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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

5 de Agosto é o Dia Nacional da Saúde

 
 
 
 
 O dia foi escolhido em homenagem ao nascimento do médico brasileiro Oswaldo Cruz (1872-1917), que se formou aos 20 anos de idade e foi um dos cientistas pioneiros no estudo das doenças tropicais.
 
A saúde resulta de um equilíbrio físico, orgânico e mental do nosso organismo, conquistado no dia-a-dia. Esse equilíbrio é adquirido através de vários fatores, como uma boa alimentação à base de frutas, verduras, carboidratos, proteínas, pouca gordura e muita água; um bom descanso; alguma atividade física; cuidados com a higiene pessoal; horas de lazer.
 
Mas como vai a nossa saúde aqui no Brasil? Pelas notícias que vemos nos últimos anos, o descaso continua. Hospitais cheios, falta de leitos, falta de materiais, falta médico, falta vontade, vontade politica de cumprir as promessas eleitorais, que todos os anos são tão enfatizadas pelos futuros dirigentes. 
 
Nós da fisioterapia acreditamos muita na prevenção, e as vezes prevenir é muito fácil e já evita uma serie de problemas que se forem pelo menos identificados precocemente, nos ajudam a depender um pouco menos deste sistema tão "prejudicial para a nossa saúde que é o sistema único de saúde".


Algumas dicas para cuidar da nossa saúde física, mental e espiritual:

Procure ingerir mais frutas, legumes, verduras e beba muita água, no mínimo dois litros de água por dia.

Há muitos exercícios que você pode fazer: corridas, caminhadas, ciclismo, aulas de Pilates, natação. Antes de iniciar algum exercício físico, sempre procure uma orientação médica, principalmente se há algum problema de saúde.  A caminhada é o esporte mais praticado pelas pessoas, isso porque não precisam de um lugar específico para fazer, em qualquer lugar da cidade você faz. Use um bom tênis, roupas leves e comece inicialmente em solo plano.

A sua saúde também se resume em uma boa noite de sono. Para ter energia ao longo da semana é muito interessante que tenha uma noite de sono tranquila, principalmente após aquele dia de trabalho cansativo. Um chá ajuda. Exercícios respiratórios  são bem indicados para quem tem problemas para dormir.

Ler livros, escutar música (bem, acredito que escutar uma música calma nos mantem mais tranquilos do que uma música mais agitada, mas vai depender do seu momento né?), fazer atividades manuais, exercitar a memória, pode até ser com cruzadinhas, oração, ter um coração grato mantem a nossa saúde espiritual ativada, boas atitudes, boa higiene física e mental, maus pensamentos são responsáveis por muitos dos problemas que temos hoje.

Evite as rotinas. Faça todo dia algo diferente, não só para você mas também para o outro. Pesquisas comprovam que pessoas criativas são mais dispostas e felizes. Não precisa ser um gênio, basta mudar o caminho de chegar em casa, ver coisas diferentes estimulam o cérebro.  

Essas são algumas sugestões. Cuide de sua saúde da maneira como pode, mas sempre a deixe em forma para enfrentar o seu cotidiano.

 
 
É bom lembrar: PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO!

sábado, 3 de agosto de 2013

Dicas de Turismo




Aqui vai dicas de sites importantes para preparar a sua próxima viagem:

Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil, por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:

www.hotelinsite.com.br


Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa, chegadas e  partidas:

www.infraero.gov.br


Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar  a rua de sua cidade:

 
mapafacilcidade.com.br


Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:

www.dnit.gov.br


Confira os melhores cruzeiros, datas, duração, preços,  roteiros, etc.:

www.bestpricecruises.com



Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:

www.timeticker.com`

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Os venenos que podem estar na sua cozinha

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Quem se preocupa em dar um novo rumo aos hábitos, e quer manter-se saudável, deve conhecer os venenos que podem estar na cozinha. São riscos que podem ser graves a longo prazo. É claro que os efeitos colaterais nocivos sempre dependem da quantidade, ou do intervalo de tempo em que são consumidos. Veja abaixo se sua geladeira, despensa, ou armário, abriga um dos perigos.
 

