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sábado, 7 de setembro de 2013

O 7 de Setembro




Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no início do século XIX, e a instituição do Império do Brasil (1822-1889), no mesmo ano. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), terá bradado perante a sua comitiva: "Independência ou Morte!". Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.
À época, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de Pedro I e de sua aclamação como imperador, conforme registrado pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e publicadas em 1995. A conclusão de seu estudo indica que o "grito" foi uma construção "a posteriori" e que acabou consolidado no quadro encomendado a Pedro Américo, produto da fértil imaginação do pintor, onde, entre outras incoerências, mostra D. Pedro cercado pela Guarda Imperial (os hoje chamados de Dragões da Independência), antes dele ser proclamado Imperador.



Independência ou Morte, de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).


À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o de independência do Brasil preservou o status quo das elites agroexportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais.
Ao contrário do ideário do Iluminismo, e do que desejava, por exemplo, José Bonifácio de Andrada e Silva, a escravidão foi mantida, assim como os latifúndios, a produção de gêneros primários voltada para a exportação e o modelo de governo monárquico.

O Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal num acordo conhecido como Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, tendo início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em consequência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829.

(Wikipédia)



Ficheiro:Monumento à Independência 04.JPG
Monumento à Independência

O Parque da Independência, inaugurado em 1988 no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, faz parte do patrimônio histórico nacional brasileiro. Abriga o Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência, jardins e a Casa do Grito.



[Independência mesmo?]
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Máscara respiratória para as crises epiléticas em 20 segundos

Máscara respiratória será testada em pacientes com doença epiléptica

Equipamento tem potencial para prevenir e conter as crises convulsivas apenas através da regulação da respiração


Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, desenvolveram uma máscara respiratória que pode revolucionar o tratamento de crises epilépticas.
O equipamento tem potencial para prevenir e conter as crises epilépticas apenas através da regulação da respiração.
A máscara respiratória, desenvolvida pelo estudante de doutorado Troels Johansen, vai, agora, ser testada em pacientes com doença epiléptica.
De acordo com os pesquisadores, a máscara tem potencial para parar um ataque epiléptico em 20 segundos, enquanto outras drogas levam até 5 a 10 minutos antes de funcionar.
Por meio de um saco de re-inalação e uma membrana especial, a máscara aumenta a quantidade de dióxido de carbono no ar inalado, sem que o paciente fique sem oxigênio. Isto tem um efeito imediato sobre o sistema nervoso e para o ataque epiléptico. Porque quanto mais convulsões, maior o risco de danos.
A máscara respiratória, chamada BalancAir, recebeu um prêmio por causa de seu grande potencial.
"O júri salientou que é um produto inovador, que é único no tratamento desta doença e, portanto, tem um enorme potencial de mercado", afirma Johansen.
A máscara está prestes a ser testada clinicamente em colaboração do Aarhus University Hospital em um grupo de pacientes com diferentes tipos de epilepsia.
 
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Equilíbrio radical com o Spin

Imagem 3D meramente ilustrativa

Quem pega onda ou pratica algum esporte com prancha vai gostar da novidade. A nova linha Fitness da Mormaii tem um equipamento exclusivo que ajuda a desenvolver técnicas específicas para esportes como surf, stand-up, kitesurf, windsurf, snowboard, wakeboard e skate: o Spin.
Esse aparelho faz parte do novo método de treinamento da marca, que integra Pilates, treinamento funcional e elementos do five® konzept. Ele parece uma prancha mesmo, mas a base fica instável, apoiada em uma bola. Dá até pra simular a descida do skate na rampa. Legal, né?
 
O Spin trabalha todo o corpo, tem várias possibilidades de exercícios e é ideal para qualquer pessoa, não é preciso ser um esportista. Independente do preparo físico ou da experiência com o esporte ele ajuda na estabilidade e no equilíbrio do corpo, simulando exercícios em pé, sentado, deitado sobre ele e com apoio de braços e mãos – exatamente como funcionam os esportes com prancha.
A adrenalina aumenta com os exercícios de salto e giro que o Spin pode fazer. “O diferencial do equipamento é o quanto ele pode ser fácil e desafiador ao mesmo tempo. Alguns exercícios são fáceis e com muita estabilidade, mas dependendo da forma que for utilizado, com o auxílio de elásticos, por exemplo, eles se tornam extremamente avançados”. Palavras da instrutora de Pilates e uma das treinadoras oficiais do método, Renata Gailey.
Nos exercícios em pé, o Spin trabalha bastante a estabilidade dos tornozelos, joelhos e quadris e toda a musculatura inferior do corpo. Permite trabalhar braços e oblíquos e fortalece o “core”, que é o centro do corpo. Quer mais? Também pode ser usado para reabilitação. Ele faz movimentos bem parecidos com os acessórios de Pilates, treinamento funcional e fisioterapia.
Se segura que o Spin vai ser lançado nesta quinta-feira, dia 5, na 14ª IHRSA – São Paulo. Depois disso vai estar disponível junto com a formação no método integrado Mormaii.


