Pesquisar este blog

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

20 de Setembro - Marco da Revolução Farroupilha


 
Saga Farrapa marcou o Rio Grande

As comemorações da Revolução Farroupilha - o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais - relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.


Ponte Azenha

A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-rio-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

Causas:
 
- Descontentamento político com o governo imperial brasileiro;
- Busca por parte dos liberais por maior autonomia para as províncias;
- Revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela época;
- Os farroupilhas eram contários a entrada (concorrência) do charque e couro de outros países, com preços baratos, que dificultada o comércio destes produtos por parte dos comerciantes sulistas.

Os desdobramentos do conflito
 
- Em setembro de 1835, os revolucionários, comandados por Bento Gonçalves, tomaram a cidade de Porto Alegre, forçando a retirada das tropas imperiais da região.
- Prisão do líder Bento Gonçalves em 1835. A lidernça do movimento passa para as mãos de Antônio de Souza Neto.
- Em 1836, os farroupilhas obtem várias vitórias diante das forças imperiais.- Em 11 de setembro de 1836 é proclamada, pelos revoltosos, a República Rio-Grandense. Mesmo na prisão, os farroupilhas declaram Bento Gonçalves presidente.
- No ano de 1837, após fugir da prisão, Bento Gonçalves assume de fato a presidência da recém-criada República Rio-Grandense.
- Em 24 de julho de 1839, os farroupilhas proclamam a República Juliana, na região do atual estado de Santa Catarina.

O fim do movimento

- Em 1842, o governo imperial nomeou Duque de Caxias (Luiz Alves de Lima e Silva) para comandar uma ação com objetivo de finalizar o conflito separatista no sul do Brasil.
- Em 1845, após vários conflitos militares, enfraquecidos, os farroupilhas aceitaram o acordo proposto por Duque de Caxias e a Guerra dos Farrapos terminou. A República Rio-Grandense foi reintegrada ao Império brasileiro.


 
Manifestos de Bento Gonçalves
 

 
"Compatriotas! O amor à ordem e à liberdade, a que me consagrei desde minha infância, arrancaram-me do gozo do prazer da vida privada para correr covosco à salvação de nossa querida pátria. Via a arbitrariedade entronizada e não pude ser mais tempo surdo a vossos justos clamores; pedistes a cooperação de meu braço e dos braços que me acompanham, e voei à capital a fim de ajudar-vos a sacudir o jugo que com a mão de um inepto administrador vos tinha imposto uma facção retrógrada e antinacional."
"A inaptidão que desde logo mostrou para tão elevado cargo e a versatilidade de caráter do Sr. Braga favoreceram os desígnios dos perversos, que nele acharam o instrumento de seu rancor contra os livres; e no poder anexo a presidência o meio de saciar suas ignóbeis vinganças."
"O Governo de sua Majestade Imperial, o Imperador do Brasil, tem consentido que se avilte o Pavilhão Brasileiro, por uma covardia repreensível, pela má escola dos seus diplomatas e pela política falsária e indecorosa de que usa para com as nações estrangeiras. Tem feito tratados com potências estrangeiras, contrários aos interesses e dignidade da Nação. Faz pesar sobre o povo gravosos impostos e não zela os dinheiros públicoos... Faz leis sem utilidades públicas e deixa de fazer outras de vital interesse para o povo... Não administra as províncias imparcialmente... Tem conservado cidadão longo tempo presos, sem processo de que constem seus crimes."

 


Proclamação
 

Sala das sessões da Asembléia Constituinte e Legislativa
(Alegrete, 1843)

"RIO-GRANDENSES!

Está satisfeito o voto nacional. Chegou finalmente a época em que vossos Representantes reunidos em Assembléia Geral vão formar a Constituição Política, ou a Lei fundamental do Estado. Desde o primeiro período de nossa Revolução, desde o primeiro grito de nossa Independência, é este sem dúvida um dos sucessos mais memoráveis, que deve ocupar um dia as páginas da história. Dentro em pouco tempo o edifício social será levantado sobre bases certas e inalteráveis.

