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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Kit médico é capaz de diagnosticar até 20 doenças em poucos minutos



Um novo Kit de diagnóstico, que está sendo desenvolvido para ser utilizado em escala nacional, é capaz de detectar até 20 doenças em apenas alguns minutos. Chamado de plataforma para diagnósticos multiplex, o equipamento produzido por um consórcio liderado por três instituições de pesquisa do Paraná será produzido industrialmente a partir de 2014.
A ideia inicial é que a aplicação do aparelho seja limitada para diagnóstico de HIV, citomegalovirose, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite A, B e C em exames de pré-natal na Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde de assistência a mães e bebês.
Segundo Marco Aurélio Krieger, pesquisador do ICC da Fiocruz e coordenador do projeto, o novo equipamento foi desenvolvido baseado em dois conceitos, lab-on-a-chip (todo o laboratório contido em um cartão descartável) e point of care (de execução simples em consultórios ou ambulatórios). Assim, ele é portátil, pode funcionar a bateria e possibilita a realização do teste no próprio consultório médico ou até mesmo em locais remotos. "Além disso, todo o desenvolvimento do aparelho é nacional", diz Krieger.
A expectativa do Ministério da Saúde é liberar cerca cerca de R$ 950 milhões, em cinco anos, na compra dos kits. O número de equipamentos produzidos irá aumentar de forma progressiva nesse período. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta, Carlos Gadelha, a compra pelo governo federal irá gerar uma economia de mais de R$ 177 milhões no decorrer dos cinco anos e o preço unitário do produto terá redução de cerca de 30% no período. "No primeiro ano (2014) serão produzidos 2 milhões de kits ao valor unitário de R$ 30,40", explica. "No último ano (2019) vão ser fabricados 10 milhões de unidades ao valor de R$ 21,50 cada uma." São valores sem impostos que incidem normalmente no produto, apenas incluem aqueles relativos ao pagamento de pessoal.
Um dos objetivos do projeto é a máxima de nacionalização possível do equipamento. Dispositivos como o chip e a câmera devem ser importados. A meta é que outros componentes do kit sejam nacionalizados como as proteínas (antígenos e anticorpos), o disco de polímero da base do chip, as micropartículas de poliestireno que se ligarão às proteínas e o dispositivo acionador do chip. "No caso das micropartículas já está em andamento um processo de solicitação de patente pela Fiocruz", diz Saul. Além da Lifemed, que produzirá o dispositivo acionador do chip e fará a montagem e comercialização do produto, a Fiocruz está apoiando a criação de empresas spin off para a produção dos componentes plásticos que comporão o disco do chip.


Fonte: www.isaude.net/

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