revistapilates

O Dia da Amazônia




A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa um território muito extenso e tem uma variedade de animais, plantas e rios tão grande que ajuda a controlar o clima na terra.

 Lá estão 50% de todas as espécies do planeta. Estima-se que a região possui:

- 50 mil espécies de plantas.
 
 
PLANTAS E FLORES PARA TODOS OS GOSTOS
Estima-se que existam na Amazônia mais de 5 milhões de espécies vegetais. Desse total, apenas 30 000 foram identificadas. Mesmo assim, elas representam 10% das plantas que há em todo o planeta.
 

- 3 mil espécies de árvores.

- 1.200 espécies de aves.

- 320 espécies de mamíferos.
 
 
O MACACO-INGLÊS
O uacari-branco só existe na reserva de Mamirauá, no Amazonas. O apelido vem do corpo branco e da cara vermelha, como um europeu que torrou sob o sol da Amazônia.
 
- 3 mil espécies de peixes.

- 400 espécies de anfíbios.
 
 
O REINO DOS SAPOS
Apenas uma região da Amazônia, o Alto Juruá, tem mais de 140 espécies de sapo.
 
- 300 espécies de répteis.

- 10 milhões de espécies de insetos.
 
O tamanho da nossa floresta  impressiona. Abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, ela possui a maior biodiversidade do planeta e guarda cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo.
 
Esta maravilha encontra-se aqui mesmo dentro do nosso país. Apesar do interesse da maioria em querer a preservação da Amazônia, parece que as medidas são pouco efetivas, pois o desmatamento segue à proporções alucinantes. Uma minoria sedenta por lucros ainda domina e o descaso continua.
 
Segundo o Greenpeace, há 40 anos, a floresta estava praticamente intacta, cobrindo com um tapete verde metade do território brasileiro, concentrando-se na região norte do país. Hoje, 18% do bioma já foi perdido em nome de um modelo predatório de desenvolvimento.
 
 
Veja notícias sobre desmatamento em: greenpeace
 
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Acordei doente mental!"

Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista, através deste artigo, mostra o caminho que está trilhando a psiquiatria moderna. Em apenas algumas páginas da nova edição do DSM5, ela  constatou fazer parte de um grupo cada vez maior de "doentes mentais", de acordo com este manual. Veja abaixo alguns trechos da reportagem e tire as suas conclusões. Abaixo segue o link com toda a reportagem.


Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua  -  (Foto: Lilo Clareto/Divulgação)

A poderosa American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria – APA) [lançou neste final de semana - reportagem do dia 20/05/13] a nova edição do que é conhecido como a “Bíblia da Psiquiatria”: o DSM-5. E, de imediato, virei doente mental. Não estou sozinha. Está cada vez mais difícil não se encaixar em uma ou várias doenças do manual. Se uma pesquisa já mostrou que quase metade dos adultos americanos tiveram pelo menos um transtorno psiquiátrico durante a vida, alguns críticos renomados desta quinta edição do manual têm afirmado que agora o número de pessoas com doenças mentais vai se multiplicar. E assim poderemos chegar a um impasse muito, mas muito fascinante, mas também muito perigoso: a psiquiatria conseguiria a façanha de transformar a “normalidade” em “anormalidade”. O “normal” seria ser “anormal”.