...
Concidadãos! Os destinos da Pátria dependem principalmente de vossa constância e valor. Nesta luta de liberdade contra a tirania vós tendes dado um exemplo heróico do mais nobre, desinteressado patriotismo, e vossos dolorosos sacrifícios assaz provam, quanto pode uma Nação generosa, e magnâmica, que jurou não ser escrava."


Imagens Históricas


Bento Gonçalves

BENTO MANOEL RIBEIRO

Anita Garibaldi

Giuseppe Garibaldi (R. F. Ranzoni)

 
gen. antonio de souza netto



imagenshistoricas

semanafarroupilha


o Hino do Rio Grande do Sul
youtu.be/gOOUmamk6Bk
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O que é a Espondilolistese e a Espondilólise

Espondilolistese

 
É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra subjacente, ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.
 
lumbar_spondylolisthesis_cause021
 

Classificação

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma – Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5, Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga, Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior, Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra, Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).

 
 
Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V seria a pitose vertebral.
 

Sintomas

  • Dor Lombar
  • Dor irradiada (dor Ciática)
  • Dor nas pernas ao caminhar
  • Formigamento
     
  • Encurtamento dos músculos posteriores das pernas
  • Perda de força e coordenação dos movimentos
     
  • Incapacidade de andar

Causas da Espondilolistese

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações facetárias, como parte do quadro de degeneração da coluna.
A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.


Tratamento


Um dos tratamentos propostos é a:
RMA da Coluna Vertebral  (Clique aqui para saber mais)


Conservadores
  • Medicações (Antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc)
  • Fisioterapia
  • Acupuntura
  • Reabilitação Muscular
Cirúrgicos

 (Na falha dos tratamentos conservadores ou alterações neurológicas)
  • Fusão (Artrodese)
  • Fixação Dinâmica

Espondilólise

A espondilolise é uma alteração da coluna vertebral que ocorre principalmente em atletas cujos exercícios demandam hiperextensão da coluna. É o escorregamento de uma vértebra (geralmente a ultima da região lombar, chamada quinta lombar- L5) sobre o osso sacro que é inclinado. Isso ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo.
Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilolistese (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura, listese = escorregamento). O importante é que mesmo nesses casos os autores chamam atenção que se deve evitar operar os adolescentes com esse problema, devido ao crescimento posterior.

espondilolise-figura1


Sintomas
 
O quadro clínico costuma ser desde não sentir absolutamente nada até uma lombalgia crônica de pequena intensidade, não incapacitante, cujo diagnóstico é difícil, tardio. A dor não impede a prática esportiva, mas atrapalha. Aproximadamente 50% dos atletas da equipe olímpica de 1996, de ginástica olímpica dos EUA, tiveram esse diagnóstico. Há casos, entretanto, em que a dor é incapacitante e que altera a qualidade de vida do adolescente ou do atleta. A vértebra mais freqüentemente acometida é a L5.

Causas da Espondilólise

Ocorre porque a L5 tem um defeito congênito ou adquirido, num lugar da vértebra chamado de pedículo. Geralmente o que acontece é que há um pequeno defeito congênito, uma soldadura incompleta, que com a prática esportiva, acaba rompendo-se, causando uma espondilólise (espôndilo = vértebra, Lise = ruptura).
    espondilolis-obli

    Tratamento
    Ver tratamento para a Espondilolistese.

Fonte: herniadedisco


Fisioterapia com Você: os tratamentos conservadores para a maioria das disfunções da coluna vertebral, vem sendo amplamente difundidos pelo meio médico. Portanto, ao consultar, certifíque-se de que realmente não haja nenhum outro tratamento que não seja o cirúrgico. Na dúvida, consulte outro profissional para uma nova opinião.
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

É possível sobreviver sem respirar

Cientistas norte-americanos desenvolveram espécie de 'elixir da vida' que pode salvar a vida de milhões de pessoas
 
Editora Globo
Partículas da solução possuem até quatro vezes mais oxigênio que nosso sangue costuma carregar
 
