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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Paralíticos movem pernas pela 1ª vez após estímulo elétrico

Paralítico move a perna a partir de impulsos elétricos  (Foto: Divulgação/University of Louisville/BBC)

Estudo sugere que eletricidade torna coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.


Quatro paralíticos conseguiram mover suas pernas pela primeira vez após receber estímulos elétricos na coluna vertebral.
O experimento, realizado por médicos das universidades de Louisville e da Califórnia, nos Estados Unidos, possibilitou que os pacientes flexionassem, além das pernas, os dedos dos pés, tornozelos e joelhos. No entanto, eles não foram capazes de andar independentemente.
Os resultados do trabalho, divulgados na publicação científica "Brain", sugere que a eletricidade torna a coluna mais receptiva aos poucos impulsos que ainda chegam do cérebro à área lesionada.
Segundo os cientistas, a coluna atua como uma ferrovia de alta velocidade que transporta mensagens elétricas do cérebro até o resto do corpo. Se há danos no trilho, a mensagem se perde.
Há três anos, os mesmos cientistas divulgaram que Rob Summers, um jogador de baseball que ficou paralítico do tórax para baixo após um acidente de carro, foi capaz de mover suas pernas sustentado sobre uma esteira.
Agora mais três pacientes, que estão paralíticos há pelo menos dois anos, foram submetidos aos estímulos elétricos e retomaram alguns movimentos. Eles foram capazes de movimentar as pernas e todos, com exceção de um, puderam controlar a força do movimento.
 
 
Sentir-se 'vivo'
 
 A experiência confirma que certos movimentos podem ser retomados após a paralisia e que o caso de Summers não é isolado. Claudia Angeli, uma das pesquisadoras da Universidade de Louisville, disse à BBC que poder enviar o estímulo e praticar os movimentos faz com que os pacientes se sintam 'vivos' novamente.
'A massa muscular aumenta significativamente e todos eles também viram mudanças em suas funções urinárias e intestinais'.
Ainda não está claro como o estímulo funciona. Os pesquisadores explicam que alguns estímulos voluntários alcançam a região lesionada, mas não são fortes o suficiente para desencadear o movimento. Com o impulso elétrico, a coluna lombar ficaria mais sensível e reage ao receber as mensagens do cérebro. 'É como se a coluna ficasse pronta para ouvir', acrescenta Angeli.
 
Os especialistas esperam que a técnica possa se tornar um tratamento para lesões na coluna. Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional Americano de Imagens Biomédicas e Bioengenharia, disse que agora que o estímulo vertebral foi bem-sucedido nos quatro pacientes, acredita-se que um grande número de pessoas, anteriormente com pouca esperança de recuperação significativa, possa se beneficiar da nova técnica.
 
 
 

Como a exploração transformou a medicina

A expedição liderada por Scott (que é o que está em frente à bandeira), em 1912 (Foto: Wikimedia Commons)


Qual o papel da evolução tecnológica no avanço da medicina? E qual a contribuição da medicina para a conquista de novas fronteiras, dos mares ao espaço?
 
A medicina sempre desempenhou um papel importante nas conquistas humanas, sendo causa e efeito de grandes eventos da história. A compreensão de mecanismos essenciais do funcionamento do corpo, a que damos o nome de fisiologia, permitiu que nossos antepassados realizassem viagens marítimas a distancias até então inimagináveis e permitiu a exploração de territórios inóspitos (desertos, geleiras, cadeias de montanhas e o fundo do mar).
 
Mais recentemente, em termos históricos, conquistamos a possibilidade de realizar viagens aéreas e visitamos ambientes sem a ação da gravidade. Guerras, catástrofes naturais e epidemias forçaram respostas rápidas para mitigar o sofrimento humano.
 