Sabores químicos

Maionese


A questão principal da maionese é que na maioria das vezes é feita com óleo de soja, que por sua vez é de soja transgênica. Os estudos ainda não são conclusivos neste âmbito, mas parte do que foi analisado não rende boas notícias na relação saúde/transgênicos. Além disso, maionese tem ligação justa e íntima com a celulite... Se precisa de um molho, o melhor é optar por molho de mostarda orgânica, e sem açúcar.

Catchup


O catchup tem xarope de milho em sua formulação, assim como conservantes e frutose, esta última, em doses concentradas. Quando nas frutas, a frutose pode ser bem assimilada pelo corpo humano, mas na forma como é encontrada no ketchup, não. Resumindo, comer catchup com frequência pode levar ao acúmulo de gordura no fígado e elevação dos triglicérides. Também provoca tumultos no organismo, que fica com dificuldade para emitir os sinais de apetite, deixando-o com vontade de comer muito mais do que, normalmente, comeria. Está, ainda, associado a Síndrome Metabólica e a Diabetes Tipo 2.

Margarina ou manteiga


Manteigas ou margarinas têm gordura saturada em sua composição, e se não forem consumidas com moderação, podem contribuir para o excesso de calorias e problemas de ordem cardiovascular.

Embutidos e carnes processadas


Gosta de presunto, defumados e companhia? Mesmo aqueles com pouco, ou quase nada de gordura podem esconder um grande perigo. A questão é que muitas vezes os fabricantes injetam soluções com açúcar, ou sal para deixar o sabor mais agradável. E também, conservantes e fixadores da cor. O consumo regular pode levar muitas toxinas para o corpo humano. Linguiças e salsichas, entre outras carnes processadas, também escondem perigos. Um estudo americano mostrou que as carnes processadas podem aumentar a chances de desenvolver um câncer pancreático em mais de 50%.

Ovos não orgânicos


Os ovos convencionais, muitas vezes, permanecem várias semanas estocados, ou na prateleira dos supermercados. Como é possível? Devido a quantidade de antibióticos, pesticidas e hormônios que possuem. Também podem conter salmonela e outras bactérias. Há que ter bastante cuidado.
 
 
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Sucos artificiais/Concentrados


Um suco artificial, por regra, está carregado de açúcar. O mesmo pode ocorrer com os concentrados. Além de aumentar as calorias, outro resultado não muito agradável é que costumam ser um gatilho que dispara a vontade de comer mais.

Refrigerantes


Dificilmente pode-se dizer algo bom acerca de um refrigerante. Essas bebidas rodeadas de tanta publicidade, o que fazem, na verdade, é criar um estado de acidez metabólica no seu organismo. Por regra, são carregados de produtos químicos, como os conservantes, e se diet, de adoçantes artificiais. Se quer evitar problemas, beba água, ou suco de frutas natural. 
 
 
 

Como o ser humano sobrevive a fenômenos extremos?

 
 
 
As possibilidades são remotas, mas podem acontecer: uma pessoa é capaz de sobreviver à queda de um edifício de 15 andares ou à intensidade de um raio.
 
Em junho deste ano, o inglês Tom Stilwel caiu da varanda de um edifício de 15 andares em Auckland, na Nova Zelândia. Ele sobreviveu.
Um mês depois, a norte-americana Kendra Villanueva foi atingida por um raio no Estado do Novo México. Ela estava grávida e deu à luz um bebê saudável logo depois do acidente.
 
São eventos pouco comuns que podem causar ferimentos similares ou mais graves do que os causados por incidentes mais frequentes, como atropelamentos, explosões ou terremotos.
 