Quando uma pessoa está à beira da morte, cada segundo é precioso e pode fazer a diferença entre a sobrevivência e o adeus. Uma descoberta recente promete prorrogar esses instantes e multiplicar as chances de um final feliz para milhões de pessoas ao redor do mundo.
A invenção da equipe do Hopistal Infantil de Boston consiste em uma injeção que oxigena o corpo, mesmo se a pessoa não estiver respirando. Se o pulmão do paciente não funciona, ou se alguma via estiver obstruída, impossibilitando a respiração, a chance de morte é grande e, se a pessoa tiver a sorte de sobreviver, provavelmente terá danos cerebrais permanentes. As partículas criadas pelos médicos estão dando o que falar por garantir uma sobrevida de quinze a trinta minutos a um paciente que simplesmente não consegue respirar.
As micro-partículas são compostas por um pequeno bolsão de gás oxigênio, envolto por uma camada de lipídios, uma molécula natural que armazena energia e, nesse caso, é feita de gordura. A solução contém de três a quatro vezes mais oxigênio que nossas células e basta injetá-la direto na corrente sanguínea para fazer efeito. O fato do líquido ser portátil, com a possibilidade de ser facilmente manuseado por paramédicos mesmo dentro de uma ambulância é um diferencial de peso.
Essa ideia, apesar de fascinante, não é tão nova. Acontece que as tentativas passadas esbarravam no formato das partículas: a camada deformável de lipídios utilizada agora aumenta em muito a superfície para troca de gases.
 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Crescimento Saudável

 
 
 
Como os ossos crescem
 
Durante o período embrionário, o esqueleto é basicamente composto de moldes cartilaginosos envoltos por uma membrana chamada pericôndrio. Na formação dos ossos, um grupo de células com forte potencial de reprodução forma um disco de crescimento próximo à extremidade dos ossos longos: essas células, em contínua reprodução, darão origem à colunas celulares –como se fossem bolachas dentro de um pacote. As células mais distantes do disco irão formar as trabéculas ósseas, provocando um crescimento no sentido longitudinal. O crescimento em largura é feito pela capa óssea (periósteo), que irá depositar camadas, engrossando o osso.
No fim do desenvolvimento fetal, o centro de ossificação secundário começa a se estabelecer na ponta dos ossos longos. Ao longo da vida, os ossos continuam a crescer, tanto no sentido longitudinal como em espessura, substituindo a cartilagem pelo osso. A cartilagem resta apenas nas articulações. O crescimento cessa no final da adolescência, quando as células basais morrem, respeitando um mecanismo biológico determinado pelo código genético.
Neste cenário, o hormônio de crescimento é secretado com mais intensidade no período noturno. Inicialmente, ele atua nos rins e no fígado. Assim, ocorre a estimulação da formação de outro hormônio chamado somatomedina, que age sobre os tecidos cartilaginoso, ósseo e até muscular. No osso, a somatomedina leva ao aumento da reprodução das células basais do disco de crescimento.

Fonte: José Antonio Pinto, chefe da disciplina de Ortopedia Pediátrica da Unifesp
 
 
 
As curvas dos gráficos abaixo mostram padrões de crescimento infantil estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados estão separados por faixas etárias e sexo. Para comparar o desenvolvimento de seu filho com os modelos, encontre o ponto de intersecção entre a altura (eixo vertical, em centímetros) e a idade dele (eixo horizontal, em meses e anos).
 
O resultado da comparação:

 
 
Observação: normalmente, cada criança ou adolescente acompanha alguma dessas linhas ou cria sua própria. Se o desenvolvimento começa a se desviar da curva, é um sinal de alerta aos pais: pode haver algo errado. É importante observar ainda que, até os 2 anos, as crianças podem não seguir os padrões de crescimento. Além disso, os primeiros seis meses de crescimento refletem em grande medida fatores do desenvolvimento no útero materno.
 
 



Fontes: Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, e Paulo Ferrez Collett-Solberg, endocrinologista pediátrico



O Desenvolvimento da criança



Para melhor visualização acesse o site:
veja.abril.com.br/

Treinamento físico é capaz de reduzir problemas cardíacos

Pessoas correndo em esteiras na academia


São Paulo - O treinamento físico para portadores de disfunção microvasular coronária (DMC) melhora a perfusão miocárdica (chegada do sangue ao coração) e reduz a dor precordial (dor no peito de origem cardíaca), revela pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.
 