No início do século XX, grandes potências tecnológicas e militares envolveram-se numa disputa acirrada: a conquista dos polos. Equipes da Alemanha, Noruega, EUA e sobretudo do Reino Unido (que possuía então a mais poderosa força marinha existente) partiram para explorar e conquistar os pontos extremos da terra. A disputa para alcançar o Polo Sul foi especialmente dramática. O comandante britânico Robert Falcon Scott (1868-1912) e sua equipe da Expedição Terra Nova chegaram ao ponto esperado, mas depois dos noruegueses liderados por Roald Amundsen. Infelizmente, Scott e sua equipe não conseguiram regressar vivos, falecendo como consequência de diversas causas, entre elas (e principalmente) de hipotermia.
 
As expedições polares ofereceram uma oportunidade para compreender o que acontece com nosso corpo em situações de frio extremo, especialmente se houver ao mesmo tempo baixa umidade e se forem realizados exercícios extenuantes. Posteriormente, compreendeu-se que apesar de não funcionarem a contento, as células submetidas às baixas temperaturas poderiam ainda ser viáveis se reaquecidas adequadamente. Algumas décadas depois, a hipotermia terapêutica começou a ser utilizada em cirurgias complexas e em casos selecionados de pessoas que sofreram paradas cardiorrespiratórias como medida adicional para aumentar as chances de um resultado médico favorável aos pacientes.
 
 (Foto: divulgação)
 
 
Extreme Medicine é o nome do livro que procura responder a algumas dessas perguntas.  O livro foi escrito pelo médico inglês KevinFong, especialista em terapia intensiva, anestesiologia e PhD em astrofísica e engenharia. Fong é conhecido no Reino Unido por ser um entusiasta da divulgação científica e é co-diretor do Centre for Aviation Space and Extreme Environment Medicine (CASE), do University College London. A versão norte americana do livro acaba de ser publicada pela Penguin Press (Nova Iorque).
 
Em nove capítulos o autor apresenta um universo rico de exemplos impressionantes. Ele fala, por exemplo, da relação entre as queimaduras sofridas por pilotos da Royal Air Force durante a segunda grande guerra e o avanço da cirurgia plástica reconstrutora. A guerra, aliás, também ajudou no desenvolvimento da cirurgia cardíaca.
 
Também conta o que um acidente aéreo ensinou sobre a padronização de atendimento aos pacientes que sofrem ferimentos que podem colocar a vida em risco e mostra como um surto de poliomielite na Dinamarca nos anos 1950 mudou a maneira de oferecer suporte respiratório aos pacientes graves.
A ideia principal, e feliz, do livro é apresentar a medicina e seus avanços em contexto histórico, deixando claro que quando há ambiente político, econômico e social favoráveis, as respostas muitas vezes vem mais rápido que imaginamos.


Carlos Jardim é médico. Formado na Faculdade de Medicina da USP em 1999, na mesma instituição obteve seu doutorado. Especialista em Pneumologia e Terapia Intensiva, é membro de sociedades nacionais e internacionais de sua especialidade. Participa de atividades clínicas e acadêmicas no Incor/HCFMUSP e acredita na divulgação cientifica.
 
 

Adolescente com condição extremamente rara tem segundo esqueleto crescendo dentro dela

Seanie Nammock

Seanie Nammock sofre com segundo esqueleto crescendo dentro dela


Uma adolescente com condição rara está sofrendo com o crescimento de um segundo esqueleto dentro dela. Seanie Nammock está lutando bravamente contra a doença rara que poderia, eventualmente, transformá-la em uma estátua viva.
Durante seis anos ela batalha contra a condição chamada de “síndrome de pedra do homem ou fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP). A condição – tão rara que afeta apenas 600 pessoas em todo o mundo – transforma os músculos, ligamentos e tendões em ossos sólidos.
Isso significa que um segundo esqueleto está crescendo lentamente em cima do original, fazendo com que seus membros gradualmente se solidifiquem para deixa-la como uma estátua.
A jovem agora está incapaz de levantar as mãos acima da cintura. Os médicos que cuidam dela estão apressados para encontrarem uma maneira de tratar a condição da estudante de Birmingham.
 