Descobri que sou doente mental ao conhecer apenas algumas das novas modalidades, que tem sido apresentadas pela imprensa internacional. Tenho quase todas. “Distúrbio de Hoarding”. Tenho. Caracteriza-se pela dificuldade persistente de se desfazer de objetos ou de “lixo”, independentemente de seu valor real. Sou assolada por uma enorme dificuldade de botar coisas fora, de bloquinhos de entrevistas dos anos 90 a sapatos imprestáveis para o uso, o que resulta em acúmulos de caixas pelo apartamento. Remédio pra mim. “Transtorno Disfórico Pré-Menstrual”, que consiste numa TPM mais severa. Culpada. Qualquer um que convive comigo está agora autorizado a me chamar de louca nas duas semanas anteriores à menstruação. Remédio pra mim. “Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica”. A pessoa devora quantidades “excessivas” de comida num período delimitado de até duas horas, pelo menos uma vez por semana, durante três meses ou mais. Certeza que tenho. Bastaria me ver comendo feijão, quando chego a cinco ou seis pratos fundo fácil. Mas, para não ter dúvida, devoro de uma a duas latas de leite condensado por semana, em menos de duas horas, há décadas, enquanto leio um livro igualmente delicioso, num ritual que eu chamava de “momento de felicidade absoluta”, mas que, de fato, agora eu sei, é uma doença mental. Em vez de leite condensado, remédio pra mim. Identifiquei outras anomalias, mas fiquemos neste parágrafo gigante, para que os transtornos psiquiátricos que me afetam não ocupem o texto inteiro.
Há uma novidade mais interessante do que as doenças recém inventadas pela nova “Bíblia”. Seu lançamento vem marcado por uma controvérsia sem precedentes. Se sempre houve uma crítica contundente às edições anteriores, especialmente por parte de psicólogos e psicanalistas, a quinta edição tem sido atacada com mais ferocidade justamente por quem costumava não só defender o manual, como participar de sua elaboração. Alguns nomes reluzentes da psiquiatria americana estão, digamos, saltando do navio. Como não há cordeiros nesse campo, movido em parte pelos bilhões de dólares da indústria farmacêutica, é legítimo perguntar: perceberam que há abusos e estão fazendo uma “mea culpa” sincera antes que seja tarde, ou estão vendo que o navio está adernando e querem salvar o seu nome, ou trata-se de uma disputa interna de poder em que os participantes das edições anteriores foram derrotados por outro grupo, ou tudo isso junto e mais alguma coisa?

Não conheço os labirintos da APA para alcançar a resposta, mas acredito que vale a pena ficarmos atentos aos próximos capítulos. Por um motivo acima de qualquer suspeita: o DSM influencia não só a saúde mental nos Estados Unidos, mas é o manual utilizado pelos médicos em praticamente todos os países, pelo menos os ocidentais, incluindo o Brasil. É também usado como referência no sistema de classificação de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). É, portanto, o que define o que é ser “anormal” em nossa época – e este é um enorme poder. Vale a pena sublinhar com tinta bem forte que, para cada nova patologia, abre-se um novo mercado para a indústria farmacêutica. Esta, sim, nunca foi tão feliz – e saudável.
O crítico mais barulhento do DSM-5 parece ser o psiquiatra Allen Frances, que, vejam só, foi o coordenador da quarta edição do manual, lançada em 1994. Professor emérito da Universidade de Duke, ele tem um blog no Huffington Post que praticamente usa apenas para detonar a nova Bíblia da Psiquiatria. Quando a versão final do manual foi aprovada, enumerou o que considera as dez piores mudanças da quinta edição, num texto iniciado com a seguinte frase: “Esse é o momento mais triste nos meus 45 anos de carreira de estudo, prática e ensino da psiquiatria”. Em carta ao The New York Times, afirmou: “As fronteiras da psiquiatria continuam a se expandir, a esfera do normal está encolhendo”.
Entre suas críticas mais contundentes está o fato de o DSM-5 ter transformado o que chamou de “birra infantil” em doença mental. A nova patologia é chamada de “Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor” e atingiria crianças e adolescentes que apresentassem episódios frequentes de irritabilidade e descontrole emocional. No que se refere à patologização da infância, o comentário mais incisivo de Allen Frances talvez seja este: “Nós não temos ideia de como esses novos diagnósticos não testados irão influenciar no dia a dia da prática médica, mas meu medo é que isso irá exacerbar e não amenizar o já excessivo e inapropriado uso de medicação em crianças. Durante as duas últimas décadas, a psiquiatria infantil já provocou três modismos — triplicou o Transtorno de Déficit de Atenção, aumentou em mais de 20 vezes o autismo e aumentou em 40 vezes o transtorno bipolar na infância. Esse campo deveria sentir-se constrangido por esse currículo lamentável e deveria engajar-se agora na tarefa crucial de educar os profissionais e o público sobre a dificuldade de diagnosticar as crianças com precisão e sobre os riscos de medicá-las em excesso. O DSM-5 não deveria adicionar um novo transtorno com o potencial de resultar em um novo modismo e no uso ainda mais inapropriado de medicamentos em crianças vulneráveis".