Os exercícios foram testados pelo fisioterapeuta Eduardo Elias Vieira de Carvalho, sob orientação do professor Marcus Vinícius Simões, da FMRP. O treino também aumenta a capacidade funcional, a qualidade de vida dos pacientes e complementa o tratamento medicamentoso, que é eficaz em apenas 50% dos casos de DMC.
O estudo foi realizado no Programa de Reabilitação Cardíaca do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), coordenado pelo professor Lourenço Gallo Junior, dentro do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Divisão de Cardiologia da unidade.
“O programa é dividido em quatro fases: a hospitalar (fase I), a ambulatorial supervisionada (fase II) em esteiras esgométricas e cicloergômetros, ambulatorial semi supervisionada (fase III) com caminhada na pista de atletismo no campus da USP em Ribeirão Preto, e fase não supervisionada (fase IV) feita em academias ou praças”, conta o fisioterapeuta. Atualmente, o programa possui 480 pacientes ativos cadastrados.
“A pesquisa contou com 19 pacientes, sendo 12 homens e 7 mulheres com média de idade de 53 anos, que participaram da segunda fase, com acompanhamento médico cardiológico, fisioterapêutico e da equipe de enfermagem”, diz o pesquisador. “Eles não passaram pela orientação nutricional que é oferecida pelo Programa para que fosse posível fazer uma verificação mais precisa dos efeitos do treinamento físico combinado com a medicação”. Durante quatro meses os pacientes treinaram uma hora por dia, três vezes por semana.
Em cada sessão, eram coletados dos dados vitais como pressão arterial, frequência cardíaca e nível de glicose no sangue. “Depois de um aquecimento de 5 a 10 minutos, eles faziam meia hora de esteira, seguindo um ritmo adequado aos resultados do seu Teste Cardiopulmonar (TCP), e por fim, uma atividade de relaxamento”, relata Carvalho. “Ao final do período de treinamento, depois de novos exames e da aplicação de um questionário de qualidade de vida verificou-se uma melhora da capacidade funcional dos pacientes e a redução das dores e dos defeitos de perfusão miocardica”.

 
Efeitos

Dos 19 pacientes que iniciaram a pesquisa, 12 foram encaminados para a fase 3 do Programa de Reabilitação Cardíaca do HCFMRP. Quanto aos demais, a maioria deixou o programa quando diminuiram as dores no peito. “Esta etapa do estudo comprovou o efeito benéfico da atividade física.”, ressalta o fisioterapeuta. “Agora, uma nova fase da pesquisa vai identificar os mecanismos fisiológicos responsáveis por esse benefício”.
A DMC, por apresentar dor precordial (angina no peito) como sintoma, pode ser confundida e tratada como se fosse uma Doença Arterial Coronária (DAC). “Esse quadro do paciente está associado com isquemia miocárdica, problema que leva ao infarto”, afirma Carvalho. “O padrão das dores é semelhante, elas surgem em momentos de estresse e esforço físico e diminuem quando a pessoa está em repouso”.
A diferenciação entre as duas doenças é feita com testes de esforço realizados em esteira, exames de cintilografia miocárdica e cateterismo. “Desse modo, é possível identificar lesões coronarianas, como obstrução das artérias, presentes nos portadores de DAC”, afirma o fisioterapeuta. “Os pacientes com DMC apresentam apenas defeitos perfusionais reversíveis, ou seja, algumas regiões do coração não estão recebendo sangue corretamente”.
O tratamento da DMC é realizado com medicamentos. No entanto, a medicação é eficiente apenas em 50% dos pacientes que apresentam a disfunção, não revertendo os problemas de circulação e nem diminindo a dor. “A prática regular de treinamento físico melhora a função endotelial, relacionada com a elasticidade das artérias, fazendo com que se dilatem e circule mais sangue pelo órgão”, conclui Carvalho.
 