Mesmo com o problema, Seanie segue a vida sempre bonita, e muitas pessoas nem percebem seu problema. Seu único tratamento no momento é à base de analgésicos.
Porém, os médicos do Hospital Queen Elizabeth de Birmingham querem mudar o panorama da vida dela, com a criação de um Centro de Doenças Raras de classe mundial, onde as condições tais como de Seanie possam ser pesquisadas e tratadas.
Eles pretendem agora retardar os sintomas da doença da jovem para terem mais tempo para buscarem a cura.
 
 
Fonte: gadoo
 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Coimbra é a 1ª universidade do exterior a aceitar nota do Enem

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A partir de agora, os estudantes brasileiros poderão se candidatar a vagas na Universidade de Coimbra (UC), em Portugal, usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por meio dessa iniciativa inédita, os alunos estão desobrigados a realizar avaliações oficiais portuguesas. A medida tem por objetivo facilitar o acesso de brasileiros à instituição.
Pioneira no ensino de Língua Portuguesa no mundo, a UC é a primeira instituição do exterior a aceitar o Enem como critério de admissão. Conforme a nova legislação Lusa, aprovada em 10 de março, as instituições de ensino superior daquele país podem adotar mecanismos próprios de ingresso para estudantes internacionais.
 
A nota mínima para aprovação no Enem é 600. De acordo com o vice-reitor da UC, Joaquim Ramos de Carvalho, a exigência pode ser maior para os cursos mais demandados. Nesse caso, serão consideradas as maiores notas. Para cursar uma carreira na faculdade portuguesa os alunos precisarão desembolsar 700 euros mensais (aproximadamente R$ 2100). O valor é válido para todos os cursos oferecidos.
A universidade criou uma página exclusiva de serviços para estudantes e pesquisadores brasileiros, onde foram disponibilizadas todas as informações relativas à formação oferecida em Coimbra. Atualmente a UC conta com dois mil estudantes brasileiros (incluindo os participantes do Programa Ciências sem Fronteiras).
 
 
 
Leia mais sobre o assunto em:

Surdos podem recuperar a audição através de um implante genético

Um close nas células capilares (Foto: Wikimedia Commons)
Um close nas células capilares


Uma nova técnica, que promove o desenvolvimento dos receptores sensoriais dos ouvidos, será testada em pessoas que perderam a audição

Daqui a dois meses um grupo de pessoas que perderam completamente a audição poderá recuperar o sentido. Elas são voluntárias em um teste de um novo tipo de tratamento, uma terapia que promove a reconstrução de sensores auditivos a partir dos genes.
A ideia é que os pacientes recebam em seus organismos um vírus inofensivo, mas que carrega um gene que pode promover o crescimento dos sensores. A ideia é oferecer a deficientes auditivos uma audição mais natural do que outras tecnologias. Aparelhos de surdez, por exemplo, apenas amplificam sons, não ajudando a distinguir entre vozes ou entre nuances de músicas. De acordo com um dos cientistas responsáveis, Hinrich Staecker, da Universidade do Kansas, o objetivo é recuperar a audição natural e não imitar, de forma artificial, o que ela faz.
 
A possível solução é cogitada desde 2003, quando pesquisadores descobriram que alguns genes podem transformar em células capilares do ouvido, que ajudam a capturar os sons. Essas células ativam a eletricidade em neurônios, passando informações sonoras para o cérebro. Porém, elas podem ser danificadas através da exposição constante a sons altos, a antibióticos e doenças - e não crescem de volta.
 
Os genes capazes de controlar a recuperação delas, chamados de Atoh1, podem ser inseridos no organismo de pacientes através de um vírus inofensivo. A técnica já foi testada em ratos - dois meses depois da inserção do vírus nos animais, aqueles com audição danificada haviam recuperado suas células capilares e, por consequência, sua audição.
Da mesma forma que nos ratos, os voluntários humanos terão os vírus injetados diretamente em seus ouvidos. Ao chegar até as células de suporte, o gene Atoh1 deverá instruí-las a se dividir em novas células capilares. Os resultados devem começar a ser notados de duas semanas até dois meses depois da aplicação. Vale lembrar que a técnica só pode recuperar pessoas que perderam a audição devido à morte das células capilares.
 
 
 
[A ciência a serviço do bem-estar da população!]
 

Estudante cria acessório que acelera cura de ossos quebrados

gesso 3d


Se você já teve "a sorte" de quebrar um braço ou perna, com certeza deve ter passado pela experiência de ter o membro engessado por alguns dias ou semanas para que tudo voltasse ao normal. Há quem goste de colocar o gesso para deixar outras pessoas rabiscarem, mas muita gente acha a sensação bastante incômoda. Mas e se em vez de gesso você usasse um acessório feito a partir de uma impressora 3D?
Esse é o conceito do Cortex, um periférico de plástico que substitui o gesso tradicional por uma cobertura braçal toda vazada que, além de ser mais leve e livre de odores, dispensa todo aquele processo de engessar o braço e ainda permite que o usuário fique com o membro reto, sem precisar dobrá-lo. O projeto foi anunciado em junho do ano passado por Jake Evill, estudante da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia. O molde é impresso em terceira dimensão a partir de um raio X do osso quebrado do paciente.
O Cortex ainda não tem previsão para chegar ao mercado porque ainda está em fase conceito. No entanto, um novo protótipo baseado na mesma ideia promete dispensar de vez o uso do gesso e de quebra agilizar o processo de cura do osso danificado. Trata-se do Osteoid, um exoesqueleto semelhante ao Cortex e equipado com um dispositivo de ultra-som que acelera a cicatrização. As informações são do site The Verge.
Desenvolvido pelo estudante turco Deniz Karasahin, o Osteoid foi o projeto vencedor do Prêmio A'Design 2014, competição voltada para novas ideias na área da impressão 3D. Karasahin e sua equipe contam que o acessório é feito sob medida para cada usuário, é resistente a água e pode ser projetado em várias cores diferentes. "O objetivo é melhorar a experiência de todos quando o assunto é curar membros quebrados ou fraturados, concentrando-se no conforto do paciente e no tempo necessário para o corpo curar-se", dizem.
 
The Osteoid
Dispositivo que emite pulsos de ultra-som ajuda na cicatrização de ossos quebrados

O sistema de aceleração de cura do exoesqueleto é basicamente um sistema de baixa intensidade de pulsos de ultra-som (LIPUS, na sigla em inglês). De acordo com os criadores, dois conectores são plugados em uma das aberturas do acessório para ficar em contato direto com a pele na área lesada. Feito isso, o usuário com um osso quebrado precisa utilizar a braçadeira durante 20 minutos diários para acelerar o processo de cura, que chega a ser reduzido em 38%, para fraturas mais graves, e em até 80%, para as mais leves.
Para saber como está a recuperação do membro danificado, basta olhar para o gerador de pulsos. Segundo Karasahin, no centro do dispositivo existe um mecanismo de luzes que orienta o usuário sobre o estado do osso fraturado e do tempo de sessão dos pulsos de ultra-som. Por exemplo, se o paciente atingiu o tempo de 20 minutos de utilização do gadget, luzes começam a piscar e mudar de cor, indicando que chegou a hora de encerrar a sessão.
Karasahin afirma que o Osteoid levou quatro meses para ficar pronto. O próximo passo é a criação de um sistema de bloqueio que projete melhor o membro quebrado e acelere ainda mais o processo de cicatrização.
 