A epidemia de doenças como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) tem mobilizado gestores de saúde pública, assustados com o excesso de diagnósticos e a suspeita de uso abusivo de drogas como Ritalina, inclusive no Brasil. E motivado algumas retratações por parte de psiquiatras que fizeram seu nome difundindo a doença. Uma reportagem do The New York Times sobre o tema conta que o psiquiatra Ned Hallowell, autor de best-sellers sobre TDAH, hoje arrepende-se de dizer aos pais que medicamentos como Adderall e outros eram “mais seguros que Aspirina”. Hallowell, agora mais comedido, afirma: “Arrependo-me da analogia e não direi isso novamente”. E acrescenta: “Agora é o momento de chamar a atenção para os perigos que podem estar associados a diagnósticos displicentes. Nós temos crianças lá fora usando essas drogas como anabolizantes mentais – isso é perigoso e eu odeio pensar que desempenhei um papel na criação desse problema”. No DSM-5, a idade limite para o aparecimento dos primeiros sintomas de TDAH foi esticada dos 7 anos, determinados na versão anterior, para 12 anos, aumentando o temor de uma “hiperinflação de diagnósticos”.

Leia o restante aqui: época


Eliane Brum é autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O avesso da lenda (Artes e Ofícios), A vida que ninguém vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O olho da rua - uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo).

 

Engenharia Genética X Moralidade

"Não devemos aceitar a imortalidade"


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Um dos mais conceituados pensadores da atualidade, o filósofo americano Michael Sandel critica a manipulação do material genético sem finalidade médica e alerta para os riscos de se querer controlar a natureza humana

por Monique Oliveira
 
 
Trocar um gene defeituoso por outro, saudável, e curar uma doença é um feito louvável. Mas e se a modificação genética fosse feita somente para tornar o ser humano mais forte, mais bonito? Essa é uma das polêmicas surgidas a partir do florescimento de tecnologias capazes de modificar o DNA e também é um dos temas do novo livro do filósofo americano Michael Sandel, “Contra a Perfeição”. Professor de filosofia política da Universidade Harvard (EUA) e celebrado como um dos mais brilhantes pensadores da atualidade, Sandel acredita que os feitos proporcionados pela engenharia genética – entre eles a seleção dos melhores embriões ou a escolha do sexo do filho – impõem à sociedade um espinhoso desafio moral que, no limite, chega ao questionamento do que representa a própria humanidade. De passagem por São Paulo para o lançamento da obra, Sandel falou à ISTOÉ.
 
 
ISTOÉ – Até onde pode ir a engenharia genética?
Michael Sandel – Sou contra o uso desse recurso para fins não médicos. E o que se tem visto de potencial não médico é o uso dessa tecnologia em atletas, por exemplo, o que poderia aumentar sua competitividade.
 
ISTOÉ – E por que isso seria questionável?
Sandel –
Entendo que se os pais se habituam a escolher o sexo, a cor dos olhos ou a força física de seus filhos sem razão médica, por exemplo, nos arriscamos a viver em uma sociedade na qual as crianças viram objeto de consumo e os pais uma espécie de fábrica. Controlar o futuro dos filhos, determinar-lhes o sexo antes do nascimento ou usar a bioengenharia para torná-los super-homens implica tentativa de domínio sobre a natureza. E isso nos tira a sensação de ver a vida como uma dádiva, de estar aberto ao inesperado, de amá-los incondicionalmente.
 
ISTOÉ – Essa busca da perfeição poderia levar à volta da eugenia?
Sandel –
A ambição da eugenia é exatamente isso, usar a ciência para controlar a natureza humana até para fins considerados “bons”, para aumentar nossa eficiência. Mas isso levou a políticas de esterilização e ajudou a sustentar o nazismo. E a eugenia não foi um movimento forte só na Alemanha. Não é um problema isolado ou de um momento histórico específico.
 
ISTOÉ – A ciência avança mais rápido do que a moral?
Sandel –
Acredito que devemos nos perguntar o que queremos com a evolução científica. A física nuclear desenvolveu bombas. É uma questão de fim. O conhecimento científico deve ser irrestrito, mas seu uso social necessita ser regulado e submetido ao debate público. O uso sem regras da engenharia genética é perigoso para a humanidade.
 