Mas como essas pessoas sobrevivem?
Quando uma pessoa é atingida por um raio, a descarga elétrica passa pelo coração, causando uma parada cardíaca imediata, o que leva normalmente à morte da vítima. Caso ela sobreviva, pode ficar com lesões internas graves, além de queimaduras que vão desde o ponto de entrada ao de saída da descarga elétrica.
No caso de uma queda de uma grande altura ou ficar preso sob os escombros de um terremoto, os ferimentos costumam estar relacionados à fratura dos ossos, falta de circulação sanguínea ou problemas respiratórios.
As lesões podem variar dependendo do tipo de acidente que o indivíduo tenha sofrido, mas a reação do organismo costuma ser a mesma.
 
 
Instinto de sobrevivência
 
As explicações atuais dão conta de que, quando o corpo é submetido a uma situação de estresse, o sistema nervoso simpático é acionado.
Através de uma série de mecanismos biológicos e fisiológicos, como o aumento das pulsações ou da respiração superficial, o corpo humano começa a tentar preservar o funcionamento de órgãos vitais, como o coração e o cérebro.
"É um instinto de sobrevivência e de preservação que, dependendo da gravidade dos ferimentos, pode ter resultados positivos", explica o médico Juan González Armengol, presidente da Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências.
Segundo Octavio Ávila, médico e vice-diretor da Cruz Vermelha no México, a liberação de hormônios em uma situação de tensão, seja psicológica ou física, é fundamental para o organismo porque o prepara para lidar com essa circunstância.
"O primeiro hormônio a ser liberado é a adrenalina que, entre outras coisas, fortalece os músculos, o que ajuda a diminuir a sensação de dor. Há casos nos quais uma pessoa pode correr mesmo tendo uma fratura na perna".
Ávila também diz que os processos metabólicos de resposta ao trauma acontecem em cadeia no corpo.
"Em linhas muito gerais, poderíamos dizer que a primeira etapa é hormonal, certas glândulas secretam substâncias como o cortisol ou os hormônios da tireoide. A segunda etapa é celular - ali se ativam os glóbulos brancos e os leucócitos, entre outros. Neste cenário, as substâncias pró-inflamatórias e as contra-inflamatórias também têm um papel importante. Deste equilíbrio, depende muito a evolução do paciente," completa o médico.
 
 
Entre a vida e a morte
 
Os dois especialistas concordam que a quantidade visível de sangue não é um indicativo da gravidade dos ferimentos. Isso porque alguém pode chegar à sala de emergência de um hospital absolutamente coberto de sangue, mas com feridas superficiais.
Por outro lado, outra vítima chega caminhando, aparentemente bem, e seu baço pode estar a pronto de se romper.
Um exemplo desse último caso poderia ser de uma pessoa que caiu de uma varanda de um edifício, como o inglês Tom Stilwel. Neste caso, é importante estar preparado para possibilidade de que haja complicações, diminuindo o risco de morte e o desenvolvimento de lesões posteriores.
"No caso de politraumatismos severos, deve-se seguir o protocolo Programa Avançado de Apoio Vital em Trauma (ATLS, na sigla em inglês)", diz o médico espanhol.
 
Este programa de atenção traumatológica, utilizado em vários países, é composto por cinco fases que devem ser repetidas constantemente:
  • O primeiro passo é observar se há alguma obstrução que impeça o paciente de respirar.
  • O segundo é auscultar o tórax para determinar se há feridas internas que possam dificultar a respiração.
  • Em seguida, se analisa a circulação para prevenir hemorragias.
  • Depois disso se descartam possíveis problemas neurológicos.
  • E, finalmente, deve-se manter o ferido sem roupa, mas com cobertas, para evitar que sofra de hipotermia.