The Osteoid
The Osteoid: peça é feita sob medida em uma impressora 3D


 
 
 
[E a Fisioterapia agradece! Não é só o processo de cicatrização ser mais rápido, o importante é que ocorra uma boa cicatrização, o que as ondas de US, aparentemente, estão garantindo.]

sábado, 19 de abril de 2014

A Cruz e a Arte

O cristianismo adotou a cruz como seu símbolo máximo e, desse modo, percorreu a história. A cruz, por meio da religião, se tornou num dos mais recorrentes e importantes temas da história da arte.

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"Crucificação" de Matthias Grünewald
 
 
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"Cristo" de Cimabue
 
 
 
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"A Crucificação" de Giotto di Bondone
 

 
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"A Adoração da Santíssima Trindade" de Masaccio
 
 
 
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 "Sete Sacramentos" de Rogier Van Der Weyden
 
 
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"Crucificação" de Diego Velázquez
 
 
 A cruz se tornou - e é ainda hoje - um dos mais poderosos símbolos culturais de todos os tempos.
 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MÃE CADEIRANTE CONTA COMO CUIDA DE BEBÊ











Escocesa 'engatinha' com filho de 13 meses e diz que ideias e apoio externo são importantes em maternidade alternativa.

Cuidar de um bebê pode ser um desafio para uma mãe cadeirante, mas Laura Miller descobriu que com apoio e boas ideias pode até ser divertido.

Miller sofre de fibromialgia e encefalomielite miálgica. Ela vive em Glasgow, na Escócia, com o marido e o filho, Jonathan, de 13 meses, e contou à BBC como cria a criança.

'Eu faço a maioria das coisas sentada', diz Miller, que pode mover-se de sua cadeira para o chão e se deslocar sobre as mãos ou de joelhos para cuidar do filho. Mas já que ela não pode ficar em pé para carregar o bebê no colo, ela precisou encontrar outras formas levar Jonathan aonde ele quer.

Na hora de dormir, Laura desliga todas as luzes, exceto a do quarto da criança, para atraí-lo até seu berço. Às vezes, rastejando ao redor da casa com ele, usa um brinquedo barulhento para chamar a atenção e fazer com que Jonathan a acompanhe.

Ela se define como 'mãe engatinhadora' e não tem dúvidas sobre quem é mais rápido: Jonathan, como evidenciam alguns hematomas nos joelhos da mãe.

Miller acredita que seu filho não se importa de não ser levado no colo, porque ela consegue fazer com que o deslocamento entre áreas da casa seja divertido.

Além do mais, ela o coloca no colo quando está sentada.

'Em sintonia'

'As crianças entram em sintonia com o que você faz. Ele corre até o pai para que ele o coloque no colo. Mas não faria isso comigo.'
Para sair, Jonathan Miller pega 'uma carona' com a mãe. Quando ela está se arrumando para sair, chama o filho para perto da cadeira de rodas e o coloca no colo. Em seguida, usa um carregador de bebês amarrado ao corpo, no qual Jonathan viaja confortavelmente enquanto está fora de casa.
Miller diz ter certeza de estar 'super preparada' para qualquer situação que surja, e acredita que desenvolveu uma enorme capacidade de improvisar para resolver todo tipo de impedimentos e problemas. 'Esta é uma propriedade única de pais com deficiência', diz ela.

'Então, precisamos do apoio e encorajamento de outros
pais, porque, obviamente, pode ser desgastante. Precisamos de pessoas que nos estimulem e deem ideias.'
Para Miller, este apoio vem da Rede de Pais com Deficiência (DPN, na sigla em inglês). A 'mãe engatinhadora' garante que esta organização ensinou estratégias que ela usa e outros exemplos do que chama de 'maternidade alternativa'.
'Espero que, com o tempo, as competências e a força de pais com deficiência sejam mais respeitadas', escreveu Miller no site da DPN. 'Precisamos valorizar o trabalho duro que fazemos em família para agir como uma equipe'.
'Ao mesmo tempo, também precisamos reconhecer e proteger nossas vulnerabilidades e necessidades.'
Fonte: G1