ISTOÉ – Em seu livro, o sr. cita o caso de um casal de mulheres surdas que, ao acreditarem ser a surdez uma identidade cultural e não uma doença, procuraram por um doador de espermatozoide que tivesse surdos na família. Elas queriam aumentar a chance de ter um filho sem audição. O que o sr. achou disso?
Sandel –
O que me interessa aqui não é a surdez, mas o significado do que é ter um filho. E, nesse sentido, o que foi feito é moralmente questionável. Caso o filho tivesse nascido com uma audição saudável e pudesse, pela engenharia genética, deixar de sê-lo, poderíamos orquestrar uma operação para torná-lo surdo? Provavelmente não. Esse seria um dos riscos da bioengenharia usada sem restrições.
 
ISTOÉ – Muitos cientistas acreditam que recursos como a engenharia genética um dia tornarão o homem imortal.
Sandel –
Não devemos aceitar a imortalidade. A morte, a humildade, a aceitação pelo inesperado e a solidariedade nos humanizam. A sensação de enxergar a vida como uma dádiva é importante para uma sociedade mais justa.  
 
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Expointer 2013


Expointer 2013

Uma das maiores do Mundo

O Parque de Exposições Assis Brasil, uma área de 134,09 hectares localizada no município de Esteio, ao lado da BR 116, é sede de uma das maiores e mais importantes exposições-feira do Mundo, a Expointer. Serão nove dias, entre 24 de agosto a 1 de setembro, em que o Rio Grande do Sul mostrará ao mundo as suas principais riquezas, fruto do trabalho de sua gente.

Sustentabilidade e Irrigação

A 36ª Expointer leva a marca da sustentabilidade e irrigação como fatores que impulsionam a economia gaúcha, fortalecendo o projeto de desenvolvimento sustentado. Aqui estarão em exposição as modernas tecnologias, as máquinas mais modernas, o que de melhor a genética de nossa pecuária tem. Os melhores exemplares das raças criadas em solos gaúchos.

Diversidade

Cerca de sete mil e novecentos animais representando mais de 183 raças. Cerca de três mil expositores. Vendas superiores a 850 milhões de reais. Mais de 390 eventos entre palestras e seminários. Mais do que grandeza, os números da última edição nos dão a certeza de que a Expointer espelha a diversidade e a pujança da economia gaúcha.

A cara e o jeito do Gaúcho

A convivência fraterna e harmoniosa entre o homem do campo e o homem urbano, numa verdadeira simbiose, retratam o ser único que é o gaúcho. De um lado, o produtor, o tratador de animais, o fabricante, o artesão, o artista. De outro, aqueles que vivem na cidade e que, nesta época do ano se reencontram e redescobrem suas raízes. Temos uma cara e um jeito que nos diferenciam.
 
 
 
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

E cai a Neve...

 
Caxias do Sul


A neve voltou a cair nas regiões das serras gaúcha e catarinense e no norte gaúcho na noite desta segunda-feira.
 
Este é o terceiro evento de neve em agosto, o que é excepcional para este mês, segundo a Climatempo. Nevou na última sexta-feira, 23 de agosto, no extremo sul gaúcho, na região de Encruzilhada do Sul e Caçapava do Sul, e também entre os dia 13 e 15 de agosto.
 
 
 
São Joaquim/SC
 
 
 
 
Em São José dos Ausentes, a neve foi intensa durante a madrugada Foto: Daniela Xu / Agência RBS
São José dos Ausentes
 
 
 
 
Canoinhas/SC
 
 
Em algumas cidades, a temperatura ficou em 0ºC, com sensação térmica de -8ºC. Na quarta a situação ficará ainda mais gelada, com expectativa de termômetros variando entre -3ºC a -1ºC.
 
 
 
 
 
 
 
 


A neve atingiu o sítio da família do leitor Tiago Luiz Grison, em Criúva, Caxias do Sul, onde os proprietários cultivam uvas.

O leitor Everson Casagrande registrou o amanhecer gelado na cidade de Flores da Cunha, por volta das 6h40. 'O termômetro marcava 0°C, mas a sensação era de menos. Estava muito frio mesmo', diz.
Flores da Cunha/RS

Neve mudou paisagem de Caxias do Sul
Caxias do Sul/RS

Flocos de neve caíram em Gramado, RS
Gramado/RS


Neve em Vacaria registrada por telespectadora do Bom Dia Rio Grande

Vacaria/RS

Neve embelezou paisagem em Vacaria
 


Um pedacinho da Europa no sul do Brasil!



