O tendão é um tecido fibroso, inelástico, composto por sua maior parte de colágeno e com pouca vascularização. O tendão de Aquiles* é o mais resistente do corpo humano, e o mais suscetível à lesões, cruza duas articulações: o joelho e o tornozelo.
Você sabe qual é a origem do nome tendão de Aquiles*?
Conta a lenda que o herói Aquiles, um dos participantes da Guerra de Tróia e o personagem principal e maior guerreiro da Ilíada de Homero, tinha um único ponto vulnerável em seu corpo.
Lendas posteriores afirmavam que Aquiles era invulnerável em todo o seu corpo, exceto em seu calcanhar; ainda segundo versões de seu mito, sua morte teria sido causada por uma flecha envenenada que o teria atingido exatamente nesta parte de seu corpo.
De acordo com essas lendas, quando Aquiles nasceu a rainha Tétis teria tentado fazê-lo imortal, mergulhando-o no rio Estige; deixou-o, no entanto, vulnerável na parte do corpo pelo qual ela o segurava, seu calcanhar.
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| Tétis mergulhando Aquiles no rio Estige |
A expressão "calcanhar de Aquiles", que indica a principal fraqueza de alguém, teria aí a sua origem.
O tendão de Aquiles* ou tendão do calcâneo
Por ser um grande e calibroso tendão que se localiza atrás do tornozelo, ligando os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar, fornece força na fase de impulso da passada (ciclo da marcha), pois sua função é levar a ponta do pé para baixo, ou seja, nos ajuda ficar na ponta do pé ou saltar.
Durante a corrida ou atividades que incluem saltos, o tendão de Aquiles* sofre forças de tensão repetidas por contração e estiramento dos músculos da panturrilha e isso pode facilitar o aparecimento de lesões.
Uma lesão no tendão de Aquiles* pode causar desde um processo degenerativo ou inflamatório até uma ruptura que pode ser parcial ou total. Uma inflamação no tecido que envolve o tendão é chamada de paratendinite. Já a inflamação ou degeneração sofrida pelo próprio tendão é conhecida popularmente como tendinite de Aquiles (atualmente conhecida por tendinose de Aquiles).Tendinose é o termo mais adequado para descrever o processo degenerativo que ocorre no tendão, pois estudos comprovaram que, numa lesão, o processo inflamatório é ausente ou insignificante, predominando a degeneração. A inflamação, se ocorrer, é mínima e nos primeiros dias de lesão apenas. Por este motivo, o termo "tendinite" está sendo substituído por "tendinose". Esta pode ser considerada aguda ou crônica, de acordo com o tempo de permanência dos sintomas. Já a ruptura pode ser total ou parcial, que é quando parte das fibras são lesadas.
Causas da lesão do tendão de Aquiles*:
- Sobrecarga ou excessos no treino. Uma tensão exagerada ou tensões repetitivas em demasia aumentam o risco de lesões no tendão.
- Trauma causado pela contração repentina e/ou excessiva dos músculos da panturrilha.
- Falta de flexibilidade da musculatura da panturrilha.
- Uso de calçados inadequados.
- Alterações posturais.
- Corridas em aclives, corridas com saltos ou subidas em escadas.
- Tipo de pisada.
- Aumento súbito na velocidade ou distância percorrida.
- Tempo de descanso insuficiente.
Fisioterapia com Você: No aparecimento de sintomas como dor, ardência, formigamento, edema, dificuldade para caminhar ou subir escadas, em decorrência de quedas, traumas ou torções dos tornozelos, procure o mais breve possível um profissional qualificado. Mediante avaliação será indicado o tratamento mais adequado para cada caso, incluindo a Fisioterapia.
É bom lembrar:
A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO
*Inicialmente era utilizado a nomenclatura tendão do calcâneo, o termo tendão de Aquiles passou a ser utilizado no final do século XVII e está sendo substituído novamente por "tendão do calcâneo".
É bom lembrar:
A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO
*Inicialmente era utilizado a nomenclatura tendão do calcâneo, o termo tendão de Aquiles passou a ser utilizado no final do século XVII e está sendo substituído novamente por "tendão do calcâneo".
Fonte: ContraRelógio, Segredos em Medicina Física e de Reabilitação/Imagem Internet
Veja também:
Fisioterapia com Você: Os Perigos do Salto Alto
Fisioterapia com Você: Lesões do Esporte - parte 1

Espuma compacta ou poliuretano - não cede facilmente ao peso da cabeça, o que não varia a altura do travesseiro durante a noite. Contudo, é pouco macio;
Flocos de espuma - este travesseiro apresenta um espaço entre os pedaços de espuma, deixando-o mais macio. Mas, os flocos soltos podem se deslocar para os cantos da fronha durante a noite;
Espuma viscoelástica ou com "Espuma da Nasa" - é um tipo de espuma de última geração, que se adapta ao contorno e à temperatura do corpo, facilitando a circulação sanguínea e prevenindo dores musculares; a sensação é de estar deitado com a cabeça sobre uma nuvem, pois não há pressão contrária da espuma.
Espuma látex - este material recebe tratamento antiácaro e, por ter uma estrutura perfurada, favorece a ventilação do travesseiro. Ele é confortável e dispõe de apoio ideal para todas as posições. Entretanto, como é de "borracha", exerce pressão contrária ao peso da cabeça, o que pode significar dores na cervical quando a pessoa costuma mexer-se na cama durante a noite.
Molas - Em meados de 1950, houve tentativas de introdução de travesseiros de molas no mercado. Porém, como esses travesseiros eram copiados dos colchões de molas, não obtiveram sucesso, pois eram duros e barulhentos. Com a evolução dos colchões, houve outras tentativas, utilizando molas ensacadas em tecido. Este tipo de molejo é muito eficiente para os colchões, pois as molas são separadas e permitem uma adaptação personalizada ao corpo, além de diminuir o ruído. Mas, novamente, como o travesseiro é um produto que sofre pressões em todos os sentidos e deve apresentar um formato não retangular, as molas ensacadas nunca funcionaram para um bom travesseiro.
Plumas e penas de ganso- estes são os modelos mais macios, moldáveis e leves de travesseiro. Eles se ajustam facilmente ao formato da cabeça e costumam estar presente nos ambientes mais sofisticados. Entretanto, são os que mais acumulam fungos, ácaros e bactérias, além de não serem estruturados o suficiente para alinhar a cervical com o tronco quando estamos deitados de lado (posição mais comum). Se sua opção for essa, troque-os com muita frequência.
Ervas - utilizado pelos adeptos da aromaterapia, acredita-se que um travesseiro com ervas pode melhorar a qualidade do sono. O alecrim, por exemplo, amenizaria dores de cabeça; a camomila seria tranqüilizante e a macela combateria a insônia. Mas não há qualquer comprovação destes efeitos, senão quanto ao perfume em si. Pessoas alérgicas devem evitar este tipo de travesseiro. Além disso, não oferecem sustentação correta à coluna cervical, pois as ervas se movem para as laterais do travesseiro e deixam a cabeça em má posição durante o sono. 

Travesseiros com 