 
 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Grito do Ipiranga

INDEPENDÊNCIA OU MORTE" ou "O Grito do Ipiranga" de Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888)

Foi nas margens do Riacho do Ipiranga que simbolicamente foi declarada a Independência do Brasil pelo então príncipe e herdeiro do trono de Portugal, dom Pedro, em 7 de setembro de 1822. Com esse ato, o príncipe se converteu no primeiro imperador brasileiro, futuramente denominado dom Pedro I.
As nascentes do Ipiranga encontram-se no Jardim Botânico de São Paulo, na cidade de São Paulo localizado no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, reserva natural de mata atlântica encravada em plena zona sul da cidade. O bairro abriga um dos principais museus de São Paulo, o Museu do Ipiranga.


o Riacho do Ipiranga




Monumento à Independência


Museu do Ipiranga









quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Como acabar com as cicatrizes da acne

 
Se você tem ou já teve acne, sabe que as espinhas em algum momento vão embora. Mas muitas vezes, elas deixam marcas na pele. São manchas e cicatrizes, que podem ficar para sempre.
 
Felizmente, existem vários tratamentos que podem resolver ou pelo menos amenizar o quadro.
São eles:
  • Fórmulas com ácidos e clareadores: aplicados diariamente, promovem o clareamento das manchas e, dependendo da composição, também estimulam a formação de colágeno e amenizam as cicatrizes.
  • Aplicação de ácido ou de peelings: realizados pelo seu dermatologista, promovem tanto o clareamento das manchas quanto a síntese de colágeno, podendo levar a uma melhora do aspecto e da textura da pele.
  • Laser: diferentes tipos de laser podem ser usados para estimular a formação de colágeno e para promover uma abrasão da pele, deixando-a mais uniforme
  • dermoabrasão: funciona como um lixamento da pele
  • cirurgia: diferentes técnicas cirúrgicas podem ser indicadas para a diminuição das cicatrizes de acne
Como você pode ver, existem várias opções de tratamento e técnicas diferentes podem ser usadas em uma mesma pessoa, de forma combinada. Assim, o melhor a fazer é sempre consultar um especialista para saber qual a melhor indicação para cada tipo de cicatriz.
E lembre-se sempre de que prevenir é melhor do que remediar. Por isso, evite novas manchas e cicatrizes: use sempre protetor solar e nunca “cutuque” suas espinhas!
 
 Beni Grinblat, dermatologista do Einstein
 
Fonte: blog.einstein.br/
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dia do Biólogo

 
 
 
 
A Biologia tem como objeto de estudo os seres vivos. Tais organismos se diferenciam dos demais por serem constituídos, predominantemente, de moléculas de carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio; e por apresentarem constituição celular, necessidade de se nutrirem, capacidade reprodutiva e de reação a estímulos.
 
Para estudar os diversos aspectos inerentes aos seres vivos, de forma mais detalhada, a Biologia é subdividida em algumas áreas, tais como:

* Histologia: estudo dos tecidos que constituem os seres vivos.

* Anatomia: estudo dos órgãos e sistemas dos seres vivos.

* Botânica: estudo das plantas.
 
 

 
* Micologia: estudo dos fungos.

* Microbiologia: estudo dos micro-organismos.

* Ecologia: estudo das relações dos seres vivos entre si e com seu ambiente.

* Evolução: estuda o surgimento de novas espécies.

* Genética: estudo dos aspectos inerentes à hereditariedade



Biologia Maritima
* Zoologia: estudo dos animais.






Biologia Molecular

Biologia Celular


Biologia Celular (antiga citologia): estuda os aspectos relacionados às células, tais como sua estrutura e funcionamento;




 
Parabéns aos Biólogos!!

A fisioterapia e a educação física na reabilitação cardiovascular

 
 
A reabilitação cardiovascular é um conjunto de atividades implementado por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a restituição do cardiopata às melhores condições física, mental e social, de forma que o mesmo se restabeleça e leve uma vida ativa e produtiva. A ênfase da reabilitação cardiovascular é a prática do exercício físico, acompanhada por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida. Neste contexto, o papel do fisioterapeuta ou do educador físico é extremamente importante dentro da equipe multidisciplinar.
A atuação destes profissionais é ampla e está presente desde o período de internação até os ambientes extra-hospitalares. A reabilitação cardiovascular é dividida em quatro fases diferentes, e o papel do fisioterapeuta e do educador físico difere de acordo com os objetivos a serem alcançados pelo paciente em cada uma destas etapas.
 