Hora H
 
Para González Amengol, as circunstâncias que originaram as lesões são fundamentais na possibilidade de sobrevivência de alguém que tenha sofrido um acidente muito grave.
Em um acidente de automóvel, por exemplo, tem influência se a colisão foi por trás ou pelo lado do carro ou se alguém perdeu a vida.
Ávila acrescenta que a evolução do paciente depende de muitos fatores. "Alguns deles são a condição de saúde do paciente antes do acidente - uma pessoa com diabetes ou alguma doença degenerativa tem um quadro mais complicado -, a resistência dos órgãos e a gravidade do trauma".
Outro elemento fundamental, na opinião do vice-diretor da Cruz Vermelha no México, é que o paciente seja transferido para uma unidade especializada em traumas. Em alguns casos, segundo ele, a vítima é encaminhada a uma maternidade ou a um centro de outra especialidade, o que diminui as possibilidades de estabilizar sua condição.
A rapidez com que essa transferência é realizada também tem um peso muito importante na possibilidade de recuperação de uma pessoa com ferimentos internos graves.
"Há uma 'hora H' justamente depois do acidente e já está comprovado que se a equipe médica atua neste momento, o paciente pode sobreviver. Claro, isso não vale para situações extremas, como o rompimento da aorta (a maior artéria do corpo humano, que leva sangue do coração para o restante do corpo) ou a perda de massa encefálica. Neste cenário, é muito provável que o paciente morra em mais ou menos 15 minutos", afirmou Amengol.
 
 
 
[O admirável corpo humano!]

Brasil tem o maior número de pássaros ameaçados de extinção

Soldadinho-do-Araripe, espécie brasileira classificada como “Criticamente em Perigo” (Foto: Alberto Campos/ICMBio)

Soldadinho-do-Araripe, espécie brasileira classificada como “Criticamente em Perigo”
(Foto: Alberto Campos/ICMBio)


A Birdlife International, um grupo de organizações de vários países que estuda conservação de aves, divulgou na última semana um relatório mostrando que uma em cada oito espécies de pássaros no mundo está ameaçada de extinção.
 
Segundo o relatório State of the world’s birds (O estado dos pássaros do mundo), são 1.313 espécies de pássaros ameaçadas em todo o mundo. A maioria (55%) está classificada como “vulnerável”, o menor nível de perigo entre as espécies ameaçadas, mas 30% das espécies foram classificadas como “Em Perigo” e 15% como “Criticamente em Perigo”.
 
O Brasil aparece no estudo como o país que mais tem espécies de pássaros ameaçadas. Isso acontece porque o Brasil é também um dos países de maior biodiversidade do mundo, com uma quantidade muito grande de pássaros em seu território. São 152 espécies de pássaros ameaçadas, sendo que 73 são endêmicas, ou seja, só existem em território brasileiro.
 
Segundo a Birdlife International, as principais ameaças aos pássaros são a destruição dos habitats por meio do desmatamento e da agricultura, a introdução de espécies exóticas, a poluição do ar e da água e as mudanças climáticas. O estudo calcula que, para proteger essas espécies, é necessário investir US$ 80 bilhões por ano em conservação de pássaros.
 
Gráfico mostra espécies ameaçadas de extinção em vários países do mundo, entre elas as espécies endêmicas, que só existem em uma região do planeta (Foto: Birdlife International)
Gráfico mostra espécies ameaçadas de extinção em vários países do mundo, entre elas as espécies endêmicas (em verde). (Foto: Birdlife International)
 
 Fonte: Revista Época

 
[Triste herança para nossos filhos...]

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pilates potencializa plástica de abdômen