Confira onde é possível ver a neve no Brasil:
 
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dicas Posturais

Para manter a sua coluna sempre de bem com você, aqui vai algumas sugestões de exercícios e cuidados que devem ser feitos diariamente. Lembre-se, a Prevenção ainda é o melhor remédio!
 



Deitado de barriga para cima, alongue a coluna lombar puxando uma perna contra o peito. Segure por uns 10 segundos. Faça do outro lado. Repita umas cinco vezes com cada perna.



Agora segure as duas pernas contra o peito por uns 20 segundos. Baixe uma perna de cada vez. Repita umas três vezes.




Este exercício se chama Ponte. Eleve o quadril, retirando cada vertebra do chão, uma por uma, até chegar nas escápulas. Desça devagar colocando vertebra por vertebra no chão, por ultimo o quadril. Não segure a respiração, respire normalmente. Repita umas dez vezes.
 
 
 

Durma de lado, com um travesseiro entre os joelhos, para que o quadril fique alinhado com a coluna. O travesseiro da cabeça deve ter a mesma altura entre o ombro e a orelha., não deve ser muito macio, de preferência use os de látex que não deformam.





Quem trabalha sentado deve atentar para esta dica. A coluna deve estar bem apoiada no encosto da cadeira, usar um rolinho ou almofada entre o vão que fica na coluna lombar, os pés devem ficar apoiados no chão com o quadril num ângulo de 90°.




Não ler deitado ou de qualquer jeito no sofá ou na cama. Observe a posição de torção que se encontra a coluna.




Manter os objetos na altura dos olhos diminui as torções lombares evitando assim aquele "mau jeito" na coluna.



Não flexionar o tronco para frente com os joelhos esticados. Se for pegar algo do chão, flexione os joelhos e traga o objeto junto ao corpo.
 
 


Distribua o peso das compras e malas entre os dois lados. Isso facilitará o transporte e evitará que a sua coluna incline para um dos lados, causando problemas até no ombro.



A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EXERCÍCIOS SUPERAM MEDICAMENTOS NA PREVENÇÃO DO ALZHEIMER











Exercícios físicos adequados para a terceira idade melhoram a função cognitiva em pessoas em risco da doença de Alzheimer.

Os exercícios resultam em um aumento da eficiência da atividade cerebral associada com a memória.


Transtorno Cognitivo Leve

Embora alguma perda de memória seja normal e esperada à medida que envelhecemos, um diagnóstico do chamado Transtorno Cognitivo Leve, ou TCL, sinaliza uma perda de memória mais substancial e um maior risco de Alzheimer, uma doença para a qual não há atualmente nenhuma cura.

A esperança para lidar preventivamente com a questão veio através de um estudo liderado pelo Dr. Carson Smith, professor da Universidade de Maryland (EUA).

Ele e sua equipe demonstraram que uma intervenção baseada unicamente em exercícios, envolvendo idosos com comprometimento cognitivo leve e idade média de 78 anos, melhorou não só a recordação da memória, mas também o funcionamento do circuito cerebral associado com a memória, conforme medições feitas por neuroimagem funcional (FMRI).

"Nós descobrimos que, após 12 semanas de um programa de exercício moderado, os participantes do estudo melhoraram sua eficiência neural - basicamente eles estavam usando menos recursos neurais para realizar a mesma tarefa de memória," diz o Dr. Smith.

"Nenhum estudo mostrou que algum medicamento seja capaz de fazer o que mostramos ser possível com os exercícios," complementa ele.


 Exercícios para terceira idade

 A boa notícia é que os resultados foram obtidos com uma dose de exercício consistente com as recomendações de atividade física para a terceira idade.

Isto envolve exercícios de intensidade moderada, uma atividade que aumenta a frequência cardíaca e faz suar, mas não tão intensa a ponto de atrapalhar que a pessoa mantenha uma conversa com alguém ao lado enquanto se exercita.

Os benefícios foram verificados com um total semanal de 150 minutos de exercícios - cerca de 20 minutos por dia.

"Pessoas com Transtorno Cognitivo Leve apresentam um declínio muito acentuado em sua função de memória, de modo que ser capaz de melhorar suas lembranças é um grande passo na direção certa," conclui o Dr. Smith.

Fonte: Diário da Saúde / Fisioterapia.com



Veja também:
Fisioterapia com Você: ALZHEIMER E PARKINSON PARAM DE PROGREDIR COM A FISIOTERAPIA