Fase 1 (UTI e Enfermaria)

É destinada ao paciente internado após um processo cirúrgico ou alguma descompensação da doença de base. Inicia-se após o paciente ter sido liberado pela equipe médica. Objetivo: alta hospitalar do paciente com as melhores condições físicas. Cabe ao fisioterapeuta além de evitar complicações dos efeitos deletérios do repouso no leito, fornecer assistência ventilatória.
 

Fase 2

É a primeira etapa ambulatorial. Inicia-se imediatamente após a alta hospitalar. Em média tem duração de três a seis meses. Nesta fase, o fisioterapeuta supervisiona um programa de exercícios individualizado, em termos de intensidade, duração, frequência, modalidade de treinamento e progressão. Objetivo: contribuir para o mais breve retorno do paciente às suas atividades sociais e laborais, nas melhores condições físicas. A partir desta fase, a orientação pode ser realizada tanto pelo fisioterapeuta quanto pelo educador físico.
 

Fase 3

Objetivo: aprimoramento da condição física do paciente. A duração prevista nesta etapa é de seis a 24 meses. Nas fases dois e três o programa de exercício físico contém três etapas: aquecimento, treinamento e desaquecimento. O aquecimento engloba exercícios de alongamentos dinâmicos e aeróbicos associados a exercícios respiratórios. Na etapa do condicionamento, são realizados exercícios aeróbicos e exercícios de resistência muscular dependendo da capacidade do paciente. Por fim, na fase de desaquecimento, o paciente realiza exercícios de alongamento e espera que os sistemas cardiorrespiratórios e musculoesqueléticos retomem sua condição de repouso.
 

Fase 4

Tem duração indefinida e variável. Objetivo: aumento e manutenção da competência física do paciente. O fisioterapeuta prescreve um programa de exercícios ou sugere a atividade física desportiva e recreativa mais apropriada para cada paciente, porém estas atividades não são necessariamente supervisionadas. Nesta etapa, os profissionais podem acompanhar o paciente a distância, enfatizar e estimular a manutenção dos exercícios.
Agora, você conhece o papel dos profissionais junto aos pacientes cardiopatas, e, entende a importância de um trabalho interdisciplinar para este grupo de pacientes!
 
Fisioterapeutas do Einstein Amanda Faria Barrozo, Felipe Gambetta e Márcio Marega
 
Fonte: blog.einstein.br/
 

Por que os japoneses têm olhos puxados?

 
 
A característica dos olhos puxados encontrados em povos orientais foi uma das respostas que a natureza achou para permitir que os seres humanos vivessem em locais com muita neve.
 
Para entender o porquê disso, basta fazer um teste bem simples: saia um local escuro para outro à luz do sol. Sua visão irá demorar um tempo até se acostumar com a claridade. Agora faça a mesma coisa, só que, dessa vez, antes de sair feche um pouco os olhos até que sobre apenas uma pequena abertura.
Reparou como sua visão se acostumou mais rapidamente?
 
A neve reflete muita luz solar e, se as pessoas ficam expostas a essa claridade por muito tempo, acabam com sua visão prejudicada. Os povos que deram origem aos japoneses (e outros povos com olhos puxados) viviam em locais com muita neve e por essa razão, foram desenvolvendo ao longo de milhares de anos a característica de olhos puxados.
 
O formato da pálpebra, mais puxada e estreita, com uma abertura menor, reduziria a luminosidade refletida pela neve, protegendo os olhos do reflexo do sol na neve. As pálpebras mais grossas protegeriam os olhos das baixas temperaturas. Ou seja, os olhos puxados são uma espécie de adaptação ao frio.
 
As pessoas que adquiriam esta proteção sobreviveram e passaram este gene para seus descendentes. Os olhos puxados se tornaram uma marca para os povos orientais, que enxergam muito bem, por sinal!
 
Dra. Fernanda Teresa de Lima, geneticista