente dito para tentar curar o câncer.
 
 
Os resultados foram publicados na revista EBiomedicine.
 
 
Fonte:

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Hospital português realiza implante auditivo inovador




O Hospital Lusíadas Porto colocou, pela primeira vez em Portugal, um implante coclear híbrido numa paciente de 41 anos com problemas auditivos. Trata-se de um implante inovador de preservação auditiva, que combina a estimulação elétrica, utilizada para a reabilitação de pessoas surdas, com a estimulação acústica, direcionada a doentes com algum grau de perda auditiva.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, António Sousa Vieira, coordenador da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Porto, afirma que "esta é a primeira vez que se realiza este tipo de implante e é, de facto, um enorme avanço na área da otorrinolaringologia".
 
"O implante coclear está indicado para pessoas surdas e, desta vez, implantámos numa doente que ainda não estava totalmente surda", esclareceu o especialista, explicando que a mulher, de 41 anos, "sofria de uma perda auditiva moderada e não estava a ter benefícios com as próteses auditivas convencionais".
 
"Com este tratamento de estimulação eletroacústica conseguimos preservar a audição da paciente, afastando a possibilidade de surdez", congratula-se António Sousa Vieira.
 
Segundo o responsável da Unidade de Otorrinolaringologia do hospital portuense, "há pacientes que não são candidatos ao implante coclear (estimulação elétrica) e que não beneficiam dos aparelhos auditivos convencionais (estimulação acústica".
 
"A estimulação eletroacústica é, então, a combinação entre um aparelho que é capaz de realizar a estimulação elétrica em algumas zonas da cóclea (altas frequências) e um aparelho de audição convencional, que é capaz de estimular outras regiões da cóclea (baixas frequências", elucida António Sousa Vieira.
 
A estimulação eletroacústica utiliza a amplificação acústica e a tecnologia do implante coclear (estimulação elétrica) em simultâneo, estando indicada para pessoas que foram diagnosticadas com surdez parcial e que recebem pouco ou nenhum benefício com aparelhos auditivos.
 
 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estudo mostra que sinais de envelhecimento podem ser visíveis aos 20 anos

Estudo mostra que sinais de envelhecimento podem ser visíveis aos 20 anos Julio Cavalheiro/Agencia RBS

Pesquisa mediu “idade biológica” de voluntários e encontrou sinais de deterioração evidentes em pessoas com menos de 30 anos
 

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pelos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos sugere que diferentes taxas de envelhecimento já podem ser detectadas em torno dos 20 anos. A pesquisa é da Universidade de Duke.
 
As descobertas foram baseadas em um grupo de 954 pessoas da Nova Zelândia, nascidas entre 1972 e 1973. Os voluntários foram submetidos a uma coleta de dados aos 26, 32 e 38 anos. Os pesquisadores também mediram o colesterol, níveis de condicionamento físico e o comprimento dos telômeros — capas de proteção na extremidade dos cromossomos que, segundo verificado, diminuem com a idade.
Por meio de um total de 18 medições biológicas foi determinada uma "idade biológica" para cada participante aos 38 anos — com alguns registrando menos de 30 anos e outros que pareciam ter quase 60.
 
A equipe observou que os participantes que envelheceram mais rapidamente apresentaram sinais de deterioração evidentes aos 26 anos — idade em que o primeiro conjunto de medidas biológicas foram tiradas. A maioria das pessoas no grupo estava envelhecendo à taxa esperada de um ano biológico por ano cronológico, ou até menos, enquanto os outros foram envelhecendo numa proporção de três anos biológicos por um ano cronológico.
Aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rápido também apresentaram resultados piores em testes de equilíbrio e coordenação e resolução de problemas não familiares, por exemplo.
Além disso, um grupo de universitários da Universidade de Duke foi convidado a analisar imagens dos participantes do estudo. Os jovens classificaram como mais velhos aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rapidamente do que o resto.
 