 
A cirurgia plástica e a lipoaspiração são técnicas usadas para melhorar os contornos corporais. Contudo, a maior definição do abdômen ocorre quando fortalecemos músculos específicos. Temos um músculo profundo no abdômen que funciona como uma cinta abdominal, chamado de transverso do abdômen, ele é a chave do sucesso de uma cintura definida. Desta forma, o ideal seria conciliar o fortalecimento desse músculo às técnicas e habilidades da cirurgia plástica.
A associação com o método Pilates seria a mais perfeita associação para um resultado mais duradouro e satisfatório. O Pilates é composto por séries de exercícios que têm, entre suas funções, a hipertrofia muscular profunda. De acordo com a PHD em plasticidade músculo esquelética e pós-doutoranda em Pilates, Eliane Coutinho, os exercícios podem fazer parte do pré e pós-operatório, potencializando o resultado da cirurgia plástica, especialmente em cirurgias de mama e de abdômen. Após 30 aulas já é possível notar a diferença no corpo.
No caso de uma cirurgia plástica abdominal, o método atua no fortalecimento do músculo transverso do abdômen, também chamado de cinturão abdominal ou espartilho abdominal. “Sua anatomia ajuda a definir o contorno da cintura, desta forma se esse músculo está forte após uma abdominoplastia, o contorno abdominal ficará melhor, uma vez que ele é responsável pela contenção dos órgãos abdominais. Para se entender a função deste músculo, imagine você “murchando” a barriga. É essa ação que o músculo faz quando contrai. O músculo forte ajudará a definir o contorno do abdômen tornando o efeito da cirurgia mais evidente”, explica Drª Eliane.
Nas cirurgias de mama, os exercícios de Pilates contribuem, principalmente, para a reorganização da postura do tronco, resultando num tórax em harmonia com a nova mama. Nas cirurgias de redução, o Pilates promove realinhamento da coluna torácica, o que contribui para melhorar o efeito do procedimento.
“O ideal é que o paciente que tem planos de se submeter a uma cirurgia plástica no abdômen ou nas mamas comece um programa de Pilates que evidencie a área a ser operada especificando os músculos que serão solicitados no pós-operatório e, assim, potencializar o resultado da cirurgia”, destaca.
A liberação para a prática do Pilates após a cirurgia plástica varia de acordo com o procedimento. O método sempre trabalha o indivíduo como um todo, mas quando se trata de reabilitação pós-cirúrgica são trabalhados, inicialmente, os seguimentos não operados. “Após liberação médica o paciente passa por um treinamento completo e evolui com ênfase na parte operada para acelerar a recuperação e potencializar o efeito da cirurgia. O método Pilates é uma forma de treinamento para ser adotado como um meio de equilibrar o corpo e a mente”, completa Drª. Eliane.
 
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Andando de barco por São Paulo

Editora Globo

Começa a ser colocado em prática o projeto de professor da USP que cria uma hidrovia na cidade
 
São Paulo tem mais de 7 milhões de automóveis. Quem mora nas zonas leste e sul da cidade perde, em média, três horas por dia no trânsito. Por outro lado, a cidade tem uma vasta rede de rios e represas, boa parte sob o asfalto. Com o objetivo de aproveitar essa malha hidroviária para o transporte de mercadorias e pessoas foi que o arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov, que leciona na USP e é funcionário da prefeitura paulistana, defendeu em seu doutorado, em 2005, um projeto para criar 170 quilômetros de hidrovias urbanas.

Na época, tudo parecia utópico. Mas, agora em julho, se inicia a primeira das obras: uma eclusa (grande elevador que ajuda navios a transporem áreas de desnível) no bairro da Penha. Orçada em R$ 100 milhões, a empreitada vai criar atalhos entre os rios e lagos já existentes e ampliar em 14 quilômetros o trecho navegável do rio Tietê — que passará a ser uma via de 55 quilômetros. “A hidrovia deverá ser implantada em etapas. Os trechos do Tietê e Pinheiros e da represa Billings, que hoje têm alguma atividade hidroviária, vão ser integrados com obras de transposição de desníveis, caso da barragem da Penha”, diz Casemiro Tércio, diretor do Departamento Hidroviário do Estado, responsável pelas obras.

Mas o projeto de Delijaicov é bem mais ambicioso. Sua proposta é de uma rede de pistas aquáticas, composta basicamente pelos rios Tietê e Pinheiros e pelas represas Billings e Taiaçupeba, que também serviria ao transporte coletivo por barcos, idealmente integrados à rede de ônibus e metrô da cidade com uso do bilhete único. “Imagine uma índia de 17 anos que vive na tribo do extremo de Parelheiros e passou no vestibular na Vila Mariana. Ela poderia pegar um barco até o metrô, e de lá para a faculdade”, afirma Delijaicov.