De acordo com os autores, esses resultados pavimentam o caminho para futuros testes talvez mais fáceis e baratos de serem implementados, de modo que as pessoas podem descobrir o quão rápido estão envelhecendo já aos 20 anos, idade em que a prevenção de doenças é mais eficaz.
 
Estudos anteriores mostraram que os genes representam apenas cerca de 20% do envelhecimento, deixando o resto para hábitos relacionados ao estilo de vida de cada um.
 
— Isso nos dá alguma esperança de que a medicina possa ser capaz de retardar o envelhecimento e dar às pessoas ativas mais anos saudáveis — acredita Terrie Moffitt, professor de psicologia e neurociência na Universidade de Duke.
 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vacina comum pode proteger contra leucemia infantil

 
Vacina comum pode proteger contra leucemia infantil
 
Cientistas norte-americanos descobriram que uma vacina comumente administrada em crianças para prevenção de otites e da meningite (e que faz parte do programa de vacinação nacional) pode reduzir o risco de leucemia linfoblástica aguda (LLA), o tipo mais frequente de cancro infantil. 
 
 
De acordo com um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (UCSF) - São Francisco, nos EUA, a vacina do HIB ("Haemophilus influenza tipo b"), que protege contra doenças causadas pela bactéria com o mesmo nome e integra o Plano Nacional de Vacinação português, consegue, também, prevenir a LLA.

Embora já tivesse sido estabelecido em vários estudos epidemiológicos, este caráter protetor da vacina contra a leucemia é ainda pouco conhecido do público em geral e só agora os investigadores conseguiram entender qual o mecanismo que o explica, mecanismo esse que revelaram no trabalho publicado esta segunda-feira na revista científica Nature Immunology.
 
 
Segundo os cientistas, muitos bebés apresentam, à nascença, na corrente sanguínea, os chamados "oncogenes", ou seja, genes com potencial para provocar cancro, apesar de apenas um em cada 10.000 recém-nascidos desenvolver a doença.

As infeções recorrentes com o vírus HIB levam, porém, a que que determinados genes do sistema imunitário entrem em sobrecarga, convertendo estas células sanguíneas "pré-leucemia" em cancro, o que justifica o aparecimento da patologia.

Os investigadores da UCSF decidiram, portanto, avaliar o risco de a inflamação crónica causada por infeções recorrentes provocar "danos colaterais" (as chamadas lesões genéticas) nas células sanguíneas que já transportam "oncogenes", promovendo a sua transformação numa efetiva doença oncológica.
 
 
Equipa vai também analisar vacinas contra infeções virais

 Em experiências com ratinhos, a equipa analisou duas enzimas conhecidas como AID e RAG, que, por norma, são necessárias para uma resposta imunitária normal mas, em casos de infeção crónica, se tornam "hiperativas", levando a mutações genéticas aleatória e a uma reação exagerada do sistema imunitário e abrindo, consequentemente, portas ao cancro.
 
 
É aqui que entra a vantagem da vacinação: ao serem vacinadas, as crianças ficam "amplamente protegidas e adquirem uma maior imunidade a longo-prazo", uma vez que as vacinas previnem as infeções, reduzindo a frequência das reações "recorrentes e veementes" do sistema imunitário que, muitas vezes, desencadeiam a leucemia.

"Estas experiências ajudam a explicar por que razão a incidência da leucemia se tem reduzido drasticamente desde o advento das vacinações regulares na infância", sublinha Marcus Müschen, professor de Medicina Laboratorial da USCF, em comunicado.
 
 
Apesar de terem estudado, especificamente, as infeções por HIB - infeções bacterianas - os cientistas acreditam que é possível que os mesmos mecanismos se observem em infeções virais.

Por essa razão, a equipa está, neste momento, a realizar testes para apurar se vacinas como, por exemplo, a "Tríplice Viral" (vacina conjunta contra o Sarampo a Rubeóla e a Papeira), podem, também, proteger contra a leucemia.
 