Para criar a malha, além de aproveitar as vias aquáticas já existentes — com reabertura de rios como Saracura (coberto pela avenida Nove de Julho) e Itororó (Avenida 23 de Maio) —, seria necessário construir novos canais artificiais. O governo do estado analisa a viabilidade da ideia. Aprovada, a obra seria trabalho para ao menos 30 anos. “O importante é criarmos uma alternativa para as pessoas se locomoverem pela cidade, e isso toma tempo”, diz Delijaicov.
 


[Aproveitar os canais que existem acho uma boa, tecer canais dentro da cidade, sei não...] 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Esportes adaptados para deficientes físicos



Com 14,5% da população nacional apresentando algum tipo de deficiência, o esporte adaptado ganha força como oportunidade para uma nova vida.
 
Não são poucas as dificuldades e desafios de quem possui algum tipo de deficiência, física ou mental. Elas podem ser congênitas ou terem sido adquiridas ao longo da vida. Seja qual for a razão ou a fatalidade que as levou a essa condição, a vida não acabou. É tudo uma questão de se adaptar a uma nova realidade. E, para isso, o esporte tem sido recomendado pelas diversas especialidades médicas que tratam dessas pessoas. As perspectivas são promissoras e os resultados têm se mostrado bastante positivos. Mas antes do início de qualquer atividade, consultar um especialista é uma providência essencial.
Isso porque, para além das dificuldades físicas aparentes, é possível que existam outras complicações que devem ser investigadas. “Esse cuidado facilita o conhecimento das sequelas e dos sistemas orgânicos comprometidos, direta ou indiretamente”, explicam os fisioterapeutas Maria Salete Conde e Marco Antônio Ferreira Alves, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O aspecto psicológico também deve ser considerado, pois “aquele que já nasceu com uma deficiência, nunca se viu sem ela, e sempre vivenciou essa condição. O desafio é aprender a se ver de outra maneira e se adaptar a um novo estado”, explica Iracema Madalena, psicóloga da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Nos casos de deficiência adquirida, é preciso conferir-lhes tempo para “trabalhar o próprio luto pela mudança ocorrida”, completa.

Preparação

A iniciativa de incorporar a atividade física num processo de recuperação pressupõe aceitação da deficiência. “Isso não significa acomodação. A adaptação gradativa a essas situações é um processo muito diferente em cada caso”, afirma a psicóloga. O médico que acompanha o caso normalmente indica uma modalidade esportiva, mas nunca a impõe. A pessoa é sempre livre para escolher as opções que mais lhe agradem. Esse é o caso de Iezza Sousa, de 14 anos, que pratica natação, remo e capoeira na AACD.
Mesmo com as duas pernas desarticuladas até o joelho, é muito rápida ao nadar e remar e já ganhou mais de 30 medalhas em competições. “Quando tive que desarticular o joelho achei que a minha vida havia acabado.  Mas, a partir da primeira competição que participei senti que poderia fazer isso. Ainda existem pessoas que não acreditam nesse tipo de esporte e que você pode fazer várias coisas mesmo com uma deficiência, quando se vence uma prova fica provado que você é capaz, e você se sente assim”, conta.
Vanderson Silva, que perdeu a perna esquerda em um acidente, é outro atleta paraolímpico, recordista em lançamento de disco, que passou por várias modalidades esportivas. Contudo, nem todas as pessoas se adaptam ou têm o perfil competitivo para se tornar um atleta profissional. “Existem aqueles para quem o fato de conseguir entrar em uma piscina sozinhos já é uma realização”, explica Edna Garcez, da AACD. “A forma de conquistar essas metas depende só da dedicação e esforço de cada um”, diz.


Estratégias de treino

Com a ajuda de bons especialistas é possível montar o treino ideal para cada tipo de atleta. “O educador físico vai atentar à eficiência do movimento, fortalecimento, compensação, velocidade e à ação muscular nos pontos que a modalidade exige”, afirma Cassiano Luis Ribeiro da Costa, especialista do Centro de Bem-Estar Levitas (SP). Segundo ele, “ganho de massa muscular em todos os membros e tronco, de forma equilibrada, previne danos e recupera movimentos”. Também é um trabalho de preparação para uma possível prótese”, esclarece Pablius Staduto Braga Silva, médico do Grupo Fleury Medicina e Saúde.
 
Para os que querem praticar esportes, mas com o intuito de benefício para a saúde e sem a pretensão de se tornarem atletas, “a dificuldade e o desafio são equivalentes, mas os limites não. A diferença está na intensidade do treino para ambos, pois o modelo pode ser igual”, comenta Cassiano Costa.
 
 

PRÓTESE, PRÓSTESE, ÓRTESE - Entenda as diferenças...













Prótese e próstese são duas palavras de origem grega, formadas com o mesmo tema, thésis, do verbo títhemi, colocar, acrescentar. Diferem entre si quanto ao prefixo pró- ou prós-. Ambos os prefixos preexistiam na língua grega com as funções de advérbio e de preposição. Pró- tem o sentido de "na frente", "diante de", e prós- "junto a", "sobre", "próximo". Em grego clássico também já havia, pré-formados, os termos próthesis e prósthesis, o primeiro na acepção de "colocação à frente", "diante de" e o segundo no sentido de acréscimo, adição.

Prósthesis foi empregado por Hipócrates, referindo-se a colocação de talas de madeira na imobilização de fraturas do antebraço.

A tênue diferença semântica dos prefixos pró- e prós- não se manteve nas traduções para as línguas modernas e os dois termos tornaram-se formas paralelas variantes de uma mesma palavra, o que ocorreu já na sua passagem pelo latim. Na língua inglesa usa-se somente a forma prosthesis, enquanto nas línguas neolatinas a forma preferida é prótese.

No sentido de acréscimo, adição, o termo é usado em Gramática para designar a modalidade de metaplasmo em que se acrescenta uma letra ou sílaba no início de uma palavra, sem alteração de significado. Ramiz Galvão, em seu dicionário etimológico das palavras derivadas do grego, recomenda usar próstese somente como termo gramatical e prótese como termo médico. Esta distinção, no entanto, não prevaleceu entre os gramáticos.

Nas línguas modernas, a forma prothèse foi primeiramente empregada em francês, em 1695. Do francês prothèse passou para as demais línguas neolatinas com as adaptações próprias a cada idioma: espanhol, protesis; italiano, pròtesi; português, prótese.

Órtese, apesar da semelhança com prótese, tem etimologia muito diversa. Órtese é oriundo da palavra grega orthósis, formada, por sua vez, de orthós, reto, direito, e o sufixo –sis. Este sufixo grego expressa ação, estado ou qualidade. Orthósis, no caso, é a ação de endireitar, de tornar reto, retificar.

Segundo Marcovecchio, a alteração gráfica de orthose para orthèse ocorreu em francês arbitrariamente, a partir de 1975, sem nenhuma razão que a justificasse. Do francês estendeu-se a outros idiomas. Em português o acento tônico deslocou-se para a primeira sílaba, de que resultou órtese. É provável que a substituição de orthose por orthèse, em francês, tenha se operado por analogia com prothèse.

Após este preâmbulo, podemos estabelecer a diferença entre prótese e órtese.

Na terminologia médica atual considera-se prótese a peça ou dispositivo artificial utilizado para substituir um membro, um órgão, ou parte dele, como, por exemplo, prótese dentária, ocular, articular, cardíaca, vascular etc. Mais recentemente, além do conceito anatômico, nota-se a tendência de considerar como prótese também os aparelhos ou dispositivos destinados a corrigir a função deficiente de um órgão, como no caso da audição.

Órtese tem um significado mais restrito e refere-se unicamente aos aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso externo, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo.
 