 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Cientistas removem a "imortalidade" das células cancerígenas

Pesquisa afirma ser possível destruir escudos de proteção das células afetadas

Cientistas removem a "imortalidade" das células cancerígenas RAJ CREATIONZS/Shutterstock


Cientistas do centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha (CNIO) descobriram uma nova estratégia na luta contra o câncer. Um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico EMBO Molecular Medicine abriu novos caminhos para uma abordagem diferente na luta contra o câncer, feita através da inibição da proteína TRF1.
O trabalho mostrou pela primeira vez que os telômeros — estruturas encontradas no fim dos cromossomos e que ajudam a proteger a integridade do DNA — podem ser eficientes como alvo contra o câncer. Ao bloquearem uma das proteínas responsáveis pela "reconstrução" dos telômeros nas células cancerosas, chamada TRF1, pesquisadores observaram melhoras no estado de camundongos que sofriam com câncer no pulmão.
 
Uma célula duplica o seu DNA toda vez que se divide. Mas, devido ao modo como o DNA é replicado, o fim de cada cromossomo não pode ser refeito completamente e, como resultado, os telômeros ficam mais curtos a cada divisão celular. Essas estruturas, quando muito curtas, fazem com que as células parem de se dividir e, consequentemente, morram.
O fenômeno já é conhecido há décadas, assim como o fato de ele não ser visto em células cancerígenas, as quais se proliferam aparentemente sem limites, se dividindo sem que seus telômeros fiquem mais curtos. A enzima telomerase age sobre as células cancerígenas, o que ajuda a reconstruir os telômeros quando as células se dividem. Em células normais a ação da telomerase é interrompida após a divisão.
Assim, uma estratégia de combate ao câncer seria inibir a enzima em células afetadas. Como esse método já foi testado anteriormente e não apresentou resultado positivo — os telômeros das células de câncer só encurtaram após inúmeras divisões —, cientistas espanhóis decidiram focar em uma abordagem diferente.
Os telômeros são formados por centenas de repetições de uma mesma sequência de DNA unidas por um complexo de seis proteínas, as shelterinas, que formam uma cobertura protetora. A estratégia da equipe foi bloquear apenas uma dessas proteínas, a TRF1, e assim destruir os escudos de proteção dos telômeros de células cancerígenas.

— É difícil encontrar drogas que interfiram na ação de proteínas que se ligam ao DNA e há a possibilidade de que medicamentos que tenham como alvo os escudos dos telômeros sejam muito tóxicos. Por estas razões, ninguém tinha explorado esta ideia antes — diz Maria Blasco, líder do grupo de pesquisas.
Segundo os cientistas, mesmo provocando pequenos efeitos tóxicos, o bloqueio da TRF1 impediu o crescimento de um tipo muito agressivo de câncer no pulmão em camundongos.
 
— A remoção da TRF1 induziu uma aguda desagregação dos telômeros, resultando no envelhecimento e morte das células cancerígenas. Observamos que a estratégia mata estas células e interrompe o crescimento dos tumores com efeitos tóxicos toleráveis — afirma Blasco.
A inibição da TRF1 foi feita geneticamente, removendo o gene dos camundongos, e também quimicamente, administrando compostos de drogas, o que pode servir como ponto de partida para a indústria farmacêutica desenvolver novos remédios contra o câncer, em especial para os tipos que atualmente não contam com nenhuma opção de tratamento.


clicrbs

sexta-feira, 27 de março de 2015

Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória

Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória

Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.
 
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões - placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
 
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
 
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer - uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo - tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
 
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
 
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
 
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória - um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
 
 

sábado, 21 de março de 2015

Cientistas estão alterando DNA de embriões humanos

 
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Uma série de reportagens e apelos assinados por cientistas de universidades e empresas de biotecnologia está chamando a atenção da imprensa do mundo todo.
Nas reportagens, os próprios pesquisadores conclamam uma moratória total nas pesquisas com a manipulação genética de embriões humanos, taxadas por eles como perigosas e antiéticas.
 
 
Edição genética humana
 
Segundo as revistas Nature e Science, artigos científicos a serem publicados nos próximos dias relatam experimentos com "técnicas de edição genética de precisão", nos quais os cientistas modificaram o DNA de embriões humanos.
O assunto foi denunciado pela revista Technology Review, do MIT (EUA), que cita "uma pesquisa ativa em torno de edição das células da linha germinativa, que está ocorrendo na China, na Universidade de Harvard e em uma empresa de biotecnologia de capital aberto chamada OvaScience."
Os resultados devem ter assustado os próprios cientistas. Embora as revistas citem apenas "rumores" sobre os experimentos, o processo de publicação científica envolve a chamada "revisão pelos pares", por meio da qual outros cientistas da área avaliam a qualidade dos artigos e dos experimentos antes que os artigos sejam efetivamente publicados.
Ou seja, os experimentos e seus resultados já são conhecidos de uma parte da comunidade científica - além, obviamente, dos próprios cientistas envolvidos - embora só devam chegar ao conhecimento público nos próximos dias.
E, aparentemente temendo serem acusados de conivência pela opinião pública, esses cientistas e as duas revistas de ciência mais famosas do mundo lançaram o apelo pela moratória.
 
 
Perigoso para as futuras gerações
 
Em um dos textos publicados pela revista Nature, intitulado "Não editem a linha germinativa humana", cinco pesquisadores da área afirmam que "há graves preocupações com relação às implicações éticas e de segurança dessa pesquisa. Há também medo do impacto negativo que ela poderá ter sobre trabalhos importantes envolvendo o uso das técnicas de edição genômica em células somáticas (não reprodutivas)".
Segundo eles, as tecnologias de edição do DNA - que envolvem a ativação ou o silenciamento de genes específicos - têm grande importância para a pesquisa de várias doenças humanas, e que essas técnicas não precisam lidar com as células reprodutoras humanas, que afetam diretamente o bebê a ser gerado e que podem visar aplicação não-terapêuticas, incluindo a "modelagem" de filhos com características específicas.
"Em nossa visão, a edição genômica em embriões humanos usando as tecnologias atuais poderá ter efeitos imprevisíveis sobre as futuras gerações. Isto as torna perigosas e eticamente inaceitáveis," afirmam Edward Lanphier e seus colegas.
 
 
Controle social da ciência
 
O grande problema é que apenas poucos países - cerca de 40 - criaram legislações restringindo ou proibindo a manipulação genética dos embriões humanos. E, se não é proibido, pressupõem os cientistas que continuam com estas pesquisas, então deve ser permitido.
Mas a parte da comunidade científica que agora decidiu se manifestar defende que a ética está sendo ferida, com graves riscos para a humanidade. Eles conclamam a sociedade a se manifestar para evitar que o impacto negativo atrapalhe as pesquisas que seguem as regras éticas e são feitas para benefício da raça humana.
 
Um embargo voluntário dos cientistas parece não ser suficiente, a exemplo do que ocorreu em 2011, quando eles manipularam o vírus da gripe aviária para que ele afetasse humanos, uma pesquisa que foi duramente criticada pela Organização Mundial da Saúde - os artigos acabaram publicados.
 
 
 imagem internet
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Biólogos descobrem gene que desacelera o envelhecimento

AMPK permitiria viver por mais tempo e com mais saúde (Foto: Moyan Brenn/flickr/creative commons)

O chamado AMPK* estimula um mecanismo das células que descarta materiais envelhecidos

A vida de uma drosófila [mosca-do-vinagre] normalmente dura cerca de seis semanas. Depois que um grupo de biólogos da Universidade da Califórnia induziu um aumento na quantidade do gene AMPK ativa em seus intestinos, passaram a viver com mais saúde por um período de até oito semanas – pode parecer pouco, mas para a realidade do inseto o aumento corresponde a uma expectativa de vida 30% maior. O resultado é promissor pois o gene também está presente no genoma humano, e pode surtir efeitos semelhantes em nosso organismo.
 
Ao invés de estudar as doenças do envelhecimento – Mal de Parkinson e de Alzheimer, câncer, derrame, doença cardiovascular, diabetes – uma por uma, nós acreditamos que pode ser possível intervir no processo de envelhecimento e atrasar o aparecimento de muitas destas doenças”, explica David Walker, biólogo molecular e um dos autores do artigo, publicado na última semana no periódico acadêmico Cell Reports.
 
O gene funciona como uma espécie de sensor de energia da célula, e é ativado naturalmente quando os níveis energéticos estão baixos. O mecanismo que ele origina é a chamada autofagia, através do qual as células descartam resíduos como organelas envelhecidas ou danificadas. Se permanecer por muito tempo no interior celular, este “lixo” pode causar danos, provocando o envelhecimento. Apesar de ter sido focado no intestino dos animais, uma vez estimulada, a ação do AMPK se estende pelo corpo todo.

“Nós mostramos que quando ativamos o gene no intestino ou no sistema nervoso, vemos que o processo de envelhecimento é desacelerado para além do sistema de órgãos em que o gene é ativado”, diz o professor. Dessa forma, seria possível retardar os efeitos da velhice no corpo e também no cérebro. Walker ressaltou que o gene é ativado principalmente pela droga metformina, usada no tratamento da diabetes tipo 2.


revistagalileu


[AMPK* é um sensor de energia-chave nas células, quando os níveis de energia celular ficam baixos.]

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PAI CRIA JOGOS PARA DEIXAR FISIOTERAPIA DA FILHA MAIS DIVERTIDA
















O pai de uma menina de 4 anos que sofre de fibrose cística desenvolveu um jogo de computador que ajuda no tratamento da doença.
 
David Day, que é professor de computação e matemática na Universidade de Derby, na Grã-Bretanha, sofria com as sessões diárias de fisioterapia respiratória com a filha Alicia.
"Toda noite, ela chorava e gritava e fugia e a coisa estava ficando progressivamente mais difícil quanto mais velha ela ficava", diz Day.
Foi então que ele percebeu que poderia usar o talento de seus colegas de universidade para diminuir o sofrimento da menina.
 
Junto com especialistas da Escola de Computação e Matemática, ele desenvolveu uma linha de jogos de computador que tornam o tratamento divertido e ainda podem ajudar a monitorar a progressão da doença.
 
Ao respirar através de uma máscara conectada por tubos aos computador, as crianças controlam personagens e formas na tela ao expirar com determinada força.

Doença incurável
 
A fibrose cística é uma doença genética grave e incurável que causa uma alteração nas glândulas que faz com que o corpo produza um muco mais espesso, que bloqueia as vias respiratórias e outros órgãos.
 
"As crianças precisam de fisioterapia regular para que possam expelir o muco de seus pulmões, caso contrário ele vira local de proliferação de bactérias que podem agravar seu estado de saúde", explica Day.
 
"A fisioterapia inclui leves batidas nas costas ou peito do paciente. Também usamos uma máscara de pressão expiratória positiva (PEP), que é colocada no rosto e que dificulta a expiração, fazendo com que eles puxem o muco do pulmão e consigam expeli-lo tossindo. As crianças acham o tratamento de PEP difícil, desagradável e chato e pode ser bastante complicado conseguir que elas façam os exercícios."

Evolução
 
Após observar a evolução dos videogames nos últimos anos, Day achou que seria possível criar um jogo que tornasse a fisioterapia mais atraente para as crianças. Usando verbas da universidade e de bolsas de pesquisa europeias, a equipe de jogos de computador de Derby transformou a ideia em realidade. Os pesquisadores colocaram um dispositivo na máscara de PEP que converte a respiração das crianças em sinais eletrônicos.
 
Controlando sua respiração, elas controlam também os personagens na tela. A tecnologia é similar à maneira como paraplégicos usam tubos respiratórios para controlar cadeiras de rodas e outros aparelhos eletrônicos.
 
"Organizando um registro da performance do jogador ao longo do tempo, um médico pode aferir a eficiência de seus pulmões. A flexibilidade dos jogos significa que mesmo as crianças mais jovens conseguem jogar nos níveis iniciais", explica Andreas Oikonomou, especialista em jogos de computador da universidade.

Flores e dragões
 
Segundo David Day, o efeito em Alicia foi imediato. "Ela soprou no aparelho, viu flores na tela e olhou para mim com uma expressão maravilhada", diz o pai.
 
"Ela me perguntou como funcionava e eu disse que era mágica. Ela adorou e desde então, isso tirou toda a pressão e preocupação de garantir que ela fizesse a fisioterapia."
Além do jogo das flores, o favorito de Alicia, a equipe também desenvolveu jogos com navios piratas e dragões. Agora, Day espera conseguir verbas para testar os jogos com mais dez crianças, entre seis e nove anos de idade.
 
"Esperamos que nos próximos 12 meses tenhamos uma versão disso à venda para o público para que outras crianças e pais possam se beneficiar. Até onde sei, todos os pais sofrem para conseguir que os filhos façam a fisioterapia", diz o professor.
 
"É uma batalha que todos os pais de crianças com fibrose cística têm de lutar, então acho que o que estamos fazendo é absolutamente fundamental."
 
O Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística (GBEFC) afirma que há mais de 2,5 mil pacientes com fibrose cística em tratamento no Brasil, mas segundo a associação, para cada paciente diagnosticado no país, há quatro sem diagnóstico.
 
 
 

Cientistas criaram "baço artificial" capaz de limpar o sangue

Aparelho pode limpar sangue contra doenças (Foto: Reprodução)


Pesquisadores do Harvard Wyss Institute desenvolveram um aparelho inspirado no baço humano que é capaz de filtrar organismos patogênicos e toxinas do sangue de pacientes. Para os cientistas, essa nova forma de tratamento é uma esperança e tanto para pacientes com sepsis.
A doença é conhecida por atacar o sistema de imunidade e é capaz de causar inflamações no corpo e coágulos no sangue. Durante o tratamento, muitos dos pacientes podem sofrer de falhas nos órgãos, fato que pode levar à morte. Médicos tentam usar antibióticos, mas em 50% dos casos não há o encontro dos agentes causadores da doença.

Com a meta de melhorar o diagnóstico desses pacientes, os cientistas do Wyss Institute produziram um “limpador de sangue” capaz de filtrar o que há de ruim no organismo. O “biospleen” é um aparelho microfluído, que funciona da mesma forma que o baço. Utilizando proteínas humanas modificadas com tecnologias magnéticas, o mecanismo consegue capturar os organismos patogênicos e as toxinas.

Depois que o sangue flui pelo biospleen, um imã puxa as toxinas do sangue e aí o líquido “puro” retorna ao paciente - tratamento parecido com o da hemodiálise.

O “biospleen” foi testado em uma série de experimentos: no primeiro, conseguiram retirar 90% dos patogênicos do sangue depois de cinco “rodadas” de limpeza; depois testaram em ratos de laboratório com uma bactéria similar a causadora da sepsis, e conseguiram um resultado incrível de 90% com o aparelho contra 14% sem.

Para os pesquisadores, essa pode ser uma boa opção no caso dos tratamentos virais também, como HIV e Ebola. O próximo passo é levar o “biospleen” para testes em animais de grande porte, e assim, aos testes em seres humanos.