Fonte: DORLAND'S ILLUSTRATED MEDICAL DICTIONARY, 28. ed. Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1994.
 
 

Até 73% dos erros cometidos em hospitais no país são evitáveis


 

Até 73% dos erros que acontecem dentro de hospitais brasileiros, como medicações trocadas ou operação de membros errados, poderiam ser evitados.
É o que apontam estudos da Fiocruz apresentados no QualiHosp (congresso de qualidade em serviços de saúde) e que ajudaram o Ministério da Saúde a criar novas normas de segurança hospitalar que passam a valer a partir de 2014.
As pesquisas, feitas em dois hospitais públicos do Rio, encontraram uma incidência média de 8,4% de eventos adversos, semelhante aos índices internacionais.
No Brasil, no entanto, é alto o índice de problemas evitáveis: de 66,7% a 73%. Em outros países, a incidência variou de 27% (França) a 51% (Austrália).





Em números absolutos, isso significa que, em 2008, dos 11,1 milhões de internados no SUS, 563 mil foram vítimas de erros evitáveis.
Para Walter Mendes, pesquisador da Fiocruz e consultor do comitê do programa de segurança do paciente, embora haja limitações metodológicas ao extrapolar os resultados para o resto do país, os estudos indicam a magnitude do problema.
"É um quadro barra pesada. Nos países desenvolvidos, existem políticas de segurança bem consolidadas. Aqui estamos acordando com um pouco de atraso", diz ele.
Segundo Mendes, a política de segurança do paciente não pode ser vista em separado do "imenso caos" que vive a maioria dos hospitais.
"A questão é adotar mecanismos impeçam que o erro chegue ao doente", afirma.
A morte da menina Stephanie Teixeira, 12, que no ano passado recebeu vaselina em vez de soro nas veias, é um exemplo de erro evitável. Os frascos eram idênticos, e os nomes dos produtos estavam em etiqueta de mesma cor.
Para Angela Maria da Paz, gerente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), esses casos acontecem porque as instituições não seguem protocolos. "Existem ferramentas capazes de prevenir esse tipo de erro."
No Brasil, diz ela, os eventos adversos são subnotificados e, em geral, só se tornam visíveis quando viram caso de polícia. "Existe a cultura do castigo, as pessoas escondem, têm medo. O erro deve ser aproveitado como aprendizado, não para punição."
Para o professor Jesús María Aranaz Andrés, chefe do serviço de medicina preventiva do hospital Sant Joan d'Alacant (Espanha), a reparação do erro pode ser resolvida de várias formas, como pela compreensão e correção ou por indenização.
"Só não pode haver culpabilização porque isso leva à ocultação. Se escondermos a cabeça na areia feito avestruz, não vamos aprender."
O pesquisador Paulo Santos Sousa, professor da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), diz que as mudanças devem ser de cultura.
"Bactéria não tem asas. Ela passa de paciente para paciente porque alguém a carregou nas mãos. Sempre se soube que lavar as mãos é importante, mas continua sendo um desafio."
Segundo Angela Paz, da Anvisa, a agência construirá uma ferramenta eletrônica para monitorar os eventos adversos e agir na prevenção.
Um dos pontos da política, segundo ela, é uma negociação com o Ministério da Educação para que as faculdades de medicina coloquem em seus currículos o tema de segurança do paciente.
Outra ideia é disseminar essas informações ao paciente para que ele se torne atuante no processo, e não um mero espectador.
 
 
 
[Total descaso com a saúde e com o próximo. Já trabalhei em hospitais e sei o quanto é importante, além da higienização das mãos e dos materiais utilizados, estar atento aos procedimentos. Nós da fisioterapia, que priorizamos a prevenção, temos muita dificuldade em trabalhar em locais onde não há um controle rígido contra a infecção, fazendo que o paciente fique mais tempo no hospital que o necessário, quando ele consegue sair dele... Todos somos vítimas de um sistema assim.] M.M
 
 
Acesse o blog abaixo  sobre vítimas de erro médico: